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A origem dos museus está intimamente ligada à Grécia Antiga e ao termo “Mouseion”. Esse local era visto como um oásis das artes e do conhecimento. As musas eram chamadas assim por serem filhas de Zeus e Mnemósine, a personificação da memória.
Assinale, entre as alternativas abaixo, a que melhor representa o termo “Mouseion”:
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Sobre a coleção entomológica do Museu de Zoologia, é
correto afirmar:
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No processo de digitalização de um acervo biológico, há duas
categorias de dados relacionados a um determinado
espécime a serem considerados: metadados e dados
taxonômicos (Miralles et al. 2020, Syst. Biol., 69, 1231-1253).
Classifique as informações listadas abaixo como metadado (1)
ou dado taxonômico (2), conforme proposto por Miralles et
al. (2020), e em seguida selecione a alternativa que apresenta
a ordem correta:
( ) número de tombo
( ) imagem de estruturas morfológicas
( ) nome do coletor
( ) sequência genética
( ) nome da espécie
( ) nome do gênero
( ) número de tombo
( ) imagem de estruturas morfológicas
( ) nome do coletor
( ) sequência genética
( ) nome da espécie
( ) nome do gênero
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Assinale a alternativa correta considerando os caminhos
disponíveis para a identificação taxonômica de insetos.
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Leia o trecho a seguir:
“No entanto, percebemos as obras de arte como uma categoria especial de documento. Diferentes dos objetos históricos, que são criados inicialmente para uma função utilitária e quando investidos de valor simbólico são afastados desta função original para se tornarem documento, podemos considerar que as obras de arte nascem como objetos estéticos. O objeto de arte é criado a fim de possibilitar a experiência estética, e essa função é mantida no ambiente do museu. Uma obra de arte no contexto museológico não passa a ser somente um objeto histórico ou um documento, mas continua sendo apresentada e fruída pelo público como objeto estético. Desta forma, o objeto artístico musealizado sobrepõe duas dimensões: a estética e a documental.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade, Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
Neste excerto a autora, Mariana Estellita, apresenta as relações entre obras de arte, documentos e coleções museológicas. De acordo com a autora, é correto afirmar:
“No entanto, percebemos as obras de arte como uma categoria especial de documento. Diferentes dos objetos históricos, que são criados inicialmente para uma função utilitária e quando investidos de valor simbólico são afastados desta função original para se tornarem documento, podemos considerar que as obras de arte nascem como objetos estéticos. O objeto de arte é criado a fim de possibilitar a experiência estética, e essa função é mantida no ambiente do museu. Uma obra de arte no contexto museológico não passa a ser somente um objeto histórico ou um documento, mas continua sendo apresentada e fruída pelo público como objeto estético. Desta forma, o objeto artístico musealizado sobrepõe duas dimensões: a estética e a documental.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade, Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
Neste excerto a autora, Mariana Estellita, apresenta as relações entre obras de arte, documentos e coleções museológicas. De acordo com a autora, é correto afirmar:
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Leia o trecho a seguir:
“Aqui há uma inversão do que poderíamos chamar obra de arte. Tradicionalmente, ela estava relacionada ao espaço e à materialidade; a delimitação física de um objeto fazia a separação da arte e da realidade. Para a estética relacional, essa relação é substituída, e a delimitação da obra de arte passa a ser uma duração momentânea. O que se considera obra não é mais o espaço físico a ser percorrido (mesmo que em alguns casos apenas com os olhos), mas se torna um tempo a ser vivenciado. Para o autor “[...] Já não se pode considerar a obra contemporânea como um espaço a ser percorrido [...]. Agora ela se apresenta como uma duração a ser experimentada, como uma abertura para a discussão ilimitada” (BOURRIAUD, 2009a, p. 20-21).
Esse tipo de linguagem, frequente na arte contemporânea, depende do trabalho da documentação para existir, ainda que somente enquanto memória ou informação de uma obra definitivamente acabada.
No entanto, quando a arte contemporânea desloca a lógica de produção e compreensão da obra de arte e se desvincula da materialidade, ela produz um impacto na documentação museológica, que está estruturada sobre uma lógica moderna, hierárquica e linear. É precisamente esta diferença entre a lógica moderna da documentação - que trabalha a noção de documento e de obra de arte a partir da materialidade do suporte - e a nova concepção de obra trazida pela arte contemporânea, que provoca uma desarticulação estrutural que pode dificultar o acesso à informação. Com relação às obras tradicionais, cujo processo de comunicação se dá através da contemplação visual, o sistema de documentação e recuperação da informação é funcional e está adequado a esta tipologia de acervo. No caso das obras de arte contemporânea, há demandas por novas estratégias de documentação museológica que viabilizem a permanência destas linguagens independente de sua materialidade.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade, Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
Considerando as reflexões sobre acervo, documentação e arte contemporânea nos excertos do texto, assinale a alternativa correta.
“Aqui há uma inversão do que poderíamos chamar obra de arte. Tradicionalmente, ela estava relacionada ao espaço e à materialidade; a delimitação física de um objeto fazia a separação da arte e da realidade. Para a estética relacional, essa relação é substituída, e a delimitação da obra de arte passa a ser uma duração momentânea. O que se considera obra não é mais o espaço físico a ser percorrido (mesmo que em alguns casos apenas com os olhos), mas se torna um tempo a ser vivenciado. Para o autor “[...] Já não se pode considerar a obra contemporânea como um espaço a ser percorrido [...]. Agora ela se apresenta como uma duração a ser experimentada, como uma abertura para a discussão ilimitada” (BOURRIAUD, 2009a, p. 20-21).
Esse tipo de linguagem, frequente na arte contemporânea, depende do trabalho da documentação para existir, ainda que somente enquanto memória ou informação de uma obra definitivamente acabada.
No entanto, quando a arte contemporânea desloca a lógica de produção e compreensão da obra de arte e se desvincula da materialidade, ela produz um impacto na documentação museológica, que está estruturada sobre uma lógica moderna, hierárquica e linear. É precisamente esta diferença entre a lógica moderna da documentação - que trabalha a noção de documento e de obra de arte a partir da materialidade do suporte - e a nova concepção de obra trazida pela arte contemporânea, que provoca uma desarticulação estrutural que pode dificultar o acesso à informação. Com relação às obras tradicionais, cujo processo de comunicação se dá através da contemplação visual, o sistema de documentação e recuperação da informação é funcional e está adequado a esta tipologia de acervo. No caso das obras de arte contemporânea, há demandas por novas estratégias de documentação museológica que viabilizem a permanência destas linguagens independente de sua materialidade.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade, Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
Considerando as reflexões sobre acervo, documentação e arte contemporânea nos excertos do texto, assinale a alternativa correta.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Aqui pretende-se estabelecer um cruzamento entre os
seis instrumentos da documentação museológica, a saber:
livro tombo, arrolamento/inventário, identificação e
marcação do objeto e ficha de catalogação e sistemas de
informatização com as quatro práticas da cultura digital:
informacional, comunicacional, relacional e curatorial, com o
intuito de identificar possibilidades de atualização dos
procedimentos com o conceito de cada prática. Para tanto,
elaboramos o quadro 01 com o objetivo de apresentar em
perspectiva os diálogos possíveis para estimular os
profissionais e pesquisadores do campo museológico, mais
especificamente, aqueles interessados e comprometidos com
o desenvolvimento da documentação museológica e gestão
de acervos no que tange aos aspectos socioculturais, o uso das
tecnologias digitais e a web.”

A transformação da documentação
museológica pela perspectiva da cultura digital. Renata
Cardozo Padilha. MUSEOLOGIA & INTERDISCIPLINARIDADE Vol.
11, nº Especial, ago 2022.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Aqui pretende-se estabelecer um cruzamento entre os
seis instrumentos da documentação museológica, a saber:
livro tombo, arrolamento/inventário, identificação e
marcação do objeto e ficha de catalogação e sistemas de
informatização com as quatro práticas da cultura digital:
informacional, comunicacional, relacional e curatorial, com o
intuito de identificar possibilidades de atualização dos
procedimentos com o conceito de cada prática. Para tanto,
elaboramos o quadro 01 com o objetivo de apresentar em
perspectiva os diálogos possíveis para estimular os
profissionais e pesquisadores do campo museológico, mais
especificamente, aqueles interessados e comprometidos com
o desenvolvimento da documentação museológica e gestão
de acervos no que tange aos aspectos socioculturais, o uso das
tecnologias digitais e a web.”

A transformação da documentação
museológica pela perspectiva da cultura digital. Renata
Cardozo Padilha. MUSEOLOGIA & INTERDISCIPLINARIDADE Vol.
11, nº Especial, ago 2022.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“A documentação museológica se estrutura a partir do
conceito de documento. Ao contrário de Jesse Shera e Louis
Shores que restringem esta noção aos registros gráficos e
textuais produzidos intencionalmente com tal finalidade,
utilizaremos a definição de Paul Otlet (Smit, 2008), que
considera que um objeto também pode ser um documento,
na medida em que é deslocado de sua função ordinária e é
colocado em uma coleção museológica por ser considerado
um testemunho de um tempo e lugar. Desta forma, mesmo
que não tenha sido produzido com este propósito, um objeto
pode desempenhar a função de documento. Briet trabalha o
conceito de documento vinculado à existência de uma
evidência material. A autora sintetiza três aspectos
estruturantes para a caracterização de um documento:
(1) A materialidade: a noção de documento se aplica apenas a
sinais físicos;
(2) A intencionalidade: pretende- se que o objeto seja tratado
como evidência;
(3) O processamento: os objetos devem ter sido processados,
ou seja, devem ter sido tornados documentos (BRIET apud
LOUREIRO, 2008, p. 105).
Diante desta perspectiva, podemos observar que a
materialidade é condição fundamental para a existência de
um documento. É a partir do suporte material que são
desdobrados os potenciais simbólicos e informacionais de um
objeto.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos
paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade,
Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“A documentação museológica se estrutura a partir do
conceito de documento. Ao contrário de Jesse Shera e Louis
Shores que restringem esta noção aos registros gráficos e
textuais produzidos intencionalmente com tal finalidade,
utilizaremos a definição de Paul Otlet (Smit, 2008), que
considera que um objeto também pode ser um documento,
na medida em que é deslocado de sua função ordinária e é
colocado em uma coleção museológica por ser considerado
um testemunho de um tempo e lugar. Desta forma, mesmo
que não tenha sido produzido com este propósito, um objeto
pode desempenhar a função de documento. Briet trabalha o
conceito de documento vinculado à existência de uma
evidência material. A autora sintetiza três aspectos
estruturantes para a caracterização de um documento:
(1) A materialidade: a noção de documento se aplica apenas a
sinais físicos;
(2) A intencionalidade: pretende- se que o objeto seja tratado
como evidência;
(3) O processamento: os objetos devem ter sido processados,
ou seja, devem ter sido tornados documentos (BRIET apud
LOUREIRO, 2008, p. 105).
Diante desta perspectiva, podemos observar que a
materialidade é condição fundamental para a existência de
um documento. É a partir do suporte material que são
desdobrados os potenciais simbólicos e informacionais de um
objeto.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos
paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade,
Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
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