Foram encontradas 3.699 questões.
A priori, a memória parece ser um fenômeno individual, algo relativamente íntimo, próprio da pessoa. Mas Maurice Halbwachs, nos anos 20-30 do século XX, já havia sublinhado que a memória deve ser entendida também, ou sobretudo, como um fenômeno coletivo e social, ou seja, como um fenômeno construído coletivamente e submetido a flutuações, transformações, mudanças constantes. Se destacamos essa característica flutuante, mutável, da memória, tanto individual quanto coletiva, devemos lembrar também que na maioria das memórias existem marcos ou pontos relativamente invariantes, imutáveis. Todos os que já realizaram entrevistas de história de vida percebem que no decorrer de uma entrevista muito longa, em que a ordem cronológica não está sendo necessariamente obedecida, em que os entrevistados voltam várias vezes aos mesmos acontecimentos, há nessas voltas a determinados períodos da vida, ou a certos fatos, algo de invariante. É como se [...] houvesse elementos irredutíveis, em que o trabalho de solidificação da memória foi tão importante que impossibilitou a ocorrência de mudanças. Em certo sentido, determinado número de elementos tornam-se realidade, passam a fazer parte da própria essência da pessoa, muito embora outros tantos acontecimentos e fatos possam se modificar em função dos interlocutores, ou em função do movimento da fala.
(POLLAK, Michael. Memória e Identidade Social. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, vol. 5, n. 10, 1992, p. 201.)
Tendo como referência o texto citado, assinale a alternativa correta.
Provas
Termos como cultura, memória, representação e modernidade podem ter conotações abrangentes e difusas, a ponto de perderem sua relevância como conceitos. Similarmente, a palavra patrimônio, mesmo hoje, é de difícil precisão, sendo parte de uma miríade de expressões, como patrimônio digital, patrimônio genético, biopatrimônio, etnopatrimônio, patrimônio imaterial, patrimônio histórico e patrimônio familiar, entre outras. No meio museológico, é possível também encontrar a expressão “patrimônio integral”, que parece buscar reafirmar a totalidade difusa que a noção de patrimônio adquiriu com o tempo. Assinale a alternativa que apresenta uma das críticas feitas à noção de “patrimônio integral”.
Provas
A todo objeto de museu é atribuída forte carga simbólica. A escrivaninha, as roupas, os objetos de uso pessoal, a biblioteca de um grande jurista são tradicionalmente utilizados para representar o seu proprietário, quase como uma relíquia que substitui um santo católico. Francisco Regis Lopes Ramos (2004) lembra que essa operação semântica direciona a percepção que dá a certos objetos o poder de sintetizar uma vida inteira, em sintonia com a memória que se deseja perpetuar. E assim os artefatos tornam-se sagrados, possuidores de uma sacralidade que, atualmente, não deve mais ser captada como fim em si mesma, mas na qualidade de matéria-prima do conhecimento histórico. Tomando-se essa última concepção, necessitamos compreender que exposições de natureza biográfica devem
Provas
A tendência mais comum no museu histórico, previsível pela caracterização corrente que dele se fez, é a fetichização do objeto na exposição. Inserida numa dimensão de fenômenos históricos ou sociais, a fetichização tem que ser entendida como deslocamento de atributos do nível das relações entre os homens, apresentando-os como derivados dos objetos, autonomamente, portanto, “naturalmente” (Ulpiano Bezerra de Meneses, 1994). Segundo essa concepção de artefato, pode-se inferir que as únicas características intrínsecas aos objetos são
Provas
Mas conviria a instalação à exposição histórica? A instalação como parte de uma exposição, sem dúvida alguma. A instalação como forma ideal ou predominante, ou única, não, com certeza. A instalação é uma obra ambiental. Nessa medida, ela esvazia toda especificidade do documento histórico, que se amalgama com outros documentos e outros suportes, tudo metaforizado para produzir uma síntese estética. (Ulpiano T. Bezerra de Meneses, 1994). Segundo essa proposta conceitual, um partido curatorial de uma exposição histórica deve
Provas
O uso de papel neutro é altamente recomendável para a conservação adequada de acervos museológicos em exposição, seja em passe-partout, suportes ou embalagens. Considera-se o papel neutro aquele com índice de PH próximo a
Provas
A montagem e manutenção de uma exposição em museu deve necessariamente garantir a salvaguarda dos objetos expostos, inclusive ambientalmente. São parâmetros adequados de conservação de acervos em exposição:
Provas
A compreensão de que as atividades curatoriais devem ser concebidas como ações interdependentes, compostas por profissionais de diferentes áreas disciplinares, que se esforçam numa formulação coletiva visando à eficácia das ações de salvaguarda e comunicação, estão associadas, no Brasil, aos conceitos de
Provas
O monitoramento de condições ambientais tem passado por rápida transformação nos últimos anos, com a introdução de equipamentos capazes de armazenar e seriar informações sobre o ambiente de áreas expositivas, auxiliando nos procedimentos de conservação. A alternativa que sinaliza um aparelho com tal desempenho é:
Provas
O uso de bancos de dados na gestão curatorial de coleções tem sido cada vez mais necessário, tendo em vista o aumento contínuo das mesmas, a ampliação de seu estudo e a necessidade de estabelecer programas de diálogo informacional entre museus. Indique a alternativa que contém o programa gerenciador de banco de dados voltado a acervos museológicos amplamente difundido no país, e a sigla da instituição que o criou.
Provas
Caderno Container