Homem de 74 anos, acompanhado ambulatorialmente por declínio cognitivo progressivo há cerca de 3 anos, caracterizado predominantemente por dificuldade de nomeação de objetos (anomia), empobrecimento progressivo da linguagem espontânea e comprometimento da fluência verbal, mantendo relativa preservação da memória episódica nas fases iniciais. Familiares relatam mudança discreta do comportamento social, sem alucinações ou flutuações do nível de consciência.
Ao exame cognitivo, o paciente apresenta, ao Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), 17 pontos (total de 30 pontos), valor inferior ao esperado após correção para sua escolaridade (ensino médio completo). A tomografia computadorizada de crânio evidencia atrofia cortical predominante nos lobos frontal e temporal anteriores, de forma assimétrica, sem sinais de lesões vasculares extensas.
Com base no quadro clínico, cognitivo e no exame de imagem, a causa mais provável dessa condição é: