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A promoção da saúde mental no trabalho é um tema de crescente importância, especialmente em um contexto onde o estresse e outros problemas de saúde mental têm se tornado mais comuns. Existem diversas intervenções que podem ser implementadas tanto em nível individual quanto organizacional. Em se tratando destas últimas, Robert Karasek e Tôres Theorell, em sua publicação sobre "Healthy Work: Stress, Productivity, and the Reconstruction of Working Life" (1990), sugere o Modelo de Demanda-Controle. Neste sentido, podemos afirmar corretamente que este modelo
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A obra de Geraldo Pasquali é fundamental para a compreensão da construção e utilização de instrumentos de avaliação psicológica em contextos de trabalho. Em seu livro "Psicologia e Testes Psicológicos" (2015), Pasquali discute diversos aspectos relacionados à elaboração, aplicação e interpretação de testes psicológicos, enfatizando a importância da validade e da confiabilidade desses instrumentos. Marque a alternativa que descreve corretamente os tipos de validade.
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 16 a 17.
A prevenção do adoecimento psíquico e a promoção da saúde mental são desafios atuais para a área da Saúde do Trabalhador. A prevalência de transtornos mentais tem crescido nos últimos anos, tanto no Brasil quanto em outros países ao redor do mundo (STEEL et al., 2014). Entre trabalhadores ativos, tal crescimento implica em comprometimento da qualidade de vida, perda de produtividade, afastamento temporário do trabalho ou aposentadoria precoce (GOETZEL et al., 2018). No âmbito previdenciário brasileiro, por exemplo, o mais recente Anuário Estatístico da Previdência Social indicou que transtornos mentais e do comportamento (diagnosticados de acordo com a Classificação Internacional de Doenças) têm ocupado a terceira posição na concessão de auxílio-doença por incapacidade. Apenas em 2017, foram registrados 162.548 casos (BRASIL, 2017).
Ao voltar a atenção para a realidade dos bombeiros militares, o cenário não é diferente daquele observado entre os trabalhadores brasileiros em geral. Estudo realizado no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, mostrou que o absenteísmo por transtornos mentais e do comportamento entre bombeiros militares cresceu nos últimos anos, compondo uma das principais causas de afastamento do trabalho naquele estado (FIORIN, 2013). Em Santa Catarina, no período entre 2013 e 2016, os transtornos mentais foram a terceira causa de afastamento (PEREIRA, 2017). Inquéritos sobre saúde mental entre bombeiros militares brasileiros seguem na mesma direção: são registradas altas prevalências de transtornos mentais, incluindo transtorno de estresse pós-traumático (LIMA, BARRETO, ASSUNÇÃO, 2015; BERGER et al., 2007), uso nocivo de álcool (AMATO et al., 2010) e quadros de burnout (LOPES, 2010).
A magnitude do problema e suas consequências para os bombeiros militares sugerem que é necessária a adoção de ações institucionais visando a saúde mental. Dentre elas, é possível destacar as ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador - Visat (LEÃO, GOMEZ, 2014). Tais ações podem utilizar dados já disponíveis (vigilância passiva) ou empreender esforços no sentido de construir ferramentas para identificar e registrar casos de adoecimento e acidentes de trabalho (vigilância ativa). As duas modalidades podem também ser combinadas, criando-se um sistema híbrido. Contudo, independente da modalidade adotada, alguns desafios estão sempre presentes, como registro de informações, construção de indicadores, análise e interpretação dos dados, retroalimentação (fase que requer a apresentação e discussão dos resultados junto aos trabalhadores e gestores da instituição) e planejamento e implementação de intervenções (MAIZLISH, 2000).
Leão e Gomez (2014) chamam a atenção ainda para um aspecto importante a ser observado nas ações em Visat: não basta focalizar a presença de sintomas psíquicos, é necessário avaliar e compreender sua relação com os fatores de risco presentes no ambiente de trabalho. Cabe enfatizar que, na realidade dos bombeiros militares, há dois grandes grupos de fatores de risco para a saúde mental: estressores operacionais e estressores organizacionais (LIMA, 2013).
O primeiro, estressores operacionais, está ligado à natureza das tarefas e decorre da exposição rotineira a situações de violência, risco de morte ou morte de pessoas, incluindo o risco para a vida dos próprios bombeiros (VAN DER VELDEN, KLEBER, GRIEVINK, YZERMANS, 2010). As cenas presenciadas pelos trabalhadores em ocorrências de atendimento pré-hospitalar, salvamento e combate a incêndio urbano são destaques nesse grupo (MONTEIRO, LIMA, 2018).
O segundo, estressores organizacionais, é comum aos trabalhadores em geral, embora assuma características peculiares nos Corpos de Bombeiros. Se vincula à forma pela qual o trabalho é organizado nas instituições. É possível citar ritmo de trabalho, pressão de tempo, número de horas trabalhadas, grau de autonomia sobre as tarefas, possibilidade de ter voz ativa nas decisões que interferem no trabalho de cada um e apoio social de colegas e chefes (KARASEK, THEORELL, 1990; GLINA, ROCHA, 2010). No conjunto, tanto estressores operacionais quanto organizacionais são essenciais para o entendimento da dinâmica saúde mental-trabalho (LIMA, ASSUNÇÃO, 2011).
Considerando as recomendações sobre Visat e suas metas institucionais de planejamento estratégico (MINAS GERAIS, 2017), o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) desenvolveu uma ferramenta de vigilância ativa, o Programa de Saúde Ocupacional Bombeiro Militar - PSOBM (MINAS GERAIS, 2015). O objetivo do PSOBM é realizar avaliações periódicas dos bombeiros militares do estado, mensurando a exposição a fatores de risco presentes no ambiente de trabalho e suas possíveis consequências à saúde. O programa inclui a atenção à saúde física e mental, ou seja, tem um caráter multidisciplinar pouco usual no Brasil. Vale frisar: a saúde mental é um aspecto raramente focalizado em ações de Visat (LEÃO, GOMEZ, 2014).
Lima E. P., Vasconcelos, A. G., Camargos, B. H. (2020). "Vigilância em Saúde Mental no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG)". Revista Flammae.
Como visualizado no texto ilustrativo "Vigilância em Saúde Mental no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG)" de Lima E. P., Vasconcelos, A. G,, Camargos, B. H. (2020), os modelos de estresse ocupacional são fundamentais para compreender como o ambiente de trabalho e as condições laborais que afetam a saúde mental dos trabalhadores. Através da aplicação de modelos teóricos, é possível desenvolver intervenções que promovam um ambiente de trabalho mais saudável e reduzam o impacto negativo do estresse ocupacional. Da mesma maneira, Borges e Mourão, em sua obra "Psicologia do Trabalho: Teoria e Prática” (2013), exploram o tema, discutindo as implicações do estresse no contexto laboral. Neste sentido, identifique a alternativa que apresenta os modelos de estresse ocupacional analisados pelos autores.
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 16 a 17.
A prevenção do adoecimento psíquico e a promoção da saúde mental são desafios atuais para a área da Saúde do Trabalhador. A prevalência de transtornos mentais tem crescido nos últimos anos, tanto no Brasil quanto em outros países ao redor do mundo (STEEL et al., 2014). Entre trabalhadores ativos, tal crescimento implica em comprometimento da qualidade de vida, perda de produtividade, afastamento temporário do trabalho ou aposentadoria precoce (GOETZEL et al., 2018). No âmbito previdenciário brasileiro, por exemplo, o mais recente Anuário Estatístico da Previdência Social indicou que transtornos mentais e do comportamento (diagnosticados de acordo com a Classificação Internacional de Doenças) têm ocupado a terceira posição na concessão de auxílio-doença por incapacidade. Apenas em 2017, foram registrados 162.548 casos (BRASIL, 2017).
Ao voltar a atenção para a realidade dos bombeiros militares, o cenário não é diferente daquele observado entre os trabalhadores brasileiros em geral. Estudo realizado no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, mostrou que o absenteísmo por transtornos mentais e do comportamento entre bombeiros militares cresceu nos últimos anos, compondo uma das principais causas de afastamento do trabalho naquele estado (FIORIN, 2013). Em Santa Catarina, no período entre 2013 e 2016, os transtornos mentais foram a terceira causa de afastamento (PEREIRA, 2017). Inquéritos sobre saúde mental entre bombeiros militares brasileiros seguem na mesma direção: são registradas altas prevalências de transtornos mentais, incluindo transtorno de estresse pós-traumático (LIMA, BARRETO, ASSUNÇÃO, 2015; BERGER et al., 2007), uso nocivo de álcool (AMATO et al., 2010) e quadros de burnout (LOPES, 2010).
A magnitude do problema e suas consequências para os bombeiros militares sugerem que é necessária a adoção de ações institucionais visando a saúde mental. Dentre elas, é possível destacar as ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador - Visat (LEÃO, GOMEZ, 2014). Tais ações podem utilizar dados já disponíveis (vigilância passiva) ou empreender esforços no sentido de construir ferramentas para identificar e registrar casos de adoecimento e acidentes de trabalho (vigilância ativa). As duas modalidades podem também ser combinadas, criando-se um sistema híbrido. Contudo, independente da modalidade adotada, alguns desafios estão sempre presentes, como registro de informações, construção de indicadores, análise e interpretação dos dados, retroalimentação (fase que requer a apresentação e discussão dos resultados junto aos trabalhadores e gestores da instituição) e planejamento e implementação de intervenções (MAIZLISH, 2000).
Leão e Gomez (2014) chamam a atenção ainda para um aspecto importante a ser observado nas ações em Visat: não basta focalizar a presença de sintomas psíquicos, é necessário avaliar e compreender sua relação com os fatores de risco presentes no ambiente de trabalho. Cabe enfatizar que, na realidade dos bombeiros militares, há dois grandes grupos de fatores de risco para a saúde mental: estressores operacionais e estressores organizacionais (LIMA, 2013).
O primeiro, estressores operacionais, está ligado à natureza das tarefas e decorre da exposição rotineira a situações de violência, risco de morte ou morte de pessoas, incluindo o risco para a vida dos próprios bombeiros (VAN DER VELDEN, KLEBER, GRIEVINK, YZERMANS, 2010). As cenas presenciadas pelos trabalhadores em ocorrências de atendimento pré-hospitalar, salvamento e combate a incêndio urbano são destaques nesse grupo (MONTEIRO, LIMA, 2018).
O segundo, estressores organizacionais, é comum aos trabalhadores em geral, embora assuma características peculiares nos Corpos de Bombeiros. Se vincula à forma pela qual o trabalho é organizado nas instituições. É possível citar ritmo de trabalho, pressão de tempo, número de horas trabalhadas, grau de autonomia sobre as tarefas, possibilidade de ter voz ativa nas decisões que interferem no trabalho de cada um e apoio social de colegas e chefes (KARASEK, THEORELL, 1990; GLINA, ROCHA, 2010). No conjunto, tanto estressores operacionais quanto organizacionais são essenciais para o entendimento da dinâmica saúde mental-trabalho (LIMA, ASSUNÇÃO, 2011).
Considerando as recomendações sobre Visat e suas metas institucionais de planejamento estratégico (MINAS GERAIS, 2017), o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) desenvolveu uma ferramenta de vigilância ativa, o Programa de Saúde Ocupacional Bombeiro Militar - PSOBM (MINAS GERAIS, 2015). O objetivo do PSOBM é realizar avaliações periódicas dos bombeiros militares do estado, mensurando a exposição a fatores de risco presentes no ambiente de trabalho e suas possíveis consequências à saúde. O programa inclui a atenção à saúde física e mental, ou seja, tem um caráter multidisciplinar pouco usual no Brasil. Vale frisar: a saúde mental é um aspecto raramente focalizado em ações de Visat (LEÃO, GOMEZ, 2014).
Lima E. P., Vasconcelos, A. G., Camargos, B. H. (2020). "Vigilância em Saúde Mental no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG)". Revista Flammae.
O texto "Vigilância em Saúde Mental no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG)" de Lima E. P., Vasconcelos, A. G., Camargos, B. H. (2020), publicado pela Revista Flammae; e Borges e Mourão em "Psicologia do Trabalho: Teoria e Prática” (2013), propõem estratégias e intervenções destinadas a prevenir e gerenciar o estresse no ambiente de trabalho. Embasado por esses autores, assinale a alternativa que apresenta corretamente as intervenções psicológicas.
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A fidedignidade de um teste psicológico indica o grau de confiabilidade e precisão com que um instrumento de avaliação mede de forma consistente o mesmo construto psicológico. Existem várias formas de avaliar a fidedignidade de um teste. Em relação à consistência interna, é correto afirmar que
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A produção de documentos escritos decorrentes da avaliação psicológica é uma parte essencial do trabalho de um psicólogo. Esses documentos podem incluir relatórios detalhados sobre os resultados da avaliação, interpretações dos testes realizados, recomendações de intervenções ou tratamentos, entre outros aspectos relevantes. É importante que esses documentos sejam redigidos de forma clara, objetiva e ética, respeitando a privacidade e confidencialidade do paciente. Além disso, é fundamental que o psicólogo siga as diretrizes e normas éticas da profissão ao elaborar esses documentos. Assinale a alternativa que descreve corretamente estas diretrizes e normas para a produção de documentos escritos, decorrentes da avaliação psicológica.
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Na psicologia, as escalas de medida desempenham um papel fundamental na coleta e análise de dados. Existem diferentes tipos de escalas de medida que são usadas para classificar e quantificar variáveis em estudos psicológicos. Indique a alternativa que descreve corretamente a escala específica mencionada.
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Ao compreender e aplicar os conceitos básicos de estatística descritiva e inferencial, os pesquisadores podem desenvolver instrumentos de pesquisa robustos e realizar análises significativas dos dados coletados. Neste contexto, identifique o item que corretamente descreve as etapas da estatística inferencial.
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Em psicometria, a fidedignidade se refere à consistência e confiabilidade das medidas obtidas por um instrumento de avaliação psicológica. Em outras palavras, a fidedignidade avalia o quão precisas e estáveis são as medidas obtidas por um teste psicológico, garantindo que os resultados sejam confiáveis e reproduzíveis. Sabendo que existem formas de avaliar a fidedignidade de um teste, identifique alternativa que corretamente esboça as abordagens para verificar a confiabilidade das medidas obtidas.
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A avaliação psicológica da saúde mental de trabalhadores pode envolver a aplicação de instrumentos e técnicas para identificar possíveis transtornos mentais, sintomas de estresse, ansiedade, depressão, entre outros problemas que possam impactar o bem-estar e desempenho no trabalho. A utilização do DSM-5 pode auxiliar os profissionais de psicologia e psiquiatria a classificar e diagnosticar esses transtornos de acordo com critérios padronizados. O DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5º edição) é uma classificação desenvolvida pela Associação Americana de Psiquiatria que descreve critérios para o diagnóstico de diferentes transtornos mentais. Ele organiza os transtornos em categorias principais e subcategorias para facilitar a compreensão e a classificação dos sintomas e padrões de comportamento observados. Assinale a alternativa que apresenta as principais categorias presentes no DSM-5.
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