Foram encontradas 365.280 questões.
Leia a charge abaixo a seguir a fim de responder à
questão
A partir da leitura da charge e do seu repertório cultural acumulado ao longo da sua formação, assinale a alternativa que esteja fazendo uma análise correta sobre a estratégia de produção adotada para transmitir uma mensagem de importância social.
A partir da leitura da charge e do seu repertório cultural acumulado ao longo da sua formação, assinale a alternativa que esteja fazendo uma análise correta sobre a estratégia de produção adotada para transmitir uma mensagem de importância social.
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Leia o texto abaixo:
Tirinhas e charges constroem o seu efeito humorístico muitas vezes pela combinação da parte verbal com a parte não verbal e, por isso, mostram-se como modalidades discursivas válidas em sala de aula. Sobre o texto acima, pode-se notar como estratégia de exemplificação linguística:
Tirinhas e charges constroem o seu efeito humorístico muitas vezes pela combinação da parte verbal com a parte não verbal e, por isso, mostram-se como modalidades discursivas válidas em sala de aula. Sobre o texto acima, pode-se notar como estratégia de exemplificação linguística:
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TEXTO III (Leia o texto abaixo a fim de responder
corretamente à questão)
Quando indaguei a alguns escritores de sucesso que manuais
de estilo tinham consultado durante seu aprendizado, a resposta mais comum foi “nenhum”. Disseram que escrever,
para eles, aconteceu naturalmente. Eu seria o último dos
mortais a duvidar que os bons escritores foram abençoados
com uma dose inata de fluência mais sintaxe e memória para
as palavras. Ninguém nasceu com competência para redigir.
Essa competência pode não se ter originado nos manuais de
estilo, mas deve ter vindo de algum lugar.
Esse algum lugar é a escrita de outros escritores. Bons
escritores são leitores ávidos. Assimilaram um grande
inventário de palavras, expressões idiomáticas, construções,
tropos e truques retóricos e, com eles, a sensibilidade para o
modo como se combinam ou se repelem. Essa é a ardilosa
“sensibilidade” de um escritor hábil — o tácito sentido de estilo
que os manuais de estilo honestos admitem ser impossível
ensinar explicitamente. Os biógrafos dos grandes autores
sempre tentam rastrear os livros que seus personagens leram
na juventude, porque sabem que essas fontes escondem o
segredo de seu aperfeiçoamento como escritores.
O ponto de partida para alguém tornar-se um bom escritor é
ser um bom leitor. Os escritores adquirem sua técnica
identificando, saboreando e aplicando engenharia reversa em
exemplos de boa prosa.
Steven Pinker. Guia de escrita: como conceber um texto com clareza, precisão e elegância.
Trad. Rodolfo Ilari. São Paulo: Contexto, 2016, p. 23-4 (com adaptações).
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TEXTO III (Leia o texto abaixo a fim de responder
corretamente à questão)
Quando indaguei a alguns escritores de sucesso que manuais
de estilo tinham consultado durante seu aprendizado, a resposta mais comum foi “nenhum”. Disseram que escrever,
para eles, aconteceu naturalmente. Eu seria o último dos
mortais a duvidar que os bons escritores foram abençoados
com uma dose inata de fluência mais sintaxe e memória para
as palavras. Ninguém nasceu com competência para redigir.
Essa competência pode não se ter originado nos manuais de
estilo, mas deve ter vindo de algum lugar.
Esse algum lugar é a escrita de outros escritores. Bons
escritores são leitores ávidos. Assimilaram um grande
inventário de palavras, expressões idiomáticas, construções,
tropos e truques retóricos e, com eles, a sensibilidade para o
modo como se combinam ou se repelem. Essa é a ardilosa
“sensibilidade” de um escritor hábil — o tácito sentido de estilo
que os manuais de estilo honestos admitem ser impossível
ensinar explicitamente. Os biógrafos dos grandes autores
sempre tentam rastrear os livros que seus personagens leram
na juventude, porque sabem que essas fontes escondem o
segredo de seu aperfeiçoamento como escritores.
O ponto de partida para alguém tornar-se um bom escritor é
ser um bom leitor. Os escritores adquirem sua técnica
identificando, saboreando e aplicando engenharia reversa em
exemplos de boa prosa.
Steven Pinker. Guia de escrita: como conceber um texto com clareza, precisão e elegância.
Trad. Rodolfo Ilari. São Paulo: Contexto, 2016, p. 23-4 (com adaptações).
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TEXTO II
Qualquer língua, escrita ou não, tem uma gramática que é complexa. Do ponto de vista naturalista, não faz sentido afirmar que há gramáticas melhores e gramáticas piores. Não é certo, por exemplo, dizer que a gramática que produz “Os meninos saíram” é melhor do que a que produz “Os menino saiu”. Ambas as frases cumprem a sua função, que é transmitir um certo conteúdo. São duas maneiras de chegar ao mesmo lugar. São duas gramáticas distintas, uma em que a pluralidade é marcada em todos os termos da oração, outra em que o plural aparece marcado apenas no artigo.
Mas esses dois modos de falar não são avaliados socialmente da mesma maneira. O valor social de cada um deles é muito diferente. Aquele que fala “Os menino saiu” não sabe falar, diz a voz que define qual variedade está correta. Só que há línguas, como o inglês, em que o plural só ocorre em um dos termos: The tall boys left (tradução literal possível, desconsiderada a marca de plural: O alto meninos saiu). É claro que a gramática do inglês não é a mesma gramática do português, mas o nosso ponto é que o plural só está em um lugar na oração do inglês e isso não recebe uma avaliação negativa. No português do dia a dia, é possível marcar o plural em apenas um dos elementos, mas isso é avaliado negativamente.
Roberta Pires de Oliveira e Sandra Quarezemin. Gramáticas na escola. Petrópolis: Vozes, 2016, p. 44 (com adaptações).
A partir da exposição das ideias do texto II, é correto afirmar que:
Qualquer língua, escrita ou não, tem uma gramática que é complexa. Do ponto de vista naturalista, não faz sentido afirmar que há gramáticas melhores e gramáticas piores. Não é certo, por exemplo, dizer que a gramática que produz “Os meninos saíram” é melhor do que a que produz “Os menino saiu”. Ambas as frases cumprem a sua função, que é transmitir um certo conteúdo. São duas maneiras de chegar ao mesmo lugar. São duas gramáticas distintas, uma em que a pluralidade é marcada em todos os termos da oração, outra em que o plural aparece marcado apenas no artigo.
Mas esses dois modos de falar não são avaliados socialmente da mesma maneira. O valor social de cada um deles é muito diferente. Aquele que fala “Os menino saiu” não sabe falar, diz a voz que define qual variedade está correta. Só que há línguas, como o inglês, em que o plural só ocorre em um dos termos: The tall boys left (tradução literal possível, desconsiderada a marca de plural: O alto meninos saiu). É claro que a gramática do inglês não é a mesma gramática do português, mas o nosso ponto é que o plural só está em um lugar na oração do inglês e isso não recebe uma avaliação negativa. No português do dia a dia, é possível marcar o plural em apenas um dos elementos, mas isso é avaliado negativamente.
Roberta Pires de Oliveira e Sandra Quarezemin. Gramáticas na escola. Petrópolis: Vozes, 2016, p. 44 (com adaptações).
A partir da exposição das ideias do texto II, é correto afirmar que:
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TEXTO I (O texto a seguir servirá de base para a análise
da questão)
CONTO DE ESCOLA
Machado de Assis
A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de grade de
pau. O ano era de 1840. Naquele dia — uma segunda-feira, do
mês de maio — deixei-me estar alguns instantes na Rua da
Princesa a ver onde iria brincar a manhã. Hesitava entre o
morro de S. Diogo e o Campo de Sant’Ana, que não era então
esse parque atual, construção de gentleman, mas um espaço
rústico, mais ou menos infinito, alastrado de lavadeiras, capim
e burros soltos. Morro ou campo? Tal era o problema. De
repente disse comigo que o melhor era a escola. E guiei para a
escola. Aqui vai a razão.
Na semana anterior tinha feito dois suetos, e, descoberto o
caso, recebi o pagamento das mãos de meu pai, que me deu
uma sova de vara de marmeleiro. As sovas de meu pai doíam
por muito tempo. Era um velho empregado do Arsenal de
Guerra, ríspido e intolerante. Sonhava para mim uma grande
posição comercial, e tinha ânsia de me ver com os elementos
mercantis, ler, escrever e contar, para me meter de caixeiro.
Citava-me nomes de capitalistas que tinham começado ao
balcão. Ora, foi a lembrança do último castigo que me levou
naquela manhã para o colégio. Não era um menino de virtudes.
Subi a escada com cautela, para não ser ouvido do mestre, e
cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou quatro minutos
depois. Entrou com o andar manso do costume, em chinelas de
cordovão, com a jaqueta de brim lavada e desbotada, calça
branca e tesa e grande colarinho caído. Chamava-se Policarpo
e tinha perto de cinquenta anos ou mais. Uma vez sentado,
extraiu da jaqueta a boceta de rapé e o lenço vermelho, pô-los
na gaveta; depois relanceou os olhos pela sala. Os meninos,
que se conservaram de pé durante a entrada dele, tornaram a
sentar-se. Tudo estava em ordem; começaram os trabalhos.
- Seu Pilar, eu preciso falar com você, disse-me baixinho o
filho do mestre.
Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, aplicado,
inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em reter
aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos;
vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro.
Reunia a isso um grande medo ao pai. Era uma criança fina,
pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola
depois do pai e retirava-se antes. O mestre era mais severo
com ele do que conosco.
- O que é que você quer?
- Logo, respondeu ele com voz trêmula.
Começou a lição de escrita. Custa-me dizer que eu era dos
mais adiantados da escola; mas era. Não digo também que era
dos mais inteligentes, por um escrúpulo fácil de entender e de
excelente efeito no estilo, mas não tenho outra convicção. Notese que não era pálido nem mofino: tinha boas cores e músculos
de ferro. Na lição de escrita, por exemplo, acabava sempre
antes de todos, mas deixava-me estar a recortar narizes no
papel ou na tábua, ocupação sem nobreza nem espiritualidade,
mas em todo caso ingênua. Naquele dia foi a mesma coisa; tão
depressa acabei, como entrei a reproduzir o nariz do mestre,
dando-lhe cinco ou seis atitudes diferentes, das quais recordo
a interrogativa, a admirativa, a dubitativa e a cogitativa. Não
lhes punha esses nomes, pobre estudante de primeiras letras
que era; mas, instintivamente, dava-lhes essas expressões. Os
outros foram acabando; não tive remédio senão acabar
também, entregar a escrita, e voltar para o meu lugar.
Com franqueza, estava arrependido de ter vindo. Agora que
ficava preso, ardia por andar lá fora, e recapitulava o campo e
o morro, pensava nos outros meninos vadios, o Chico Telha, o
Américo, o Carlos das Escadinhas, a fina flor do bairro e do
gênero humano. Para cúmulo de desespero, vi através das
vidraças da escola, no claro azul do céu, por cima do Morro do
Livramento, um papagaio de papel, alto e largo, preso de uma
corda imensa, que bojava no ar, uma coisa soberba. E eu na
escola, sentado, pernas unidas, com o livro de leitura e a
gramática nos joelhos.
- Fui um bobo em vir, disse eu ao Raimundo.
Fonte: ASSIS. Machado; Conto de Escola. (adaptado) https://contobrasileiro.com.br/conto-deescola-machado-de-assis/
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TEXTO I (O texto a seguir servirá de base para a análise
da questão)
CONTO DE ESCOLA
Machado de Assis
A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de grade de
pau. O ano era de 1840. Naquele dia — uma segunda-feira, do
mês de maio — deixei-me estar alguns instantes na Rua da
Princesa a ver onde iria brincar a manhã. Hesitava entre o
morro de S. Diogo e o Campo de Sant’Ana, que não era então
esse parque atual, construção de gentleman, mas um espaço
rústico, mais ou menos infinito, alastrado de lavadeiras, capim
e burros soltos. Morro ou campo? Tal era o problema. De
repente disse comigo que o melhor era a escola. E guiei para a
escola. Aqui vai a razão.
Na semana anterior tinha feito dois suetos, e, descoberto o
caso, recebi o pagamento das mãos de meu pai, que me deu
uma sova de vara de marmeleiro. As sovas de meu pai doíam
por muito tempo. Era um velho empregado do Arsenal de
Guerra, ríspido e intolerante. Sonhava para mim uma grande
posição comercial, e tinha ânsia de me ver com os elementos
mercantis, ler, escrever e contar, para me meter de caixeiro.
Citava-me nomes de capitalistas que tinham começado ao
balcão. Ora, foi a lembrança do último castigo que me levou
naquela manhã para o colégio. Não era um menino de virtudes.
Subi a escada com cautela, para não ser ouvido do mestre, e
cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou quatro minutos
depois. Entrou com o andar manso do costume, em chinelas de
cordovão, com a jaqueta de brim lavada e desbotada, calça
branca e tesa e grande colarinho caído. Chamava-se Policarpo
e tinha perto de cinquenta anos ou mais. Uma vez sentado,
extraiu da jaqueta a boceta de rapé e o lenço vermelho, pô-los
na gaveta; depois relanceou os olhos pela sala. Os meninos,
que se conservaram de pé durante a entrada dele, tornaram a
sentar-se. Tudo estava em ordem; começaram os trabalhos.
- Seu Pilar, eu preciso falar com você, disse-me baixinho o
filho do mestre.
Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, aplicado,
inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em reter
aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos;
vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro.
Reunia a isso um grande medo ao pai. Era uma criança fina,
pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola
depois do pai e retirava-se antes. O mestre era mais severo
com ele do que conosco.
- O que é que você quer?
- Logo, respondeu ele com voz trêmula.
Começou a lição de escrita. Custa-me dizer que eu era dos
mais adiantados da escola; mas era. Não digo também que era
dos mais inteligentes, por um escrúpulo fácil de entender e de
excelente efeito no estilo, mas não tenho outra convicção. Notese que não era pálido nem mofino: tinha boas cores e músculos
de ferro. Na lição de escrita, por exemplo, acabava sempre
antes de todos, mas deixava-me estar a recortar narizes no
papel ou na tábua, ocupação sem nobreza nem espiritualidade,
mas em todo caso ingênua. Naquele dia foi a mesma coisa; tão
depressa acabei, como entrei a reproduzir o nariz do mestre,
dando-lhe cinco ou seis atitudes diferentes, das quais recordo
a interrogativa, a admirativa, a dubitativa e a cogitativa. Não
lhes punha esses nomes, pobre estudante de primeiras letras
que era; mas, instintivamente, dava-lhes essas expressões. Os
outros foram acabando; não tive remédio senão acabar
também, entregar a escrita, e voltar para o meu lugar.
Com franqueza, estava arrependido de ter vindo. Agora que
ficava preso, ardia por andar lá fora, e recapitulava o campo e
o morro, pensava nos outros meninos vadios, o Chico Telha, o
Américo, o Carlos das Escadinhas, a fina flor do bairro e do
gênero humano. Para cúmulo de desespero, vi através das
vidraças da escola, no claro azul do céu, por cima do Morro do
Livramento, um papagaio de papel, alto e largo, preso de uma
corda imensa, que bojava no ar, uma coisa soberba. E eu na
escola, sentado, pernas unidas, com o livro de leitura e a
gramática nos joelhos.
- Fui um bobo em vir, disse eu ao Raimundo.
Fonte: ASSIS. Machado; Conto de Escola. (adaptado) https://contobrasileiro.com.br/conto-deescola-machado-de-assis/
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TEXTO I
A ilusão do atalho
Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do
ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma
canetada vai tornar todo mundo mais rico
Rodrigo Constantino
“Quando as pessoas querem o impossível, somente os
mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O
grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias
econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a
compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em
mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos
populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de
trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
Do ponto de vista político, a base governista preparou uma
armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu
numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de
“inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém,
essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio
trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma
justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é
favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não
deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala
6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana.
Essa proibição não resolve o problema das nossas leis
trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda
aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de
oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países
tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar
deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados
Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas”
existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito
menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não
obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis
vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo
do mercado de trabalho, com mais competição entre as
empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse
de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo!
Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais
controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com
apoio de sindicatos.
A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo
de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se
uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não
fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os
fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores.
Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere
fugir da realidade e viver de discursos.
Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o
governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil,
para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até
economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema
enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas
trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É
uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um
explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão:
a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza
trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes,
que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em
patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da
infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas
acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico
da noite para o dia.
Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada
por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando
que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento
existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar
anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular
intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha
emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma
reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam
desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos
colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um
enorme problema de miséria e informalidade, além da
dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por
acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de
uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a
situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma
medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de
Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar
certo!”
Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste.
(adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/
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- SintaxeColocação Pronominal
- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “se”
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos
TEXTO I
A ilusão do atalho
Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do
ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma
canetada vai tornar todo mundo mais rico
Rodrigo Constantino
“Quando as pessoas querem o impossível, somente os
mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O
grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias
econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a
compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em
mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos
populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de
trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
Do ponto de vista político, a base governista preparou uma
armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu
numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de
“inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém,
essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio
trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma
justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é
favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não
deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala
6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana.
Essa proibição não resolve o problema das nossas leis
trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda
aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de
oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países
tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar
deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados
Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas”
existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito
menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não
obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis
vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo
do mercado de trabalho, com mais competição entre as
empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse
de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo!
Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais
controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com
apoio de sindicatos.
A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo
de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se
uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não
fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os
fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores.
Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere
fugir da realidade e viver de discursos.
Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o
governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil,
para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até
economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema
enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas
trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É
uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um
explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão:
a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza
trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes,
que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em
patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da
infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas
acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico
da noite para o dia.
Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada
por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando
que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento
existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar
anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular
intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha
emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma
reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam
desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos
colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um
enorme problema de miséria e informalidade, além da
dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por
acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de
uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a
situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma
medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de
Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar
certo!”
Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste.
(adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/
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- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
TEXTO I
A ilusão do atalho
Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do
ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma
canetada vai tornar todo mundo mais rico
Rodrigo Constantino
“Quando as pessoas querem o impossível, somente os
mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O
grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias
econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a
compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em
mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos
populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de
trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
Do ponto de vista político, a base governista preparou uma
armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu
numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de
“inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém,
essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio
trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma
justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é
favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não
deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala
6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana.
Essa proibição não resolve o problema das nossas leis
trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda
aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de
oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países
tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar
deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados
Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas”
existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito
menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não
obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis
vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo
do mercado de trabalho, com mais competição entre as
empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse
de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo!
Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais
controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com
apoio de sindicatos.
A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo
de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se
uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não
fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os
fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores.
Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere
fugir da realidade e viver de discursos.
Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o
governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil,
para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até
economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema
enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas
trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É
uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um
explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão:
a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza
trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes,
que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em
patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da
infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas
acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico
da noite para o dia.
Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada
por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando
que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento
existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar
anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular
intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha
emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma
reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam
desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos
colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um
enorme problema de miséria e informalidade, além da
dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por
acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de
uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a
situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma
medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de
Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar
certo!”
Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste.
(adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/
( ) Em “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. (1º par.), nota-se em destaque uma expressão de natureza anafórica a qual auxilia na progressão das ideias como recurso estilístico.
( ) Em “O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo!” (5º par.), nota-se que a metonímia em destaque prescinde de associação semântica em relação à aprovação da mudança da escala feita anteriormente.
( ) Em “É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.” (7º par.), nota-se em evidência uma antítese contextualmente produzida para justificar a necessidade de aprovação da mudança da escala de trabalho, a qual é exposta pelo articulista como “medida eleitoreira” (3º par.), “pura demagogia” (6º par.) e “atalho” (9º par.) no cenário econômico local.
( ) Em “Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido.” (8º par.), o articulista deixa evidente, após as ideias apresentadas ao longo do texto, que a crítica em destaque se refere unicamente a políticos da “base governista” (2º par.) como Erika Hilton (6º par.).
( ) Em “Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.” (9º par.), a passagem em destaque, por meio das expressões conotativas sublinhadas, prescinde de associação direta quanto à aprovação do fim da escala 6x1.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas em relação às afirmações acima, tem-se pela ordem:
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