POEMA
Augusto Frederico Schmidt
Meu amor
Há em ti a grave beleza da infância
Meu amor, há em ti algo do que não foi
o soluço que ninguém ouviu
a lágrima que não desceu de um olhar
ferido demais para chorar.
Meu amor, como te vejo incerta
do teu próprio mistério?!
Tuas mãos estão quietas
e sobre os teus cabelos
Meu amor, há em ti algo do que não foi
o soluço que ninguém ouviu
a lágrima que não desceu de um olhar
ferido demais para chorar.
Meu amor, como te vejo incerta
do teu próprio mistério?!
Tuas mãos estão quietas
e sobre os teus cabelos
a luz da estrela da tarde pousou
como um pássaro, no seu primeiro voo.
SCHMIDT, Augusto Frederico. Poemas de amor. São Paulo: Global, 1988.
Em relação aos 2 últimos versos do poema, pode-se dizer que: