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Uvas para vinho Pinot Noir são cultivadas desde a Idade Média, diz estudo
Por Fernanda Zibordi
- O vinho é uma bebida essencial para diferentes civilizações ___ milhares de anos.
- ___ medida que as sociedades se desenvolveram, o cultivo da uva também passou por
- transformações importantes. Mesmo que os registros mais antigos da bebida datem de 8 mil
- anos atrás, práticas consistentes de cultivo das uvas para a produção da bebida parecem ter
- começado mais tarde.
- Um novo estudo, publicado na revista científica Nature Communications, revela que, pelo
- menos desde cerca de 2.000 a.C., o ser humano adota estratégias de melhoramento genético e
- domesticação de videiras na região atual da França. Mais do que isso, os pesquisadores
- identificaram clones geneticamente idênticos de uvas de Valenciennes, que datam da Idade
- Média, e que ainda são amplamente cultivadas pelo mundo como uva Pinot Noir.
- “Encontramos a mesma planta, 600 anos atrás, no século 15. Mantiveram-na como era,
- propagada como um clone – como uma fotocópia – por séculos, literalmente”, afirma Ludovic
- Orlando, pesquisador da Universidade de Toulouse e coautor do estudo, em entrevista ao
- Scientific American. De fato, o estudo foi capaz de traçar a trajetória das uvas na Europa ___
- partir da análise de quase 50 sementes de uvas silvestres e cultivadas, coletadas em sítios
- arqueológicos, principalmente na França. As sementes datam de períodos entre a Idade do
- Bronze e a Idade Média, abarcando quase 4 mil anos de história.
- Com a descoberta de clones geneticamente idênticos, ficou claro para os cientistas que os
- colhedores dependiam da propagação vegetativa – o processo de cultivo de novas plantas a
- partir de caules e estacas. Em específico, o caso das amostras de Valenciennes demonstrou que,
- pelas estratégias de cultivos antigas, o ser humano vem degustando o mesmo tipo de vinho tinto
- desde pelo menos o século 16.
- Para realmente saber se os vinhos que civilizações antigas consumiam tinham o mesmo
- sabor que os que consumimos hoje em dia, análises de DNA infelizmente não são suficientes.
- “Trabalhos futuros devem, no entanto, expandir a abrangência temporal dos conjuntos
- investigados, especialmente para contextos pré e pós-romanos, a fim de obter uma resolução
- mais precisa da dinâmica das práticas de cultivo e das mudanças na diversidade das videiras ao
- longo do tempo”, dizem os autores.
(Fonte: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2026/03/uvas-para-vinho-pinot-noir-sao-cultivadas-desde-a-idade-media-diz-estudo.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova)
Em relação à divisão silábica, assinale a alternativa correta.
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Uvas para vinho Pinot Noir são cultivadas desde a Idade Média, diz estudo
Por Fernanda Zibordi
- O vinho é uma bebida essencial para diferentes civilizações ___ milhares de anos.
- ___ medida que as sociedades se desenvolveram, o cultivo da uva também passou por
- transformações importantes. Mesmo que os registros mais antigos da bebida datem de 8 mil
- anos atrás, práticas consistentes de cultivo das uvas para a produção da bebida parecem ter
- começado mais tarde.
- Um novo estudo, publicado na revista científica Nature Communications, revela que, pelo
- menos desde cerca de 2.000 a.C., o ser humano adota estratégias de melhoramento genético e
- domesticação de videiras na região atual da França. Mais do que isso, os pesquisadores
- identificaram clones geneticamente idênticos de uvas de Valenciennes, que datam da Idade
- Média, e que ainda são amplamente cultivadas pelo mundo como uva Pinot Noir.
- “Encontramos a mesma planta, 600 anos atrás, no século 15. Mantiveram-na como era,
- propagada como um clone – como uma fotocópia – por séculos, literalmente”, afirma Ludovic
- Orlando, pesquisador da Universidade de Toulouse e coautor do estudo, em entrevista ao
- Scientific American. De fato, o estudo foi capaz de traçar a trajetória das uvas na Europa ___
- partir da análise de quase 50 sementes de uvas silvestres e cultivadas, coletadas em sítios
- arqueológicos, principalmente na França. As sementes datam de períodos entre a Idade do
- Bronze e a Idade Média, abarcando quase 4 mil anos de história.
- Com a descoberta de clones geneticamente idênticos, ficou claro para os cientistas que os
- colhedores dependiam da propagação vegetativa – o processo de cultivo de novas plantas a
- partir de caules e estacas. Em específico, o caso das amostras de Valenciennes demonstrou que,
- pelas estratégias de cultivos antigas, o ser humano vem degustando o mesmo tipo de vinho tinto
- desde pelo menos o século 16.
- Para realmente saber se os vinhos que civilizações antigas consumiam tinham o mesmo
- sabor que os que consumimos hoje em dia, análises de DNA infelizmente não são suficientes.
- “Trabalhos futuros devem, no entanto, expandir a abrangência temporal dos conjuntos
- investigados, especialmente para contextos pré e pós-romanos, a fim de obter uma resolução
- mais precisa da dinâmica das práticas de cultivo e das mudanças na diversidade das videiras ao
- longo do tempo”, dizem os autores.
(Fonte: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2026/03/uvas-para-vinho-pinot-noir-sao-cultivadas-desde-a-idade-media-diz-estudo.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova)
A expressão “o estudo”, no trecho “De fato, o estudo foi capaz de traçar a trajetória das uvas na Europa __ partir da análise de quase 50 sementes de uvas silvestres”, retirado do texto, exerce a função sintática de:
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Uvas para vinho Pinot Noir são cultivadas desde a Idade Média, diz estudo
Por Fernanda Zibordi
- O vinho é uma bebida essencial para diferentes civilizações ___ milhares de anos.
- ___ medida que as sociedades se desenvolveram, o cultivo da uva também passou por
- transformações importantes. Mesmo que os registros mais antigos da bebida datem de 8 mil
- anos atrás, práticas consistentes de cultivo das uvas para a produção da bebida parecem ter
- começado mais tarde.
- Um novo estudo, publicado na revista científica Nature Communications, revela que, pelo
- menos desde cerca de 2.000 a.C., o ser humano adota estratégias de melhoramento genético e
- domesticação de videiras na região atual da França. Mais do que isso, os pesquisadores
- identificaram clones geneticamente idênticos de uvas de Valenciennes, que datam da Idade
- Média, e que ainda são amplamente cultivadas pelo mundo como uva Pinot Noir.
- “Encontramos a mesma planta, 600 anos atrás, no século 15. Mantiveram-na como era,
- propagada como um clone – como uma fotocópia – por séculos, literalmente”, afirma Ludovic
- Orlando, pesquisador da Universidade de Toulouse e coautor do estudo, em entrevista ao
- Scientific American. De fato, o estudo foi capaz de traçar a trajetória das uvas na Europa ___
- partir da análise de quase 50 sementes de uvas silvestres e cultivadas, coletadas em sítios
- arqueológicos, principalmente na França. As sementes datam de períodos entre a Idade do
- Bronze e a Idade Média, abarcando quase 4 mil anos de história.
- Com a descoberta de clones geneticamente idênticos, ficou claro para os cientistas que os
- colhedores dependiam da propagação vegetativa – o processo de cultivo de novas plantas a
- partir de caules e estacas. Em específico, o caso das amostras de Valenciennes demonstrou que,
- pelas estratégias de cultivos antigas, o ser humano vem degustando o mesmo tipo de vinho tinto
- desde pelo menos o século 16.
- Para realmente saber se os vinhos que civilizações antigas consumiam tinham o mesmo
- sabor que os que consumimos hoje em dia, análises de DNA infelizmente não são suficientes.
- “Trabalhos futuros devem, no entanto, expandir a abrangência temporal dos conjuntos
- investigados, especialmente para contextos pré e pós-romanos, a fim de obter uma resolução
- mais precisa da dinâmica das práticas de cultivo e das mudanças na diversidade das videiras ao
- longo do tempo”, dizem os autores.
(Fonte: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2026/03/uvas-para-vinho-pinot-noir-sao-cultivadas-desde-a-idade-media-diz-estudo.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova)
Com base nas regras de regência e concordância verbal, assinale a alternativa em que a frase está corretamente redigida.
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Uvas para vinho Pinot Noir são cultivadas desde a Idade Média, diz estudo
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- O vinho é uma bebida essencial para diferentes civilizações ___ milhares de anos.
- ___ medida que as sociedades se desenvolveram, o cultivo da uva também passou por
- transformações importantes. Mesmo que os registros mais antigos da bebida datem de 8 mil
- anos atrás, práticas consistentes de cultivo das uvas para a produção da bebida parecem ter
- começado mais tarde.
- Um novo estudo, publicado na revista científica Nature Communications, revela que, pelo
- menos desde cerca de 2.000 a.C., o ser humano adota estratégias de melhoramento genético e
- domesticação de videiras na região atual da França. Mais do que isso, os pesquisadores
- identificaram clones geneticamente idênticos de uvas de Valenciennes, que datam da Idade
- Média, e que ainda são amplamente cultivadas pelo mundo como uva Pinot Noir.
- “Encontramos a mesma planta, 600 anos atrás, no século 15. Mantiveram-na como era,
- propagada como um clone – como uma fotocópia – por séculos, literalmente”, afirma Ludovic
- Orlando, pesquisador da Universidade de Toulouse e coautor do estudo, em entrevista ao
- Scientific American. De fato, o estudo foi capaz de traçar a trajetória das uvas na Europa ___
- partir da análise de quase 50 sementes de uvas silvestres e cultivadas, coletadas em sítios
- arqueológicos, principalmente na França. As sementes datam de períodos entre a Idade do
- Bronze e a Idade Média, abarcando quase 4 mil anos de história.
- Com a descoberta de clones geneticamente idênticos, ficou claro para os cientistas que os
- colhedores dependiam da propagação vegetativa – o processo de cultivo de novas plantas a
- partir de caules e estacas. Em específico, o caso das amostras de Valenciennes demonstrou que,
- pelas estratégias de cultivos antigas, o ser humano vem degustando o mesmo tipo de vinho tinto
- desde pelo menos o século 16.
- Para realmente saber se os vinhos que civilizações antigas consumiam tinham o mesmo
- sabor que os que consumimos hoje em dia, análises de DNA infelizmente não são suficientes.
- “Trabalhos futuros devem, no entanto, expandir a abrangência temporal dos conjuntos
- investigados, especialmente para contextos pré e pós-romanos, a fim de obter uma resolução
- mais precisa da dinâmica das práticas de cultivo e das mudanças na diversidade das videiras ao
- longo do tempo”, dizem os autores.
(Fonte: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2026/03/uvas-para-vinho-pinot-noir-sao-cultivadas-desde-a-idade-media-diz-estudo.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova)
De acordo com as normas ortográficas vigentes sobre o emprego do hífen, assinale a alternativa em que a palavra está grafada corretamente.
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Uvas para vinho Pinot Noir são cultivadas desde a Idade Média, diz estudo
Por Fernanda Zibordi
- O vinho é uma bebida essencial para diferentes civilizações ___ milhares de anos.
- ___ medida que as sociedades se desenvolveram, o cultivo da uva também passou por
- transformações importantes. Mesmo que os registros mais antigos da bebida datem de 8 mil
- anos atrás, práticas consistentes de cultivo das uvas para a produção da bebida parecem ter
- começado mais tarde.
- Um novo estudo, publicado na revista científica Nature Communications, revela que, pelo
- menos desde cerca de 2.000 a.C., o ser humano adota estratégias de melhoramento genético e
- domesticação de videiras na região atual da França. Mais do que isso, os pesquisadores
- identificaram clones geneticamente idênticos de uvas de Valenciennes, que datam da Idade
- Média, e que ainda são amplamente cultivadas pelo mundo como uva Pinot Noir.
- “Encontramos a mesma planta, 600 anos atrás, no século 15. Mantiveram-na como era,
- propagada como um clone – como uma fotocópia – por séculos, literalmente”, afirma Ludovic
- Orlando, pesquisador da Universidade de Toulouse e coautor do estudo, em entrevista ao
- Scientific American. De fato, o estudo foi capaz de traçar a trajetória das uvas na Europa ___
- partir da análise de quase 50 sementes de uvas silvestres e cultivadas, coletadas em sítios
- arqueológicos, principalmente na França. As sementes datam de períodos entre a Idade do
- Bronze e a Idade Média, abarcando quase 4 mil anos de história.
- Com a descoberta de clones geneticamente idênticos, ficou claro para os cientistas que os
- colhedores dependiam da propagação vegetativa – o processo de cultivo de novas plantas a
- partir de caules e estacas. Em específico, o caso das amostras de Valenciennes demonstrou que,
- pelas estratégias de cultivos antigas, o ser humano vem degustando o mesmo tipo de vinho tinto
- desde pelo menos o século 16.
- Para realmente saber se os vinhos que civilizações antigas consumiam tinham o mesmo
- sabor que os que consumimos hoje em dia, análises de DNA infelizmente não são suficientes.
- “Trabalhos futuros devem, no entanto, expandir a abrangência temporal dos conjuntos
- investigados, especialmente para contextos pré e pós-romanos, a fim de obter uma resolução
- mais precisa da dinâmica das práticas de cultivo e das mudanças na diversidade das videiras ao
- longo do tempo”, dizem os autores.
(Fonte: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2026/03/uvas-para-vinho-pinot-noir-sao-cultivadas-desde-a-idade-media-diz-estudo.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova)
Segundo o texto, assinale a alternativa correta em relação à fabricação de vinhos.
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Uvas para vinho Pinot Noir são cultivadas desde a Idade Média, diz estudo
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- O vinho é uma bebida essencial para diferentes civilizações ___ milhares de anos.
- ___ medida que as sociedades se desenvolveram, o cultivo da uva também passou por
- transformações importantes. Mesmo que os registros mais antigos da bebida datem de 8 mil
- anos atrás, práticas consistentes de cultivo das uvas para a produção da bebida parecem ter
- começado mais tarde.
- Um novo estudo, publicado na revista científica Nature Communications, revela que, pelo
- menos desde cerca de 2.000 a.C., o ser humano adota estratégias de melhoramento genético e
- domesticação de videiras na região atual da França. Mais do que isso, os pesquisadores
- identificaram clones geneticamente idênticos de uvas de Valenciennes, que datam da Idade
- Média, e que ainda são amplamente cultivadas pelo mundo como uva Pinot Noir.
- “Encontramos a mesma planta, 600 anos atrás, no século 15. Mantiveram-na como era,
- propagada como um clone – como uma fotocópia – por séculos, literalmente”, afirma Ludovic
- Orlando, pesquisador da Universidade de Toulouse e coautor do estudo, em entrevista ao
- Scientific American. De fato, o estudo foi capaz de traçar a trajetória das uvas na Europa ___
- partir da análise de quase 50 sementes de uvas silvestres e cultivadas, coletadas em sítios
- arqueológicos, principalmente na França. As sementes datam de períodos entre a Idade do
- Bronze e a Idade Média, abarcando quase 4 mil anos de história.
- Com a descoberta de clones geneticamente idênticos, ficou claro para os cientistas que os
- colhedores dependiam da propagação vegetativa – o processo de cultivo de novas plantas a
- partir de caules e estacas. Em específico, o caso das amostras de Valenciennes demonstrou que,
- pelas estratégias de cultivos antigas, o ser humano vem degustando o mesmo tipo de vinho tinto
- desde pelo menos o século 16.
- Para realmente saber se os vinhos que civilizações antigas consumiam tinham o mesmo
- sabor que os que consumimos hoje em dia, análises de DNA infelizmente não são suficientes.
- “Trabalhos futuros devem, no entanto, expandir a abrangência temporal dos conjuntos
- investigados, especialmente para contextos pré e pós-romanos, a fim de obter uma resolução
- mais precisa da dinâmica das práticas de cultivo e das mudanças na diversidade das videiras ao
- longo do tempo”, dizem os autores.
(Fonte: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2026/03/uvas-para-vinho-pinot-noir-sao-cultivadas-desde-a-idade-media-diz-estudo.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova)
Em relação à regência verbal e ao acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos abaixo, retirados do texto:
● “O vinho é uma bebida essencial para diferentes civilizações ___ milhares de anos”.
● “___ medida que as sociedades se desenvolveram, o cultivo da uva também passou por transformações importantes”.
● “o estudo foi capaz de traçar a trajetória das uvas na Europa ___ partir da análise de quase 50 sementes”.
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Por Fernanda Zibordi
- O vinho é uma bebida essencial para diferentes civilizações ___ milhares de anos.
- ___ medida que as sociedades se desenvolveram, o cultivo da uva também passou por
- transformações importantes. Mesmo que os registros mais antigos da bebida datem de 8 mil
- anos atrás, práticas consistentes de cultivo das uvas para a produção da bebida parecem ter
- começado mais tarde.
- Um novo estudo, publicado na revista científica Nature Communications, revela que, pelo
- menos desde cerca de 2.000 a.C., o ser humano adota estratégias de melhoramento genético e
- domesticação de videiras na região atual da França. Mais do que isso, os pesquisadores
- identificaram clones geneticamente idênticos de uvas de Valenciennes, que datam da Idade
- Média, e que ainda são amplamente cultivadas pelo mundo como uva Pinot Noir.
- “Encontramos a mesma planta, 600 anos atrás, no século 15. Mantiveram-na como era,
- propagada como um clone – como uma fotocópia – por séculos, literalmente”, afirma Ludovic
- Orlando, pesquisador da Universidade de Toulouse e coautor do estudo, em entrevista ao
- Scientific American. De fato, o estudo foi capaz de traçar a trajetória das uvas na Europa ___
- partir da análise de quase 50 sementes de uvas silvestres e cultivadas, coletadas em sítios
- arqueológicos, principalmente na França. As sementes datam de períodos entre a Idade do
- Bronze e a Idade Média, abarcando quase 4 mil anos de história.
- Com a descoberta de clones geneticamente idênticos, ficou claro para os cientistas que os
- colhedores dependiam da propagação vegetativa – o processo de cultivo de novas plantas a
- partir de caules e estacas. Em específico, o caso das amostras de Valenciennes demonstrou que,
- pelas estratégias de cultivos antigas, o ser humano vem degustando o mesmo tipo de vinho tinto
- desde pelo menos o século 16.
- Para realmente saber se os vinhos que civilizações antigas consumiam tinham o mesmo
- sabor que os que consumimos hoje em dia, análises de DNA infelizmente não são suficientes.
- “Trabalhos futuros devem, no entanto, expandir a abrangência temporal dos conjuntos
- investigados, especialmente para contextos pré e pós-romanos, a fim de obter uma resolução
- mais precisa da dinâmica das práticas de cultivo e das mudanças na diversidade das videiras ao
- longo do tempo”, dizem os autores.
(Fonte: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2026/03/uvas-para-vinho-pinot-noir-sao-cultivadas-desde-a-idade-media-diz-estudo.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova)
O vocábulo “que”, na linha 10 do texto, refere-se a:
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Analise o texto a seguir para responder à questão.
Os profetas secretos
(José Eduardo Agualusa)
O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.
Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.
George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.
“Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.
Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.
Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.
Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.
Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.
Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.
(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)
Provas
Analise o texto a seguir para responder à questão.
Os profetas secretos
(José Eduardo Agualusa)
O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.
Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.
George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.
“Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.
Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.
Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.
Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.
Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.
Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.
(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)
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Analise o texto a seguir para responder à questão.
Os profetas secretos
(José Eduardo Agualusa)
O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.
Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.
George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.
“Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.
Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.
Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.
Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.
Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.
Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.
(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)
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