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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Vida corrida
Na minha rotina diária, assim como na de todos os relés plebeus dessa era, eu corro. Esse verbo, o correr, tem o seu sentido rasgado e exposto para qualquer situação que precise dele. Corro para não chegar atrasado no meu compromisso, corro atrás do que eu quero, corro para manter minha saúde, corro dos meus problemas e pensamentos. Atualmente, tenho flexionado o correr para a sua forma adjetiva também: para os meus amigos, minha vida está corrida e não posso sair com eles; enquanto para mim, meus dias estão corridos e não tenho tempo para nada.
Mas, mesmo assim, acho tempo para correr. Meus olhos correm e caem na tela do meu computador, e fazem com que o tempo corra. O tempo, maldito tempo que ora passa depressa, ora devagar. Maldito tempo que não corre como eu. Maldito eu que não corre como o tempo. Maldito sou, nesse tempo parado.
Entre a correria da faculdade e a monotonia dopada nos fins de semana, encontro minha lástima no ônibus: a ponte entre uma corrida e a outra. Olho ao redor, pessoas correndo olhos e dedos em seus celulares. Minha mão corre ao bolso, e pega o retângulo metálico. Não tenho mensagens, nem números indicando algo de interesse. Corro imediatamente, dessa vez para o bolso do meu casaco, e dou função ao meu fone de ouvido. (...)
Finalmente parei de correr para longe dos pensamentos. Como se eu passasse a semana inteira correndo deles, para então, num ônibus qualquer, ser preso e forçado a parar de correr. Os belos ruídos que saíam de um violão, sem voz nenhuma para atrapalhar, continuavam a me envolver, mantendo o absoluto controle. Encarei os meus pensamentos, e para minha surpresa, como se fosse um plano deles em parceria com a música, vi os meus braços livres. Mais precisamente, os meus polegares, que correram para escrever essas palavras. Palavras corridas, mas de sentimentos enraizados em um homem inerte ao seu mundo.
HENNING, Vinícius Rutes. Vida corrida. Mafuá. Disponível em <https://mafua.ufsc.br/2017/dois-contosvida-corrida-e-velhos-amigos/>
"Meus olhos correm e caem na tela do meu computador, e fazem com que o tempo corra."
Qual figura de linguagem se encontra presente no trecho destacado do enunciado acima?
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Vida corrida
Na minha rotina diária, assim como na de todos os relés plebeus dessa era, eu corro. Esse verbo, o correr, tem o seu sentido rasgado e exposto para qualquer situação que precise dele. Corro para não chegar atrasado no meu compromisso, corro atrás do que eu quero, corro para manter minha saúde, corro dos meus problemas e pensamentos. Atualmente, tenho flexionado o correr para a sua forma adjetiva também: para os meus amigos, minha vida está corrida e não posso sair com eles; enquanto para mim, meus dias estão corridos e não tenho tempo para nada.
Mas, mesmo assim, acho tempo para correr. Meus olhos correm e caem na tela do meu computador, e fazem com que o tempo corra. O tempo, maldito tempo que ora passa depressa, ora devagar. Maldito tempo que não corre como eu. Maldito eu que não corre como o tempo. Maldito sou, nesse tempo parado.
Entre a correria da faculdade e a monotonia dopada nos fins de semana, encontro minha lástima no ônibus: a ponte entre uma corrida e a outra. Olho ao redor, pessoas correndo olhos e dedos em seus celulares. Minha mão corre ao bolso, e pega o retângulo metálico. Não tenho mensagens, nem números indicando algo de interesse. Corro imediatamente, dessa vez para o bolso do meu casaco, e dou função ao meu fone de ouvido. (...)
Finalmente parei de correr para longe dos pensamentos. Como se eu passasse a semana inteira correndo deles, para então, num ônibus qualquer, ser preso e forçado a parar de correr. Os belos ruídos que saíam de um violão, sem voz nenhuma para atrapalhar, continuavam a me envolver, mantendo o absoluto controle. Encarei os meus pensamentos, e para minha surpresa, como se fosse um plano deles em parceria com a música, vi os meus braços livres. Mais precisamente, os meus polegares, que correram para escrever essas palavras. Palavras corridas, mas de sentimentos enraizados em um homem inerte ao seu mundo.
HENNING, Vinícius Rutes. Vida corrida. Mafuá. Disponível em <https://mafua.ufsc.br/2017/dois-contosvida-corrida-e-velhos-amigos/>
"Palavras corridas, mas de sentimentos enraizados em um homem inerte ao seu mundo."
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Vida corrida
Na minha rotina diária, assim como na de todos os relés plebeus dessa era, eu corro. Esse verbo, o correr, tem o seu sentido rasgado e exposto para qualquer situação que precise dele. Corro para não chegar atrasado no meu compromisso, corro atrás do que eu quero, corro para manter minha saúde, corro dos meus problemas e pensamentos. Atualmente, tenho flexionado o correr para a sua forma adjetiva também: para os meus amigos, minha vida está corrida e não posso sair com eles; enquanto para mim, meus dias estão corridos e não tenho tempo para nada.
Mas, mesmo assim, acho tempo para correr. Meus olhos correm e caem na tela do meu computador, e fazem com que o tempo corra. O tempo, maldito tempo que ora passa depressa, ora devagar. Maldito tempo que não corre como eu. Maldito eu que não corre como o tempo. Maldito sou, nesse tempo parado.
Entre a correria da faculdade e a monotonia dopada nos fins de semana, encontro minha lástima no ônibus: a ponte entre uma corrida e a outra. Olho ao redor, pessoas correndo olhos e dedos em seus celulares. Minha mão corre ao bolso, e pega o retângulo metálico. Não tenho mensagens, nem números indicando algo de interesse. Corro imediatamente, dessa vez para o bolso do meu casaco, e dou função ao meu fone de ouvido. (...)
Finalmente parei de correr para longe dos pensamentos. Como se eu passasse a semana inteira correndo deles, para então, num ônibus qualquer, ser preso e forçado a parar de correr. Os belos ruídos que saíam de um violão, sem voz nenhuma para atrapalhar, continuavam a me envolver, mantendo o absoluto controle. Encarei os meus pensamentos, e para minha surpresa, como se fosse um plano deles em parceria com a música, vi os meus braços livres. Mais precisamente, os meus polegares, que correram para escrever essas palavras. Palavras corridas, mas de sentimentos enraizados em um homem inerte ao seu mundo.
HENNING, Vinícius Rutes. Vida corrida. Mafuá. Disponível em <https://mafua.ufsc.br/2017/dois-contosvida-corrida-e-velhos-amigos/>
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência

Na fala do personagem da charge acima, a conjunção “mas” introduz:
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( ) Caiu na prova todos os itens que não estudei.
( ) Já devia ser umas sete horas quando você chegou.
( ) A recepção dos consultórios médicos fica no andar térreo.
( ) Ainda haviam resquícios da passagem dos colonos por aquela região.
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Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas abaixo, na mesma ordem, de acordo com a norma-padrão:
– "____ vezes
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Adjetiva
- SintaxeConectivos
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Os seres humanos evoluíram e descendem de outros animais?
A evolução é um dos conceitos centrais da Biologia e explica como as espécies se transformam ao longo do tempo. Ela também mostra como os seres humanos compartilham uma longa história de adaptações que nos conectam a outros animais. Apesar de amplamente aceita na comunidade científica, a ideia de que “os seres humanos evoluíram e descendem de outros animais” ainda enfrenta resistência em parte da população brasileira. De acordo com a Pesquisa de Percepção Pública da Ciência mais recente, 35,5% dos entrevistados discordam totalmente da ideia da evolução humana e outros 9,1% discordam em parte.
“Evolução” é o termo utilizado para se referir ao processo de mudança pelo qual as populações passam ao longo do tempo, acumulando alterações que permitem sua adaptação aos ambientes. “Trata-se de um processo contínuo, inacabado e não linear”, afirma Camilo Silva Costa, biólogo e doutorando em Educação em Ciências na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
(...)
No caso dos humanos, a evolução é traçada a partir de um grupo de primatas que viveu na África há milhões de anos, incluindo espécies do gênero Australopithecus, precursoras do gênero Homo. Camilo conta que esse grupo se dividiu em duas linhagens que começaram a evoluir independentemente. Uma delas permaneceu na floresta tropical africana, no noroeste da África, dando origem aos chimpanzés que conhecemos hoje; e a outra migrou para os campos abertos, nas savanas do leste africano, dando origem ao gênero Homo.
(...) estudos genéticos confirmam que os seres humanos compartilham uma alta porcentagem de seu DNA com outros primatas, como chimpanzés e bonobos, nossos parentes vivos mais próximos. Esses dados reforçam a ideia de uma ancestralidade comum. Embora muitas pessoas associem erroneamente a evolução à ideia de que “descendemos dos macacos”, o que a ciência afirma é que humanos e outros primatas compartilham um ancestral comum. Esse ancestral não era igual aos macacos atuais, mas sim uma espécie basal, que deu origem a diferentes linhagens, incluindo a humana. Portanto, não somos descendentes diretos de macacos como os que conhecemos hoje, mas sim primos evolutivos.
Mantendo o mesmo sentido original, os elementos destacados no trecho acima podem ser substituídos adequadamente, na mesma ordem, por:
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Os seres humanos evoluíram e descendem de outros animais?
A evolução é um dos conceitos centrais da Biologia e explica como as espécies se transformam ao longo do tempo. Ela também mostra como os seres humanos compartilham uma longa história de adaptações que nos conectam a outros animais. Apesar de amplamente aceita na comunidade científica, a ideia de que “os seres humanos evoluíram e descendem de outros animais” ainda enfrenta resistência em parte da população brasileira. De acordo com a Pesquisa de Percepção Pública da Ciência mais recente, 35,5% dos entrevistados discordam totalmente da ideia da evolução humana e outros 9,1% discordam em parte.
“Evolução” é o termo utilizado para se referir ao processo de mudança pelo qual as populações passam ao longo do tempo, acumulando alterações que permitem sua adaptação aos ambientes. “Trata-se de um processo contínuo, inacabado e não linear”, afirma Camilo Silva Costa, biólogo e doutorando em Educação em Ciências na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
(...)
No caso dos humanos, a evolução é traçada a partir de um grupo de primatas que viveu na África há milhões de anos, incluindo espécies do gênero Australopithecus, precursoras do gênero Homo. Camilo conta que esse grupo se dividiu em duas linhagens que começaram a evoluir independentemente. Uma delas permaneceu na floresta tropical africana, no noroeste da África, dando origem aos chimpanzés que conhecemos hoje; e a outra migrou para os campos abertos, nas savanas do leste africano, dando origem ao gênero Homo.
(...) estudos genéticos confirmam que os seres humanos compartilham uma alta porcentagem de seu DNA com outros primatas, como chimpanzés e bonobos, nossos parentes vivos mais próximos. Esses dados reforçam a ideia de uma ancestralidade comum. Embora muitas pessoas associem erroneamente a evolução à ideia de que “descendemos dos macacos”, o que a ciência afirma é que humanos e outros primatas compartilham um ancestral comum. Esse ancestral não era igual aos macacos atuais, mas sim uma espécie basal, que deu origem a diferentes linhagens, incluindo a humana. Portanto, não somos descendentes diretos de macacos como os que conhecemos hoje, mas sim primos evolutivos.
A palavra destacada no trecho acima introduz um termo com sentido de:
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