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Nem tudo precisa ser apaixonante
Por Marco Matos
Outro dia esbarrei novamente naquela frase que vive rodando pela internet: “faça só o que
você ama”. E olha, eu até acho que ela é bonita, combina com um pôr do sol e uma música
calma. Mas a vida real… bem, a vida real não funciona assim. E tudo bem.
Não estou falando só de trabalho, que já vem com seu pacote completo de e....pectativas
e responsabilidades. Estou falando das pequenas coisas, aquelas que ninguém posta no feed.
Vou contar algo que sempre surpreende quem me conhece: eu não gosto de ler.
Pois é. Não amo, não me acalma, não me deixa suspirando. Sou inquieto: ficar parado
muito tempo me dá uma co....eira invisível. Mas sabe o que acontece? Eu leio. Leio bastante,
até porque eu descobri que não gostar de algo não significa que aquilo não tenha valor para
mim.
E isso vale para várias atividades da minha vida: passar roupa, malhar todo dia, arrumar
as coisas… nada disso é adicionado ___ categoria “amo fazer”. Mesmo assim, eu faço, porque
algumas tarefas fazem ___ diferença, mesmo sem serem emocionantes.
A gente vive uma época que in....iste em transformar tudo em entusiasmo. Como se
gostássemos de absolutamente tudo o que fazemos. Como se todo dia fosse incrível, produtivo
e especial. Mas a verdade é bem mais simples: a rotina existe. E ela é feita de momentos
animados, momentos neutros e alguns momentos que a gente só atravessa.
E tá tudo certo com isso.
Nem toda tarefa precisa ser apaixonante para ser importante. Nem toda parte da vida
precisa brilhar para valer ___ pena. Às vezes, a graça está justamente nesse equilíbrio entre o
que encanta e o que apenas sustenta.
No fim das contas, entre fotos bonitas e dias comuns, está a nossa vida com suas
obrigações, seus prazeres e também suas pequenas resistências. E tá tudo bem não amar tudo.
O importante é seguir, sem a cobrança de transformar cada passo em espetáculo.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/01/nem-tudo-precisa-serapaixonante-cmkftuhhv01mt013o09hml4eo.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual das palavras sublinhadas no trecho a seguir NÃO pertence à classe gramatical dos pronomes?
“Porque eu descobri que não gostar de algo não significa que aquilo não tenha valor para mim”.
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Nem tudo precisa ser apaixonante
Por Marco Matos
Outro dia esbarrei novamente naquela frase que vive rodando pela internet: “faça só o que
você ama”. E olha, eu até acho que ela é bonita, combina com um pôr do sol e uma música
calma. Mas a vida real… bem, a vida real não funciona assim. E tudo bem.
Não estou falando só de trabalho, que já vem com seu pacote completo de e....pectativas
e responsabilidades. Estou falando das pequenas coisas, aquelas que ninguém posta no feed.
Vou contar algo que sempre surpreende quem me conhece: eu não gosto de ler.
Pois é. Não amo, não me acalma, não me deixa suspirando. Sou inquieto: ficar parado
muito tempo me dá uma co....eira invisível. Mas sabe o que acontece? Eu leio. Leio bastante,
até porque eu descobri que não gostar de algo não significa que aquilo não tenha valor para
mim.
E isso vale para várias atividades da minha vida: passar roupa, malhar todo dia, arrumar
as coisas… nada disso é adicionado ___ categoria “amo fazer”. Mesmo assim, eu faço, porque
algumas tarefas fazem ___ diferença, mesmo sem serem emocionantes.
A gente vive uma época que in....iste em transformar tudo em entusiasmo. Como se
gostássemos de absolutamente tudo o que fazemos. Como se todo dia fosse incrível, produtivo
e especial. Mas a verdade é bem mais simples: a rotina existe. E ela é feita de momentos
animados, momentos neutros e alguns momentos que a gente só atravessa.
E tá tudo certo com isso.
Nem toda tarefa precisa ser apaixonante para ser importante. Nem toda parte da vida
precisa brilhar para valer ___ pena. Às vezes, a graça está justamente nesse equilíbrio entre o
que encanta e o que apenas sustenta.
No fim das contas, entre fotos bonitas e dias comuns, está a nossa vida com suas
obrigações, seus prazeres e também suas pequenas resistências. E tá tudo bem não amar tudo.
O importante é seguir, sem a cobrança de transformar cada passo em espetáculo.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/01/nem-tudo-precisa-serapaixonante-cmkftuhhv01mt013o09hml4eo.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que indica a palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “emocionantes” sem causar alterações significativas no contexto em que ocorre:
“porque algumas tarefas fazem ___ diferença, mesmo sem serem emocionantes” (l. 12-13).
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Nem tudo precisa ser apaixonante
Por Marco Matos
Outro dia esbarrei novamente naquela frase que vive rodando pela internet: “faça só o que
você ama”. E olha, eu até acho que ela é bonita, combina com um pôr do sol e uma música
calma. Mas a vida real… bem, a vida real não funciona assim. E tudo bem.
Não estou falando só de trabalho, que já vem com seu pacote completo de e....pectativas
e responsabilidades. Estou falando das pequenas coisas, aquelas que ninguém posta no feed.
Vou contar algo que sempre surpreende quem me conhece: eu não gosto de ler.
Pois é. Não amo, não me acalma, não me deixa suspirando. Sou inquieto: ficar parado
muito tempo me dá uma co....eira invisível. Mas sabe o que acontece? Eu leio. Leio bastante,
até porque eu descobri que não gostar de algo não significa que aquilo não tenha valor para
mim.
E isso vale para várias atividades da minha vida: passar roupa, malhar todo dia, arrumar
as coisas… nada disso é adicionado ___ categoria “amo fazer”. Mesmo assim, eu faço, porque
algumas tarefas fazem ___ diferença, mesmo sem serem emocionantes.
A gente vive uma época que in....iste em transformar tudo em entusiasmo. Como se
gostássemos de absolutamente tudo o que fazemos. Como se todo dia fosse incrível, produtivo
e especial. Mas a verdade é bem mais simples: a rotina existe. E ela é feita de momentos
animados, momentos neutros e alguns momentos que a gente só atravessa.
E tá tudo certo com isso.
Nem toda tarefa precisa ser apaixonante para ser importante. Nem toda parte da vida
precisa brilhar para valer ___ pena. Às vezes, a graça está justamente nesse equilíbrio entre o
que encanta e o que apenas sustenta.
No fim das contas, entre fotos bonitas e dias comuns, está a nossa vida com suas
obrigações, seus prazeres e também suas pequenas resistências. E tá tudo bem não amar tudo.
O importante é seguir, sem a cobrança de transformar cada passo em espetáculo.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/01/nem-tudo-precisa-serapaixonante-cmkftuhhv01mt013o09hml4eo.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base no Acordo Ortográfico vigente, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas palavras dos trechos a seguir:
- “já vem com seu pacote completo de e....pectativas”.
- “muito tempo me dá uma co....eira invisível”.
- “in....iste em transformar tudo em entusiasmo”.
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Por Marco Matos
Outro dia esbarrei novamente naquela frase que vive rodando pela internet: “faça só o que
você ama”. E olha, eu até acho que ela é bonita, combina com um pôr do sol e uma música
calma. Mas a vida real… bem, a vida real não funciona assim. E tudo bem.
Não estou falando só de trabalho, que já vem com seu pacote completo de e....pectativas
e responsabilidades. Estou falando das pequenas coisas, aquelas que ninguém posta no feed.
Vou contar algo que sempre surpreende quem me conhece: eu não gosto de ler.
Pois é. Não amo, não me acalma, não me deixa suspirando. Sou inquieto: ficar parado
muito tempo me dá uma co....eira invisível. Mas sabe o que acontece? Eu leio. Leio bastante,
até porque eu descobri que não gostar de algo não significa que aquilo não tenha valor para
mim.
E isso vale para várias atividades da minha vida: passar roupa, malhar todo dia, arrumar
as coisas… nada disso é adicionado ___ categoria “amo fazer”. Mesmo assim, eu faço, porque
algumas tarefas fazem ___ diferença, mesmo sem serem emocionantes.
A gente vive uma época que in....iste em transformar tudo em entusiasmo. Como se
gostássemos de absolutamente tudo o que fazemos. Como se todo dia fosse incrível, produtivo
e especial. Mas a verdade é bem mais simples: a rotina existe. E ela é feita de momentos
animados, momentos neutros e alguns momentos que a gente só atravessa.
E tá tudo certo com isso.
Nem toda tarefa precisa ser apaixonante para ser importante. Nem toda parte da vida
precisa brilhar para valer ___ pena. Às vezes, a graça está justamente nesse equilíbrio entre o
que encanta e o que apenas sustenta.
No fim das contas, entre fotos bonitas e dias comuns, está a nossa vida com suas
obrigações, seus prazeres e também suas pequenas resistências. E tá tudo bem não amar tudo.
O importante é seguir, sem a cobrança de transformar cada passo em espetáculo.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/01/nem-tudo-precisa-serapaixonante-cmkftuhhv01mt013o09hml4eo.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nos trechos a seguir:
- “nada disso é adicionado ___ categoria ‘amo fazer’”.
- “porque algumas tarefas fazem ___ diferença”.
- “Nem toda parte da vida precisa brilhar para valer ___ pena”.
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Nem tudo precisa ser apaixonante
Por Marco Matos
Outro dia esbarrei novamente naquela frase que vive rodando pela internet: “faça só o que
você ama”. E olha, eu até acho que ela é bonita, combina com um pôr do sol e uma música
calma. Mas a vida real… bem, a vida real não funciona assim. E tudo bem.
Não estou falando só de trabalho, que já vem com seu pacote completo de e....pectativas
e responsabilidades. Estou falando das pequenas coisas, aquelas que ninguém posta no feed.
Vou contar algo que sempre surpreende quem me conhece: eu não gosto de ler.
Pois é. Não amo, não me acalma, não me deixa suspirando. Sou inquieto: ficar parado
muito tempo me dá uma co....eira invisível. Mas sabe o que acontece? Eu leio. Leio bastante,
até porque eu descobri que não gostar de algo não significa que aquilo não tenha valor para
mim.
E isso vale para várias atividades da minha vida: passar roupa, malhar todo dia, arrumar
as coisas… nada disso é adicionado ___ categoria “amo fazer”. Mesmo assim, eu faço, porque
algumas tarefas fazem ___ diferença, mesmo sem serem emocionantes.
A gente vive uma época que in....iste em transformar tudo em entusiasmo. Como se
gostássemos de absolutamente tudo o que fazemos. Como se todo dia fosse incrível, produtivo
e especial. Mas a verdade é bem mais simples: a rotina existe. E ela é feita de momentos
animados, momentos neutros e alguns momentos que a gente só atravessa.
E tá tudo certo com isso.
Nem toda tarefa precisa ser apaixonante para ser importante. Nem toda parte da vida
precisa brilhar para valer ___ pena. Às vezes, a graça está justamente nesse equilíbrio entre o
que encanta e o que apenas sustenta.
No fim das contas, entre fotos bonitas e dias comuns, está a nossa vida com suas
obrigações, seus prazeres e também suas pequenas resistências. E tá tudo bem não amar tudo.
O importante é seguir, sem a cobrança de transformar cada passo em espetáculo.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/01/nem-tudo-precisa-serapaixonante-cmkftuhhv01mt013o09hml4eo.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa INCORRETA sobre as ideias apresentadas no texto.
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Nem tudo precisa ser apaixonante
Por Marco Matos
Outro dia esbarrei novamente naquela frase que vive rodando pela internet: “faça só o que
você ama”. E olha, eu até acho que ela é bonita, combina com um pôr do sol e uma música
calma. Mas a vida real… bem, a vida real não funciona assim. E tudo bem.
Não estou falando só de trabalho, que já vem com seu pacote completo de e....pectativas
e responsabilidades. Estou falando das pequenas coisas, aquelas que ninguém posta no feed.
Vou contar algo que sempre surpreende quem me conhece: eu não gosto de ler.
Pois é. Não amo, não me acalma, não me deixa suspirando. Sou inquieto: ficar parado
muito tempo me dá uma co....eira invisível. Mas sabe o que acontece? Eu leio. Leio bastante,
até porque eu descobri que não gostar de algo não significa que aquilo não tenha valor para
mim.
E isso vale para várias atividades da minha vida: passar roupa, malhar todo dia, arrumar
as coisas… nada disso é adicionado ___ categoria “amo fazer”. Mesmo assim, eu faço, porque
algumas tarefas fazem ___ diferença, mesmo sem serem emocionantes.
A gente vive uma época que in....iste em transformar tudo em entusiasmo. Como se
gostássemos de absolutamente tudo o que fazemos. Como se todo dia fosse incrível, produtivo
e especial. Mas a verdade é bem mais simples: a rotina existe. E ela é feita de momentos
animados, momentos neutros e alguns momentos que a gente só atravessa.
E tá tudo certo com isso.
Nem toda tarefa precisa ser apaixonante para ser importante. Nem toda parte da vida
precisa brilhar para valer ___ pena. Às vezes, a graça está justamente nesse equilíbrio entre o
que encanta e o que apenas sustenta.
No fim das contas, entre fotos bonitas e dias comuns, está a nossa vida com suas
obrigações, seus prazeres e também suas pequenas resistências. E tá tudo bem não amar tudo.
O importante é seguir, sem a cobrança de transformar cada passo em espetáculo.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/01/nem-tudo-precisa-serapaixonante-cmkftuhhv01mt013o09hml4eo.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Para o autor, a leitura é um hábito que pode ser incômodo, mas que tem importância para ele.
II. O autor identifica com o rótulo “amo fazer” o grupo de atividades que fazem diferença no cotidiano, mesmo que não sejam as mais agradáveis.
III. Pode-se perceber um tom crítico ao hábito de fantasiar que todas as ações de nosso cotidiano são fora do comum.
Quais estão corretas?
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Por que crianças não quebram mais o braço?
Por Pedro Guerra
Nunca quebrei um braço quando criança. Nascido nos anos 1990, sei que isso me coloca no
time das exceções. Naquele tempo, era quase um rito de passagem encontrar um colega de
escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,
árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.
Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança
exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me
perguntar o motivo.
A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,
só que outras coisas.
Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,
cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas
atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes
física, hoje é oculta e interna.
Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.
Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda
infância tem acesso ao diagnóstico formal.
Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam
fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o
impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com
o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.
Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para
elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira
livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo
próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.
Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de
bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,
acelera a infância até que ela tropece em si mesma.
Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.
E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um
braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre
imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é
mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os sentidos às respectivas conjunções e locuções conjuntivas sublinhadas nos trechos abaixo.
Coluna 1
1. Comparação.
2. Tempo.
3. Finalidade.
Coluna 2
( ) “Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me perguntar o motivo”.
( ) “apenas aprendem a conviver com o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado”.
( ) “Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Por que crianças não quebram mais o braço?
Por Pedro Guerra
Nunca quebrei um braço quando criança. Nascido nos anos 1990, sei que isso me coloca no
time das exceções. Naquele tempo, era quase um rito de passagem encontrar um colega de
escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,
árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.
Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança
exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me
perguntar o motivo.
A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,
só que outras coisas.
Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,
cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas
atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes
física, hoje é oculta e interna.
Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.
Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda
infância tem acesso ao diagnóstico formal.
Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam
fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o
impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com
o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.
Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para
elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira
livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo
próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.
Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de
bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,
acelera a infância até que ela tropece em si mesma.
Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.
E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um
braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre
imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é
mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica a correta classificação da palavra sublinhada “se” de acordo com o seu emprego no trecho a seguir:
“Muitos pais, exaustos pelo próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer”.
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Por que crianças não quebram mais o braço?
Por Pedro Guerra
Nunca quebrei um braço quando criança. Nascido nos anos 1990, sei que isso me coloca no
time das exceções. Naquele tempo, era quase um rito de passagem encontrar um colega de
escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,
árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.
Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança
exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me
perguntar o motivo.
A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,
só que outras coisas.
Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,
cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas
atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes
física, hoje é oculta e interna.
Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.
Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda
infância tem acesso ao diagnóstico formal.
Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam
fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o
impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com
o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.
Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para
elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira
livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo
próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.
Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de
bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,
acelera a infância até que ela tropece em si mesma.
Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.
E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um
braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre
imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é
mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica quantas outras alterações seriam obrigatoriamente necessárias caso substituíssemos a palavra sublinhada “crianças” por sua forma no singular no trecho a seguir:
“Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam fraturas invisíveis”.
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Por que crianças não quebram mais o braço?
Por Pedro Guerra
Nunca quebrei um braço quando criança. Nascido nos anos 1990, sei que isso me coloca no
time das exceções. Naquele tempo, era quase um rito de passagem encontrar um colega de
escola com gesso no braço ou na perna — testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas,
árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai.
Estou delirando ou essa cena anda rara? Não lembro a última vez em que vi uma criança
exibindo um gesso assinado pelos amigos. Desde que me dei conta disso, aliás, passei a me
perguntar o motivo.
A resposta é simples e, ao mesmo tempo, assustadora: as crianças continuam quebrando,
só que outras coisas.
Se antes o risco maior era cair do muro, agora se tornou desabar em si. Nos últimos anos,
cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância décadas
atrás. Não porque não existiam, mas porque não tinham espaço para aparecer. A queda, antes
física, hoje é oculta e interna.
Estudos recentes evidenciam o crescimento dos transtornos mentais entre crianças.
Já preocupantes, os números provavelmente são ainda maiores, considerando que nem toda
infância tem acesso ao diagnóstico formal.
Hoje, antes mesmo de correrem o risco de quebrar um braço, algumas crianças já carregam
fraturas invisíveis. São dores quietas, sem sirene, sem compressa, sem gesso. Nada anuncia o
impacto. ___ vezes, nem elas mesmas entendem onde dói — apenas aprendem a conviver com
o incômodo, como quem ajeita um sapato apertado sem saber dizer qual parte que machuca.
Os motivos não são poucos — e quase todos fazem parte do cotidiano que construímos para
elas. Lá (não tão) atrás, normalizamos uma ..................... digital desde cedo. A brincadeira
livre perdeu espaço para as telas, tão temidas quanto inevitáveis. Muitos pais, exaustos pelo
próprio formato de mundo que criamos, tornaram-se emocionalmente indisponíveis sem querer.
Soma-se a isso ___ pandemia: anos formativos vividos no isolamento, seguidos de um tipo de
bullying que não se restringe ___ escola. Tudo isso compõe uma sociedade que, sem perceber,
acelera a infância até que ela tropece em si mesma.
Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes.
E, enquanto não aprendermos a enxergá-las, teremos muito mais trabalho do que envolver um
braço em gesso e esperar pela melhora. Quebrar por dentro é um ato silencioso — quase sempre
imperceptível num primeiro momento. E, quando percebemos, descobrimos que o cuidado é
mais longo. Ao ............ do gesso, não há um prazo exato para que tudo volte a firmar.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise o seguinte trecho, formado por um período composto:
“Talvez as quedas de hoje doam mais justamente porque não deixam marcas aparentes”.
Considerando as relações estabelecidas pelas orações no período acima, analise as assertivas a seguir:
I. O termo “de hoje” é um complemento nominal.
II. É possível identificar quatro advérbios no trecho.
III. O trecho é formado por três orações.
Quais estão corretas?
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