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4199043 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Campina Grande Sul-PR
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
OMS aprova primeiro tratamento de malária para recém-nascidos
-
Assim como a grande maioria das enfermidades transmitidas por mosquitos, a malária é uma doença tropical negligenciada. Por isso, só agora o primeiro tratamento destinado a recém-nascidos e bebês pequenos (pesando entre dois e cinco quilos) foi pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Essa é a principal novidade da instituição alusiva ao Dia Internacional da Malária – que ocorreu em 25 de abril. De acordo com um comunicado da OMS, a designação de pré-qualificação indica que o medicamento atende a padrões internacionais de qualidade, segurança e eficácia. "A pré-qualificação da OMS permitirá compras pelo setor público, contribuindo para fechar uma lacuna histórica de tratamento para cerca de 30 milhões de bebês que nascem a cada ano em áreas endêmicas de malária na África", diz a publicação.
Esse é um tratamento que une arteméter e lumefantrina. Atualmente, bebês com malária são medicados com formulações destinadas a crianças mais velhas. Isso aumenta o risco de erros de dosagem, efeitos colaterais e toxicidade.
"Durante séculos, a malária roubou filhos de seus pais, e saúde, recursos e esperança das comunidades", diz Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. "Mas hoje a história está mudando. Novas vacinas, testes para diagnóstico, mosquiteiros de nova geração e medicamentos eficazes, inclusive os adaptados para os mais jovens, estão ajudando a reverter esse quadro. Acabar com a malária em nossa vida já não é um sonho — é uma possibilidade real, mas apenas com efetivo compromisso político e financeiro. Agora nós podemos. Agora nós devemos", complementa.
[...]
Segundo o mais recente relatório da OMS sobre a malária, houve uma estimativa de 282 milhões de casos e 610 mil mortes em 2024. Isso representa um aumento em relação ao ano anterior. Apesar de ser facilmente tratável, uma pesquisa publicada em abril aponta que a malária pode afetar a cognição de crianças até uma década após a infecção.
As duas vacinas desenvolvidas contra a malária são recentes, com a pioneira sendo aprovada pela OMS em 2021. Camarões foi o primeiro país com uma campanha de vacinação, realizada em 2024 para bebês.
Transmitida pelo mosquito-prego (Anopheles), a doença é endêmica na Amazônia, mas os imunizantes não estão disponíveis em nosso país. O principal motivo é o fato de que as vacinas disponíveis agem sobre o parasita plasmodium falciparum e mais de 80% dos casos brasileiros são causados pelo plasmodium vivax
Assinale a alternativa que sintetiza a ideia central do texto.
 

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4199020 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Uma gestora recém-contratada assume a direção de uma instituição educacional que enfrenta dificuldades de desempenho e baixa integração entre seus setores. Ao analisar a organização, ela identifica que as atividades são realizadas de forma fragmentada, com pouca coordenação entre equipes e ausência de objetivos claramente compartilhados. Além disso, percebe que muitos colaboradores executam suas tarefas de forma isolada, como se fossem esforços individuais, sem compreensão do papel da organização como um sistema coletivo. Assim, a gestora decide implementar mudanças estruturais e gerenciais, reforçando a definição de objetivos comuns, promovendo maior integração entre as equipes e reorganizando os processos de trabalho para atuação coordenada.
Considerando o contexto organizacional descrito e os fundamentos sobre o papel das organizações na sociedade, assinale a alternativa correta.
 

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4198976 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Texto para a questão

Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a

fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do

século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”

poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.

O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso

que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente

para pacientes com câncer, de maneira informal.

Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos

medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de

Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que

pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema

imunológico estivesse intacto.

O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer

medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar

na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia

comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações

incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro

tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la

de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-

lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.

A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo

recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo

populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão

pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.

Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas

impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos

padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.

O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados

de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal

de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma

cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre

quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em

tempos de polilaminina.

Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).

Assinale a alternativa em que a ênclise pronominal segue a mesma regra que a justifica no trecho “estava sendo impedido de distribuí-la de graça” (linhas 18-19).
 

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4198975 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Texto para a questão

Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a

fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do

século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”

poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.

O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso

que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente

para pacientes com câncer, de maneira informal.

Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos

medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de

Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que

pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema

imunológico estivesse intacto.

O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer

medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar

na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia

comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações

incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro

tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la

de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-

lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.

A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo

recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo

populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão

pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.

Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas

impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos

padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.

O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados

de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal

de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma

cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre

quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em

tempos de polilaminina.

Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).

Sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto, a palavra “aval” (linha 22) poderia ser substituída por
 

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4198974 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Texto para a questão

Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a

fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do

século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”

poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.

O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso

que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente

para pacientes com câncer, de maneira informal.

Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos

medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de

Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que

pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema

imunológico estivesse intacto.

O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer

medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar

na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia

comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações

incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro

tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la

de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-

lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.

A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo

recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo

populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão

pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.

Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas

impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos

padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.

O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados

de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal

de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma

cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre

quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em

tempos de polilaminina.

Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).

De acordo com o texto, a primeira principal reviravolta no caso da fosfo ocorreu a partir da
 

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4198973 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Texto para a questão

Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a

fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do

século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”

poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.

O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso

que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente

para pacientes com câncer, de maneira informal.

Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos

medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de

Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que

pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema

imunológico estivesse intacto.

O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer

medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar

na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia

comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações

incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro

tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la

de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-

lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.

A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo

recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo

populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão

pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.

Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas

impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos

padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.

O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados

de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal

de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma

cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre

quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em

tempos de polilaminina.

Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).

No último parágrafo, o pronome “ele”, presente na contração “dele” (linha 32), retoma
 

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4198972 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Texto para a questão

Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a

fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do

século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”

poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.

O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso

que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente

para pacientes com câncer, de maneira informal.

Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos

medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de

Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que

pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema

imunológico estivesse intacto.

O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer

medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar

na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia

comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações

incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro

tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la

de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-

lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.

A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo

recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo

populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão

pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.

Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas

impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos

padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.

O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados

de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal

de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma

cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre

quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em

tempos de polilaminina.

Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).

Assinale a alternativa em que a proposta de reescrita apresentada preserva a correção gramatical e o sentido do seguinte trecho do texto: “A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois.” (linha 23).
 

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4198971 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Texto para a questão

Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a

fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do

século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”

poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.

O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso

que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente

para pacientes com câncer, de maneira informal.

Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos

medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de

Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que

pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema

imunológico estivesse intacto.

O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer

medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar

na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia

comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações

incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro

tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la

de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-

lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.

A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo

recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo

populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão

pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.

Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas

impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos

padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.

O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados

de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal

de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma

cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre

quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em

tempos de polilaminina.

Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).

Assinale a alternativa em que a expressão apresentada tem papel argumentativo no texto e evidencia um posicionamento do autor.
 

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Disciplina: Português
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Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a

fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do

século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”

poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.

O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso

que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente

para pacientes com câncer, de maneira informal.

Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos

medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de

Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que

pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema

imunológico estivesse intacto.

O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer

medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar

na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia

comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações

incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro

tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la

de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-

lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.

A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo

recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo

populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão

pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.

Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas

impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos

padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.

O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados

de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal

de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma

cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre

quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em

tempos de polilaminina.

Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).

Assinale a alternativa que indica corretamente a classe gramatical a que pertencem os termos “invejosos”, “maldosos” e “insensíveis” (linha 20).
 

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4198969 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Texto para a questão

Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a

fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do

século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”

poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.

O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso

que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente

para pacientes com câncer, de maneira informal.

Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos

medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de

Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que

pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema

imunológico estivesse intacto.

O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer

medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar

na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia

comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações

incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro

tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la

de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-

lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.

A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo

recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo

populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão

pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.

Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas

impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos

padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.

O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados

de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal

de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma

cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre

quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em

tempos de polilaminina.

Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).

Sem prejuízo da correção gramatical e das relações de coesão e coerência do texto, o termo “assim” (linha 4) poderia ser substituído por
 

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