“Os espíritos que foram durante anos demonizados pelo cristianismo, pelos brancos, para a gente que é da floresta são espíritos sagrados”, diz a cineasta Priscila Tapajowara. Em 2022, ela lançou no YouTube a série documental Ãgawaraitá (“encantados”, em nheengatu, língua nativa falada na Amazônia brasileira). No filme, anciãos, curandeiras e rezadeiras falam sobre a relação entre seres da floresta e a defesa da natureza. “São os ‘encantados’, como o Curupira, a Mãe d’Água e o Boto, que estão na mata, cabeceiras, rios, igarapés, defendendo e protegendo esses lugares”. Priscila conta ter aprendido muito sobre isso na região onde vive, em Santarém (PA), e principalmente dentro de casa, com os avós.
De acordo com o texto, os “encantados” têm sua origem na