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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO
A SEGUIR.
Por que a gente precisa de escolas e universidades?
Meus 20 anos de pesquisa sobre o que nos torna humanos contradizem meus colegas. Eles, munidos de
milhões de dólares investidos em seus laboratórios
bem-equipados, insistem em buscar genes e moléculas e sequências que devem ter evoluído de maneira
diferente exclusivamente em nossa espécie. Eu, munida de uns poucos milhares providos primeiro pela
Faperj, depois pelo CNPq, e mais recentemente pela
Universidade Vanderbilt, onde trabalho, insisto que
não somos especiais.
Mostrei que não somos ponto fora da curva. Meus
dados deixam claro que não temos um cérebro aberrantemente maior, não temos mais neurônios do que
deveríamos, não vivemos mais do que o esperado
para um primata com o nosso número de neurônios
corticais. Destes nós temos, sim, mais do que qualquer outro animal, e com mais neurônios corticais,
como mostrei em 2019, ganhamos o que realmente
nos torna humanos: tempo.
Temos uma combinação de muitos neurônios corticais e tempo de vida que nenhuma outra espécie
tem, porque com mais neurônios corticais a vida fica
mais lenta e mais longa (tartarugas, tubarões, morcegos e baleias "roubam" tempo funcionando em
temperaturas mais baixas, mas isso é outra história).
Com tantos neurônios, nós humanos levamos mais
de uma década como crianças, livres para explorar o
mundo e aprender com adultos, com crianças mais
velhas, com avós e até bisavós – porque humanos,
cheios de neurônios corticais, ultrapassam as dez décadas de vida. Camundongos, em comparação, têm
apenas dois meses para aprender a ser adultos, e só
dois anos para passar adiante o que aprenderam.
É essa sobreposição de gerações, resultado do maior
tempo de vida que vem com ser primata da espécie humana, que nos torna mais do que nossa biologia. Só com ela, somos o Homo sapiens da idade
da pedra. Mas com a sobreposição de gerações, as
descobertas e invenções de cada leva de adultos são
passadas adiante para a geração seguinte, que assim
não começa a vida do zero. Com a sobreposição de
gerações, e somente com ela, é que a transferência
e a sobrevivência do conhecimento construído por
cada humano se torna possível.
A sobreposição geracional começa na família, mas é
aumentada exponencialmente graças a uma dessas
invenções humanas: a escola. O que acontece de tão
transformador na escola é que projetos de humanos
têm tempo protegido para interagir com humanos
adultos e aprender com eles, de forma sistematizada
e eficiente, todo o conhecimento que a humanidade
já construiu de mais importante para funcionarmos
no planeta.
A universidade, neste sentido, é apenas a continuação da escola – cada vez mais imprescindível –, conforme não para de aumentar o corpo de conhecimento necessário para ser um ser humano funcional
numa sociedade que tornamos cada vez mais complexa. E, na universidade, a sobreposição se estende
por três gerações: os alunos, seus professores, e os
professores destes.
Escolas e universidades são, portanto, os centros de
sobreposição geracional onde os membros da espécie têm a oportunidade de aprender a ser humanos
modernos. E nas universidades, onde jovens adultos
têm tempo protegido para fazer pesquisa e construir
conhecimento novo, eles empurram as fronteiras do
que é ser humano – e passam isso adiante.
Não deveria haver nada mais precioso para a continuidade e o progresso de um país, portanto, do que
garantir acesso livre e universal de seus cidadãos a
escolas e universidades. Simples assim.
Herculano-Houzel, S. Por que a gente precisa de escolas e universidades?
Folha de S. Paulo, Ciência, 30 maio 2025, p. A41 (adaptado).
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A modernização da administração pública tem exigido o desenvolvimento de novos perfis de liderança
capazes de articular competências técnicas, capacidades gerenciais e compromisso com os valores do
serviço público. Nesse contexto, a liderança pública
passa a ser compreendida não apenas como exercício de autoridade formal, mas como a capacidade de
mobilizar equipes, alinhar competências profissionais aos objetivos institucionais e promover resultados orientados ao interesse público. No debate sobre
a profissionalização da gestão de pessoas no setor público, Bergue (2019) destaca que, em qualquer das
áreas de uma organização, a despeito da tecnologia,
da natureza da atividade ou qualquer outro fator específico, o trabalho – que é a produção de valor público – se dá pela ação das pessoas. Nessa linha, a
gestão, em essência, é gestão de pessoas.
Considerando a perspectiva defendida pelo autor, é correto afirmar que
Considerando a perspectiva defendida pelo autor, é correto afirmar que
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Ocorre intertextualidade quando um texto dialoga com outro, retomando ou transformando elementos dele
para produzir novos sentidos.
Tendo por base essa explicação, compare as imagens a seguir. A primeira é a pintura “A Moça com Brinco de Pérola”, de Johannes Vermeer; a segunda é uma releitura contemporânea da obra.
Disponível em: https://artsandculture.google.com/asset/girl-with-a-pearl-earring/3QFHLJgXCmQm2Q?hl=pt-BR Acesso em: 08 mar. 2026.
Disponível em: https://www.uol.com.br/bichos/noticias/2020/10/16/artista-faz-releitura-de-quadros-famosos-com-cachorros-como-protagonistas.htm Acesso em: 08 mar. 2026.
Ao comparar as duas imagens, é correto afirmar que a relação intertextual estabelecida na segunda imagem ocorre por meio de
Tendo por base essa explicação, compare as imagens a seguir. A primeira é a pintura “A Moça com Brinco de Pérola”, de Johannes Vermeer; a segunda é uma releitura contemporânea da obra.
Disponível em: https://artsandculture.google.com/asset/girl-with-a-pearl-earring/3QFHLJgXCmQm2Q?hl=pt-BR Acesso em: 08 mar. 2026.
Disponível em: https://www.uol.com.br/bichos/noticias/2020/10/16/artista-faz-releitura-de-quadros-famosos-com-cachorros-como-protagonistas.htm Acesso em: 08 mar. 2026.
Ao comparar as duas imagens, é correto afirmar que a relação intertextual estabelecida na segunda imagem ocorre por meio de
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A QUESTÃO SE REFERE AO CARTUM
A SEGUIR.

Disponível em: https://www.facebook.com/bularevista/photos/whamondd/1028640425959512/ Acesso em: 08 mar. 2026.
I. “Possível” é um advérbio, que modifica o verbo “ser”.
II. “Só” é um adjetivo, que classifica o sujeito da oração.
III. “Por” é uma preposição, que estabelece relação de tempo.
IV. “Minutos” é um substantivo, que nomeia a unidade de tempo.
Está correto apenas o que se afirma em
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.
A disciplina do amor
Lygia Fagundes Telles*
Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
* Escritora paulista, contista e romancista, pertencente à terceira geração modernista brasileira.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-disciplina-do-amor-conto-de-lygia-fagundes-telles/#google_vignette Acesso em: 03 mar 2026. Adaptado
A QUESTÃO SE REFERE AO CARTUM A SEGUIR.

Disponível em: https://www.facebook.com/bularevista/photos/whamondd/1028640425959512/ Acesso em: 08 mar. 2026.
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO
A SEGUIR.
A disciplina do amor
Lygia Fagundes Telles*
Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um
jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na
esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que
via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior
alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante
de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e
ele correspondia, chegava até a correr todo animado
atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu
posto e ali ficar sentado até o momento em que seu
dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi
convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo?
Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar
naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono
bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para
casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como
se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto
de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas
no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão.
Quando ia chegando àquela hora ele disparava para
o compromisso assumido, todos os dias.
* Escritora paulista, contista e romancista, pertencente à terceira geração
modernista brasileira.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-disciplina-do-amor-conto-de-lygia-fagundes-telles/#google_vignette Acesso em: 03 mar 2026.
Adaptado
Segundo Cunha & Cintra (2013, p.593) “_____________ são os vocábulos gramaticais que servem para relacionar duas orações ou dois termos semelhantes da mesma oração”. Assim, na frase “O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança”, o termo que exemplifica esse conceito é ___________ .
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO
A SEGUIR.
A disciplina do amor
Lygia Fagundes Telles*
Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um
jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na
esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que
via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior
alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante
de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e
ele correspondia, chegava até a correr todo animado
atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu
posto e ali ficar sentado até o momento em que seu
dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi
convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo?
Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar
naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono
bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para
casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como
se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto
de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas
no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão.
Quando ia chegando àquela hora ele disparava para
o compromisso assumido, todos os dias.
* Escritora paulista, contista e romancista, pertencente à terceira geração
modernista brasileira.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-disciplina-do-amor-conto-de-lygia-fagundes-telles/#google_vignette Acesso em: 03 mar 2026.
Adaptado
Tendo por base os sinais de pontuação no trecho retirado do texto “A disciplina do amor”, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir.
“Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho.”
( ) O ponto final indica encerramento da oração declarativa.
( ) Os dois pontos servem para indicar a mudança de interlocutor.
( ) A vírgula após a palavra “França” separa uma oração adjetiva explicativa.
( ) As vírgulas entre “pontualmente” servem para isolar um advérbio intercalado.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO
A SEGUIR.
A disciplina do amor
Lygia Fagundes Telles*
Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um
jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na
esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que
via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior
alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante
de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e
ele correspondia, chegava até a correr todo animado
atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu
posto e ali ficar sentado até o momento em que seu
dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi
convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo?
Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar
naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono
bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para
casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como
se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto
de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas
no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão.
Quando ia chegando àquela hora ele disparava para
o compromisso assumido, todos os dias.
* Escritora paulista, contista e romancista, pertencente à terceira geração
modernista brasileira.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-disciplina-do-amor-conto-de-lygia-fagundes-telles/#google_vignette Acesso em: 03 mar 2026.
Adaptado
“Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.”
I – O termo anterior à crase, o verbo “chegando”, quando indica destino, exige a preposição “a”
PORQUE
II – é obrigatório o uso do acento indicativo da crase com os pronomes demonstrativos “aquele(s)”, “aquela(s)”, quando há preposição exigida pelo termo anterior.
Sobre as asserções, é correto afirmar que
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A disciplina do amor
Lygia Fagundes Telles*
Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um
jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na
esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que
via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior
alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante
de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e
ele correspondia, chegava até a correr todo animado
atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu
posto e ali ficar sentado até o momento em que seu
dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi
convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo?
Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar
naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono
bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para
casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como
se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto
de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas
no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão.
Quando ia chegando àquela hora ele disparava para
o compromisso assumido, todos os dias.
* Escritora paulista, contista e romancista, pertencente à terceira geração
modernista brasileira.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-disciplina-do-amor-conto-de-lygia-fagundes-telles/#google_vignette Acesso em: 03 mar 2026.
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Nas orações abaixo, o verbo sublinhado é de ligação em
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A disciplina do amor
Lygia Fagundes Telles*
Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um
jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na
esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que
via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior
alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante
de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e
ele correspondia, chegava até a correr todo animado
atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu
posto e ali ficar sentado até o momento em que seu
dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi
convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo?
Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar
naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono
bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para
casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como
se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto
de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas
no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão.
Quando ia chegando àquela hora ele disparava para
o compromisso assumido, todos os dias.
* Escritora paulista, contista e romancista, pertencente à terceira geração
modernista brasileira.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-disciplina-do-amor-conto-de-lygia-fagundes-telles/#google_vignette Acesso em: 03 mar 2026.
Adaptado
A esse respeito, a palavra que NÃO está devidamente hifenizada é
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