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Texto CG1A1
Comparações são de grande valor, uma vez que remetem uma relação desconhecida a uma conhecida. Também as comparações mais detalhadas, que evoluem para parábolas ou alegorias, são apenas a referência de alguma relação à sua apresentação mais simples, explícita e palpável.
No fundo, toda formação de conceitos se baseia em comparações, já que seu ponto de partida é a compreensão da semelhança e o abandono da dessemelhança nas coisas. Além disso, em última instância, todo entendimento propriamente dito consiste numa compreensão de relações, mas cada relação será compreendida de maneira mais clara e mais pura quando for reconhecida em casos muito diversificados e entre coisas inteiramente heterogêneas. Assim, enquanto só conheço uma relação num único caso particular, tenho dela somente um conhecimento individual, portanto apenas intuitivo. Porém, logo que identifico a mesma relação em pelo menos dois casos distintos, tenho um conceito de toda a sua espécie, portanto um conhecimento mais profundo e mais perfeito.
Justamente porque as comparações são uma alavanca tão poderosa para o conhecimento, a formulação de comparações surpreendentes e, ao mesmo tempo, apropriadas dá mostras de um entendimento profundo.
Arthur Schopenhauer. A arte de escrever. Tradução: Pedro Süssekind. Porto Alegre: L&PM, 2009 (com adaptações).
Considerando os sentidos do texto CG1A1 e as relações de coesão e coerência nele estabelecidas, julgue os itens a seguir.
No trecho "enquanto só conheço uma relação num único caso particular, tenho dela somente um conhecimento individual, portanto apenas intuitivo. Porém, logo que identifico a mesma relação em pelo menos dois casos distintos, tenho um conceito de toda a sua espécie" (segundo parágrafo), o emprego das formas verbais flexionadas na primeira pessoa do singular consiste em uma estratégia narrativa para relatar experiências subjetivas vivenciadas especificamente pelo autor do texto.
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Texto CG1A1
Comparações são de grande valor, uma vez que remetem uma relação desconhecida a uma conhecida. Também as comparações mais detalhadas, que evoluem para parábolas ou alegorias, são apenas a referência de alguma relação à sua apresentação mais simples, explícita e palpável.
No fundo, toda formação de conceitos se baseia em comparações, já que seu ponto de partida é a compreensão da semelhança e o abandono da dessemelhança nas coisas. Além disso, em última instância, todo entendimento propriamente dito consiste numa compreensão de relações, mas cada relação será compreendida de maneira mais clara e mais pura quando for reconhecida em casos muito diversificados e entre coisas inteiramente heterogêneas. Assim, enquanto só conheço uma relação num único caso particular, tenho dela somente um conhecimento individual, portanto apenas intuitivo. Porém, logo que identifico a mesma relação em pelo menos dois casos distintos, tenho um conceito de toda a sua espécie, portanto um conhecimento mais profundo e mais perfeito.
Justamente porque as comparações são uma alavanca tão poderosa para o conhecimento, a formulação de comparações surpreendentes e, ao mesmo tempo, apropriadas dá mostras de um entendimento profundo.
Arthur Schopenhauer. A arte de escrever. Tradução: Pedro Süssekind. Porto Alegre: L&PM, 2009 (com adaptações).
Considerando os sentidos do texto CG1A1 e as relações de coesão e coerência nele estabelecidas, julgue os itens a seguir.
Infere-se do texto que o "abandono da dessemelhança", mencionado no segundo parágrafo, sucede o processo de elaboração de um conceito, por depender da obtenção de um conhecimento consolidado acerca do conceito em questão.
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Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/811281320356756620/. Acesso em 15 fev. 2026.
Sobre os recursos linguísticos, semânticos e discursivos mobilizados na tirinha acima, analise as assertivas abaixo:
I. A palavra "vocezão" é formada pelo acréscimo do sufixo aumentativo "-ão" ao pronome "você", operação incomum na língua portuguesa, uma vez que pronomes pessoais não costumam receber esse tipo de flexão, o que gera o efeito de estranhamento e humor.
II. O termo "tuzão", criado pelo personagem como segunda tentativa de rima, utiliza um processo morfológico diferente do utilizado em "vocezão", o que corrobora com o efeito cômico.
III. A expressão "morre de paixão" constitui exemplo de linguagem conotativa, empregada no sentido figurado para expressar intensidade sentimental, afastando-se do sentido literal do verbo "morrer".
IV. A fala final do segundo personagem — "É o novo Drummond" — estabelece uma relação intertextual com o poeta Carlos Drummond de Andrade, reconhecido pela qualidade de sua produção poética, funcionando como ironia que contrapõe à construção deselegante do personagem à excelência do poeta.
V. O humor da tirinha fundamenta-se exclusivamente em aspectos fonéticos, mais especificamente na busca por palavras que rimem com "paixão", desconsiderando quaisquer questões semânticas ou pragmáticas.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
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Considere os fragmentos:
Texto I
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
[...]
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá."
(Gonçalves Dias - "Canção do Exílio", 1843)
Texto II
"Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
[...]
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!"
(Murilo Mendes - "Canção do Exílio", 1925-1931)
Sobre a relação intertextual entre os dois poemas, analise as assertivas abaixo:
I. O Texto II estabelece uma relação de intertextualidade com o Texto I, retomando o tema do exílio e a estrutura inicial "Minha terra tem...", mas subverte o ufanismo romântico ao introduzir elementos estrangeiros ("macieiras da Califórnia", "gaturamos de Veneza") e uma crítica à valorização do que é importado em detrimento do nacional.
II. Ambos os poemas expressam nostalgia da terra natal, mas enquanto Gonçalves Dias idealiza a natureza brasileira com elementos nativos (palmeiras, sabiá), Murilo Mendes denuncia a perda da identidade nacional, evidenciando que até mesmo a fauna e a flora brasileiras foram substituídas por espécies e produtos estrangeiros.
III. A referência ao "sabiá com certidão de idade" no Texto II constitui uma ironia que questiona a autenticidade do símbolo nacional romântico, sugerindo que o sabiá original de Gonçalves Dias se tornou um clichê desgastado pelo tempo.
IV. O Texto II reproduz integralmente o nacionalismo ufanista do Texto I, mantendo a mesma idealização da pátria e o mesmo tom de saudade ingênua, sem qualquer crítica social ou ironia.
V. A intertextualidade presente no Texto II caracterizase como paródia, pois retoma um texto célebre para ressignificá-lo criticamente, expondo contradições da sociedade brasileira, como a exportação das riquezas nacionais e a importação de bens culturais estrangeiros.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
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"Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro"
A escolha desse poema é adequada para discutir com os alunos:
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Papo de Índio (1971)
Veiu uns ômi di saia preta cheiu di caixinha e pó branco qui eles disserum qui chamava açucri aí eles falarum e nós fechamu a cara depois eles arrepitirum e nós fechamu o corpo aí eles insistirum e nós comemu eles.
Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/2729/papo-deindio. Acesso em 15 fev 2026.
Sobre os aspectos de variação linguística presentes no texto, analise as assertivas abaixo:
I. O texto apresenta marcas de variação linguística de natureza fonética, como em "veiu" (veio), "ômi" (homem), "di" (de) e "qui" (que), que reproduzem graficamente características da fala popular, evidenciando fenômenos como redução de ditongo, e alteamento vocálico.
II. As formas verbais "disserum", "falarum", "arrepitirum", "insistirum" evidenciam variação morfológica na desinência de terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, substituindo a forma padrão "-ram" por "-rum". Já as formas "fechamu" e "comemu" evidenciam variação na desinência de primeira pessoa do plural, substituindo a forma padrão "-mos" por "-mu". Todos esses fenômenos são comuns em variedades populares do português brasileiro.
III. A grafia "açucri" para "açúcar" representa variação fonética caracterizada por metátese (transposição do /r/ do final da palavra para posição inicial da última sílaba, formando o encontro consonantal "cr"), acompanhada de alteração vocálica (substituição de /a/ por /i/), fenômenos comuns em processos de variação e mudança linguística.
IV. O texto, por empregar variedades linguísticas associadas a grupos sociais marginalizados, configura erro gramatical e desvio da norma culta, devendo ser evitado em contextos de ensino de Língua Portuguesa.
V. A variação linguística presente no texto é exclusivamente de natureza histórica, representando a forma como todos os brasileiros falavam no período colonial, sem relação com variedades sociais contemporâneas.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
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1. "O microondas da minha avó quebrou depois de vinte anos de uso." 2. "O anti-inflamatório prescrito pelo médico deve ser tomado a cada oito horas." 3. "A autoescola onde fiz minhas aulas práticas fica no centro da cidade." 4. "O contrarregra da peça teatral esqueceu de ligar os microfones."
Sobre a grafia das palavras destacadas, conforme as regras do atual Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, analise as assertivas abaixo:
I. Em "microondas", o emprego sem hífen está correto, pois se aplica a seguinte regra: quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento, o hífen deve ser retirado.
II. Em "anti-inflamatório", o hífen foi corretamente empregado, uma vez que o prefixo "anti-" termina em vogal "i" e o segundo elemento "inflamatório" inicia com a mesma vogal "i", exigindo hífen.
III. Em "autoescola", a ausência de hífen está correta, pois o prefixo "auto-" termina em vogal e o segundo elemento "escola" inicia com vogal diferente, caso em que não se emprega hífen.
IV. Em "contrarregra", a grafia apresentada está correta, pois quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento inicia com "r", dobra-se o "r" e suprime-se o hífen.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
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Sobre a estrutura sintático-semântica desse enunciado, analise as assertivas abaixo:
I. A colocação pronominal em "Entregaram-se" caracteriza-se como ênclise, uma vez que o pronome oblíquo "se" está posposto ao verbo, em conformidade com a norma-padrão que recomenda essa posição quando o verbo inicia a oração.
II. O termo "os prêmios" exerce a função sintática de objeto direto, enquanto "aos alunos" funciona como objeto indireto, complementando o verbo "entregar", que é transitivo direto e indireto.
III. O pronome "se" presente em "que se dedicaram" classifica-se como pronome apassivador, uma vez que a oração pode ser convertida para a voz passiva analítica sem prejuízo de sentido.
IV. A oração adjetiva "que se dedicaram durante o ano letivo" possui caráter restritivo, restringindo o sentido do antecedente "alunos" apenas àqueles que efetivamente se dedicaram, sendo essa uma informação essencial para a compreensão do enunciado.
V. Caso o pronome "se" fosse deslocado para antes do verbo na primeira oração ("Se entregaram os prêmios aos alunos"), a frase continuaria gramaticalmente aceita pela norma-padrão, por se tratar de próclise facultativa em inícios de oração.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
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Analise a charge abaixo:

Disponível em: https://charges.com/conversation/2sksns3ksnss5nssns5nsj sn. Acesso em 16 fev. 2026.
Considerando os elementos verbais e não verbais da charge, bem como as estratégias discursivas mobilizadas para a construção de sentido, analise as assertivas abaixo:
I. A charge estabelece uma relação de oposição entre a declaração pública do personagem ("prioridade absoluta") e a realidade concreta da escola abandonada, construindo uma crítica à omissão do poder público por meio da ironia.
II. O leitor, para compreender plenamente a crítica veiculada, precisa acionar conhecimentos prévios sobre o contexto político brasileiro e sobre as condições estruturais das escolas públicas, caracterizando um processo de leitura inferencial.
III. A charge pode ser considerada um gênero textual híbrido que articula linguagem verbal e não verbal, exigindo do leitor habilidades de multiletramentos para a construção dos sentidos.
IV. A charge, por utilizar recursos humorísticos e críticos, insere-se no campo jornalístico-midiático e contribui para a formação de leitores críticos, uma vez que expõe contradições entre discurso e prática no âmbito político.
V. A expressão "Fica para o próximo mandato", no balão de pensamento do personagem, cumpre função meramente informativa, apenas revelando que o político pretende visitar a escola futuramente, sem qualquer tom de crítica.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
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FRAGMENTO I
"A PEC do fim da escala 6x1, que está na CCJ, aguarda ter o relator designado. O presidente da comissão, Leur Lomanto Júnior (União-BA), adiantou que conduzirá a análise ouvindo a classe empresarial, sindicatos, trabalhadores e 'quem emprega'." Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/com-ofim-do-carnaval-governo-retoma-ofensiva-pelo-fim-daescala-6x1/. Acesso: 19 de fev. 2026.
FRAGMENTO II
"O debate em torno da extinção da jornada 6x1 é bemvindo, mobilizado pela opinião pública, mas a pressa em conduzi-lo não pode comprometer os requisitos que a abordagem ao tema exige: uma condução técnica, qualificada e não contaminada por interesses eleitoreiros. Trata-se de um desafio, em se tratando que a proposta de emenda à Constituição está longe de ser consenso entre os parlamentares." Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2026/02/7357 814-fim-da-escala-6x1-exige-debateresponsavel.html#google_vignette. Acesso: 19 fev. 2026.
Sobre os fragmentos anteriores apresentados, considerando seus contextos de produção, recursos linguístico-discursivos e estratégias textuais, analise as assertivas abaixo:
I. O Fragmento I apresenta predominantemente tipologia expositivo-informativa, com marcas de imparcialidade aparente, enquanto o Fragmento II caracteriza-se pela tipologia argumentativa, com marcas explícitas de posicionamento crítico em relação à celeridade do processo legislativo.
II. No Fragmento I, o uso das aspas na expressão "quem emprega" constitui recurso metalinguístico que reproduz o discurso direto da autoridade citada, conferindo credibilidade à informação sem que o enunciador assuma juízo de valor sobre a terminologia empregada.
III. No Fragmento II, o operador argumentativo "mas" introduz uma ressalva que relativiza o caráter positivo do debate ("é bem-vindo"), construindo uma orientação argumentativa que desloca o foco da legitimidade do debate para os riscos de sua condução apressada.
IV. A expressão "em se tratando que", presente no Fragmento II, está correta em relação à norma-padrão da língua portuguesa, sendo equivalente às formas "em se tratando de" ou "tratando-se de".
V. Considerando os multiletramentos e a leitura crítica, é correto afirmar que o Fragmento I, ao listar os atores sociais que serão ouvidos ("classe empresarial, sindicatos, trabalhadores e 'quem emprega'"), opera uma distinção implícita entre "trabalhadores" e "quem emprega" que pode refletir determinada concepção sobre as relações de trabalho.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
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Caderno Container