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Foram encontradas 5.194 questões.

1345420 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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enunciado 2759840-1

A perspicácia, de RENÉ MAGRITTE (1936).

http://rene-magritte-paintings.blogspot.com

O quadro produz um estranhamento em relação ao que se poderia esperar de um pintor que observa um modelo para sua obra.

Esse estranhamento contribui para a reflexão principalmente sobre o seguinte aspecto da criação artística:

 

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1345163 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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TEXTO I
O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias,
mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
MELO NETO, J. C. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1994 (fragmento).
TEXTO II
João Cabral, que já emprestara sua voz ao rio, transfere-a, aqui, ao retirante Severino, que, como o Capibaribe, também segue no caminho do Recife. A autoapresentação do personagem, na fala inicial do texto, nos mostra um Severino que, quanto mais se define, menos se individualiza, pois seus traços biográficos são sempre partilhados por outros homens.
SECCHIN, A. O. João Cabral: a poesia do menos.
Rio de Janeiro: Topbooks, 1999 (fragmento).
Com base no trecho de Morte e Vida Severina (Texto I) e na análise crítica (Texto II), observa-se que a relação entre o texto poético e o contexto social a que ele faz referência aponta para um problema social expresso Iiterariamente pela pergunta “Como então dizer quem fala / ora a Vossas Senhorias?”. A resposta à pergunta expressa no poema é dada por meio da
 

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1342681 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Guardar
Guardar uma coisa não é escondê-Ia ou trancá-Ia.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-Ia, fitá-la, mirá-Ia por
admirá-Ia, isto é, iIuminá-Ia ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que um pássaro sem voos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-Io:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.
MACHADO, G. In: MORICONI, I. (org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
A memória e um importante recurso do patrimônio cultural de uma nação. Ela está presente nas lembranças do passado e no acervo cultural de um povo. Ao tratar o fazer poético como uma das maneiras de se guardar o que se quer, o texto
 

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1342068 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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enunciado 2279496-1

A perspicácia, de RENÉ MAGRITTE (1936).

http://rene-magritte-paintings.blogspot.com

Pode-se definir “metalinguagem” como a linguagem que comenta a própria linguagem, fenômeno presente na literatura e nas artes em geral.

O quadro A perspicácia, do belga René Magritte, é um exemplo de metalinguagem porque:

 

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1339254 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Considere o poema, de Ana Cristina César (1952-1983).
Fisionomia
não é mentira
é outra
a dor que dói
em mim
é um projeto
de passeio
em círculo
um malogro
do objeto
em foco
a intensidade
de luz
de tarde
no jardim
é outra
a dor que dói
O título do poema está relacionado ao eu-lírico por um conflito de natureza
 

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1338600 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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A questão refere-se ao texto abaixo, extraído de O Guarani, de José de Alencar.
De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio de água que se dirige para o norte, e engrossado com os mananciais, que recebe no seu curso de dez léguas, torna-se rio caudal.
É o Paquequer: saltando de cascata em cascata, enroscando-se como uma serpente, vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba, que rola majestosamente em seu vasto leito.
Dir-se-ia que, vassalo e tributário desse rei das águas, o pequeno rio, altivo e sobranceiro contra os rochedos, curva-se humildemente aos pés do suserano. Perde então a beleza selvática; suas ondas são calmas e serenas como as de um lago, e não se revoltam contra os barcos e as canoas que resvalam sobre elas: escravo submisso, sofre o látego* do senhor.
Não é neste lugar que ele deve ser visto; sim três ou quatro léguas acima de sua foz, onde é livre ainda, como o filho indômito desta pátria da liberdade.
Aí, Paquequer lança-se rápido sobre o seu leito, e atravessa as florestas como o tapir, espumando, deixando o pelo esparso pelas pontas do rochedo, e enchendo a solidão com o estampido de sua carreira. De repente, falta-lhe o espaço, foge-lhe a terra; o soberbo rio recua um momento para concentrar as suas forças, e precipita-se de um só arremesso, como o tigre sobre a presa.
(José de Alencar. O Guarani.) (*) látego: chicote
No contexto da obra, a personificação da natureza
I. descreve um cenário fiel ao ambiente natural.
II. exibe a grandiosidade da natureza do país.
III. antecipa as características determinantes dos dois protagonistas masculinos.
Está correto o que se afirma apenas em
 

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1338438 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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A questão refere-se ao texto abaixo, extraído de O Guarani, de José de Alencar.
De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio de água que se dirige para o norte, e engrossado com os mananciais, que recebe no seu curso de dez léguas, torna-se rio caudal.
É o Paquequer: saltando de cascata em cascata, enroscando-se como uma serpente, vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba, que rola majestosamente em seu vasto leito.
Dir-se-ia que, vassalo e tributário desse rei das águas, o pequeno rio, altivo e sobranceiro contra os rochedos, curva-se humildemente aos pés do suserano. Perde então a beleza selvática; suas ondas são calmas e serenas como as de um lago, e não se revoltam contra os barcos e as canoas que resvalam sobre elas: escravo submisso, sofre o látego* do senhor.
Não é neste lugar que ele deve ser visto; sim três ou quatro léguas acima de sua foz, onde é livre ainda, como o filho indômito desta pátria da liberdade.
Aí, Paquequer lança-se rápido sobre o seu leito, e atravessa as florestas como o tapir, espumando, deixando o pelo esparso pelas pontas do rochedo, e enchendo a solidão com o estampido de sua carreira. De repente, falta-lhe o espaço, foge-lhe a terra; o soberbo rio recua um momento para concentrar as suas forças, e precipita-se de um só arremesso, como o tigre sobre a presa.
(José de Alencar. O Guarani.) (*) látego: chicote
O trecho anterior, relacionado ao enredo do romance, cria um cenário que prepara o leitor para o conflito entre:
 

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1338329 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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A questão refere-se ao poema abaixo, de Oswald de Andrade, que integra o romance Memórias sentimentais de João Miramar.
enunciado 2150528-1
Azula: foge
Abrindo o pala: escapando
Sarado: valentão, abusado
Com base no poema, a única opção que NÃO contempla a proposta modernista é
 

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1338013 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
Provas:
A questão refere-se ao poema abaixo, de Oswald de Andrade, que integra o romance Memórias sentimentais de João Miramar.
enunciado 2150366-1
Azula: foge
Abrindo o pala: escapando
Sarado: valentão, abusado
O título do poema “Crackar”, relacionado ao romance,
I. revela o comportamento do personagem.
II. é próprio do contexto sócio-econômico da época.
III. afeta diretamente a vida do personagem.
Está correto o que se afirma em
 

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1337463 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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O texto abaixo é o início da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis.
Uma noite dessas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.
[...] No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou.
[...] Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo.Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração; se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo.
Considere as afirmações abaixo referentes ao trecho, articuladas ao romance:
I. O narrador já apresenta seu estilo irônico de narrar.
II. O narrador assume uma alcunha que o caracteriza ao longo do enredo.
III. Os eventos narrados no trecho inicial desencadeiam o conflito central da obra.
IV. O título Dom Casmurro não caracteriza adequadamente o personagem Bentinho.
Estão corretas apenas
 

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