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4013031 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Mendigo
    Eu estava diante duma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:
   — Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.
    Calou-se e continuou a ler notícias eleitorais:
   — O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.
   Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:
   — O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes também serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.
   Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:
   — O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.
   Tirei do bolso uma nota de cinquenta e lhe ofereci pela sua franqueza. (...)
CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 - Crônicas)
Qual é a teoria do mendigo para explicar por que o Brasil não teria tido nenhum governo que prestasse?
 

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4013000 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
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Assinale a alternativa em que a palavra em destaque está ortograficamente INCORRETA:
 

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4012999 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
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Leia a frase a seguir:

Augusto limpou as mesas, arrumou as cadeiras e colocou os pratos para o jantar.

A frase está corretamente reescrita no futuro do presente do indicativo em:
 

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4012998 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
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Em qual das alternativas abaixo o acento indicativo de crase na palavra em destaque está correto? Assinale a alternativa que está de acordo com a gramática da língua portuguesa
 

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4012997 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
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Qual das alternativas a seguir destaca uma interjeição?
 

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4012996 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
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Na frase a seguir, qual trecho apresenta erro de concordância?

Há diversas pessoas desabrigadas no bairro Desterro Profundo. Na terça-feira, choveu forte, ocorreram deslizamentos e o vendaval destelhou casas. Quem não têm para onde ir, pode se abrigar provisoriamente no ginásio municipal. Agentes da defesa civil estão distribuindo água, alimentos, cobertores e roupas.

Está INCORRETO o trecho da alternativa:
 

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4012995 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
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Assinale a alternativa em que a palavra destacada é um pronome relativo.
 

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4012994 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
“Chatear” e “encher”
Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer na cidade:
— Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar?
— Aqui não tem nenhum Valdemar.
Daí a alguns minutos você liga de novo:
— O Valdemar, por obséquio.
— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.
— Mas não é do número tal?
— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar.
Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:
— Por favor, o Valdemar já chegou?
— Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca trabalhou aqui?
— Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.
— Não chateia.
Daí a dez minutos, liga de novo.
— Escute uma coisa! O Valdemar não deixou pelo menos um recado?
O outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:
— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim?
CAMPOS, Paulo Mendes. “Chatear” e “encher”. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 35. (Volume 2 - Crônicas).  
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo correto para a expressão “por obséquio”, no trecho do texto:

“— O Valdemar, por obséquio.”:
 

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4012993 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
“Chatear” e “encher”
Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer na cidade:
— Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar?
— Aqui não tem nenhum Valdemar.
Daí a alguns minutos você liga de novo:
— O Valdemar, por obséquio.
— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.
— Mas não é do número tal?
— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar.
Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:
— Por favor, o Valdemar já chegou?
— Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca trabalhou aqui?
— Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.
— Não chateia.
Daí a dez minutos, liga de novo.
— Escute uma coisa! O Valdemar não deixou pelo menos um recado?
O outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:
— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim?
CAMPOS, Paulo Mendes. “Chatear” e “encher”. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 35. (Volume 2 - Crônicas).  
Assinale a alternativa que explica corretamente por que os dois-pontos foram usados no seguinte trecho:

(...) Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer na cidade:
Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar?
 

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4012992 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Vinhedo-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
“Chatear” e “encher”
Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer na cidade:
— Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar?
— Aqui não tem nenhum Valdemar.
Daí a alguns minutos você liga de novo:
— O Valdemar, por obséquio.
— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.
— Mas não é do número tal?
— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar.
Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:
— Por favor, o Valdemar já chegou?
— Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca trabalhou aqui?
— Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.
— Não chateia.
Daí a dez minutos, liga de novo.
— Escute uma coisa! O Valdemar não deixou pelo menos um recado?
O outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:
— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim?
CAMPOS, Paulo Mendes. “Chatear” e “encher”. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 35. (Volume 2 - Crônicas).  
Releia o trecho:

“— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar. Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:

Os termos “mas” e “mais” podem ser corretamente classificados da seguinte forma:
 

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