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Texto:
— O senhor não tem relógio?
— Não.
— E como faz para saber as horas?
— Não sei.
— Mas precisa saber as horas!
— Para quê?
— Para não se atrasar!
— Eu nunca me atraso.
— Como não?
— Chego sempre na hora que quero.
SABINO, Fernando. O homem nu. Rio de Janeiro: Record, 1997. Adaptado.
No diálogo, a fala “Chego sempre na hora que quero” rompe com a expectativa do interlocutor ao apresentar o desejo individual como referência para a chegada.

Em uma reformulação que preserve esse sentido, está de acordo com a norma-padrão a seguinte construção:
 

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