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Leia o texto a seguir para responder à questão.
A pescaria inesquecível
Certa vez, um pai e seu filho de onze anos
foram pescar em um lago. A temporada de pesca
só começaria no dia seguinte, mas pai e filho
saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes
cuja captura estava liberada.
Veio a noite e, de repente, a vara do
garoto se envergou, indicando que havia algo
enorme no anzol. O pai olhava com admiração,
enquanto o filho, habilmente, erguia o peixe da
água. Era o maior peixe que ele já tinha visto. Sua
pesca, porém, só era permitida na temporada. O
pai e o filho olhavam para o peixe bonito, suas
guelras se movimentando para trás e para frente.
O pai acendeu um fósforo e olhou para o
relógio: pouco mais de vinte e duas horas. Ainda
faltavam quase duas horas para a abertura da
temporada. Disse ao menino: “Você tem de
devolvê-lo, filho. Vai aparecer outro”. “Mas não
tão grande quanto este”, disse a criança,
choramingando.
O garoto olhou à volta do lago, não havia
outros pescadores ou embarcações à vista.
Voltou novamente a olhar para o pai. Mesmo sem
ninguém por perto, pelo tom de voz do pai, ele
sabia que a decisão era inegociável.
Devagarinho, tirou o anzol da boca do peixe e o
devolveu à água. O peixe movimentou-se
rapidamente e desapareceu.
Isso aconteceu há trinta e quatro anos.
Hoje o garoto é um arquiteto bem sucedido. Leva
seus filhos para pescar no mesmo local. Sua
intuição estava correta: nunca mais conseguiu
pegar um peixe tão maravilhoso como o daquele
dia. Entretanto, sempre vê o mesmo peixe, cada
vez que se depara com uma questão ética.
Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é
simplesmente uma questão de certo ou errado.
Agir corretamente quando se está sendo
observado é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos
observando.
Essa conduta correta só é possível
quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o
peixe à água. A ética é como uma moeda de ouro:
Tem valor em toda parte. (...)
QUEIROZ, Antônio. A pescaria inesquecível. Histórias de
vida. Disponível em
. <https://www.a12.com/redacaoa12/historias-de-vida/apescaria-inesquecivel>.
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Assinale a alternativa em que todas as palavras
estão ortograficamente corretas.
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Na frase “Fabiana enfrentou algumas
dificuldades recentemente, mas conversamos
ontem e ela está superando.”, quais palavras são
advérbios?
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Assinale a alternativa em que o uso do acento
indicativo de crase está INCORRETO:
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Leia a frase a seguir:
A casa deles está sem energia elétrica desde ontem.
O termo “deles” pode ser corretamente classificado como:
A casa deles está sem energia elétrica desde ontem.
O termo “deles” pode ser corretamente classificado como:
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Leia a frase a seguir:
Sueli você poderia emprestar o seu carro para o meu filho hoje à tarde Prometo que ele tomará todo o cuidado
Assinale a alternativa em que a pontuação da frase acima está correta.
Sueli você poderia emprestar o seu carro para o meu filho hoje à tarde Prometo que ele tomará todo o cuidado
Assinale a alternativa em que a pontuação da frase acima está correta.
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Na frase “Venceremos o torneio, porque, apesar
de não estarmos em primeiro lugar, estamos com
a vantagem e a diferença de pontuação é
pequena.” qual termo é um numeral?
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mendigo
Eu estava diante duma banca de jornais na
Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu.
Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto
ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco
obrigado e começou a ler as manchetes dos
vespertinos. Depois me disse:
— Não acredito um pingo em jornalistas.
São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para
ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a
vida, o resto é besteira.
Calou-se e continuou a ler notícias
eleitorais:
— O Brasil ainda não teve um governo
que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo
uma cambada só.
Reconheceu algumas qualidades nessa ou
naquela figura (aliás, com invulgar pertinência
para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria
dizer nada:
— O problema é o fundo da coisa: o caso
é que o homem não presta. Ora, se o homem não
presta, todos os futuros presidentes também serão
ruínas. A natureza humana é que é de barro
ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem
bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante
muito tempo: então ele virou ruim.
Suspeitando de que eu não estivesse
convencido da sua teoria, passou a demonstrar
para mim que também ele era um sujeito
ordinário como os outros:
— O senhor não vê? Estou aqui pedindo
esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu
não tenho defeito físico nenhum e até que não
posso me queixar da saúde.
Tirei do bolso uma nota de cinquenta e
lhe ofereci pela sua franqueza. (...)
CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de
Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 -
Crônicas)
O parágrafo do texto transcrito acima está reescrito com concordância correta na alternativa:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mendigo
Eu estava diante duma banca de jornais na
Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu.
Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto
ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco
obrigado e começou a ler as manchetes dos
vespertinos. Depois me disse:
— Não acredito um pingo em jornalistas.
São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para
ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a
vida, o resto é besteira.
Calou-se e continuou a ler notícias
eleitorais:
— O Brasil ainda não teve um governo
que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo
uma cambada só.
Reconheceu algumas qualidades nessa ou
naquela figura (aliás, com invulgar pertinência
para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria
dizer nada:
— O problema é o fundo da coisa: o caso
é que o homem não presta. Ora, se o homem não
presta, todos os futuros presidentes também serão
ruínas. A natureza humana é que é de barro
ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem
bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante
muito tempo: então ele virou ruim.
Suspeitando de que eu não estivesse
convencido da sua teoria, passou a demonstrar
para mim que também ele era um sujeito
ordinário como os outros:
— O senhor não vê? Estou aqui pedindo
esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu
não tenho defeito físico nenhum e até que não
posso me queixar da saúde.
Tirei do bolso uma nota de cinquenta e
lhe ofereci pela sua franqueza. (...)
CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de
Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 -
Crônicas)
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mendigo
Eu estava diante duma banca de jornais na
Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu.
Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto
ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco
obrigado e começou a ler as manchetes dos
vespertinos. Depois me disse:
— Não acredito um pingo em jornalistas.
São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para
ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a
vida, o resto é besteira.
Calou-se e continuou a ler notícias
eleitorais:
— O Brasil ainda não teve um governo
que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo
uma cambada só.
Reconheceu algumas qualidades nessa ou
naquela figura (aliás, com invulgar pertinência
para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria
dizer nada:
— O problema é o fundo da coisa: o caso
é que o homem não presta. Ora, se o homem não
presta, todos os futuros presidentes também serão
ruínas. A natureza humana é que é de barro
ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem
bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante
muito tempo: então ele virou ruim.
Suspeitando de que eu não estivesse
convencido da sua teoria, passou a demonstrar
para mim que também ele era um sujeito
ordinário como os outros:
— O senhor não vê? Estou aqui pedindo
esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu
não tenho defeito físico nenhum e até que não
posso me queixar da saúde.
Tirei do bolso uma nota de cinquenta e
lhe ofereci pela sua franqueza. (...)
CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de
Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 -
Crônicas)
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