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Desigualdades no plural. Porque nosso sistema concentra
poder político e tudo aquilo que é produzido pela sociedade nas
mãos de grupos pequenos, e bem determinados, de acordo com as
combinações dos marcadores sociais como gênero, raça e classe.
Em um mundo cada vez mais urbanizado, as cidades são um dos
principais produtos das nossas sociedades. Sua distribuição,
contudo, é segregada e extremamente desigual, e faz com que as
pessoas vivenciem o cotidiano de formas muito diferentes,
principalmente no contexto de pandemia.
Internet: <www.nexojornal.com.br>.
O texto utiliza-se de uma abordagem marxista clássica na medida em que enfatiza a concentração de poder na mão de pequenos grupos.
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Se as formas sociais, as roupas, os juízos estéticos e todo
o estilo que o ser humano utiliza para se expressar são mantidos
em constante mutação pela moda, esta, ou seja, a nova moda, só
diz respeito às classes altas. Tão logo as classes baixas começam
a se inclinar para ela, ultrapassando as fronteiras demarcadas
pelas classes altas e quebrando a homogeneidade de seu
pertencimento aí simbolizado, as classes altas se afastam e
adotam uma nova moda que as distingue, por sua vez, das
grandes massas, relançando o jogo novamente.
Georg Simmel. A Moda. IARA – Revista de Moda, Cultura
e Arte, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 163–188, 2008. P. 167-168.
A moda, seguindo raciocínio simmeliano, é uma instituição social a serviço do capital para subjugar e homogeneizar as identidades individuais de classe.
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Na violência de gênero, as ações violentas são
produzidas em contextos e espaços relacionais, portanto,
interpessoais, que têm cenários societais e históricos não
uniformes. A centralidade das ações violentas — físicas,
sexuais, psicológicas, patrimoniais ou morais — incide sobre a
mulher, tanto no âmbito privado-familiar quanto nos espaços de
trabalho e públicos.
Lourdes Maria Bandeira. Violência de gênero: a construção de um campo teórico e de investigação. In: Sociedade e Estado, 29(2), maio-ago./2014, p. 451 (com adaptações).
A existência de assimetrias na realidade social tem como efeito imediato a produção da violência.
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Julgue o item a seguir, referentes a religião e sociedade.
Separar os conflitos religiosos dos conflitos de ordem étnico-racial no Brasil contemporâneo resulta em simplificação da análise sociológica do fenômeno religioso.
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Aspectos como subjetividade e objetividade foram tratados de
maneiras diferentes de acordo com cada teoria sociológica.
Considerando as teorias que tratam das questões de subjetividade
e objetividade nas ciências sociais, julgue o item que se segue.
De acordo com o método sociológico compreensivo, a objetividade do conhecimento nas ciências sociais requer do pesquisador total isenção de valores e interesses sobre o objeto de estudo.
De acordo com o método sociológico compreensivo, a objetividade do conhecimento nas ciências sociais requer do pesquisador total isenção de valores e interesses sobre o objeto de estudo.
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Aspectos como subjetividade e objetividade foram tratados de
maneiras diferentes de acordo com cada teoria sociológica.
Considerando as teorias que tratam das questões de subjetividade
e objetividade nas ciências sociais, julgue o item que se segue.
De acordo com o método sociológico comparativo, a objetividade presente nas pesquisas é constituída a partir da imparcialidade do pesquisador, o que torna possível o alcance da verdade científica que traduza a realidade social com clareza.
De acordo com o método sociológico comparativo, a objetividade presente nas pesquisas é constituída a partir da imparcialidade do pesquisador, o que torna possível o alcance da verdade científica que traduza a realidade social com clareza.
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No campo de estudo das desigualdades raciais, a ênfase
ocorre tanto na sobrerrepresentação da população negra entre os
pobres quanto na proporção de pobres dentro de cada grupo
racial. Há mais negros (pretos e pardos) entre os pobres, da
mesma forma que há maior proporção de pobres no grupo negro
do que no grupo branco. Outro aspecto que se destaca é a
manutenção dessas diferenças a despeito das recentes e
significativas mudanças nas situações de pobreza. Os dados da
Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (PNAD) mostram que,
em 1999, entre os 10% mais pobres da população brasileira, 68%
deles eram negros (pretos e pardos); em 2008, essa proporção era
de 70,8%. Estudos recentes sobre pobreza têm dado ênfase à
questão da sua heterogeneidade, apontando, sobretudo, para a
importância de outras variáveis, além da renda, para mensurá-la.
Nesse sentido, procuram diluir a dicotomia entre pobres e não
pobres e chamar a atenção para as diferenças tanto de
concentração (grau) quanto das características da pobreza.
Márcia Lima. “Raça” e pobreza em contextos metropolitanos.
In: Tempo Social, 24 (2), nov./2012, p. 236 (com adaptações).
A noção de heterogeneidade da pobreza referida no texto indica que, diante das diferenças tão amplas da sociedade, nenhuma variável pode sobrepor-se a outra na compreensão das desigualdades.
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Acerca do uso das novas tecnologias e da Internet como suporte
para movimentos sociais e sua relação com a questão ideológica,
julgue o próximo item.
No Brasil, desde 2013, as diferentes formas de uso das redes sociais apontam que, finalmente, foram criadas condições de aprofundar o debate político no espaço virtual das redes sociais na Internet.
No Brasil, desde 2013, as diferentes formas de uso das redes sociais apontam que, finalmente, foram criadas condições de aprofundar o debate político no espaço virtual das redes sociais na Internet.
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Na violência de gênero, as ações violentas são
produzidas em contextos e espaços relacionais, portanto,
interpessoais, que têm cenários societais e históricos não
uniformes. A centralidade das ações violentas — físicas,
sexuais, psicológicas, patrimoniais ou morais — incide sobre a
mulher, tanto no âmbito privado-familiar quanto nos espaços de
trabalho e públicos.
Lourdes Maria Bandeira. Violência de gênero: a construção de um campo teórico e de investigação. In: Sociedade e Estado, 29(2), maio-ago./2014, p. 451 (com adaptações).
A violência de gênero reflete, sobretudo, a fragilidade das mulheres na sociedade.
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Durante a criação do Grupo de Trabalho Interministerial
População Negra, o então presidente Fernando Henrique Cardoso
adotou uma postura bastante progressista e enfatizou a
necessidade de modificar o quadro de discriminação por cor, bem
como de encontrar mecanismos e processos capazes de tornar
mais democrática a relação entre raças, grupos sociais e classes
sociais. Apesar dessas importantes mudanças no modo como o
Estado brasileiro historicamente se posicionava em relação à
questão racial, a adoção de políticas afirmativas, como as cotas
nas universidades, teve início somente após a realização da III
Conferência Mundial Contra a Discriminação Racial, o Racismo,
a Xenofobia e a Intolerância Correlata, ocorrida em 2001, em
Durban, na África do Sul. A partir de então, foi possível
identificar uma resposta ativa, por meio da criação e(ou)
potencialização de órgãos governamentais dedicados ao
tratamento das questões raciais nos países latinos.
Luciana Garcia de Mello. Da crítica à política: tensões entre reconhecimento e democracia racial na política de cotas da UFRGS. In: Civitas, 17(2), maio-ago./2017, p. 311 (com adaptações).
No contexto brasileiro, a questão racial é preterida em função da existência de outras tantas intolerâncias que foram e ainda são praticadas.
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