Atentemos para a seguinte reflexão apresentada pelo historiador Nicolau Sevcenko, em um importante livro por ele escrito seu livro O Renascimento.
“Se a complexidade que o movimento renascentista representou deve ser vista como a raiz de nossa consciência moderna, então não se deve ressaltar apenas a dimensão metódica e harmoniosa em torno de um só eixo dessa consciência. Deve haver nela um espaço equivalente para a fantasia, a angustia, o desejo, a vontade, a sensação e o medo também. Neste sentido é que estaríamos mergulhando fundo em nossa raiz, neste sentido é que seríamos realmente radicais e poderíamos declarar como Lord Macbeth:
“Ouso tudo o que é próprio de um homem;
Quem ousar fazer mais do que isso, não o é?”.
Quem ousar fazer mais do que isso, não o é?”.
Considerando o trecho selecionado e a citação utilizada pelo historiador, podemos afirmar que sua reflexão se desdobra sobre um importante fenômeno cultural no seio das transformações entre a medievalidade e a modernidade ocidental. O historiador Sevcenko trata: