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3397512 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

No segundo parágrafo do texto, apesar de tratar do racismo como preconceito, o autor “muda um pouco de área” e traz exemplos. Esse procedimento funciona como:

 

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3397511 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; ―O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, ―de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essaé a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão ―de cor‖, enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de
dezembro de 2020
.

Considere o texto “Linguagem e preconceito”, de Antonio Carlos Prado, publicado na Revista IstoÉ, no dia 27 de novembro de 2020 e marque a ÚNICA alternativa INCORRETA em relação ao preconceito, tal como é mostrado pelo autor:

 

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3397502 Ano: 2021
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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Qual das atrizes abaixo faleceu em decorrência de complicações associadas à covid-19? Assinale a alternativa correta:

 

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3397501 Ano: 2021
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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Qual foi a primeira capital oficial da recémcriada Província do Paraná em 1853? Assinale a alternativa correta:

 

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3397500 Ano: 2021
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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Dentre as opções abaixo, qual foi o maior parceiro comercial do Paraná nos últimos dois anos? Assinale a alternativa correta:

 

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3397499 Ano: 2021
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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Qual dos portos abaixo fica na região Sul do Brasil? Assinale a alternativa correta:

 

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3397498 Ano: 2021
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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Qual cidade brasileira foi a principal sede dos jogos olímpicos de 2016? Assinale a alternativa correta: 4

 

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3397497 Ano: 2021
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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Durante a pandemia em 2020, um potencial diferencial do Brasil em relação a outras grandes economias ocidentais foi o seu sistema público de saúde. Qual dos nomes abaixo se refere a um documento diretamente relacionado à implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil? Assinale a alternativa correta:

 

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3397496 Ano: 2021
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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Na segunda década do século XX, o Brasil também passou por uma violenta pandemia que assolou boa parte do mundo. Nas opções abaixo, qual dos nomes se refere a esse episódio? Assinale a alternativa correta:

 

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3397555 Ano: 2021
Disciplina: Contabilidade Pública
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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Na Contabilidade pública, as despesas obedecem um trâmite diferenciado em relação à contabilidade empresarial, visto a grande quantidade de controles. Uma das grandes diferenças entre a contabilidade pública e a privada é a forma como são realizados os registros das despesas, especialmente no aspecto orçamentário. Analise as afirmativas abaixo que trata deste tema:

I - O registro da despesa no sistema patrimonial dos Entes públicos ocorre sempre simultaneamente com a liquidação da despesa.

II - No sistema orçamentário a despesa ocorre no momento da emissão da nota de empenho, enquanto que no sistema patrimonial dos Entes públicos a despesa ocorre pelo princípio da competência.

III - O empenho por estimativa para o sistema orçamentário tem características semelhantes à provisão de despesa para o sistema patrimonial.

Estão corretas:

Questão Desatualizada

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