Foram encontradas 353.694 questões.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mendigo
Eu estava diante duma banca de jornais na
Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu.
Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto
ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco
obrigado e começou a ler as manchetes dos
vespertinos. Depois me disse:
— Não acredito um pingo em jornalistas.
São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para
ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a
vida, o resto é besteira.
Calou-se e continuou a ler notícias
eleitorais:
— O Brasil ainda não teve um governo
que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo
uma cambada só.
Reconheceu algumas qualidades nessa ou
naquela figura (aliás, com invulgar pertinência
para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria
dizer nada:
— O problema é o fundo da coisa: o caso
é que o homem não presta. Ora, se o homem não
presta, todos os futuros presidentes também serão
ruínas. A natureza humana é que é de barro
ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem
bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante
muito tempo: então ele virou ruim.
Suspeitando de que eu não estivesse
convencido da sua teoria, passou a demonstrar
para mim que também ele era um sujeito
ordinário como os outros:
— O senhor não vê? Estou aqui pedindo
esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu
não tenho defeito físico nenhum e até que não
posso me queixar da saúde.
Tirei do bolso uma nota de cinquenta e
lhe ofereci pela sua franqueza. (...)
CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de
Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 -
Crônicas)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assinale a alternativa em que a palavra em
destaque está ortograficamente INCORRETA:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia a frase a seguir:
Augusto limpou as mesas, arrumou as cadeiras e colocou os pratos para o jantar.
A frase está corretamente reescrita no futuro do presente do indicativo em:
Augusto limpou as mesas, arrumou as cadeiras e colocou os pratos para o jantar.
A frase está corretamente reescrita no futuro do presente do indicativo em:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Em qual das alternativas abaixo o acento
indicativo de crase na palavra em destaque está
correto? Assinale a alternativa que está de acordo
com a gramática da língua portuguesa
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Qual das alternativas a seguir destaca uma
interjeição?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Na frase a seguir, qual trecho apresenta erro de
concordância?
Há diversas pessoas desabrigadas no bairro Desterro Profundo. Na terça-feira, choveu forte, ocorreram deslizamentos e o vendaval destelhou casas. Quem não têm para onde ir, pode se abrigar provisoriamente no ginásio municipal. Agentes da defesa civil estão distribuindo água, alimentos, cobertores e roupas.
Está INCORRETO o trecho da alternativa:
Há diversas pessoas desabrigadas no bairro Desterro Profundo. Na terça-feira, choveu forte, ocorreram deslizamentos e o vendaval destelhou casas. Quem não têm para onde ir, pode se abrigar provisoriamente no ginásio municipal. Agentes da defesa civil estão distribuindo água, alimentos, cobertores e roupas.
Está INCORRETO o trecho da alternativa:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assinale a alternativa em que a palavra destacada
é um pronome relativo.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder à questão.
“Chatear” e “encher”
Um amigo meu me ensina a diferença
entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você
telefona para um escritório qualquer na cidade:
— Alô! Quer me chamar por favor o
Valdemar?
— Aqui não tem nenhum Valdemar.
Daí a alguns minutos você liga de novo:
— O Valdemar, por obséquio.
— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum
Valdemar.
— Mas não é do número tal?
— É, mas aqui nunca teve nenhum
Valdemar.
Mais cinco minutos, você liga o mesmo
número:
— Por favor, o Valdemar já chegou?
— Vê se te manca, palhaço. Já não lhe
disse que o diabo desse Valdemar nunca
trabalhou aqui?
— Mas ele mesmo me disse que
trabalhava aí.
— Não chateia.
Daí a dez minutos, liga de novo.
— Escute uma coisa! O Valdemar não
deixou pelo menos um recado?
O outro desta vez esquece a presença da
datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até aqui é chatear. Para encher, espere
passar mais dez minutos, faça nova ligação:
— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o
Valdemar. Alguém telefonou para mim?
CAMPOS, Paulo Mendes. “Chatear” e “encher”. In: Para
Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 35.
(Volume 2 - Crônicas).
“— O Valdemar, por obséquio.”:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder à questão.
“Chatear” e “encher”
Um amigo meu me ensina a diferença
entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você
telefona para um escritório qualquer na cidade:
— Alô! Quer me chamar por favor o
Valdemar?
— Aqui não tem nenhum Valdemar.
Daí a alguns minutos você liga de novo:
— O Valdemar, por obséquio.
— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum
Valdemar.
— Mas não é do número tal?
— É, mas aqui nunca teve nenhum
Valdemar.
Mais cinco minutos, você liga o mesmo
número:
— Por favor, o Valdemar já chegou?
— Vê se te manca, palhaço. Já não lhe
disse que o diabo desse Valdemar nunca
trabalhou aqui?
— Mas ele mesmo me disse que
trabalhava aí.
— Não chateia.
Daí a dez minutos, liga de novo.
— Escute uma coisa! O Valdemar não
deixou pelo menos um recado?
O outro desta vez esquece a presença da
datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até aqui é chatear. Para encher, espere
passar mais dez minutos, faça nova ligação:
— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o
Valdemar. Alguém telefonou para mim?
CAMPOS, Paulo Mendes. “Chatear” e “encher”. In: Para
Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 35.
(Volume 2 - Crônicas).
“(...) Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer na cidade:
— Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar?”
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder à questão.
“Chatear” e “encher”
Um amigo meu me ensina a diferença
entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você
telefona para um escritório qualquer na cidade:
— Alô! Quer me chamar por favor o
Valdemar?
— Aqui não tem nenhum Valdemar.
Daí a alguns minutos você liga de novo:
— O Valdemar, por obséquio.
— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum
Valdemar.
— Mas não é do número tal?
— É, mas aqui nunca teve nenhum
Valdemar.
Mais cinco minutos, você liga o mesmo
número:
— Por favor, o Valdemar já chegou?
— Vê se te manca, palhaço. Já não lhe
disse que o diabo desse Valdemar nunca
trabalhou aqui?
— Mas ele mesmo me disse que
trabalhava aí.
— Não chateia.
Daí a dez minutos, liga de novo.
— Escute uma coisa! O Valdemar não
deixou pelo menos um recado?
O outro desta vez esquece a presença da
datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até aqui é chatear. Para encher, espere
passar mais dez minutos, faça nova ligação:
— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o
Valdemar. Alguém telefonou para mim?
CAMPOS, Paulo Mendes. “Chatear” e “encher”. In: Para
Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 35.
(Volume 2 - Crônicas).
“— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar. Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:”
Os termos “mas” e “mais” podem ser corretamente classificados da seguinte forma:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container