Um equino macho, SRD, 6 anos de idade, pesando aproximadamente 420 kg, utilizado para trabalho
em fazenda de gado, foi atendido no Hospital Veterinário apresentando uma lesão cutânea progressiva no
membro pélvico esquerdo. O proprietário relatou que o animal foi mantido em pastagem com áreas alagadas
nos últimos dois meses e que a lesão iniciou há cerca de 20 dias, com aumento gradual de tamanho, prurido e
claudicação leve. Ao exame clínico, verificou-se frequência cardíaca de 44 bpm, frequência respiratória de 20
mrpm, mucosas normocoradas, tempo de preenchimento capilar de 2 s e temperatura retal de 38,3ºC. Ao
examinar a lesão, observou-se uma área ulcerada, medindo cerca de 12 cm de diâmetro, localizada na face
medial da região metatársica, com presença de tecido de granulação exuberante, intenso exsudato
serossanguinolento, crostas aderidas e múltiplas estruturas branco-amareladas firmes aderidas ao tecido.
Diante do quadro clínico e características da lesão, qual é a principal suspeita diagnóstica desse caso?
Na ruminotomia, a síntese da parede do órgão é uma etapa importante para prevenir o extravasamento
de conteúdo e consequente contaminação da cavidade abdominal. Uma opção para a sutura da parede ruminal
seria:
O Herpesvírus bovino-5 (BoHV-5) é uma cepa altamente neurotrópica de herpervírus bovino, causa
meningoencefalite necrosante, ocorre de forma esporádica ou em surtos e afeta bovinos jovens e submetidos
a situações de estresse. Com relação ao diagnóstico da infecção por BoHV-5 em bovinos, é CORRETO afirmar
que
A Rhodococcus equi (previamente Corynevacterium equi) é considerado o principal agente causador de
pneumonia grave em potros, além de ocasionar perdas econômicas consideráveis à equinocultura com o
tratamento. O diagnóstico da infecção por Rhodococcus equi em potros pode ser realizado pelo
A insuficiência mitral, frequentemente causada por degeneração mixomatosa da valva mitral, é uma das
cardiopatias adquiridas mais comuns em cães de pequeno porte. Esses pacientes apresentam uma sobrecarga
volumétrica progressiva do átrio esquerdo e do ventrículo esquerdo, com regurgitação de sangue durante a
sístole. Durante a anestesia, alterações hemodinâmicas podem impactar diretamente o volume de fluxo
regurgitante e a estabilidade clínica do paciente. Considerando os princípios de fisiopatologia da regurgitação
mitral e os objetivos anestésicos para cães com essa condição, a conduta anestésica indicada é
A fase de recuperação da anestesia geral inalatória em equinos representa um dos momentos de maior
risco durante o período perianestésico, dada a associação de instabilidade fisiológica residual, retorno
progressivo da consciência e propensão a movimentos intempestivos. Sabe-se que o tempo de eliminação de
anestésicos inalatórios pode se estender, sendo desejável que o animal permaneça inicialmente em decúbito
esternal antes de tentar levantar-se, minimizando riscos de lesões musculoesqueléticas, neuropatias e
miopatias. Intervenções farmacológicas na fase de recuperação anestésica, podem melhorar significativamente
a qualidade do despertar, desde que respeitadas as características farmacodinâmicas e hemodinâmicas dos
fármacos utilizados. Nesse cenário, o fármaco indicado para auxiliar na qualidade da recuperação anestésica
é
Durante uma laparotomia exploratória, um equino, 6 anos, 540 kg, foi mantido sob anestesia geral
inalatória com isoflurano em ventilação mecânica e FiO2 de 70%. Após 40 minutos de cirurgia, a gasometria
arterial revelou os seguintes dados: pH: 7,28; PCO₂: 68 mmHg; HCO₃⁻: 29 mEq/L; PaO₂: 110 mmHg. Com
base nesses resultados, o distúrbio ácido-base primário e o mecanismo compensatório esperado são,
respectivamente,
Durante o monitoramento invasivo da pressão arterial, é essencial garantir que o sistema de medição
esteja adequadamente calibrado e funcionando corretamente. Um dos testes utilizados para essa finalidade é
o teste da onda quadrada, também conhecido como teste de resposta dinâmica de pressão. A presença de
subamortecimento (underdamping) ou sobreamortecimento (overdamping) pode comprometer a fidelidade da
medida de pressão arterial, levando a erros clínicos. Alterações no sistema, como presença de bolhas de ar,
obstrução do cateter e tubulação de pressão excessivamente complacente levam ao
De acordo com a Nota Técnica nº 8/2022-CGZV/DEIDT/SVS/MS, que atualiza o Protocolo de
Profilaxia Pré, Pós e de Reexposição da Raiva Humana no Brasil, analise as seguintes situações
referentes à profilaxia antirrábica humana.
I. Trabalhadores rurais que tiveram contato com a mucosa oral de bovinos ou equídeos suspeitos de
raiva devem ser avaliados para profilaxia pós-exposição, independentemente de sinais clínicos nos
animais.
II. Em casos de mordida de cão ou gato, se o animal não apresentar sinais sugestivos de raiva, o
indicado é iniciar imediatamente a profilaxia.
III. Animais agressores devem ser observados por 10 dias; se permanecerem vivos e saudáveis, a raiva
humana é descartada.
IV. A excreção do vírus em cães e gatos ocorre durante todo o período de incubação.
Sobre o manejo, controle e descarte do molusco exótico-invasor Achatina fulica no Brasil, segundo a
Nota Técnica nº 30/2022-CGZV/DEIDT/SVS/MS, assinale a alternativa correta.