Magna Concursos
2135229 Ano: 2020
Disciplina: História
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cacimba Dentro-PB
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Iranilson Buriti e Leonardo dos Santos (2015, p. 142), ao abordarem a história da doença e, especificamente, da varíola na Paraíba no início do século XX, pesquisaram os discursos médicos da época comumente voltados para a crítica ao comportamento da população local que recusava os benefícios do poder da ciência: segundo o médico Maroja era inaceitável que em uma localidade dita “culta” e “civilizada” ainda houvesse o contágio de doenças como a varíola, sobretudo depois que “a ciencia, ratificada pelas comprovações da pratica, evidenciou a possibilidade de extinguil-as e ensinou os meios de evita-las”, sendo sua existência, desde então, “um crime e uma desumanidade”. Maroja considerava que mesmo os analfabetos e os “ignorantes” não desconheciam as capacidades curativas da vacinação, mas resistiam a ela sob a alegação de que temiam “botar peste no corpo”. Por isso, a população paraibana, apesar dos esforços das autoridades sanitárias, “só procura a vaccina preventiva quando a epidemia irrompe”'.

Analise as sentenças abaixo, tendo como parâmetro as repercussões dos discursos sobre a epidemia da varíola.

I- Ao invés de recorrer a vacinação e revacinação a população apelava para a proteção divina, por meio de promessas e procissões. Recorria também à aplicação de sanguessugas ou à prática das sangrias atraída pela crença de que seria importante retirar a doença do organismo.

II- Na Paraíba, como em outros Estados brasileiros, a população reagiu à obrigatoriedade da vacina em mobilizações contra governos e médicos através de revoltas.

III- A varíola possuía uma alta letalidade apenas nas crianças.

É CORRETO o que se afirma em:

 

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