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Leia o texto a seguir para responder à questão.
A água nossa de cada dia
Hoje de manhã, enquanto levava meu
filho para a escola, assisti a diversas cenas de
desperdício. Rua após rua, homens e mulheres
usavam mangueiras para lavar calçadas e carros
com jorros e jorros de água potável.
Nos primeiros casos cheguei a diminuir
a velocidade do meu carro para sinalizar aos
dissipadores que não deveriam estar fazendo
aquilo. Mas eles olhavam, sem entender o que
eu queria passar com os gestos... e continuavam
com as torneiras abertas.
Nos casos seguintes, desisti.
Só olhava, desolado, toda aquela água
preciosa escorrendo pela calçada, pelas
sarjetas...
Se voltar a percorrer o bairro nesta bela
manhã de abril provavelmente vou surpreender
mais dissipadores em ação. Talvez já lavando
carros, mais pátios e calçadas. E vou, de novo,
ficar triste com o desperdício escancarado,
explícito, irresponsável.
O que fazer para que nós, nossos filhos
e os filhos de nossos filhos tenham água de boa
qualidade e em quantidade no futuro?
Acho que, para começar, falar com as
crianças. Se os adultos dão lições de
desperdício, as crianças podem, no tempo,
reverter o processo. Enquanto crianças, podem
entender melhor a necessidade de preservarmos
nossos recursos naturais. Água, inclusive.
Quando crescerem vão substituir os
adultos insensatos de hoje já com atitudes
corretas no cuidado com o meio ambiente. (...)
E cuidados com nossos recursos
naturais deveriam merecer até mesmo algum
tipo de saudação. Assim, como dizemos bom
dia, boa noite, até logo, poderíamos começar a
dizer: salvou água, hoje? Apagou a luz que não está usando? Salvou uma árvore? Pensou nas
crianças que não têm água para beber?
Pode parecer meio dramático. Mas antes
um dramático falado do que sentido.
Enquanto é tempo.
SANTOS, Jaqueline Aparecida dos. A água nossa de cada
dia. Armazém de textos. Disponível em
. <https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/09/cronica
-agua-nossa-de-cada-dia-com.html>.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
A água nossa de cada dia
Hoje de manhã, enquanto levava meu
filho para a escola, assisti a diversas cenas de
desperdício. Rua após rua, homens e mulheres
usavam mangueiras para lavar calçadas e carros
com jorros e jorros de água potável.
Nos primeiros casos cheguei a diminuir
a velocidade do meu carro para sinalizar aos
dissipadores que não deveriam estar fazendo
aquilo. Mas eles olhavam, sem entender o que
eu queria passar com os gestos... e continuavam
com as torneiras abertas.
Nos casos seguintes, desisti.
Só olhava, desolado, toda aquela água
preciosa escorrendo pela calçada, pelas
sarjetas...
Se voltar a percorrer o bairro nesta bela
manhã de abril provavelmente vou surpreender
mais dissipadores em ação. Talvez já lavando
carros, mais pátios e calçadas. E vou, de novo,
ficar triste com o desperdício escancarado,
explícito, irresponsável.
O que fazer para que nós, nossos filhos
e os filhos de nossos filhos tenham água de boa
qualidade e em quantidade no futuro?
Acho que, para começar, falar com as
crianças. Se os adultos dão lições de
desperdício, as crianças podem, no tempo,
reverter o processo. Enquanto crianças, podem
entender melhor a necessidade de preservarmos
nossos recursos naturais. Água, inclusive.
Quando crescerem vão substituir os
adultos insensatos de hoje já com atitudes
corretas no cuidado com o meio ambiente. (...)
E cuidados com nossos recursos
naturais deveriam merecer até mesmo algum
tipo de saudação. Assim, como dizemos bom
dia, boa noite, até logo, poderíamos começar a
dizer: salvou água, hoje? Apagou a luz que não está usando? Salvou uma árvore? Pensou nas
crianças que não têm água para beber?
Pode parecer meio dramático. Mas antes
um dramático falado do que sentido.
Enquanto é tempo.
SANTOS, Jaqueline Aparecida dos. A água nossa de cada
dia. Armazém de textos. Disponível em
. <https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/09/cronica
-agua-nossa-de-cada-dia-com.html>.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
A água nossa de cada dia
Hoje de manhã, enquanto levava meu
filho para a escola, assisti a diversas cenas de
desperdício. Rua após rua, homens e mulheres
usavam mangueiras para lavar calçadas e carros
com jorros e jorros de água potável.
Nos primeiros casos cheguei a diminuir
a velocidade do meu carro para sinalizar aos
dissipadores que não deveriam estar fazendo
aquilo. Mas eles olhavam, sem entender o que
eu queria passar com os gestos... e continuavam
com as torneiras abertas.
Nos casos seguintes, desisti.
Só olhava, desolado, toda aquela água
preciosa escorrendo pela calçada, pelas
sarjetas...
Se voltar a percorrer o bairro nesta bela
manhã de abril provavelmente vou surpreender
mais dissipadores em ação. Talvez já lavando
carros, mais pátios e calçadas. E vou, de novo,
ficar triste com o desperdício escancarado,
explícito, irresponsável.
O que fazer para que nós, nossos filhos
e os filhos de nossos filhos tenham água de boa
qualidade e em quantidade no futuro?
Acho que, para começar, falar com as
crianças. Se os adultos dão lições de
desperdício, as crianças podem, no tempo,
reverter o processo. Enquanto crianças, podem
entender melhor a necessidade de preservarmos
nossos recursos naturais. Água, inclusive.
Quando crescerem vão substituir os
adultos insensatos de hoje já com atitudes
corretas no cuidado com o meio ambiente. (...)
E cuidados com nossos recursos
naturais deveriam merecer até mesmo algum
tipo de saudação. Assim, como dizemos bom
dia, boa noite, até logo, poderíamos começar a
dizer: salvou água, hoje? Apagou a luz que não está usando? Salvou uma árvore? Pensou nas
crianças que não têm água para beber?
Pode parecer meio dramático. Mas antes
um dramático falado do que sentido.
Enquanto é tempo.
SANTOS, Jaqueline Aparecida dos. A água nossa de cada
dia. Armazém de textos. Disponível em
. <https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/09/cronica
-agua-nossa-de-cada-dia-com.html>.
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Texto para o item.
Césio-137: acidente em Goiânia deixou lições que
continuam orientando a proteção a trabalhadores
expostos à radiação
O acidente ocorreu em setembro de 1987,
quando uma cápsula contendo Césio-137 foi retirada de
um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica
desativada. Sem conhecimento dos riscos envolvidos,
pessoas manusearam o material radioativo, que se
espalhou por diversos locais, provocando uma emergência
sanitária de grandes proporções.
Para o ministro do Tribunal Superior do
Trabalho (TST) Amaury Rodrigues Pinto Junior, o episódio
evidenciou falhas institucionais e desconhecimento dos
riscos. “O caso foi emblemático e gerou modificações
na legislação nacional”, afirma. Uma delas é a Lei
10.308/2001, que passou a disciplinar o destino final e as
responsabilidades sobre os rejeitos radioativos no país. Na
avaliação do diretor-presidente da Autoridade Nacional de
Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, o principal
legado do acidente foi uma mudança profunda na cultura
de segurança radiológica. “Consolidou-se o entendimento
de que a segurança depende de mecanismos permanentes
de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes
radioativas”, explica.
Desde então, foram ampliadas as exigências
relacionadas ao licenciamento de instalações,
rastreabilidade de fontes radioativas, armazenamento,
transporte, monitoramento individual de trabalhadores,
qualificação profissional e preparação para emergências.
A evolução da segurança radiológica também
foi influenciada por acidentes internacionais, como os de
Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e Fukushima, no Japão,
em 2011. Segundo a ANSN, esses episódios reforçaram
a importância da cultura de segurança, da transparência
institucional, da preparação para emergências e da revisão
contínua dos sistemas de proteção. De acordo com Facure,
a principal lição desses acidentes é que a segurança não
é uma condição permanente. Quase 40 anos após o
Césio-137, o consenso técnico e jurídico é que mitigar os
riscos da radiação exige atenção contínua. Segundo Amaury
Rodrigues, a experiência nacional demonstra que a eficácia
das regras depende dessa postura coletiva. “A aplicação das
normas de segurança e saúde no trabalho exige vigilância
permanente dos atores sociais envolvidos e uma postura
bastante rigorosa por parte da Justiça do Trabalho”, conclui.
Internet: <tst.jus.br> (com adaptações).
No trecho “Desde então, foram ampliadas as exigências relacionadas ao licenciamento de instalações, rastreabilidade de fontes radioativas, armazenamento, transporte, monitoramento individual de trabalhadores, qualificação profissional e preparação para emergências.”, as ocorrências da vírgula são justificadas para separar termos que exercem a mesma função sintática.
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- SintaxeRegência
- SintaxeCrase
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Texto para o item.
Césio-137: acidente em Goiânia deixou lições que
continuam orientando a proteção a trabalhadores
expostos à radiação
O acidente ocorreu em setembro de 1987,
quando uma cápsula contendo Césio-137 foi retirada de
um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica
desativada. Sem conhecimento dos riscos envolvidos,
pessoas manusearam o material radioativo, que se
espalhou por diversos locais, provocando uma emergência
sanitária de grandes proporções.
Para o ministro do Tribunal Superior do
Trabalho (TST) Amaury Rodrigues Pinto Junior, o episódio
evidenciou falhas institucionais e desconhecimento dos
riscos. “O caso foi emblemático e gerou modificações
na legislação nacional”, afirma. Uma delas é a Lei
10.308/2001, que passou a disciplinar o destino final e as
responsabilidades sobre os rejeitos radioativos no país. Na
avaliação do diretor-presidente da Autoridade Nacional de
Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, o principal
legado do acidente foi uma mudança profunda na cultura
de segurança radiológica. “Consolidou-se o entendimento
de que a segurança depende de mecanismos permanentes
de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes
radioativas”, explica.
Desde então, foram ampliadas as exigências
relacionadas ao licenciamento de instalações,
rastreabilidade de fontes radioativas, armazenamento,
transporte, monitoramento individual de trabalhadores,
qualificação profissional e preparação para emergências.
A evolução da segurança radiológica também
foi influenciada por acidentes internacionais, como os de
Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e Fukushima, no Japão,
em 2011. Segundo a ANSN, esses episódios reforçaram
a importância da cultura de segurança, da transparência
institucional, da preparação para emergências e da revisão
contínua dos sistemas de proteção. De acordo com Facure,
a principal lição desses acidentes é que a segurança não
é uma condição permanente. Quase 40 anos após o
Césio-137, o consenso técnico e jurídico é que mitigar os
riscos da radiação exige atenção contínua. Segundo Amaury
Rodrigues, a experiência nacional demonstra que a eficácia
das regras depende dessa postura coletiva. “A aplicação das
normas de segurança e saúde no trabalho exige vigilância
permanente dos atores sociais envolvidos e uma postura
bastante rigorosa por parte da Justiça do Trabalho”, conclui.
Internet: <tst.jus.br> (com adaptações).
O trecho “o consenso técnico e jurídico é que mitigar os riscos da radiação exige atenção contínua.” poderia ser reescrito, preservando-se a correção gramatical e o sentido original do texto, da seguinte forma: Segundo consenso técnico e jurídico, para atenuar os riscos da radiação, exige-se à atenção contínua.
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Texto para o item.
Césio-137: acidente em Goiânia deixou lições que
continuam orientando a proteção a trabalhadores
expostos à radiação
O acidente ocorreu em setembro de 1987,
quando uma cápsula contendo Césio-137 foi retirada de
um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica
desativada. Sem conhecimento dos riscos envolvidos,
pessoas manusearam o material radioativo, que se
espalhou por diversos locais, provocando uma emergência
sanitária de grandes proporções.
Para o ministro do Tribunal Superior do
Trabalho (TST) Amaury Rodrigues Pinto Junior, o episódio
evidenciou falhas institucionais e desconhecimento dos
riscos. “O caso foi emblemático e gerou modificações
na legislação nacional”, afirma. Uma delas é a Lei
10.308/2001, que passou a disciplinar o destino final e as
responsabilidades sobre os rejeitos radioativos no país. Na
avaliação do diretor-presidente da Autoridade Nacional de
Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, o principal
legado do acidente foi uma mudança profunda na cultura
de segurança radiológica. “Consolidou-se o entendimento
de que a segurança depende de mecanismos permanentes
de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes
radioativas”, explica.
Desde então, foram ampliadas as exigências
relacionadas ao licenciamento de instalações,
rastreabilidade de fontes radioativas, armazenamento,
transporte, monitoramento individual de trabalhadores,
qualificação profissional e preparação para emergências.
A evolução da segurança radiológica também
foi influenciada por acidentes internacionais, como os de
Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e Fukushima, no Japão,
em 2011. Segundo a ANSN, esses episódios reforçaram
a importância da cultura de segurança, da transparência
institucional, da preparação para emergências e da revisão
contínua dos sistemas de proteção. De acordo com Facure,
a principal lição desses acidentes é que a segurança não
é uma condição permanente. Quase 40 anos após o
Césio-137, o consenso técnico e jurídico é que mitigar os
riscos da radiação exige atenção contínua. Segundo Amaury
Rodrigues, a experiência nacional demonstra que a eficácia
das regras depende dessa postura coletiva. “A aplicação das
normas de segurança e saúde no trabalho exige vigilância
permanente dos atores sociais envolvidos e uma postura
bastante rigorosa por parte da Justiça do Trabalho”, conclui.
Internet: <tst.jus.br> (com adaptações).
No trecho “A aplicação das normas de segurança e saúde no trabalho exige vigilância permanente dos atores sociais envolvidos e uma postura bastante rigorosa por parte da Justiça do Trabalho”, o termo “Justiça do Trabalho” expressa uma metonímia, que representa as instituições e os seus agentes.
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Texto para o item.
Césio-137: acidente em Goiânia deixou lições que
continuam orientando a proteção a trabalhadores
expostos à radiação
O acidente ocorreu em setembro de 1987,
quando uma cápsula contendo Césio-137 foi retirada de
um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica
desativada. Sem conhecimento dos riscos envolvidos,
pessoas manusearam o material radioativo, que se
espalhou por diversos locais, provocando uma emergência
sanitária de grandes proporções.
Para o ministro do Tribunal Superior do
Trabalho (TST) Amaury Rodrigues Pinto Junior, o episódio
evidenciou falhas institucionais e desconhecimento dos
riscos. “O caso foi emblemático e gerou modificações
na legislação nacional”, afirma. Uma delas é a Lei
10.308/2001, que passou a disciplinar o destino final e as
responsabilidades sobre os rejeitos radioativos no país. Na
avaliação do diretor-presidente da Autoridade Nacional de
Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, o principal
legado do acidente foi uma mudança profunda na cultura
de segurança radiológica. “Consolidou-se o entendimento
de que a segurança depende de mecanismos permanentes
de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes
radioativas”, explica.
Desde então, foram ampliadas as exigências
relacionadas ao licenciamento de instalações,
rastreabilidade de fontes radioativas, armazenamento,
transporte, monitoramento individual de trabalhadores,
qualificação profissional e preparação para emergências.
A evolução da segurança radiológica também
foi influenciada por acidentes internacionais, como os de
Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e Fukushima, no Japão,
em 2011. Segundo a ANSN, esses episódios reforçaram
a importância da cultura de segurança, da transparência
institucional, da preparação para emergências e da revisão
contínua dos sistemas de proteção. De acordo com Facure,
a principal lição desses acidentes é que a segurança não
é uma condição permanente. Quase 40 anos após o
Césio-137, o consenso técnico e jurídico é que mitigar os
riscos da radiação exige atenção contínua. Segundo Amaury
Rodrigues, a experiência nacional demonstra que a eficácia
das regras depende dessa postura coletiva. “A aplicação das
normas de segurança e saúde no trabalho exige vigilância
permanente dos atores sociais envolvidos e uma postura
bastante rigorosa por parte da Justiça do Trabalho”, conclui.
Internet: <tst.jus.br> (com adaptações).
No trecho “Segundo a ANSN, esses episódios reforçaram a importância da cultura de segurança, da transparência institucional, da preparação para emergências e da revisão contínua dos sistemas de proteção”, a repetição da preposição “de” é justificada pelo paralelismo sintático dos complementos nominais.
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- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SintaxeConcordância
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
Texto para o item.
Césio-137: acidente em Goiânia deixou lições que
continuam orientando a proteção a trabalhadores
expostos à radiação
O acidente ocorreu em setembro de 1987,
quando uma cápsula contendo Césio-137 foi retirada de
um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica
desativada. Sem conhecimento dos riscos envolvidos,
pessoas manusearam o material radioativo, que se
espalhou por diversos locais, provocando uma emergência
sanitária de grandes proporções.
Para o ministro do Tribunal Superior do
Trabalho (TST) Amaury Rodrigues Pinto Junior, o episódio
evidenciou falhas institucionais e desconhecimento dos
riscos. “O caso foi emblemático e gerou modificações
na legislação nacional”, afirma. Uma delas é a Lei
10.308/2001, que passou a disciplinar o destino final e as
responsabilidades sobre os rejeitos radioativos no país. Na
avaliação do diretor-presidente da Autoridade Nacional de
Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, o principal
legado do acidente foi uma mudança profunda na cultura
de segurança radiológica. “Consolidou-se o entendimento
de que a segurança depende de mecanismos permanentes
de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes
radioativas”, explica.
Desde então, foram ampliadas as exigências
relacionadas ao licenciamento de instalações,
rastreabilidade de fontes radioativas, armazenamento,
transporte, monitoramento individual de trabalhadores,
qualificação profissional e preparação para emergências.
A evolução da segurança radiológica também
foi influenciada por acidentes internacionais, como os de
Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e Fukushima, no Japão,
em 2011. Segundo a ANSN, esses episódios reforçaram
a importância da cultura de segurança, da transparência
institucional, da preparação para emergências e da revisão
contínua dos sistemas de proteção. De acordo com Facure,
a principal lição desses acidentes é que a segurança não
é uma condição permanente. Quase 40 anos após o
Césio-137, o consenso técnico e jurídico é que mitigar os
riscos da radiação exige atenção contínua. Segundo Amaury
Rodrigues, a experiência nacional demonstra que a eficácia
das regras depende dessa postura coletiva. “A aplicação das
normas de segurança e saúde no trabalho exige vigilância
permanente dos atores sociais envolvidos e uma postura
bastante rigorosa por parte da Justiça do Trabalho”, conclui.
Internet: <tst.jus.br> (com adaptações).
No trecho “Consolidou-se o entendimento de que a segurança depende de mecanismos permanentes de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes radioativas.”, caso a palavra “entendimento” fosse substituída por orientações, as formas verbais “consolidou” e “depende” deveriam ser flexionadas no plural.
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Césio-137: acidente em Goiânia deixou lições que
continuam orientando a proteção a trabalhadores
expostos à radiação
O acidente ocorreu em setembro de 1987,
quando uma cápsula contendo Césio-137 foi retirada de
um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica
desativada. Sem conhecimento dos riscos envolvidos,
pessoas manusearam o material radioativo, que se
espalhou por diversos locais, provocando uma emergência
sanitária de grandes proporções.
Para o ministro do Tribunal Superior do
Trabalho (TST) Amaury Rodrigues Pinto Junior, o episódio
evidenciou falhas institucionais e desconhecimento dos
riscos. “O caso foi emblemático e gerou modificações
na legislação nacional”, afirma. Uma delas é a Lei
10.308/2001, que passou a disciplinar o destino final e as
responsabilidades sobre os rejeitos radioativos no país. Na
avaliação do diretor-presidente da Autoridade Nacional de
Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, o principal
legado do acidente foi uma mudança profunda na cultura
de segurança radiológica. “Consolidou-se o entendimento
de que a segurança depende de mecanismos permanentes
de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes
radioativas”, explica.
Desde então, foram ampliadas as exigências
relacionadas ao licenciamento de instalações,
rastreabilidade de fontes radioativas, armazenamento,
transporte, monitoramento individual de trabalhadores,
qualificação profissional e preparação para emergências.
A evolução da segurança radiológica também
foi influenciada por acidentes internacionais, como os de
Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e Fukushima, no Japão,
em 2011. Segundo a ANSN, esses episódios reforçaram
a importância da cultura de segurança, da transparência
institucional, da preparação para emergências e da revisão
contínua dos sistemas de proteção. De acordo com Facure,
a principal lição desses acidentes é que a segurança não
é uma condição permanente. Quase 40 anos após o
Césio-137, o consenso técnico e jurídico é que mitigar os
riscos da radiação exige atenção contínua. Segundo Amaury
Rodrigues, a experiência nacional demonstra que a eficácia
das regras depende dessa postura coletiva. “A aplicação das
normas de segurança e saúde no trabalho exige vigilância
permanente dos atores sociais envolvidos e uma postura
bastante rigorosa por parte da Justiça do Trabalho”, conclui.
Internet: <tst.jus.br> (com adaptações).
No trecho “o consenso técnico e jurídico é que mitigar os riscos da radiação exige atenção contínua.”, a oração “que mitigar os riscos da radiação exige atenção contínua” exerce a função de predicativo do sujeito.
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Césio-137: acidente em Goiânia deixou lições que
continuam orientando a proteção a trabalhadores
expostos à radiação
O acidente ocorreu em setembro de 1987,
quando uma cápsula contendo Césio-137 foi retirada de
um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica
desativada. Sem conhecimento dos riscos envolvidos,
pessoas manusearam o material radioativo, que se
espalhou por diversos locais, provocando uma emergência
sanitária de grandes proporções.
Para o ministro do Tribunal Superior do
Trabalho (TST) Amaury Rodrigues Pinto Junior, o episódio
evidenciou falhas institucionais e desconhecimento dos
riscos. “O caso foi emblemático e gerou modificações
na legislação nacional”, afirma. Uma delas é a Lei
10.308/2001, que passou a disciplinar o destino final e as
responsabilidades sobre os rejeitos radioativos no país. Na
avaliação do diretor-presidente da Autoridade Nacional de
Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, o principal
legado do acidente foi uma mudança profunda na cultura
de segurança radiológica. “Consolidou-se o entendimento
de que a segurança depende de mecanismos permanentes
de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes
radioativas”, explica.
Desde então, foram ampliadas as exigências
relacionadas ao licenciamento de instalações,
rastreabilidade de fontes radioativas, armazenamento,
transporte, monitoramento individual de trabalhadores,
qualificação profissional e preparação para emergências.
A evolução da segurança radiológica também
foi influenciada por acidentes internacionais, como os de
Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e Fukushima, no Japão,
em 2011. Segundo a ANSN, esses episódios reforçaram
a importância da cultura de segurança, da transparência
institucional, da preparação para emergências e da revisão
contínua dos sistemas de proteção. De acordo com Facure,
a principal lição desses acidentes é que a segurança não
é uma condição permanente. Quase 40 anos após o
Césio-137, o consenso técnico e jurídico é que mitigar os
riscos da radiação exige atenção contínua. Segundo Amaury
Rodrigues, a experiência nacional demonstra que a eficácia
das regras depende dessa postura coletiva. “A aplicação das
normas de segurança e saúde no trabalho exige vigilância
permanente dos atores sociais envolvidos e uma postura
bastante rigorosa por parte da Justiça do Trabalho”, conclui.
Internet: <tst.jus.br> (com adaptações).
A oração reduzida de gerúndio “provocando uma emergência sanitária de grandes proporções” exprime, no contexto, consequência do espalhamento do material radioativo, podendo ser desenvolvida, sem alteração substancial do sentido original do texto, para de modo que provocou uma emergência sanitária de grandes proporções.
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