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Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a
fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do
século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”
poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.
O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso
que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente
para pacientes com câncer, de maneira informal.
Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos
medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de
Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que
pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema
imunológico estivesse intacto.
O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer
medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar
na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia
comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações
incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro
tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la
de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-
lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.
A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo
recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo
populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão
pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.
Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas
impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos
padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.
O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados
de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal
de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma
cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre
quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em
tempos de polilaminina.
Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).
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Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a
fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do
século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”
poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.
O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso
que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente
para pacientes com câncer, de maneira informal.
Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos
medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de
Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que
pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema
imunológico estivesse intacto.
O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer
medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar
na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia
comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações
incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro
tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la
de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-
lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.
A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo
recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo
populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão
pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.
Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas
impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos
padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.
O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados
de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal
de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma
cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre
quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em
tempos de polilaminina.
Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).
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Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a
fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do
século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”
poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.
O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso
que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente
para pacientes com câncer, de maneira informal.
Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos
medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de
Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que
pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema
imunológico estivesse intacto.
O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer
medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar
na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia
comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações
incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro
tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la
de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-
lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.
A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo
recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo
populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão
pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.
Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas
impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos
padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.
O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados
de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal
de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma
cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre
quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em
tempos de polilaminina.
Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a
fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do
século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”
poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.
O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso
que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente
para pacientes com câncer, de maneira informal.
Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos
medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de
Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que
pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema
imunológico estivesse intacto.
O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer
medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar
na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia
comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações
incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro
tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la
de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-
lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.
A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo
recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo
populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão
pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.
Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas
impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos
padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.
O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados
de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal
de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma
cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre
quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em
tempos de polilaminina.
Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).
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fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do
século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”
poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.
O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso
que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente
para pacientes com câncer, de maneira informal.
Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos
medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de
Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que
pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema
imunológico estivesse intacto.
O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer
medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar
na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia
comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações
incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro
tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la
de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-
lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.
A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo
recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo
populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão
pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.
Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas
impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos
padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.
O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados
de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal
de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma
cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre
quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em
tempos de polilaminina.
Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).
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Um caso constrangedor envolvendo o veterano jornalista belga Peter Vandermeersh ilustrou os perigos
associados ao uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial (IA) na produção de conteúdo jornalístico.
Chefe das operações irlandesas do Mediahuis, um dos principais grupos de mídia na Europa, ele foi suspenso de suas
funções em março após uma investigação interna constatar que incorporou a seus textos falsas declarações entre
aspas atribuídas a especialistas, que foram geradas erroneamente por programas como ChatGPT, Perplexity e Google
NotebookLM.
Dezenas de declarações presentes em 15 textos publicados por Vandermeersh não correspondiam a fontes
verificáveis e sete fontes citadas nos artigos negaram veementemente ter proferido aquelas palavras. “Existem
citações que não podem ser encontradas nas publicações das quais Vandermeersch afirma tê-las obtido, como
estudos científicos e notícias”, informou o jornal NRC (do qual Vandermeersch já foi editor-chefe), responsável pela
investigação. O jornalista reconheceu os equívocos e afirmou ter caído na “armadilha das alucinações”, termo usado
para descrever erros gerados por IA, ao confiar excessivamente nas ferramentas sem verificar o conteúdo replicado.
“Perdi muitos minutos do meu tempo procurando onde eu poderia ter dito alguma besteira sobre
‘conhecimento imersivo’”, queixou-se Emily Bell, diretora do Centro Tow de Jornalismo Digital da Universidade
Columbia, nos Estados Unidos, uma das vítimas das alucinações disseminadas por Vandermeersh. Usando
ferramentas de IA do Google, Bell encontrou frases muito semelhantes em um discurso feito por outra pessoa. Seu
nome também foi mencionado nesse discurso, mas em outro contexto, o que pode ser a origem da alucinação. O
episódio evidencia um paradoxo da IA generativa: a tecnologia é capaz de produzir textos verossímeis, mas não há
garantia de que sejam verdadeiros. Isso coloca em xeque princípios fundamentais do jornalismo profissional, como
a verificação e a precisão dos fatos transmitidos ao público.
O tema tem sido abordado em estudos que investigam como jornalistas que cobrem assuntos científicos estão
lidando com a incorporação da IA em suas rotinas de trabalho. Um artigo publicado em dezembro no Sage Journals
por seis pesquisadores da área de comunicação evidenciou uma ampla adoção das ferramentas de IA por repórteres
especializados em ciência em tarefas corriqueiras, como transcrição de gravações e apoio à escrita. Nas entrevistas
com os profissionais de imprensa, também foram relatadas preocupações com a confiabilidade das informações e
com a compatibilidade do uso de IA com valores jornalísticos, como responsabilidade e ética. A maioria ainda é
cautelosa ao utilizar a tecnologia em tarefas mais sofisticadas, como a análise de dados.
A adoção da inteligência artificial nas redações, segundo a pesquisa, varia entre países. Os autores se
debruçaram sobre três deles: Brasil, Índia e Reino Unido. Jornalistas científicos britânicos mostraram certa resistência
ao uso avançado das ferramentas, enquanto brasileiros e indianos indicaram ser mais flexíveis. Uma particularidade
dos brasileiros é que adotam amplamente as ferramentas para traduzir textos e apoiar a escrita em um segundo
idioma. Entre os benefícios propiciados pela IA, os entrevistados destacam o aumento da eficiência e o acesso
facilitado à informação e, entre os perigos, a possibilidade de disseminar desinformação e a eliminação de postos de
trabalho, que são cada vez mais escassos no jornalismo.
Mônica Manir. A armadilha das alucinações. In: Revista Pesquisa Fapesp, 21/4/2026. Internet: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-armadilha-das-alucinacoes/ (adaptado)
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Um caso constrangedor envolvendo o veterano jornalista belga Peter Vandermeersh ilustrou os perigos
associados ao uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial (IA) na produção de conteúdo jornalístico.
Chefe das operações irlandesas do Mediahuis, um dos principais grupos de mídia na Europa, ele foi suspenso de suas
funções em março após uma investigação interna constatar que incorporou a seus textos falsas declarações entre
aspas atribuídas a especialistas, que foram geradas erroneamente por programas como ChatGPT, Perplexity e Google
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Dezenas de declarações presentes em 15 textos publicados por Vandermeersh não correspondiam a fontes
verificáveis e sete fontes citadas nos artigos negaram veementemente ter proferido aquelas palavras. “Existem
citações que não podem ser encontradas nas publicações das quais Vandermeersch afirma tê-las obtido, como
estudos científicos e notícias”, informou o jornal NRC (do qual Vandermeersch já foi editor-chefe), responsável pela
investigação. O jornalista reconheceu os equívocos e afirmou ter caído na “armadilha das alucinações”, termo usado
para descrever erros gerados por IA, ao confiar excessivamente nas ferramentas sem verificar o conteúdo replicado.
“Perdi muitos minutos do meu tempo procurando onde eu poderia ter dito alguma besteira sobre
‘conhecimento imersivo’”, queixou-se Emily Bell, diretora do Centro Tow de Jornalismo Digital da Universidade
Columbia, nos Estados Unidos, uma das vítimas das alucinações disseminadas por Vandermeersh. Usando
ferramentas de IA do Google, Bell encontrou frases muito semelhantes em um discurso feito por outra pessoa. Seu
nome também foi mencionado nesse discurso, mas em outro contexto, o que pode ser a origem da alucinação. O
episódio evidencia um paradoxo da IA generativa: a tecnologia é capaz de produzir textos verossímeis, mas não há
garantia de que sejam verdadeiros. Isso coloca em xeque princípios fundamentais do jornalismo profissional, como
a verificação e a precisão dos fatos transmitidos ao público.
O tema tem sido abordado em estudos que investigam como jornalistas que cobrem assuntos científicos estão
lidando com a incorporação da IA em suas rotinas de trabalho. Um artigo publicado em dezembro no Sage Journals
por seis pesquisadores da área de comunicação evidenciou uma ampla adoção das ferramentas de IA por repórteres
especializados em ciência em tarefas corriqueiras, como transcrição de gravações e apoio à escrita. Nas entrevistas
com os profissionais de imprensa, também foram relatadas preocupações com a confiabilidade das informações e
com a compatibilidade do uso de IA com valores jornalísticos, como responsabilidade e ética. A maioria ainda é
cautelosa ao utilizar a tecnologia em tarefas mais sofisticadas, como a análise de dados.
A adoção da inteligência artificial nas redações, segundo a pesquisa, varia entre países. Os autores se
debruçaram sobre três deles: Brasil, Índia e Reino Unido. Jornalistas científicos britânicos mostraram certa resistência
ao uso avançado das ferramentas, enquanto brasileiros e indianos indicaram ser mais flexíveis. Uma particularidade
dos brasileiros é que adotam amplamente as ferramentas para traduzir textos e apoiar a escrita em um segundo
idioma. Entre os benefícios propiciados pela IA, os entrevistados destacam o aumento da eficiência e o acesso
facilitado à informação e, entre os perigos, a possibilidade de disseminar desinformação e a eliminação de postos de
trabalho, que são cada vez mais escassos no jornalismo.
Mônica Manir. A armadilha das alucinações. In: Revista Pesquisa Fapesp, 21/4/2026. Internet: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-armadilha-das-alucinacoes/ (adaptado)
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Um caso constrangedor envolvendo o veterano jornalista belga Peter Vandermeersh ilustrou os perigos
associados ao uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial (IA) na produção de conteúdo jornalístico.
Chefe das operações irlandesas do Mediahuis, um dos principais grupos de mídia na Europa, ele foi suspenso de suas
funções em março após uma investigação interna constatar que incorporou a seus textos falsas declarações entre
aspas atribuídas a especialistas, que foram geradas erroneamente por programas como ChatGPT, Perplexity e Google
NotebookLM.
Dezenas de declarações presentes em 15 textos publicados por Vandermeersh não correspondiam a fontes
verificáveis e sete fontes citadas nos artigos negaram veementemente ter proferido aquelas palavras. “Existem
citações que não podem ser encontradas nas publicações das quais Vandermeersch afirma tê-las obtido, como
estudos científicos e notícias”, informou o jornal NRC (do qual Vandermeersch já foi editor-chefe), responsável pela
investigação. O jornalista reconheceu os equívocos e afirmou ter caído na “armadilha das alucinações”, termo usado
para descrever erros gerados por IA, ao confiar excessivamente nas ferramentas sem verificar o conteúdo replicado.
“Perdi muitos minutos do meu tempo procurando onde eu poderia ter dito alguma besteira sobre
‘conhecimento imersivo’”, queixou-se Emily Bell, diretora do Centro Tow de Jornalismo Digital da Universidade
Columbia, nos Estados Unidos, uma das vítimas das alucinações disseminadas por Vandermeersh. Usando
ferramentas de IA do Google, Bell encontrou frases muito semelhantes em um discurso feito por outra pessoa. Seu
nome também foi mencionado nesse discurso, mas em outro contexto, o que pode ser a origem da alucinação. O
episódio evidencia um paradoxo da IA generativa: a tecnologia é capaz de produzir textos verossímeis, mas não há
garantia de que sejam verdadeiros. Isso coloca em xeque princípios fundamentais do jornalismo profissional, como
a verificação e a precisão dos fatos transmitidos ao público.
O tema tem sido abordado em estudos que investigam como jornalistas que cobrem assuntos científicos estão
lidando com a incorporação da IA em suas rotinas de trabalho. Um artigo publicado em dezembro no Sage Journals
por seis pesquisadores da área de comunicação evidenciou uma ampla adoção das ferramentas de IA por repórteres
especializados em ciência em tarefas corriqueiras, como transcrição de gravações e apoio à escrita. Nas entrevistas
com os profissionais de imprensa, também foram relatadas preocupações com a confiabilidade das informações e
com a compatibilidade do uso de IA com valores jornalísticos, como responsabilidade e ética. A maioria ainda é
cautelosa ao utilizar a tecnologia em tarefas mais sofisticadas, como a análise de dados.
A adoção da inteligência artificial nas redações, segundo a pesquisa, varia entre países. Os autores se
debruçaram sobre três deles: Brasil, Índia e Reino Unido. Jornalistas científicos britânicos mostraram certa resistência
ao uso avançado das ferramentas, enquanto brasileiros e indianos indicaram ser mais flexíveis. Uma particularidade
dos brasileiros é que adotam amplamente as ferramentas para traduzir textos e apoiar a escrita em um segundo
idioma. Entre os benefícios propiciados pela IA, os entrevistados destacam o aumento da eficiência e o acesso
facilitado à informação e, entre os perigos, a possibilidade de disseminar desinformação e a eliminação de postos de
trabalho, que são cada vez mais escassos no jornalismo.
Mônica Manir. A armadilha das alucinações. In: Revista Pesquisa Fapesp, 21/4/2026. Internet: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-armadilha-das-alucinacoes/ (adaptado)
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Um caso constrangedor envolvendo o veterano jornalista belga Peter Vandermeersh ilustrou os perigos
associados ao uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial (IA) na produção de conteúdo jornalístico.
Chefe das operações irlandesas do Mediahuis, um dos principais grupos de mídia na Europa, ele foi suspenso de suas
funções em março após uma investigação interna constatar que incorporou a seus textos falsas declarações entre
aspas atribuídas a especialistas, que foram geradas erroneamente por programas como ChatGPT, Perplexity e Google
NotebookLM.
Dezenas de declarações presentes em 15 textos publicados por Vandermeersh não correspondiam a fontes
verificáveis e sete fontes citadas nos artigos negaram veementemente ter proferido aquelas palavras. “Existem
citações que não podem ser encontradas nas publicações das quais Vandermeersch afirma tê-las obtido, como
estudos científicos e notícias”, informou o jornal NRC (do qual Vandermeersch já foi editor-chefe), responsável pela
investigação. O jornalista reconheceu os equívocos e afirmou ter caído na “armadilha das alucinações”, termo usado
para descrever erros gerados por IA, ao confiar excessivamente nas ferramentas sem verificar o conteúdo replicado.
“Perdi muitos minutos do meu tempo procurando onde eu poderia ter dito alguma besteira sobre
‘conhecimento imersivo’”, queixou-se Emily Bell, diretora do Centro Tow de Jornalismo Digital da Universidade
Columbia, nos Estados Unidos, uma das vítimas das alucinações disseminadas por Vandermeersh. Usando
ferramentas de IA do Google, Bell encontrou frases muito semelhantes em um discurso feito por outra pessoa. Seu
nome também foi mencionado nesse discurso, mas em outro contexto, o que pode ser a origem da alucinação. O
episódio evidencia um paradoxo da IA generativa: a tecnologia é capaz de produzir textos verossímeis, mas não há
garantia de que sejam verdadeiros. Isso coloca em xeque princípios fundamentais do jornalismo profissional, como
a verificação e a precisão dos fatos transmitidos ao público.
O tema tem sido abordado em estudos que investigam como jornalistas que cobrem assuntos científicos estão
lidando com a incorporação da IA em suas rotinas de trabalho. Um artigo publicado em dezembro no Sage Journals
por seis pesquisadores da área de comunicação evidenciou uma ampla adoção das ferramentas de IA por repórteres
especializados em ciência em tarefas corriqueiras, como transcrição de gravações e apoio à escrita. Nas entrevistas
com os profissionais de imprensa, também foram relatadas preocupações com a confiabilidade das informações e
com a compatibilidade do uso de IA com valores jornalísticos, como responsabilidade e ética. A maioria ainda é
cautelosa ao utilizar a tecnologia em tarefas mais sofisticadas, como a análise de dados.
A adoção da inteligência artificial nas redações, segundo a pesquisa, varia entre países. Os autores se
debruçaram sobre três deles: Brasil, Índia e Reino Unido. Jornalistas científicos britânicos mostraram certa resistência
ao uso avançado das ferramentas, enquanto brasileiros e indianos indicaram ser mais flexíveis. Uma particularidade
dos brasileiros é que adotam amplamente as ferramentas para traduzir textos e apoiar a escrita em um segundo
idioma. Entre os benefícios propiciados pela IA, os entrevistados destacam o aumento da eficiência e o acesso
facilitado à informação e, entre os perigos, a possibilidade de disseminar desinformação e a eliminação de postos de
trabalho, que são cada vez mais escassos no jornalismo.
Mônica Manir. A armadilha das alucinações. In: Revista Pesquisa Fapesp, 21/4/2026. Internet: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-armadilha-das-alucinacoes/ (adaptado)
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Um caso constrangedor envolvendo o veterano jornalista belga Peter Vandermeersh ilustrou os perigos
associados ao uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial (IA) na produção de conteúdo jornalístico.
Chefe das operações irlandesas do Mediahuis, um dos principais grupos de mídia na Europa, ele foi suspenso de suas
funções em março após uma investigação interna constatar que incorporou a seus textos falsas declarações entre
aspas atribuídas a especialistas, que foram geradas erroneamente por programas como ChatGPT, Perplexity e Google
NotebookLM.
Dezenas de declarações presentes em 15 textos publicados por Vandermeersh não correspondiam a fontes
verificáveis e sete fontes citadas nos artigos negaram veementemente ter proferido aquelas palavras. “Existem
citações que não podem ser encontradas nas publicações das quais Vandermeersch afirma tê-las obtido, como
estudos científicos e notícias”, informou o jornal NRC (do qual Vandermeersch já foi editor-chefe), responsável pela
investigação. O jornalista reconheceu os equívocos e afirmou ter caído na “armadilha das alucinações”, termo usado
para descrever erros gerados por IA, ao confiar excessivamente nas ferramentas sem verificar o conteúdo replicado.
“Perdi muitos minutos do meu tempo procurando onde eu poderia ter dito alguma besteira sobre
‘conhecimento imersivo’”, queixou-se Emily Bell, diretora do Centro Tow de Jornalismo Digital da Universidade
Columbia, nos Estados Unidos, uma das vítimas das alucinações disseminadas por Vandermeersh. Usando
ferramentas de IA do Google, Bell encontrou frases muito semelhantes em um discurso feito por outra pessoa. Seu
nome também foi mencionado nesse discurso, mas em outro contexto, o que pode ser a origem da alucinação. O
episódio evidencia um paradoxo da IA generativa: a tecnologia é capaz de produzir textos verossímeis, mas não há
garantia de que sejam verdadeiros. Isso coloca em xeque princípios fundamentais do jornalismo profissional, como
a verificação e a precisão dos fatos transmitidos ao público.
O tema tem sido abordado em estudos que investigam como jornalistas que cobrem assuntos científicos estão
lidando com a incorporação da IA em suas rotinas de trabalho. Um artigo publicado em dezembro no Sage Journals
por seis pesquisadores da área de comunicação evidenciou uma ampla adoção das ferramentas de IA por repórteres
especializados em ciência em tarefas corriqueiras, como transcrição de gravações e apoio à escrita. Nas entrevistas
com os profissionais de imprensa, também foram relatadas preocupações com a confiabilidade das informações e
com a compatibilidade do uso de IA com valores jornalísticos, como responsabilidade e ética. A maioria ainda é
cautelosa ao utilizar a tecnologia em tarefas mais sofisticadas, como a análise de dados.
A adoção da inteligência artificial nas redações, segundo a pesquisa, varia entre países. Os autores se
debruçaram sobre três deles: Brasil, Índia e Reino Unido. Jornalistas científicos britânicos mostraram certa resistência
ao uso avançado das ferramentas, enquanto brasileiros e indianos indicaram ser mais flexíveis. Uma particularidade
dos brasileiros é que adotam amplamente as ferramentas para traduzir textos e apoiar a escrita em um segundo
idioma. Entre os benefícios propiciados pela IA, os entrevistados destacam o aumento da eficiência e o acesso
facilitado à informação e, entre os perigos, a possibilidade de disseminar desinformação e a eliminação de postos de
trabalho, que são cada vez mais escassos no jornalismo.
Mônica Manir. A armadilha das alucinações. In: Revista Pesquisa Fapesp, 21/4/2026. Internet: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-armadilha-das-alucinacoes/ (adaptado)
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