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Na margem esquerda do rio Amazonas, entre Manaus e Itacoatiara, foram encontrados vestígios de inúmeros sítios indígenas pré-históricos. O que muitos de nós não sabemos é que ainda existem regiões ocultas situadas no interior da Amazônia e um povo, também desconhecido, que teria vivido por aquelas paragens, ainda hoje não totalmente desbravadas.
Em 1870, o explorador João Barbosa Rodrigues descobriu uma grande necrópole indígena contendo vasta gama de peças em cerâmica de incrível perfeição; teria sido construída por uma civilização até então desconhecida em nosso país. Utilizando a língua dos índios da região, ele denominou o sítio de Miracanguera. A atenção do pesquisador foi atraída primeiramente por uma vasilha de cerâmica, propriedade de um viajante. Este informante disse tê-la adquirido de um mestiço, residente na Vila do Serpa (atual Itacoatiara), que dispunha de diversas peças, as quais teria recolhido na Várzea de Matari. Barbosa Rodrigues suspeitou que poderia se tratar de um sítio arqueológico de uma cultura totalmente diferente das já identificadas na Amazônia.
Em seu interior as vasilhas continham ossos calcinados, demonstrando que a maioria dos mortos tinham sido incinerados. De fato, a maior parte dos despojos dos miracangueras era composta de cinzas. Além das vasilhas mortuárias, o pesquisador encontrou diversas tigelas e pratos utilitários, todos de formas elegantes e cobertos por uma fina camada de barro branco, que os arqueólogos denominam de “engobe", tão perfeito que dava ao conjunto a aparência de porcelana. Uma parte das vasilhas apresentava curiosas decorações e pinturas em preto e vermelho. Outro detalhe que surpreendeu o pesquisador foi a variedade de formas existentes nos sítios onde escavou, destacando-se certas vasilhas em forma de taças de pés altos, as quais lembram congêneres da Grécia Clássica.
Havia peças mais elaboradas, certamente para pessoas de posição elevada dentro do grupo. A cerâmica do sítio de Miracanguera recebia um banho de tabatinga (tipo de argila com material orgânico) e eventualmente uma pintura com motivos geomé- tricos, além da decoração plástica que destacava detalhes específicos, tais como seres humanos sentados e com as pernas representadas.
João Barbosa Rodrigues faleceu em 1909. Em 1925, o famoso antropólogo Kurt Nimuendaju tentou encontrar Miracanguera, mas a ilha já tinha sido tragada pelas águas do rio Amazonas. Arqueólogos americanos também vasculharam áreas arqueológicas da Amazônia, inclusive no Equador, Peru e Guiana Francesa, no final dos anos de 1940. Como não conseguiram achar Miracanguera, “decidiram" que a descoberta do brasileiro tinha sido “apenas uma subtradição de agricultores andinos".
Porém, nos anos de 1960, outro americano lançou nova interpretação para aquela cultura, concluindo que o grupo indígena dos miracangueras não era originário da região, como já dizia Barbosa Rodrigues. Trata-se de um mistério relativo a uma civilização perdida que talvez não seja solucionado nas próximas décadas. Em pleno século 21, a cultura miracanguera continua oficialmente “inexistente" para as autoridades culturais do Brasil e do mundo.


(Adaptado de: Museu Nacional do Rio de Janeiro. Disponível em: https://saemuseunacional.wordpress.com. SILVA, Carlos Augusto da. A dinâmica do uso da terra nos locais onde há sítios arqueológicos: o caso da comunidade Cai N'água, Maniquiri-AM / (Dissertação de Mestrado) - UFAM, 2010)
Dos segmentos abaixo, o que NÃO possui linguagem adequada a documentos oficiais encontra-se em:
 

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696233 Ano: 2015
Disciplina: Redação Oficial
Banca: CETREDE
Orgão: Câm. Horizonte-CE
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Em relação aos pronomes de tratamento, quando usamos o vocativo “Meritíssimo Senhor” estamos nos referindo aos

 

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696112 Ano: 2015
Disciplina: Redação Oficial
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Godoy Moreira-PR
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No que diz respeito à utilização das formas de tratamento, deve-se considerar não apenas a área de atuação da autoridade, mas também a posição hierárquica que o cargo ocupa. A forma que deve ser utilizada para o tratamento a Deputados, Embaixadores, Governadores, Ministros de Estado, Prefeitos, Presidentes da República, Secretários de Estado, Senadores e Vice-Presidentes de Repúblicas é:
 

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695903 Ano: 2015
Disciplina: Redação Oficial
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Godoy Moreira-PR
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“Na correspondência oficial é costume escrever na linha seguinte à do nome civil do receptor o (a) .................................... .”
Marque a alternativa que complete corretamente o enunciado acima:
 

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695684 Ano: 2015
Disciplina: Redação Oficial
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CGE-PI
Mem. 15/2014-CGE/PI

Teresina, 10 de outubro de 2014.


Ao Sr. José Alves André


Assunto: Reunião sobre Gestão de Convênios

1. Informo que, no próximo dia 25, às 9 horas, na sala de treinamento, será promovida reunião em que se tratará dos convênios celebrados por este órgão.
2. Solicito o comparecimento dos servidores dessa unidade, munidos dos relatórios anuais a serem discutidos com o diretor financeiro e o coordenador do setor, de forma a sanar possíveis questionamentos e dúvidas.
3. Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos pelo ramal 678.



Atenciosamente,


[espaço para a assinatura]
[Nome]
Controlador-Geral do Estado
Considerando as disposições do Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item que se segue, a respeito da adequação, do formato e da linguagem da comunicação oficial hipotética Mem. 15/2014-CGE/PI.

No parágrafo introdutório, exige-se, além da apresentação do assunto que motivou a comunicação oficial, a inserção de formas indiretas como recurso de polidez — “Cumpre-me informar que”, por exemplo —, expressão essa que poderia substituir o trecho “Informo que”.
 

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681358 Ano: 2015
Disciplina: Redação Oficial
Banca: UFAL
Orgão: Pref. Chã Preta-AL
O documento de valor jurídico utilizado, entre outras instâncias, pelo Conselho Escolar, a fim de registrar ocorrências, resoluções e decisões, no qual há encerramento e assinaturas é denominado
 

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680823 Ano: 2015
Disciplina: Redação Oficial
Banca: UFES
Orgão: UFES
De acordo com o Manual de Redação Oficial da Presidência da República, o domínio da língua portuguesa é de extrema importância para a comunicação oficial. Nessa lógica, a alternativa em que o argumento justifica CORRETAMENTE o excerto é
 

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680820 Ano: 2015
Disciplina: Redação Oficial
Banca: UFES
Orgão: UFES
Leia o fragmento do Manual de Redação da Presidência da República, transcrito abaixo.

A correção ortográfica é requisito elementar de qualquer texto, e ainda mais importante quando se trata de textos oficiais. Muitas vezes, uma simples troca de letras pode alterar não só o sentido da palavra, mas de toda uma frase. O que na correspondência particular seria apenas um lapso datilográfico pode ter repercussões indesejáveis quando ocorre no texto de uma comunicação oficial ou de um ato normativo. Assim, toda revisão que se faça em determinado documento ou expediente deve sempre levar em conta a correção ortográfica.

Seguindo a informação acima, analise o trecho abaixo e escolha dentre as palavras que estão entre parêntesis as que completam CORRETAMENTE o trecho.

"Temos (ogeriza - ojeriza) a alguns poderosos que, (descriminando - discriminando) as minorias, (destratam - distratam)-nas, sendo, por isso, um (opróbio - opróbrio) para um mundo que se diz moderno e civilizado." (MARTINS; ZILBERKNOP, 2009)

A opção que apresenta CORRETAMENTE as palavras que completam o trecho é
 

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680819 Ano: 2015
Disciplina: Redação Oficial
Banca: UFES
Orgão: UFES
De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, julgue as afirmações abaixo, colocando C para as que estiverem CERTAS e E para as ERRADAS.

( ) A redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações.

( ) A redação oficial deve caracterizar-se pela pessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade.

( ) A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos.

( ) As comunicações oficiais são necessariamente uniformes, pois há sempre um único comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas comunicações é o próprio Serviço Público (no caso de expedientes dirigidos por um órgão a outro) ou o conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea (o público).

( ) A redação oficial é árida e infensa à evolução da língua, porque em sua finalidade básica – comunicar com máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular etc.

A opção que contém, de cima para baixo, a sequência CORRETA de respostas é
 

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678337 Ano: 2015
Disciplina: Redação Oficial
Banca: IF-SP
Orgão: IF-SP
O “Manual de Redação da Presidência da República” é uma obra destinada a uniformizar as normas de redação de atos e comunicações oficiais. Pode ser considerada como guia para a redação oficial e deve ser consultada toda vez que houver dúvidas sobre a redação de um documento oficial. Assinale a alternativa que NÃO está de acordo com o que preconiza o Manual:
 

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