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Respondida
Assinale a alternativa que se refere corretamente às principais alterações na fisiologia endócrina da adolescência feminina.
Respondida
Uma adolescente de 15 anos, com desenvolvimento puberal Tanner 4, consulta o endocrinologista pediátrico por irregularidades menstruais e expressa desejo de iniciar vida sexual ativa, solicitando orientação sobre métodos contraceptivos. Não há sinais de violência ou coação, e a paciente demonstra capacidade de compreensão.
A conduta ética inicial do médico deve priorizar a/o:
A
Comunicação imediata aos pais ou responsáveis sobre o desejo da adolescente, priorizando o consentimento familiar para qualquer orientação sobre saúde sexual, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
B
Recusa em fornecer orientação sobre contracepção sem avaliação psicológica prévia, devido ao risco de imaturidade emocional em adolescentes, com foco exclusivo no tratamento das irregularidades menstruais.
C
Prescrição empírica de contraceptivos orais combinados sem discussão detalhada, enfatizando apenas a regularização do ciclo menstrual para evitar complicações endócrinas, sem menção a ISTs.
D
Encaminhamento obrigatório para serviço de saúde mental antes de qualquer orientação sexual, considerando o desejo de iniciar vida sexual como possível sinal de distúrbio comportamental associado à puberdade.
E
Orientação confidencial sobre métodos contraceptivos, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e uso de preservativos para dupla proteção, respeitando a autonomia da adolescente sem juízo de valor ou quebra de sigilo, com encaminhamento multidisciplinar, se necessário.
Respondida
Um pediatra endocrinologista atende a uma criança de 6 meses com retardo no desenvolvimento neuropsicomotor e baixa estatura, cuja triagem neonatal havia mostrado hormônio tireoestimulante (TSH) elevado, mas sem confirmação sérica imediata pelo profissional, resultando em diagnóstico tardio de hipotireoidismo congênito e sequelas permanentes.
A responsabilidade ética e civil do médico nessa situação decorre principalmente de:
A
Imperícia coletiva da equipe multidisciplinar, isentando o endocrinologista de responsabilidade individual ética, mas sujeitando-o a sanções civis apenas se comprovada intenção dolosa no atraso diagnóstico.
B
Ausência de consentimento informado dos pais para o adiamento dos exames confirmatórios, configurando violação ética exclusiva, sem implicações civis uma vez que o PNTN não impõe prazos rígidos para confirmação.
C
Quebra de sigilo profissional ao não compartilhar os resultados da triagem neonatal com os pais imediatamente, gerando responsabilidade ética, mas sem base para ação civil por falta de nexo causal com as sequelas.
D
Negligência por omissão no uso de meios diagnósticos disponíveis, caracterizando infração ética pessoal não presumida e possibilidade de indenização civil por imperícia ou imprudência, com dever de reparar danos ao paciente menor.
E
Recusa em exercer a medicina em instituição pública inadequada, protegendo o médico de responsabilidades éticas e civis, desde que documentada a notificação ao diretor técnico sobre falhas no fluxo do PNTN.
Respondida
Uma criança de 5 anos é levada ao consultório de endocrinologia pediátrica por ganho de peso excessivo nos últimos 2 anos, com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima do percentil 97 nas curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), velocidade de crescimento preservada, ausência de dismorfismos ou deficiências intelectuais e história de hábitos alimentares inadequados com sedentarismo familiar.
A abordagem inicial recomendada para essa condição é:
Respondida
Uma menina de 14 anos é avaliada em consulta de endocrinologia pediátrica por ausência de menarca, baixa estatura proporcional com estatura 2,5 desvios-padrão abaixo da média para idade e sexo nas curvas da Organização Mundial da Saúde (OMS), pescoço alado, implantação baixa das orelhas e coarctação da aorta detectada em ecocardiograma. Exames complementares revelam cariótipo 45, X e níveis elevados de hormônio folículo-estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH).
Essa descrição corresponde à:
Respondida
Assinale a alternativa que se refere corretamente às características principais da hiperplasia adrenal congênita (HAC).
A
Doença autossômica dominante com hiperplasia nodular do córtex adrenal, resultando em excesso de cortisol e supressão androgênica, sem crise de perda de sal, confirmada por dosagem baixa de 17-hidroxiprogesterona e imagem por tomografia.
B
Grupo de doenças autossômicas recessivas com deficiência enzimática no córtex adrenal, levando à hiperprodução de andrógenos e possível insuficiência suprarrenal, com a forma mais comum sendo a deficiência de 21-hidroxilase, detectada por elevação de 17-hidroxiprogesterona na triagem neonatal.
C
Condição adquirida por infecção viral com inflamação transitória da suprarrenal, manifestando tireotoxicose inicial seguida de insuficiência adrenal reversível, sem componente genético ou necessidade de triagem neonatal rotineira.
D
Mutação monogênica X-ligada com atrofia suprarrenal progressiva, associada à leucodistrofia cerebral e hiperandrogenismo isolado em meninos, diagnosticada por dosagem de ácidos graxos de cadeia muito longa.
E
Hiperplasia suprarrenal secundária a tumor hipofisário, com excesso de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) e hipercortisolismo, sem ambiguidade genital ou distúrbios eletrolíticos na apresentação neonatal típica.
Respondida
As características anatomopatológicas e fisiopatológicas principais da tireoidite subaguda de Quervain incluem:
A
Doença autoimune crônica com infiltração linfocítica da tireoide, levando à hipotireoidismo adquirido insidioso em regiões com iodação adequada do sal, com confirmação diagnóstica pela presença de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) e antitireoglobulina (anti-Tg).
B
Hiperplasia difusa da tireoide por deficiência nutricional de iodo, com bócio endêmico e hipotireoidismo reversível mediante suplementação iodada, caracterizada por ausência de infiltração inflamatória linfocítica
C
Inflamação granulomatosa subaguda com formação de gigantócitos, associada a etiologia viral, causando tireotoxicose transitória inicial seguida de hipotireoidismo recuperável espontaneamente, sem presença de anticorpos autoimunes
D
Mutação genética no receptor do hormônio tireoestimulante (TSH), resultando em resistência hormonal com hipotireoidismo familiar congênito e atrofia glandular progressiva, sem componente autoimune detectável.
E
Supuração aguda com necrose tecidual e infiltração neutrofílica por infecção bacteriana, manifestando-se como abscesso tireoidiano, com necessidade de drenagem cirúrgica e antibioticoterapia empírica.
Respondida
Assinale a alternativa que se refere corretamente às características anatomopatológicas e fisiopatológicas principais da tireoidite de Hashimoto.
A
Inflamação granulomatosa subaguda com formação de gigantócitos, associada à etiologia viral, causando tireotoxicose transitória inicial seguida de hipotireoidismo recuperável espontaneamente, sem presença de anticorpos autoimunes.
B
Hiperplasia difusa da tireoide por deficiência nutricional de iodo, com bócio endêmico e hipotireoidismo reversível mediante suplementação iodada, caracterizada por ausência de infiltração inflamatória linfocítica.
C
Mutação genética no receptor do hormônio tireoestimulante (TSH), resultando em resistência hormonal com hipotireoidismo familiar congênito e atrofia glandular progressiva, sem componente autoimune detectável.
D
Supuração aguda com necrose tecidual e infiltração neutrofílica por infecção bacteriana, manifestando-se como abscesso tireoidiano, com necessidade de drenagem cirúrgica e antibioticoterapia empírica.
E
Infiltração linfocítica crônica da tireoide com destruição autoimune progressiva dos folículos tireoidianos, levando à hipotireoidismo adquirido insidioso, mediado por anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) e antitireoglobulina (anti-Tg), com ecotextura heterogênea à ultrassonografia.
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Um recém-nascido a termo, assintomático, apresenta dosagem de hormônio tireoestimulante (TSH) de 25 mUI/L na triagem neonatal realizada no terceiro dia de vida, em amostra de sangue colhida por punção no calcanhar. Não há história materna de tireoidopatias ou exposição a iodo.
A conduta inicial deve ser:
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Assinale a alternativa que se refere corretamente às metas de tratamento glicêmico primárias para Diabetes Mellitus tipo 2 confirmado por hiperglicemia sintomática e anticorpos negativos para autoimunidade.
A
HbA1c inferior a 6,5%, glicemia de jejum inferior a 100 mg/dL e glicemia pós-prandial inferior a 140 mg/dL, priorizando metas estritas para prevenção de comorbidades.
B
HbA1c inferior a 7%, glicemia de jejum e pré-prandial entre 70-130 mg/dL, glicemia pós-prandial inferior a 180 mg/dL e tempo no alvo (TIR 70-180 mg/dL) superior a 70%.
C
HbA1c inferior a 7,5%, glicemia de jejum entre 80-130 mg/dL e glicemia ao deitar entre 100- 180 mg/dL, com ênfase em metas para diabetes tipo 1.
D
HbA1c inferior a 8%, glicemia de jejum entre 90-150 mg/dL e glicemia pós-prandial inferior a 200 mg/dL, ajustadas para idoso frágil adaptado à pediatria.
E
HbA1c inferior a 8,5%, glicemia de jejum entre 100-180 mg/dL e glicemia pós-prandial sem limite específico, focando em evitar hipoglicemia em crianças.