Na atenção oncológica, a indicação de modalidades
terapêuticas como cirurgia, quimioterapia e radioterapia é
atribuição de especialistas. Ainda assim, a efetividade do
cuidado ao paciente com câncer está relacionada à inserção
dessas condutas em uma abordagem multidisciplinar
integrada. No âmbito dessa organização do cuidado, a
atuação do(a) psicólogo(a) caracteriza-se por
Em pacientes submetidos à quimioterapia, a antecipação de
sintomas pode ser compreendida como uma resposta
condicionada a estímulos associados ao tratamento. Uma
das intervenções psicológicas utilizadas para o manejo
desse quadro envolve a construção de uma hierarquia de
situações relacionadas ao tratamento, associada ao
treinamento em relaxamento e à exposição gradual, por
meio de imaginação guiada, aos estímulos que
desencadeiam sintomas como ansiedade e medo. Qual é o
nome desta técnica?
A Política Nacional de Humanização (PNH) propõe
mudanças nos modos de gestão e de cuidar no Sistema
Único de Saúde. No contexto da Unidade de Terapia
Intensiva Adulto (UTI-A), a humanização pressupõe que o
cuidado envolva também a família, que deve ser
compreendida como
No contexto da Psicologia Hospitalar em ambiente
pediátrico, o brincar constitui uma estratégia fundamental
para a humanização do cuidado, bem como para a avaliação
cognitiva, social e emocional da criança. Considerando essa
perspectiva, a atuação do(a) psicólogo(a) nesse contexto
caracteriza-se por
O sofrimento psíquico de profissionais de saúde em
instituições hospitalares constitui uma temática de interesse
crescente no campo da Psicologia da Saúde. Ao discutir
esse cenário, Rodrigues (2020), destaca a Síndrome de
Burnout como um fenômeno complexo e multidimensional,
didaticamente compreendido a partir de três aspectos
básicos. Um desses aspectos se caracteriza pelo
distanciamento emocional, pela insensibilidade diante das
necessidades dos outros e pelo tratamento impessoal em
relação aos pacientes e colegas de trabalho, sendo
denominado de
Um paciente, após a remissão do câncer, apresenta dificuldade
em planejar o futuro, relata tristeza e incerteza, além de
manifestar uma preocupação excessiva com qualquer sintoma
físico.
Diante desse cenário, compreendido na Psico-Oncologia
como parte do processo de sobrevivência ao câncer, no qual
a cura não é necessariamente vivenciada como definitiva, a
atuação eficaz do(a) psicólogo(a) e demais componentes da
equipe multidisciplinar deve pautar-se por
No cuidado ao paciente oncológico, o(a) psicólogo(a) pode
utilizar intervenções que visam identificar pensamentos
automáticos disfuncionais, avaliar sua funcionalidade e
buscar significados alternativos que promovam uma melhor
reação ao adoecimento. No contexto hospitalar, essa
intervenção pode favorecer o processo de reestruturação de
percepções distorcidas sobre o diagnóstico e os tratamentos
(como quimioterapia e radioterapia), transformando
pensamentos automáticos disfuncionais em respostas mais
adaptativas. Esse conjunto de estratégias, que busca
maximizar o potencial de autocuidado e a
corresponsabilidade do paciente pelo seu tratamento, é
fundamentado nos princípios da
No contexto da comunicação de diagnósticos graves e más
notícias em saúde, Kernkraut, Silva e Gibello (2017)
discutem um protocolo estruturado que organiza essa
prática em etapas sucessivas, tais como: Setting
(preparação do cenário e habilidades de escuta), Perception
(compreensão da percepção do paciente sobre sua
condição), Invitation (convite à troca de informações),
Knowledge (explicação dos fatos clínicos), Emotions
(acolhimento empático das reações emocionais) e Strategy
and Summary (síntese da conversa e definição de
estratégias de cuidado). Este protocolo é denominado de
No âmbito da Psicossomática e dos Cuidados Paliativos, a
abordagem do paciente oncológico requer uma
compreensão que transcende o modelo biomédico
tradicional, especialmente no manejo de quadros de dor.
Sob essa perspectiva, o conceito de “dor total” envolve a
A esposa de J.S. tem recebido acompanhamento psicológico
no ambulatório de uma unidade hospitalar após a perda do
esposo. O paciente J.S., aos 62 anos, apresentava diagnóstico
de neoplasia pulmonar avançada, condição caracterizada como
uma doença que ameaça a continuidade da vida e que se
encontra fora de possibilidades de cura. Durante o tratamento,
realizou quimioterapia com finalidade de controle de sintomas e
a equipe multiprofissional ofertou intervenções para a melhoria
da qualidade de vida por meio do controle da dor e do alívio de
sintomas estressantes, integrando aspectos psicossociais ao
cuidado. Esse suporte foi oferecido de forma contínua ao
paciente e à sua família, estendendo-se ao período do luto.
A abordagem assistencial descrita no caso caracteriza o
modelo de cuidado denominado de