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Instrução: Leia trechos da matéria da Veja (Ed.2628): “A escola não pode ser uma ilha” – entrevista com a professora Débora Galofaro, uma das dez melhores professoras do mundo, finalista do Nobel da educação – Global Teacher Prize/2019, e responda às questões 09 e 10.


Até hoje a maioria das experiências de levar tecnologia para a escola naufragou. Por quê?

Muitos professores encaram a tecnologia como um fim em si mesmo, e não como um instrumento para capturar a atenção dos alunos com o uso de uma linguagem que conhecem. No caso da robótica, eles absorvem conceitos de física, química, matemática, melhoram o português ao preencher fichas científicas e ainda desenvolvem habilidades valiosas neste século XXI, como colaboração e capacidade de juntar as peças e solucionar problemas.


As escolas brasileiras são refratárias a atividades que mudam a rotina?

São. Em geral, insistem no modelo antiquado da lousa e do giz, com o professor à frente, falando. Permanecem na fórmula 1.0, quando o mundo está na era 4.0, em rápida transformação. A escola não pode mais ser uma ilha, fechada ao que se passa fora dela, na sociedade. O problema é que o professor não foi ensinado a abrir os portões, mas a se limitar ao próprio quadrado. Passei anos em uma indústria de circuitos elétricos e, quando resolvi deixar o emprego para dar aula, cheguei com uma visão mais aberta do mundo à minha volta. Isso me ajudou bastante.

Quanto a aspectos linguísticos e textuais no texto, assinale a afirmativa correta.

 

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