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4013071 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
Leia o texto a seguir para responder à questão. 
A pescaria inesquecível 


    Certa vez, um pai e seu filho de onze anos foram pescar em um lago. A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada. 

    Veio a noite e, de repente, a vara do garoto se envergou, indicando que havia algo enorme no anzol. O pai olhava com admiração, enquanto o filho, habilmente, erguia o peixe da água. Era o maior peixe que ele já tinha visto. Sua pesca, porém, só era permitida na temporada. O pai e o filho olhavam para o peixe bonito, suas guelras se movimentando para trás e para frente.
    O pai acendeu um fósforo e olhou para o relógio: pouco mais de vinte e duas horas. Ainda faltavam quase duas horas para a abertura da temporada. Disse ao menino: “Você tem de devolvê-lo, filho. Vai aparecer outro”. “Mas não tão grande quanto este”, disse a criança, choramingando. 

    O garoto olhou à volta do lago, não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Voltou novamente a olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, pelo tom de voz do pai, ele sabia que a decisão era inegociável. Devagarinho, tirou o anzol da boca do peixe e o devolveu à água. O peixe movimentou-se rapidamente e desapareceu. 

    Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje o garoto é um arquiteto bem sucedido. Leva seus filhos para pescar no mesmo local. Sua intuição estava correta: nunca mais conseguiu pegar um peixe tão maravilhoso como o daquele dia. Entretanto, sempre vê o mesmo peixe, cada vez que se depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo ou errado. Agir corretamente quando se está sendo observado é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando.
    Essa conduta correta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o peixe à água. A ética é como uma moeda de ouro: Tem valor em toda parte. (...) 
QUEIROZ, Antônio. A pescaria inesquecível. Histórias de vida. Disponível em . <https://www.a12.com/redacaoa12/historias-de-vida/apescaria-inesquecivel>. 
Em relação ao texto “A pescaria inesquecível”, é correto afirmar que o narrador:
 

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4013040 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão ortograficamente corretas.
 

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4013039 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
Na frase “Fabiana enfrentou algumas dificuldades recentemente, mas conversamos ontem e ela está superando.”, quais palavras são advérbios?
 

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4013038 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
Assinale a alternativa em que o uso do acento indicativo de crase está INCORRETO:
 

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4013037 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
Leia a frase a seguir:

A casa deles está sem energia elétrica desde ontem.

O termo “deles” pode ser corretamente classificado como:
 

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4013036 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
Leia a frase a seguir:

Sueli você poderia emprestar o seu carro para o meu filho hoje à tarde Prometo que ele tomará todo o cuidado

Assinale a alternativa em que a pontuação da frase acima está correta.
 

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4013035 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
Na frase “Venceremos o torneio, porque, apesar de não estarmos em primeiro lugar, estamos com a vantagem e a diferença de pontuação é pequena.” qual termo é um numeral?
 

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4013034 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Mendigo
    Eu estava diante duma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:
   — Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.
    Calou-se e continuou a ler notícias eleitorais:
   — O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.
   Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:
   — O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes também serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.
   Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:
   — O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.
   Tirei do bolso uma nota de cinquenta e lhe ofereci pela sua franqueza. (...)
CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 - Crônicas)
“Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros”

O parágrafo do texto transcrito acima está reescrito com concordância correta na alternativa:
 

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4013033 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Mendigo
    Eu estava diante duma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:
   — Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.
    Calou-se e continuou a ler notícias eleitorais:
   — O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.
   Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:
   — O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes também serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.
   Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:
   — O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.
   Tirei do bolso uma nota de cinquenta e lhe ofereci pela sua franqueza. (...)
CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 - Crônicas)
No primeiro parágrafo, o termo “seco” no trecho “Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos.” NÃO é um sinônimo de:
 

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4013032 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Mendigo
    Eu estava diante duma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:
   — Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.
    Calou-se e continuou a ler notícias eleitorais:
   — O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.
   Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:
   — O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes também serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.
   Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:
   — O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.
   Tirei do bolso uma nota de cinquenta e lhe ofereci pela sua franqueza. (...)
CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 - Crônicas)
O parágrafo do texto “Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada” está corretamente reescrito na primeira pessoa do presente do indicativo em qual das alternativas a seguir?
 

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