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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Documentar é um ato de informação e conformação
porque é um ato de atribuição de valor. Só há documento
porque há a intenção de informar, de produzir conhecimento
sobre um determinado conjunto de bens culturais. Nesse
sentido, os documentos produzidos ao longo da atividade de
documentação museológica são instauradores do próprio
processo de musealização. Musealizar, portanto, também é
um ato de informação. Nas palavras dos autores, “[...] estas
instituições, ao criarem um corpus documental em papel,
criam um corpus patrimonial, na medida em que dão origem
a objetos patrimoniais que se tornam documentos históricos,
artísticos.” (GRIGOLETO; MARAÑON, 2009: 06)”
Museologia & Interdisciplinaridade. vol. 11, Especial. Dossiê: Perspectivas de
Documentação Museológica: Competências, Formações, Experiências e
Reflexões. Brasília: Unb, 2022.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Portanto, o objeto museológico possui caráter dual, que
diz respeito às suas características intrínsecas (físicas) e
extrínsecas (que ultrapassam a materialidade do objeto em
si). Isto torna a pesquisa extremamente necessária para a
recuperação e o processamento técnico das informações
sobre o acervo e é determinante para o estabelecimento dos
critérios de crescimento das coleções. Somente por meio da
pesquisa é que se torna possível explorar exaustivamente os
diferentes aspectos dos objetos, proporcionando a produção
e a difusão de conhecimento a partir deles e com eles. Isso
impede a fragmentação do seu sentido e o consequente
esvaziamento de seu valor de memória.
O reflexo direto da dualidade objetual é a necessidade de
o mesmo ser referenciado peça a peça nos instrumentos de
documentação museológica. Ou seja, cada peça deve ter seu
próprio registro e sua numeração individual. Em outras
palavras, cada objeto museológico deve ser considerado
único, pois sua origem (ou sua fonte) e procedência são
geralmente diversas.”
Associação Cultural de Amigos do Museu da Casa de Portinari
(Brodowski,SP) Documentação e conservação de acervos museológicos:
diretrizes/ACAM Portinari:[orientação]Governo de Estado de São
Paulo;textos Angelica Fabri.[et al.]; revisão de texto Josias A.Silva –
Brodowski: Associação Cultural de Amigos do Museu Casa de Portinari; São
Paulo: Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, 2010
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Portanto, o objeto museológico possui caráter dual, que
diz respeito às suas características intrínsecas (físicas) e
extrínsecas (que ultrapassam a materialidade do objeto em
si). Isto torna a pesquisa extremamente necessária para a
recuperação e o processamento técnico das informações
sobre o acervo e é determinante para o estabelecimento dos
critérios de crescimento das coleções. Somente por meio da
pesquisa é que se torna possível explorar exaustivamente os
diferentes aspectos dos objetos, proporcionando a produção
e a difusão de conhecimento a partir deles e com eles. Isso
impede a fragmentação do seu sentido e o consequente
esvaziamento de seu valor de memória.
O reflexo direto da dualidade objetual é a necessidade de
o mesmo ser referenciado peça a peça nos instrumentos de
documentação museológica. Ou seja, cada peça deve ter seu
próprio registro e sua numeração individual. Em outras
palavras, cada objeto museológico deve ser considerado
único, pois sua origem (ou sua fonte) e procedência são
geralmente diversas.”
Associação Cultural de Amigos do Museu da Casa de Portinari
(Brodowski,SP) Documentação e conservação de acervos museológicos:
diretrizes/ACAM Portinari:[orientação]Governo de Estado de São
Paulo;textos Angelica Fabri.[et al.]; revisão de texto Josias A.Silva –
Brodowski: Associação Cultural de Amigos do Museu Casa de Portinari; São
Paulo: Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, 2010
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Portanto, o objeto museológico possui caráter dual, que
diz respeito às suas características intrínsecas (físicas) e
extrínsecas (que ultrapassam a materialidade do objeto em
si). Isto torna a pesquisa extremamente necessária para a
recuperação e o processamento técnico das informações
sobre o acervo e é determinante para o estabelecimento dos
critérios de crescimento das coleções. Somente por meio da
pesquisa é que se torna possível explorar exaustivamente os
diferentes aspectos dos objetos, proporcionando a produção
e a difusão de conhecimento a partir deles e com eles. Isso
impede a fragmentação do seu sentido e o consequente
esvaziamento de seu valor de memória.
O reflexo direto da dualidade objetual é a necessidade de
o mesmo ser referenciado peça a peça nos instrumentos de
documentação museológica. Ou seja, cada peça deve ter seu
próprio registro e sua numeração individual. Em outras
palavras, cada objeto museológico deve ser considerado
único, pois sua origem (ou sua fonte) e procedência são
geralmente diversas.”
Associação Cultural de Amigos do Museu da Casa de Portinari
(Brodowski,SP) Documentação e conservação de acervos museológicos:
diretrizes/ACAM Portinari:[orientação]Governo de Estado de São
Paulo;textos Angelica Fabri.[et al.]; revisão de texto Josias A.Silva –
Brodowski: Associação Cultural de Amigos do Museu Casa de Portinari; São
Paulo: Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, 2010
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TEXTO PARA A QUESTÃO
O Apagamento dos Índios da América do Norte: A Cegueira
do Colonialismo Baseado em Texto.
“É claro que tem havido esforços sérios por parte de
bibliotecários, catalogadores, arquivistas, classificacionistas e
curadores para corrigir a flagrante ausência de vozes
marginalizadas em todos os tipos de catálogos. Algumas delas
passaram por apelos à mudança de práticas padrão, à adoção
de novos termos, à criação de novas classes e ao investimento
na ligação de tecnologias. Acadêmicos e profissionais
identificaram maneiras comuns pelas quais os trabalhos de,
para e sobre povos marginalizados são repetidamente
segregados e “guetizados” por meio de catalogação
institucional e práticas de classificação. Mais comumente,
essas práticas consistem em (1) nomear erroneamente ou
usar termos centrados no Ocidente para descrever
fenômenos indígenas; (2) usar partes para descrever
fenômenos mais holísticos, ou a redução, remoção e
desvinculação de uma parte de um sistema de conhecimento
de uma ontologia maior; (3) ênfase na periodização
nacionalista moderna, incluindo a noção de que a história tal
como é escrita pelos colonizadores não pode ser alterada; e
(4) ênfase na proibição de alterações em práticas que
perturbariam a eficiência do esquema padronizado existente.
O efeito global é a subjugação contínua dos sistemas de
conhecimento nativos em favor de um sistema ocidental
moderno e centralizado de conhecimento, ao qual todas as
outras ontologias que tenham o potencial para descrever o
mundo devem aderir.”
(Tradução livre). Duarte, Marisa Elena, and Miranda Belarde-Lewis.
"Imagining: Creating spaces for indigenous ontologies."Cataloging &
Classification Quarterly 53, no. 5-6 (2015): 677-702
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TEXTO PARA A QUESTÃO
O Apagamento dos Índios da América do Norte: A Cegueira
do Colonialismo Baseado em Texto.
“É claro que tem havido esforços sérios por parte de
bibliotecários, catalogadores, arquivistas, classificacionistas e
curadores para corrigir a flagrante ausência de vozes
marginalizadas em todos os tipos de catálogos. Algumas delas
passaram por apelos à mudança de práticas padrão, à adoção
de novos termos, à criação de novas classes e ao investimento
na ligação de tecnologias. Acadêmicos e profissionais
identificaram maneiras comuns pelas quais os trabalhos de,
para e sobre povos marginalizados são repetidamente
segregados e “guetizados” por meio de catalogação
institucional e práticas de classificação. Mais comumente,
essas práticas consistem em (1) nomear erroneamente ou
usar termos centrados no Ocidente para descrever
fenômenos indígenas; (2) usar partes para descrever
fenômenos mais holísticos, ou a redução, remoção e
desvinculação de uma parte de um sistema de conhecimento
de uma ontologia maior; (3) ênfase na periodização
nacionalista moderna, incluindo a noção de que a história tal
como é escrita pelos colonizadores não pode ser alterada; e
(4) ênfase na proibição de alterações em práticas que
perturbariam a eficiência do esquema padronizado existente.
O efeito global é a subjugação contínua dos sistemas de
conhecimento nativos em favor de um sistema ocidental
moderno e centralizado de conhecimento, ao qual todas as
outras ontologias que tenham o potencial para descrever o
mundo devem aderir.”
(Tradução livre). Duarte, Marisa Elena, and Miranda Belarde-Lewis.
"Imagining: Creating spaces for indigenous ontologies."Cataloging &
Classification Quarterly 53, no. 5-6 (2015): 677-702
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Segundo Lara Filho (2009) toda atividade de
documentação museológica é argumentativa e ideológica,
assim as instituições museológicas desenvolvem seus
sistemas de informação para a organização, tratamento,
segurança e disponibilização de seus acervos salvaguardados
e, consequentemente, as informações vinculadas a eles. Para
o autor, os museus buscam sentidos por meio de contextos,
informação e participação dos públicos para gerar sistemas
informacionais que atendam às necessidades de registro,
controle e guarda.
Para tanto, cabe à gestão de acervos as diretrizes para
alinhamento legal e ético para a organização, preservação e
acesso as coleções, bem como para as formas de aquisição e
descarte dos acervos museológicos da instituição. Isto é
desenvolvido por meio da elaboração de um dos instrumentos
mais importantes dos museus, a política de gestão de acervos.
A política de gestão de acervos é um documento essencial
para a salvaguarda dos acervos museológicos na instituição,
por isso, [...] deve abordar uma ampla variedade de assuntos
que serão escolhidos e descritos especificamente para servir
às necessidades do museu. (LADKIN, 2004: 15)”
A transformação da documentação museológica pela perspectiva da cultura
digital. Renata Cardozo Padilha. MUS. & INTERDIS. Vol. 11, 2022.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Segundo Lara Filho (2009) toda atividade de
documentação museológica é argumentativa e ideológica,
assim as instituições museológicas desenvolvem seus
sistemas de informação para a organização, tratamento,
segurança e disponibilização de seus acervos salvaguardados
e, consequentemente, as informações vinculadas a eles. Para
o autor, os museus buscam sentidos por meio de contextos,
informação e participação dos públicos para gerar sistemas
informacionais que atendam às necessidades de registro,
controle e guarda.
Para tanto, cabe à gestão de acervos as diretrizes para
alinhamento legal e ético para a organização, preservação e
acesso as coleções, bem como para as formas de aquisição e
descarte dos acervos museológicos da instituição. Isto é
desenvolvido por meio da elaboração de um dos instrumentos
mais importantes dos museus, a política de gestão de acervos.
A política de gestão de acervos é um documento essencial
para a salvaguarda dos acervos museológicos na instituição,
por isso, [...] deve abordar uma ampla variedade de assuntos
que serão escolhidos e descritos especificamente para servir
às necessidades do museu. (LADKIN, 2004: 15)”
A transformação da documentação museológica pela perspectiva da cultura
digital. Renata Cardozo Padilha. MUS. & INTERDIS. Vol. 11, 2022.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Segundo Lara Filho (2009) toda atividade de
documentação museológica é argumentativa e ideológica,
assim as instituições museológicas desenvolvem seus
sistemas de informação para a organização, tratamento,
segurança e disponibilização de seus acervos salvaguardados
e, consequentemente, as informações vinculadas a eles. Para
o autor, os museus buscam sentidos por meio de contextos,
informação e participação dos públicos para gerar sistemas
informacionais que atendam às necessidades de registro,
controle e guarda.
Para tanto, cabe à gestão de acervos as diretrizes para
alinhamento legal e ético para a organização, preservação e
acesso as coleções, bem como para as formas de aquisição e
descarte dos acervos museológicos da instituição. Isto é
desenvolvido por meio da elaboração de um dos instrumentos
mais importantes dos museus, a política de gestão de acervos.
A política de gestão de acervos é um documento essencial
para a salvaguarda dos acervos museológicos na instituição,
por isso, [...] deve abordar uma ampla variedade de assuntos
que serão escolhidos e descritos especificamente para servir
às necessidades do museu. (LADKIN, 2004: 15)”
A transformação da documentação museológica pela perspectiva da cultura
digital. Renata Cardozo Padilha. MUS. & INTERDIS. Vol. 11, 2022.
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“Segundo Lara Filho (2009) toda atividade de
documentação museológica é argumentativa e ideológica,
assim as instituições museológicas desenvolvem seus
sistemas de informação para a organização, tratamento,
segurança e disponibilização de seus acervos salvaguardados
e, consequentemente, as informações vinculadas a eles. Para
o autor, os museus buscam sentidos por meio de contextos,
informação e participação dos públicos para gerar sistemas
informacionais que atendam às necessidades de registro,
controle e guarda.
Para tanto, cabe à gestão de acervos as diretrizes para
alinhamento legal e ético para a organização, preservação e
acesso as coleções, bem como para as formas de aquisição e
descarte dos acervos museológicos da instituição. Isto é
desenvolvido por meio da elaboração de um dos instrumentos
mais importantes dos museus, a política de gestão de acervos.
A política de gestão de acervos é um documento essencial
para a salvaguarda dos acervos museológicos na instituição,
por isso, [...] deve abordar uma ampla variedade de assuntos
que serão escolhidos e descritos especificamente para servir
às necessidades do museu. (LADKIN, 2004: 15)”
A transformação da documentação museológica pela perspectiva da cultura
digital. Renata Cardozo Padilha. MUS. & INTERDIS. Vol. 11, 2022.
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