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4164533 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CREFONO-6
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Texto para as questões de 1 a 9.

1 O sotaque tem diferenciações infinitesimais e

cada pessoa pode ser conhecida pela voz. Quem diz

isto é o sábio João Ribeiro, uma autoridade em

4 matéria de língua nacional e de estudos linguísticos.

Sabemos todos que um sotaque pode identificar a

origem de quem fala. A maneira de falar, por sua vez,

7 fala com eloquência de quem fala. A voz é, de fato,

reveladora de uma personalidade.

Hoje se acredita que pela voz se pode fazer o

10 diagnóstico de um paciente. Não apenas de males

emocionais, ou psicológicos, porque até aí nem é

preciso conhecimento especializado. A uma simples

13 palavra, mesmo ao telefone, pode-se ter notícia do

estado de espírito de quem fala. Se é, por exemplo, de

depressão, ou de euforia. Mas até doenças orgânicas,

16 psicossomáticas, se diagnosticam pela voz.

Deixando este plano pessoal e passando ao

interesse nacional, seria o caso de perguntar qual é, ou

19 deve ser, a fala padrão do brasileiro. É certo que temos

numerosos falares, ou sotaques, se quiserem, dentro

da mesma língua nacional. Mário de Andrade, que

22 tocou em tudo, já em 1936 reunia em São Paulo um

Congresso Nacional de Língua Cantada.

Em 1956, 20 anos depois, realizou-se na Bahia

25 um encontro para estudar a língua falada no teatro.

Tratava-se de indagar como conseguir a ilusão da

realidade dentro da assimetria de pronúncias

28 regionais, como disse Antônio Houaiss. Até onde é

possível representar Shakespeare de modo que não se

veja por trás de um Otelo um cearense, de uma

31 Desdêmona uma gaúcha, de uma Julieta uma

paulista.

Com tantos sotaques e tantos cacoetes

34 regionais, é curioso que nada se tenha feito até hoje

na linha dos congressos de São Paulo e da Bahia, em

1936 e em 1956, para servir aos que têm na palavra o

37 seu instrumento profissional. Uma iniciativa assim

caberia dentro do programa de comemoração dos 70

anos da Semana de Arte Moderna, a partir da qual, por

40 tantos meios e modos, se procurou redescobrir o

Brasil. Nada é mais típico da brasilidade, da nossa

identidade, do que a língua que falamos.

Otto Lara Resende. Qual é a fala padrão do brasileiro,

agora? In: Folha de S.Paulo. 6 set. 1992. Internet:

<https://cronicabrasileira.org.br/> (com adaptações).

No penúltimo período do último parágrafo, o emprego do futuro do pretérito em “caberia” indica

 

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4164532 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CREFONO-6
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Texto para as questões de 1 a 9.

1 O sotaque tem diferenciações infinitesimais e

cada pessoa pode ser conhecida pela voz. Quem diz

isto é o sábio João Ribeiro, uma autoridade em

4 matéria de língua nacional e de estudos linguísticos.

Sabemos todos que um sotaque pode identificar a

origem de quem fala. A maneira de falar, por sua vez,

7 fala com eloquência de quem fala. A voz é, de fato,

reveladora de uma personalidade.

Hoje se acredita que pela voz se pode fazer o

10 diagnóstico de um paciente. Não apenas de males

emocionais, ou psicológicos, porque até aí nem é

preciso conhecimento especializado. A uma simples

13 palavra, mesmo ao telefone, pode-se ter notícia do

estado de espírito de quem fala. Se é, por exemplo, de

depressão, ou de euforia. Mas até doenças orgânicas,

16 psicossomáticas, se diagnosticam pela voz.

Deixando este plano pessoal e passando ao

interesse nacional, seria o caso de perguntar qual é, ou

19 deve ser, a fala padrão do brasileiro. É certo que temos

numerosos falares, ou sotaques, se quiserem, dentro

da mesma língua nacional. Mário de Andrade, que

22 tocou em tudo, já em 1936 reunia em São Paulo um

Congresso Nacional de Língua Cantada.

Em 1956, 20 anos depois, realizou-se na Bahia

25 um encontro para estudar a língua falada no teatro.

Tratava-se de indagar como conseguir a ilusão da

realidade dentro da assimetria de pronúncias

28 regionais, como disse Antônio Houaiss. Até onde é

possível representar Shakespeare de modo que não se

veja por trás de um Otelo um cearense, de uma

31 Desdêmona uma gaúcha, de uma Julieta uma

paulista.

Com tantos sotaques e tantos cacoetes

34 regionais, é curioso que nada se tenha feito até hoje

na linha dos congressos de São Paulo e da Bahia, em

1936 e em 1956, para servir aos que têm na palavra o

37 seu instrumento profissional. Uma iniciativa assim

caberia dentro do programa de comemoração dos 70

anos da Semana de Arte Moderna, a partir da qual, por

40 tantos meios e modos, se procurou redescobrir o

Brasil. Nada é mais típico da brasilidade, da nossa

identidade, do que a língua que falamos.

Otto Lara Resende. Qual é a fala padrão do brasileiro,

agora? In: Folha de S.Paulo. 6 set. 1992. Internet:

<https://cronicabrasileira.org.br/> (com adaptações).

No texto, pertence à classe dos adjetivos o vocábulo

 

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4164531 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CREFONO-6
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Texto para as questões de 1 a 9.

1 O sotaque tem diferenciações infinitesimais e

cada pessoa pode ser conhecida pela voz. Quem diz

isto é o sábio João Ribeiro, uma autoridade em

4 matéria de língua nacional e de estudos linguísticos.

Sabemos todos que um sotaque pode identificar a

origem de quem fala. A maneira de falar, por sua vez,

7 fala com eloquência de quem fala. A voz é, de fato,

reveladora de uma personalidade.

Hoje se acredita que pela voz se pode fazer o

10 diagnóstico de um paciente. Não apenas de males

emocionais, ou psicológicos, porque até aí nem é

preciso conhecimento especializado. A uma simples

13 palavra, mesmo ao telefone, pode-se ter notícia do

estado de espírito de quem fala. Se é, por exemplo, de

depressão, ou de euforia. Mas até doenças orgânicas,

16 psicossomáticas, se diagnosticam pela voz.

Deixando este plano pessoal e passando ao

interesse nacional, seria o caso de perguntar qual é, ou

19 deve ser, a fala padrão do brasileiro. É certo que temos

numerosos falares, ou sotaques, se quiserem, dentro

da mesma língua nacional. Mário de Andrade, que

22 tocou em tudo, já em 1936 reunia em São Paulo um

Congresso Nacional de Língua Cantada.

Em 1956, 20 anos depois, realizou-se na Bahia

25 um encontro para estudar a língua falada no teatro.

Tratava-se de indagar como conseguir a ilusão da

realidade dentro da assimetria de pronúncias

28 regionais, como disse Antônio Houaiss. Até onde é

possível representar Shakespeare de modo que não se

veja por trás de um Otelo um cearense, de uma

31 Desdêmona uma gaúcha, de uma Julieta uma

paulista.

Com tantos sotaques e tantos cacoetes

34 regionais, é curioso que nada se tenha feito até hoje

na linha dos congressos de São Paulo e da Bahia, em

1936 e em 1956, para servir aos que têm na palavra o

37 seu instrumento profissional. Uma iniciativa assim

caberia dentro do programa de comemoração dos 70

anos da Semana de Arte Moderna, a partir da qual, por

40 tantos meios e modos, se procurou redescobrir o

Brasil. Nada é mais típico da brasilidade, da nossa

identidade, do que a língua que falamos.

Otto Lara Resende. Qual é a fala padrão do brasileiro,

agora? In: Folha de S.Paulo. 6 set. 1992. Internet:

<https://cronicabrasileira.org.br/> (com adaptações).

No segundo período do primeiro parágrafo, a vírgula empregada logo após “Ribeiro” tem a finalidade de

 

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4164530 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CREFONO-6
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Texto para as questões de 1 a 9.

1 O sotaque tem diferenciações infinitesimais e

cada pessoa pode ser conhecida pela voz. Quem diz

isto é o sábio João Ribeiro, uma autoridade em

4 matéria de língua nacional e de estudos linguísticos.

Sabemos todos que um sotaque pode identificar a

origem de quem fala. A maneira de falar, por sua vez,

7 fala com eloquência de quem fala. A voz é, de fato,

reveladora de uma personalidade.

Hoje se acredita que pela voz se pode fazer o

10 diagnóstico de um paciente. Não apenas de males

emocionais, ou psicológicos, porque até aí nem é

preciso conhecimento especializado. A uma simples

13 palavra, mesmo ao telefone, pode-se ter notícia do

estado de espírito de quem fala. Se é, por exemplo, de

depressão, ou de euforia. Mas até doenças orgânicas,

16 psicossomáticas, se diagnosticam pela voz.

Deixando este plano pessoal e passando ao

interesse nacional, seria o caso de perguntar qual é, ou

19 deve ser, a fala padrão do brasileiro. É certo que temos

numerosos falares, ou sotaques, se quiserem, dentro

da mesma língua nacional. Mário de Andrade, que

22 tocou em tudo, já em 1936 reunia em São Paulo um

Congresso Nacional de Língua Cantada.

Em 1956, 20 anos depois, realizou-se na Bahia

25 um encontro para estudar a língua falada no teatro.

Tratava-se de indagar como conseguir a ilusão da

realidade dentro da assimetria de pronúncias

28 regionais, como disse Antônio Houaiss. Até onde é

possível representar Shakespeare de modo que não se

veja por trás de um Otelo um cearense, de uma

31 Desdêmona uma gaúcha, de uma Julieta uma

paulista.

Com tantos sotaques e tantos cacoetes

34 regionais, é curioso que nada se tenha feito até hoje

na linha dos congressos de São Paulo e da Bahia, em

1936 e em 1956, para servir aos que têm na palavra o

37 seu instrumento profissional. Uma iniciativa assim

caberia dentro do programa de comemoração dos 70

anos da Semana de Arte Moderna, a partir da qual, por

40 tantos meios e modos, se procurou redescobrir o

Brasil. Nada é mais típico da brasilidade, da nossa

identidade, do que a língua que falamos.

Otto Lara Resende. Qual é a fala padrão do brasileiro,

agora? In: Folha de S.Paulo. 6 set. 1992. Internet:

<https://cronicabrasileira.org.br/> (com adaptações).

No último período do quarto parágrafo, a expressão “um cearense” exerce, na oração em que se insere, a função sintática de

 

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4164506 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CREFONO-6
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Texto para as questões de 1 a 9

1 O envelhecimento é comumente acompanhado pelo declínio de diversas funções, inclusive a audição. Estima-se que, em 2050, a

4 perda auditiva incapacitante esteja presente em 10% da população. Em decorrência da perda auditiva, diversos prejuízos podem ocorrer, como

7 limitações na comunicação, na vida profissional e na interação social, assim como prejuízos para a cognição, o que afeta a qualidade de vida. Um

10 estudo publicado na revista Lancet em 2024 estimou que 7% dos casos de demência poderiam ter sido evitados caso a perda auditiva fosse

13 eliminada como fator de risco.

Um trabalho científico que faz parte do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto avaliou

16 805 pessoas por oito anos. Inicialmente, os participantes tinham de 35 a 74 anos. Durante o período, a cada três ou quatro anos, os indivíduos

19 passaram por diversos exames, inclusive audiometria e avaliação da função cognitiva. Os resultados mostraram que, entre os indivíduos

22 avaliados, com média de idade de 51 anos na última avaliação, 7,7% apresentavam perda auditiva. Durante o seguimento de oito anos, verificou-se

25 que a perda auditiva esteve associada a um declínio cognitivo global mais rápido, o que reforça a necessidade de ações de prevenção e

28 enfrentamento da perda auditiva em adultos e idosos.

A perda auditiva pode ser causada por

31 diversos fatores, como a exposição ao ruído e o uso de medicamentos ototóxicos, bem como pode ser potencializada pela presença de doenças crônicas.

34 A relação entre a perda auditiva e o declínio cognitivo ainda não é totalmente compreendida. Entre as possíveis hipóteses, acredita-se que a

37 diminuição da entrada auditiva pode diminuir as informações para o cérebro, sobrecarregando outras áreas.

Alessandra Giannella Samelli. Revista Superinteressante. 20 out 2025. Internet:<https://super.abril.com.br> (com adaptações).

São acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica os vocábulos

 

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4164505 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CREFONO-6
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Texto para as questões de 1 a 9

1 O envelhecimento é comumente acompanhado pelo declínio de diversas funções, inclusive a audição. Estima-se que, em 2050, a

4 perda auditiva incapacitante esteja presente em 10% da população. Em decorrência da perda auditiva, diversos prejuízos podem ocorrer, como

7 limitações na comunicação, na vida profissional e na interação social, assim como prejuízos para a cognição, o que afeta a qualidade de vida. Um

10 estudo publicado na revista Lancet em 2024 estimou que 7% dos casos de demência poderiam ter sido evitados caso a perda auditiva fosse

13 eliminada como fator de risco.

Um trabalho científico que faz parte do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto avaliou

16 805 pessoas por oito anos. Inicialmente, os participantes tinham de 35 a 74 anos. Durante o período, a cada três ou quatro anos, os indivíduos

19 passaram por diversos exames, inclusive audiometria e avaliação da função cognitiva. Os resultados mostraram que, entre os indivíduos

22 avaliados, com média de idade de 51 anos na última avaliação, 7,7% apresentavam perda auditiva. Durante o seguimento de oito anos, verificou-se

25 que a perda auditiva esteve associada a um declínio cognitivo global mais rápido, o que reforça a necessidade de ações de prevenção e

28 enfrentamento da perda auditiva em adultos e idosos.

A perda auditiva pode ser causada por

31 diversos fatores, como a exposição ao ruído e o uso de medicamentos ototóxicos, bem como pode ser potencializada pela presença de doenças crônicas.

34 A relação entre a perda auditiva e o declínio cognitivo ainda não é totalmente compreendida. Entre as possíveis hipóteses, acredita-se que a

37 diminuição da entrada auditiva pode diminuir as informações para o cérebro, sobrecarregando outras áreas.

Alessandra Giannella Samelli. Revista Superinteressante. 20 out 2025. Internet:<https://super.abril.com.br> (com adaptações).

No último período do primeiro parágrafo, a expressão “a perda auditiva” exerce, na oração em que se insere, a função sintática de

 

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4164504 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CREFONO-6
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Texto para as questões de 1 a 9

1 O envelhecimento é comumente acompanhado pelo declínio de diversas funções, inclusive a audição. Estima-se que, em 2050, a

4 perda auditiva incapacitante esteja presente em 10% da população. Em decorrência da perda auditiva, diversos prejuízos podem ocorrer, como

7 limitações na comunicação, na vida profissional e na interação social, assim como prejuízos para a cognição, o que afeta a qualidade de vida. Um

10 estudo publicado na revista Lancet em 2024 estimou que 7% dos casos de demência poderiam ter sido evitados caso a perda auditiva fosse

13 eliminada como fator de risco.

Um trabalho científico que faz parte do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto avaliou

16 805 pessoas por oito anos. Inicialmente, os participantes tinham de 35 a 74 anos. Durante o período, a cada três ou quatro anos, os indivíduos

19 passaram por diversos exames, inclusive audiometria e avaliação da função cognitiva. Os resultados mostraram que, entre os indivíduos

22 avaliados, com média de idade de 51 anos na última avaliação, 7,7% apresentavam perda auditiva. Durante o seguimento de oito anos, verificou-se

25 que a perda auditiva esteve associada a um declínio cognitivo global mais rápido, o que reforça a necessidade de ações de prevenção e

28 enfrentamento da perda auditiva em adultos e idosos.

A perda auditiva pode ser causada por

31 diversos fatores, como a exposição ao ruído e o uso de medicamentos ototóxicos, bem como pode ser potencializada pela presença de doenças crônicas.

34 A relação entre a perda auditiva e o declínio cognitivo ainda não é totalmente compreendida. Entre as possíveis hipóteses, acredita-se que a

37 diminuição da entrada auditiva pode diminuir as informações para o cérebro, sobrecarregando outras áreas.

Alessandra Giannella Samelli. Revista Superinteressante. 20 out 2025. Internet:<https://super.abril.com.br> (com adaptações).

Mantendo-se os sentidos e a correção gramatical do último período do primeiro parágrafo, o termo “estimou” poderia ser substituído por

 

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4164503 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CREFONO-6
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Texto para as questões de 1 a 9

1 O envelhecimento é comumente acompanhado pelo declínio de diversas funções, inclusive a audição. Estima-se que, em 2050, a

4 perda auditiva incapacitante esteja presente em 10% da população. Em decorrência da perda auditiva, diversos prejuízos podem ocorrer, como

7 limitações na comunicação, na vida profissional e na interação social, assim como prejuízos para a cognição, o que afeta a qualidade de vida. Um

10 estudo publicado na revista Lancet em 2024 estimou que 7% dos casos de demência poderiam ter sido evitados caso a perda auditiva fosse

13 eliminada como fator de risco.

Um trabalho científico que faz parte do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto avaliou

16 805 pessoas por oito anos. Inicialmente, os participantes tinham de 35 a 74 anos. Durante o período, a cada três ou quatro anos, os indivíduos

19 passaram por diversos exames, inclusive audiometria e avaliação da função cognitiva. Os resultados mostraram que, entre os indivíduos

22 avaliados, com média de idade de 51 anos na última avaliação, 7,7% apresentavam perda auditiva. Durante o seguimento de oito anos, verificou-se

25 que a perda auditiva esteve associada a um declínio cognitivo global mais rápido, o que reforça a necessidade de ações de prevenção e

28 enfrentamento da perda auditiva em adultos e idosos.

A perda auditiva pode ser causada por

31 diversos fatores, como a exposição ao ruído e o uso de medicamentos ototóxicos, bem como pode ser potencializada pela presença de doenças crônicas.

34 A relação entre a perda auditiva e o declínio cognitivo ainda não é totalmente compreendida. Entre as possíveis hipóteses, acredita-se que a

37 diminuição da entrada auditiva pode diminuir as informações para o cérebro, sobrecarregando outras áreas.

Alessandra Giannella Samelli. Revista Superinteressante. 20 out 2025. Internet:<https://super.abril.com.br> (com adaptações).

No trecho “A relação entre a perda auditiva e o declínio cognitivo ainda não é totalmente compreendida” (último parágrafo), a forma verbal “é” está flexionada no singular porque concorda com

 

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4164502 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CREFONO-6
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Texto para as questões de 1 a 9

1 O envelhecimento é comumente acompanhado pelo declínio de diversas funções, inclusive a audição. Estima-se que, em 2050, a

4 perda auditiva incapacitante esteja presente em 10% da população. Em decorrência da perda auditiva, diversos prejuízos podem ocorrer, como

7 limitações na comunicação, na vida profissional e na interação social, assim como prejuízos para a cognição, o que afeta a qualidade de vida. Um

10 estudo publicado na revista Lancet em 2024 estimou que 7% dos casos de demência poderiam ter sido evitados caso a perda auditiva fosse

13 eliminada como fator de risco.

Um trabalho científico que faz parte do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto avaliou

16 805 pessoas por oito anos. Inicialmente, os participantes tinham de 35 a 74 anos. Durante o período, a cada três ou quatro anos, os indivíduos

19 passaram por diversos exames, inclusive audiometria e avaliação da função cognitiva. Os resultados mostraram que, entre os indivíduos

22 avaliados, com média de idade de 51 anos na última avaliação, 7,7% apresentavam perda auditiva. Durante o seguimento de oito anos, verificou-se

25 que a perda auditiva esteve associada a um declínio cognitivo global mais rápido, o que reforça a necessidade de ações de prevenção e

28 enfrentamento da perda auditiva em adultos e idosos.

A perda auditiva pode ser causada por

31 diversos fatores, como a exposição ao ruído e o uso de medicamentos ototóxicos, bem como pode ser potencializada pela presença de doenças crônicas.

34 A relação entre a perda auditiva e o declínio cognitivo ainda não é totalmente compreendida. Entre as possíveis hipóteses, acredita-se que a

37 diminuição da entrada auditiva pode diminuir as informações para o cérebro, sobrecarregando outras áreas.

Alessandra Giannella Samelli. Revista Superinteressante. 20 out 2025. Internet:<https://super.abril.com.br> (com adaptações).

No primeiro período do primeiro parágrafo, a palavra “declínio” está empregada com o mesmo sentido de

 

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1 O envelhecimento é comumente acompanhado pelo declínio de diversas funções, inclusive a audição. Estima-se que, em 2050, a

4 perda auditiva incapacitante esteja presente em 10% da população. Em decorrência da perda auditiva, diversos prejuízos podem ocorrer, como

7 limitações na comunicação, na vida profissional e na interação social, assim como prejuízos para a cognição, o que afeta a qualidade de vida. Um

10 estudo publicado na revista Lancet em 2024 estimou que 7% dos casos de demência poderiam ter sido evitados caso a perda auditiva fosse

13 eliminada como fator de risco.

Um trabalho científico que faz parte do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto avaliou

16 805 pessoas por oito anos. Inicialmente, os participantes tinham de 35 a 74 anos. Durante o período, a cada três ou quatro anos, os indivíduos

19 passaram por diversos exames, inclusive audiometria e avaliação da função cognitiva. Os resultados mostraram que, entre os indivíduos

22 avaliados, com média de idade de 51 anos na última avaliação, 7,7% apresentavam perda auditiva. Durante o seguimento de oito anos, verificou-se

25 que a perda auditiva esteve associada a um declínio cognitivo global mais rápido, o que reforça a necessidade de ações de prevenção e

28 enfrentamento da perda auditiva em adultos e idosos.

A perda auditiva pode ser causada por

31 diversos fatores, como a exposição ao ruído e o uso de medicamentos ototóxicos, bem como pode ser potencializada pela presença de doenças crônicas.

34 A relação entre a perda auditiva e o declínio cognitivo ainda não é totalmente compreendida. Entre as possíveis hipóteses, acredita-se que a

37 diminuição da entrada auditiva pode diminuir as informações para o cérebro, sobrecarregando outras áreas.

Alessandra Giannella Samelli. Revista Superinteressante. 20 out 2025. Internet:<https://super.abril.com.br> (com adaptações).

Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos do texto, o trecho “diversos prejuízos podem ocorrer” (terceiro período do primeiro parágrafo) poderia ser reescrito como

 

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