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Foram encontradas 180 questões.

616434 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

O problema da linguagem preocupou, desde o início, os membros da Comissão Revisora e Elaboradora do Novo Código Civil, lembrados de que, quando da elaboração do Código de 1916, tais questões se traduziram em uma preferência pela forma em detrimento da matéria jurídica.

Embora seja belo ideal a ser atingido — o da composição dos valores formais com os da técnica jurídica —, nem sempre será possível atendê-lo, não se podendo deixar de dar preferência, vez por outra, à linguagem do jurista, sempre vinculada a exigências inamovíveis de certeza e segurança.

O problema da linguagem é inseparável do conteúdo essencial daquilo que se quer comunicar, quando não se visaapenas a informar, mas também a fornecer modelos e diretivas de ação. A linguagem de um código não se dirige a meros espectadores, mas se destina antes aos protagonistas prováveis da conduta regulada. Como o comportamento deles implicará sanções premiais ou punitivas, forçoso é que a beleza formal dos preceitos não comprometa a clareza e precisão daquilo que se enuncia e se exige.

Com essa compreensão da linguagem jurídica, ver-se-á que, apesar de nosso propósito de elaborar uma legislação dotada de efetivo valor operacional, não descuidamos da forma. Procuramos, em última análise, preservar a beleza formal do Código de 1916, modelo insuperável da vernaculidade, reconhecendo que uma lei bela já é meio caminho andado para a comunicação da justiça.

Miguel Reale. O problema da linguagem. Exposição de Motivos do Supervisor da Comissão Revisora e Elaboradora do Código Civil (1975). In: Novo Código Civil: Exposição de motivos e texto sancionado. Brasília: Senado Federal, 2003, p. 35-3 (com adaptações).

Acerca das ideias e estruturas do texto acima, julgue o próximo item.

Ao empregar pronome e formas verbais na terceira pessoa do plural — em “nosso propósito”, “não descuidamos da forma” e “Procuramos (...) preservar” —, o autor adota o chamado plural de modéstia, com o que deseja fugir à responsabilidade de ter elaborado o novo Código Civil.

 

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616433 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Na literatura, verdade e beleza não se excluem, mas integram-se e completam-se, em uma relação de afinidade. Isso não impede a existência de problemas, como, por exemplo, o das mudanças dos cânones estéticos: cada cultura, cada povo, época e lugar, cada classe social tem uma compreensão diferente da estética ou, ao menos, um protótipo diferente de beleza. Evidentemente, isso não nega certa universalização da estética, mas o problema hermenêutico permanece.

Se a literatura põe a lógica a serviço da beleza, no sentido de que o autor pode mudar a ordem do mundo ou mesmo da linguagem para fazê-la “mais bela”, ela põe também a estética a serviço da verdade: ela declara a verdade pelo belo e através dele. A alternativa beleza/verdade é falsa, pois a obra pode ser bela e verdadeira ao mesmo tempo.

Antonio Manzatto. Teologia e literatura: reflexão teológica

a partir da antropologia contida nos romances de Jorge Amado. São Paulo: Edições Loyola, 1994, p. 27 (com adaptações).

Julgue o item, referente às ideias e às estruturas do texto acima.

Mantendo-se a correção gramatical e as relações semânticas do texto, seu último período poderia ser assim reescrito: Haja vista que a obra literária pode ser, a um só tempo, bela e verdadeira, a dicotomia beleza/verdade não procede.

 

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616432 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Na literatura, verdade e beleza não se excluem, mas integram-se e completam-se, em uma relação de afinidade. Isso não impede a existência de problemas, como, por exemplo, o das mudanças dos cânones estéticos: cada cultura, cada povo, época e lugar, cada classe social tem uma compreensão diferente da estética ou, ao menos, um protótipo diferente de beleza. Evidentemente, isso não nega certa universalização da estética, mas o problema hermenêutico permanece.

Se a literatura põe a lógica a serviço da beleza, no sentido de que o autor pode mudar a ordem do mundo ou mesmo da linguagem para fazê-la “mais bela”, ela põe também a estética a serviço da verdade: ela declara a verdade pelo belo e através dele. A alternativa beleza/verdade é falsa, pois a obra pode ser bela e verdadeira ao mesmo tempo.

Antonio Manzatto. Teologia e literatura: reflexão teológica

a partir da antropologia contida nos romances de Jorge Amado. São Paulo: Edições Loyola, 1994, p. 27 (com adaptações).

Julgue o item, referente às ideias e às estruturas do texto acima.

Feitas as necessárias adaptações de grafia e pontuação, o advérbio “Evidentemente” poderia ser deslocado para o final do período em que se encontra, sem que houvesse prejuízo para a correção gramatical e o sentido original do texto.

 

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616431 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Na literatura, verdade e beleza não se excluem, mas integram-se e completam-se, em uma relação de afinidade. Isso não impede a existência de problemas, como, por exemplo, o das mudanças dos cânones estéticos: cada cultura, cada povo, época e lugar, cada classe social tem uma compreensão diferente da estética ou, ao menos, um protótipo diferente de beleza. Evidentemente, isso não nega certa universalização da estética, mas o problema hermenêutico permanece.

Se a literatura põe a lógica a serviço da beleza, no sentido de que o autor pode mudar a ordem do mundo ou mesmo da linguagem para fazê-la “mais bela”, ela põe também a estética a serviço da verdade: ela declara a verdade pelo belo e através dele. A alternativa beleza/verdade é falsa, pois a obra pode ser bela e verdadeira ao mesmo tempo.

Antonio Manzatto. Teologia e literatura: reflexão teológica

a partir da antropologia contida nos romances de Jorge Amado. São Paulo: Edições Loyola, 1994, p. 27 (com adaptações).

Julgue o item, referente às ideias e às estruturas do texto acima.

Mantendo-se a correção gramatical e as relações semânticas originalmente construídas pelo autor, o trecho “não se excluem, mas integram-se e completam-se” pode ser assim reescrito: não se excluem, contudo, integram-se e completam-se.

 

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616430 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Na literatura, verdade e beleza não se excluem, mas integram-se e completam-se, em uma relação de afinidade. Isso não impede a existência de problemas, como, por exemplo, o das mudanças dos cânones estéticos: cada cultura, cada povo, época e lugar, cada classe social tem uma compreensão diferente da estética ou, ao menos, um protótipo diferente de beleza. Evidentemente, isso não nega certa universalização da estética, mas o problema hermenêutico permanece.

Se a literatura põe a lógica a serviço da beleza, no sentido de que o autor pode mudar a ordem do mundo ou mesmo da linguagem para fazê-la “mais bela”, ela põe também a estética a serviço da verdade: ela declara a verdade pelo belo e através dele. A alternativa beleza/verdade é falsa, pois a obra pode ser bela e verdadeira ao mesmo tempo.

Antonio Manzatto. Teologia e literatura: reflexão teológica

a partir da antropologia contida nos romances de Jorge Amado. São Paulo: Edições Loyola, 1994, p. 27 (com adaptações).

Julgue o item, referente às ideias e às estruturas do texto acima.

o sinal de dois- pontos poderia ser substituído por pois, precedido de vírgula, sem que houvesse prejuízo à coerência do texto.

 

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616429 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Em 1819, o poeta John Keats, um expoente do movimento romântico, escreveu: “a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que precisas saber”. (Perdoem-me pela tradução amadora.)

Aqui, podemos perguntar: qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e físicos atribuem beleza a teoremas e teorias, criando uma estética da “verdade”. Os mais belos são aqueles que explicam muito com pouco.

Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples: dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é conhecido como a lâmina de Ockham, atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século XIV.

Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade, o que parece guardar relação com o monoteísmo judaico-cristão nas ciências. Melhor é defender a matemática como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.

Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item que se segue.

Segundo o texto, na ciência, beleza, verdade e simplicidade são indissociáveis.

 

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616428 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Em 1819, o poeta John Keats, um expoente do movimento romântico, escreveu: “a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que precisas saber”. (Perdoem-me pela tradução amadora.)

Aqui, podemos perguntar: qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e físicos atribuem beleza a teoremas e teorias, criando uma estética da “verdade”. Os mais belos são aqueles que explicam muito com pouco.

Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples: dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é conhecido como a lâmina de Ockham, atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século XIV.

Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade, o que parece guardar relação com o monoteísmo judaico-cristão nas ciências. Melhor é defender a matemática como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.

Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item que se segue.

No trecho “monoteísmo judaico-cristão nas ciências”, o adjetivo é grafado na sua forma mais conhecida, embora também estejam corretas as formas judaicocristão e judaico cristão.

 

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616427 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Em 1819, o poeta John Keats, um expoente do movimento romântico, escreveu: “a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que precisas saber”. (Perdoem-me pela tradução amadora.)

Aqui, podemos perguntar: qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e físicos atribuem beleza a teoremas e teorias, criando uma estética da “verdade”. Os mais belos são aqueles que explicam muito com pouco.

Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples: dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é conhecido como a lâmina de Ockham, atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século XIV.

Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade, o que parece guardar relação com o monoteísmo judaico-cristão nas ciências. Melhor é defender a matemática como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.

Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item que se segue.

Sem que se prejudicasse o sentido original do texto, o trecho “dadas duas ou mais explicações” poderia ser corretamente reescrito como em havendo duas ou mais explicações e como diante de duas ou mais explicações.

 

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616426 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Em 1819, o poeta John Keats, um expoente do movimento romântico, escreveu: “a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que precisas saber”. (Perdoem-me pela tradução amadora.)

Aqui, podemos perguntar: qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e físicos atribuem beleza a teoremas e teorias, criando uma estética da “verdade”. Os mais belos são aqueles que explicam muito com pouco.

Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples: dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é conhecido como a lâmina de Ockham, atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século XIV.

Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade, o que parece guardar relação com o monoteísmo judaico-cristão nas ciências. Melhor é defender a matemática como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.

Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item que se segue.

No trecho “um teólogo inglês do século XIV”, que serve como aposto apresentador de informações acerca de William de Ockham, o artigo indefinido poderia ser omitido sem que se prejudicasse a correção gramatical do texto.

 

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616425 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Em 1819, o poeta John Keats, um expoente do movimento romântico, escreveu: “a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que precisas saber”. (Perdoem-me pela tradução amadora.)

Aqui, podemos perguntar: qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e físicos atribuem beleza a teoremas e teorias, criando uma estética da “verdade”. Os mais belos são aqueles que explicam muito com pouco.

Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples: dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é conhecido como a lâmina de Ockham, atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século XIV.

Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade, o que parece guardar relação com o monoteísmo judaico-cristão nas ciências. Melhor é defender a matemática como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.

Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item que se segue.

O texto adquiriria um tom mais formal caso o trecho entre parênteses, no final do primeiro parágrafo, fosse substituído por Tradução minha ou Tradução do autor.

 

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