“Vivemos atualmente em uma cultura de redes comunicacionais
que vêm alterando não somente as relações sujeito/
sujeito, mas também as relações sujeito/conhecimento
que nos obrigam a rever e ampliar este constructo de realidade
social.” (MARQUES, 1999 p. 92). Com base nessa
colocação, a autora propõe, para o ensino da dança no
contexto escolar, discutir elementos que permitam pensar
e desenvolver um trabalho voltado para a experiência estética,
a expressão do ser humano e a educação social do
indivíduo. Em situações educacionais, espera-se que
Sabe-se que a cultura grega foi impregnada de dança.
Imagens e documentos antigos mostram a sua presença
em diversos ambientes e contextos. Nessa perspectiva, a
história revela que a dança neste período histórico
Na perspectiva de uma educação crítica na área de dança,
não se pode deixar de considerar e analisar as múltiplas
relações com a sociedade. Nesse sentido, é necessário incorporar
no ensino da dança
Quanto aos procedimentos metodológicos e didáticos
para o ensino da dança, percebe-se a necessidade de refletir
acerca dos papéis dos sujeitos envolvidos, ou seja,
da relação e participação do professor e estudante no processo
pedagógico. Dessa forma, levando em conta os estudantes
como sujeitos do processo de ensino-aprendizagem,
bem como o desafio de ampliar o papel do professor,
é preciso considerar que este profissional
Que tipo de contração (concêntrica/excêntrica) e de ação (agonista/antagonista) é acionado nos músculos responsáveis pelos movimentos de flexão e extensão do joelho durante a execução do Sauté?
A dança contemporânea é uma importante arte no contexto
da atualidade e vem constituindo uma linguagem inovadora,
plural e criativa. Pode-se dizer que esta dança
No ensino da dança permanecem fortes as influências do
balé clássico, que ainda representa um ideal de corpo e
um modelo hegemônico, portanto, uma concepção de corpo
e de técnica. Entretanto, pode-se observar que as correntes
modernas da dança e da educação propõem pensar
e ampliar a perspectiva para o ensino da dança. Rudolf
Laban foi um dos precursores deste movimento. O objetivo
central da proposta de Laban para a dança é compreender
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), a
linguagem da dança tem como desafio trabalhar com os
temas transversais e ao mesmo tempo dialogar com os
seus conteúdos específicos. Nesse sentido, pode-se vislumbrar
uma aproximação da dança com as questões sobre
pluralidade cultural. Isabel Marques (2007, p. 42) diz
que “O trabalho educativo, portanto, poderá pautar-se na
apreciação das diferenças: o que um corpo maduro pode
fazer que um corpo jovem não consegue e vice-versa?
Que diferenças e significados isso apresenta na interpretação
e criação de danças? Até que ponto essas relações
presentes na dança têm ligação ou são expressão de nossas
vivências sociais?”. Nesta direção, a autora ressalta
que o trabalho com dança, na perspectiva da diversidade
e da inclusão, deve enfatizar aspectos, como:
Na década de 60, muitos modernos pós-Martha Graham
ainda mantiveram relações estruturais com balé clássico,
porém outros romperam com os modelos vigentes criando
uma nova dança, entre eles Merce Cunningham. Sua nova
dança trouxe ideias inovadoras, como
“No Brasil, uma sociedade extremamente dançante, a música e a dança fazem parte de nosso dia-a-dia e estão intrinsecamente associadas” (Strazzacappa, 2001, p.47).
Se o Brasil vende e revende a imagem de um país que dança, por que nas escolas o ensino é tão incipiente? Percebe-se uma contradição, a dança apenas reproduz modelos tecnicistas, e ainda não se legitimou no contexto escolar como possibilidade para formação humana. Nesse processo de formação a dança na escola hoje deve: