Por “brecha” não entendemos, de forma alguma, um elemento que pusesse em perigo, mudasse drasticamente ou diminuísse o sistema escravista. A analogia com uma brecha na muralha de uma fortaleza assediada seria algo totalmente equivocado. O que queremos descrever é uma brecha para o escravizado, como se diria hoje, “um espaço”, situado sem dúvida dentro do sistema, mas abrindo possibilidades inéditas para atividades autônomas dos cativos.
No Brasil colonial, a “brecha” abordada no texto representou uma flexibilização, ao possibilitar ao escravizado