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“Entre o final de 2015 e o início de 2016, centenas de escolas públicas foram ocupadas no estado de São Paulo, pelos próprios estudantes, primeiramente contra a decisão do governo estadual de realocar alunos e fechar escolas e, em seguida, em torno da merenda escolar. Junto com outros movimentos maciços de ocupação de escolas em ao menos oito outros estados, esse ciclo de ocupações ficou conhecido como “primavera secundarista”. Os protestos dos estudantes estavam muito longe de tematizar, diretamente, questões jurídicas de posse e propriedade. Antes disso, era uma política educacional específica que estava em jogo nas mobilizações e discursos dos secundaristas. O mote “a escola é nossa” expressava mais uma apropriação social e coletiva de um bem, entendido como comum, do que a relação de proprietário individual que pode usar e dispor do que é seu”.
Bianca Tavolari et al. As ocupações de escolas públicas em São Paulo (2015–2016)
Sobre a “Primavera Secundarista” e os movimentos sociais na educação, assinale a alternativa incorreta.
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O ano de 2013 foi marcado por uma onda de protestos em várias cidades brasileiras. As manifestações que ficaram conhecidas como “Jornadas de Junho” ou “Manifestação dos 20 centavos” tiveram como pauta inicial a discordância de uma ampla camada da sociedade sobre o aumento de tarifa do transporte público.
O aumento no valor do transporte público interfere diretamente no seguinte direito social:
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“Classes sociais são grupos humanos que se diferenciam entre si pela posição que ocupam num determinado modo de produção e pelo seu papel na apropriação da riqueza. Cada um pertence a uma classe social de acordo com a parte que lhe cabe na divisão da riqueza que uma sociedade produz” (GADOTTI, 1991, p. 75-76).
As classes sociais são um aspecto importante no entendimento das questões relacionadas à constituição e ação dos movimentos sociais, já que alguns desses movimentos possuem sua formação e atuação vinculada às desigualdades materiais e simbólicas de classe.
Assinale a alternativa que apresenta o movimento que melhor ilustra a relação entre mobilização coletiva e desigualdades de classe, tendo como base o excerto acima.
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A Passeata dos Cem Mil foi um movimento de luta social ocorrido em 1968 no Brasil. Suas ações reuniram diferentes segmentos sociais, como estudantes, representantes do clero, professores, artistas, entre muitos outros atores sociais que se juntaram em torno de um mesmo objetivo e interesse.
Sobre a Passeata dos Cem Mil, é correto afirmar que:
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As ações dos movimentos sociais podem influenciar na dinâmica e funcionamento da sociedade, atuando para manter ou alterar a ordem social vigente. Tais condutas podem se direcionar, por exemplo, às formas de atuação dos governos e a maneira como estes representam os seus interesses. Nessa perspectiva, podemos citar o impeachment de Fernando Collor de Mello, ocorrido no ano de 1992.
Entre as ações coletivas contra o governo Collor está a mobilização política e civil de um importante movimento social da época, denominado:
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Sou Avelin Buniacá Kambiwá, mulher indígena do povo Kambiwá, moradora de Belo Horizonte de família migrante. A migração da minha família do sertão pernambucano para a capital mineira, se deu pela busca de melhores perspectivas de emprego e de renda. Com as condições desfavoráveis encontradas na cidade, foi muito difícil preservar as práticas sagradas originais, sendo que restou, a nós migrantes indígenas, ocupar as áreas pobres e de periferia dos centros urbanos, onde prevalecem, majoritariamente, as igrejas evangélicas pentecostais. Foi onde nos tornamos “Índio favela”. No que tange às nossas práticas do sagrado, esse desaparecimento é ainda mais evidente e violento. Não apenas pelo óbvio aspecto urbano da vida sem contato com a natureza, as roças, as ervas para o feitio dos chás, pomadas e remédios, mas também por uma pressão social para que isso aconteça. Participar dos ritos do colonizador camufla o racismo e nos dá uma falsa sensação de pertencimento.
Adaptado de Avelin Buniacá Kambiwá, “Do índio favela ao toré no asfalto: as cidades, as práticas do sagrado e suas relações” in As Cidades e o Sagrado dos Povos Tradicionais. Belo Horizonte: Fund. Municipal de Cultura de Belo Horizonte, 2019, p. 38-39.
Com base no depoimento, assinale a afirmativa que interpreta corretamente os problemas e as possibilidades das práticas ancestrais do sagrado nas cidades brasileiras para os povos tradicionais.
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I. Para Comte, a história das sociedades humanas obedece a uma lei unitária de desenvolvimento progressivo, pela qual, no primeiro estágio, a religião oferece aos homens a capacidade de analisar a complexidade do real em termos metafísicos, com base em princípios filosóficos abstratos.
II. Para Freud, a religião é um produto da estrutura psíquica humana, sendo uma forma de ilusão mediante a qual o homem atende, tanto em nível individual como em nível coletivo, os desejos mais antigos e profundos da humanidade.
III. Para Jung, a religião representa uma expressão da mente humana, uma atitude peculiar da consciência impactada pela experiência do numinoso, resultando na capacidade de subjugar, ser objeto de reverência ou de obediência passiva e amor incondicional.
Está correto o que afirma em
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- Teorias Sociológicas e AutoresSociologia ClássicaKarl Marx & Friedrich EngelsKarl Marx e as Classes Sociais
- Relação entre Indivíduo e Sociedade
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1. Para fazer o indivíduo submeter-se a ela [coerção] de boa vontade, não é preciso recorrer a nenhum artifício; basta fazê-lo tomar consciência de seu estado de dependência e de inferioridade naturais - quer ele faça disso uma representação sensível e simbólica pela religião, quer chegue a formar uma noção adequada e definida pela ciência.
As Regras do Método Sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 124.
2. Não há, pois, religiões que sejam falsas. Todas são verdadeiras à sua maneira; todas respondem, ainda que de maneiras diferentes, a determinadas condições da vida humana.
As Formas Elementares da Vida Religiosa: o sistema totêmico na Austrália. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p.31.
Com base nos trechos, assinale a afirmativa que descreve corretamente o significado do fato religioso para o sociólogo.
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Não apenas os filósofos, mas também os nossos antepassados distinguiram a superstição da religião. Aqueles que todos os dias rezavam aos deuses e faziam sacrifícios, porque os seus filhos sobreviveram a eles mesmos, foram chamados de supersticiosos, palavra que em seguida assumiu um significado mais amplo; invés aqueles que reconsideravam com cuidado e, por dizer, faziam atenção a tudo que referia-se ao culto dos deuses foram chamados de religiosos de relegere, como elegante derivação de eligere (escolha), esmerar de diligere (ter cuidado), inteligente de intelligere (compreender), em todos estes termos o sentido é o mesmo de legere que é o religiosus.
Adaptado de CÍCERO, De natura deorum, II, 28.
Com base no trecho, assinale a afirmativa que caracteriza corretamente o sentido etimológico dos termos “religião” e “religioso” para Cícero.
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