Magna Concursos
2386029 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: FAEPESUL
Orgão: Pref. Tubarão-SC
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LEITURA: UMA ARQUICOMPETÊNCIA

William Cer

Na sociedade contemporânea, em que se multiplicam diferentes linguagens, mídias e suportes, a leitura conquistou um papel de destaque na última década, sobretudo no contexto das discussões em torno da “aprendizagem para a cidadania” ou do “aprender a aprender”, já que é ela que pe rmite ao estudante introduzir-se nas práticas sociais de linguagem e na vida profissional, seja navegando na Internet, seja lendo um artigo científico ou uma história em quadrinhos, seja lendo gráficos e tabelas de economia.

Contudo, a despeito dessa valorização da leitura, o desempenho de nossos alunos, quanto ao desenvolvimento de capacidade leitora, tem-se mostrado bastante insatisfatório.

Os maus resultados dos alunos nessas avaliações têm demonstrado que é necessário rever os
objetivos e as práticas de leitura na esfera escolar, repensando inclusive o conjunto de conteúdos e a natureza de seus objetos de ensino.

Ainda que haja grande interesse hoje sobre conceitos como competência leitora e habilidades de leitura, as práticas de leitura pouco mudara m. Nas aulas de língua portuguesa de muitas escolas, ainda predomina um ensino voltado para a descrição da língua. Em leitura, predomina quase, exclusivamente, a abordagem do texto literário, sobre o qual se criam poucas oportunidades para o estudante real izar operações mais complexas.

Durante muito tempo se acreditou que, ao ensinar o estudante a ler um texto literário de época e relacioná-lo ao seu contexto de produção, isso seria suficiente para que ele lesse qualquer tipo de texto, em qualquer gênero, de qualquer área. Evidentemente que isso não é verdade. As habilidades de leitura, que se expressam por esquemas de ação – dos mais simples aos mais complexos, como observar, identificar, analisar, inferir, interpretar, concluir, etc. - , requerem objetos de estudo específicos. Daí a importância de trabalhar com diversidade de textos, gêneros, suportes e linguagens numa perspectiva interdisciplinar ou transdisciplinar.

A competência leitora não é uma simples competência. É, na verdade, uma arquicompetência, já que perpassa o conjunto das operações cognitivas em todas as áreas. Como tal, não cabe, exclusivamente, aos professores de língua portuguesa, a tarefa de ensinar leitura. Em cada disciplina ou área, todos os professores, com os seus objetos de ensino específicos, devem ensinar a ler os textos
(tabelas, gráficos, mapas, estatísticas, pinturas, etc.) e, assim, desenvolver habilidades de leitura em sua área. Contudo, ao professor de língua portuguesa, como especialista em linguagem, cabe liderar o processo, subsidiando e orientando os colegas quanto ao modo mais eficaz de desenvolver a competência leitora.

Conforme o texto de CEREJA, é correto afirmar que:

 

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