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Na literatura, verdade e beleza não se excluem, mas integram-se e completam-se, em uma relação de afinidade. Isso não impede a existência de problemas, como, por exemplo, o das mudanças dos cânones estéticos: cada cultura, cada povo, época e lugar, cada classe social tem uma compreensão diferente da estética ou, ao menos, um protótipo diferente de beleza. Evidentemente, isso não nega certa universalização da estética, mas o problema hermenêutico permanece.
Se a literatura põe a lógica a serviço da beleza, no sentido de que o autor pode mudar a ordem do mundo ou mesmo da linguagem para fazê-la “mais bela”, ela põe também a estética a serviço da verdade: ela declara a verdade pelo belo e através dele. A alternativa beleza/verdade é falsa, pois a obra pode ser bela e verdadeira ao mesmo tempo.
Antonio Manzatto. Teologia e literatura: reflexão teológica
a partir da antropologia contida nos romances de Jorge Amado. São Paulo: Edições Loyola, 1994, p. 27 (com adaptações).
Julgue o item, referente às ideias e às estruturas do texto acima.
Mantendo-se a correção gramatical e as relações semânticas do texto, seu último período poderia ser assim reescrito: Haja vista que a obra literária pode ser, a um só tempo, bela e verdadeira, a dicotomia beleza/verdade não procede.
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Na literatura, verdade e beleza não se excluem, mas integram-se e completam-se, em uma relação de afinidade. Isso não impede a existência de problemas, como, por exemplo, o das mudanças dos cânones estéticos: cada cultura, cada povo, época e lugar, cada classe social tem uma compreensão diferente da estética ou, ao menos, um protótipo diferente de beleza. Evidentemente, isso não nega certa universalização da estética, mas o problema hermenêutico permanece.
Se a literatura põe a lógica a serviço da beleza, no sentido de que o autor pode mudar a ordem do mundo ou mesmo da linguagem para fazê-la “mais bela”, ela põe também a estética a serviço da verdade: ela declara a verdade pelo belo e através dele. A alternativa beleza/verdade é falsa, pois a obra pode ser bela e verdadeira ao mesmo tempo.
Antonio Manzatto. Teologia e literatura: reflexão teológica
a partir da antropologia contida nos romances de Jorge Amado. São Paulo: Edições Loyola, 1994, p. 27 (com adaptações).
Julgue o item, referente às ideias e às estruturas do texto acima.
Feitas as necessárias adaptações de grafia e pontuação, o advérbio “Evidentemente” poderia ser deslocado para o final do período em que se encontra, sem que houvesse prejuízo para a correção gramatical e o sentido original do texto.
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Na literatura, verdade e beleza não se excluem, mas integram-se e completam-se, em uma relação de afinidade. Isso não impede a existência de problemas, como, por exemplo, o das mudanças dos cânones estéticos: cada cultura, cada povo, época e lugar, cada classe social tem uma compreensão diferente da estética ou, ao menos, um protótipo diferente de beleza. Evidentemente, isso não nega certa universalização da estética, mas o problema hermenêutico permanece.
Se a literatura põe a lógica a serviço da beleza, no sentido de que o autor pode mudar a ordem do mundo ou mesmo da linguagem para fazê-la “mais bela”, ela põe também a estética a serviço da verdade: ela declara a verdade pelo belo e através dele. A alternativa beleza/verdade é falsa, pois a obra pode ser bela e verdadeira ao mesmo tempo.
Antonio Manzatto. Teologia e literatura: reflexão teológica
a partir da antropologia contida nos romances de Jorge Amado. São Paulo: Edições Loyola, 1994, p. 27 (com adaptações).
Julgue o item, referente às ideias e às estruturas do texto acima.
Mantendo-se a correção gramatical e as relações semânticas originalmente construídas pelo autor, o trecho “não se excluem, mas integram-se e completam-se” pode ser assim reescrito: não se excluem, contudo, integram-se e completam-se.
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Na literatura, verdade e beleza não se excluem, mas integram-se e completam-se, em uma relação de afinidade. Isso não impede a existência de problemas, como, por exemplo, o das mudanças dos cânones estéticos: cada cultura, cada povo, época e lugar, cada classe social tem uma compreensão diferente da estética ou, ao menos, um protótipo diferente de beleza. Evidentemente, isso não nega certa universalização da estética, mas o problema hermenêutico permanece.
Se a literatura põe a lógica a serviço da beleza, no sentido de que o autor pode mudar a ordem do mundo ou mesmo da linguagem para fazê-la “mais bela”, ela põe também a estética a serviço da verdade: ela declara a verdade pelo belo e através dele. A alternativa beleza/verdade é falsa, pois a obra pode ser bela e verdadeira ao mesmo tempo.
Antonio Manzatto. Teologia e literatura: reflexão teológica
a partir da antropologia contida nos romances de Jorge Amado. São Paulo: Edições Loyola, 1994, p. 27 (com adaptações).
Julgue o item, referente às ideias e às estruturas do texto acima.
o sinal de dois- pontos poderia ser substituído por pois, precedido de vírgula, sem que houvesse prejuízo à coerência do texto.
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Em 1819, o poeta John Keats, um expoente do movimento romântico, escreveu: “a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que precisas saber”. (Perdoem-me pela tradução amadora.)
Aqui, podemos perguntar: qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e físicos atribuem beleza a teoremas e teorias, criando uma estética da “verdade”. Os mais belos são aqueles que explicam muito com pouco.
Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples: dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é conhecido como a lâmina de Ockham, atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século XIV.
Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade, o que parece guardar relação com o monoteísmo judaico-cristão nas ciências. Melhor é defender a matemática como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.
Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item que se segue.
Segundo o texto, na ciência, beleza, verdade e simplicidade são indissociáveis.
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Em 1819, o poeta John Keats, um expoente do movimento romântico, escreveu: “a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que precisas saber”. (Perdoem-me pela tradução amadora.)
Aqui, podemos perguntar: qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e físicos atribuem beleza a teoremas e teorias, criando uma estética da “verdade”. Os mais belos são aqueles que explicam muito com pouco.
Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples: dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é conhecido como a lâmina de Ockham, atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século XIV.
Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade, o que parece guardar relação com o monoteísmo judaico-cristão nas ciências. Melhor é defender a matemática como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.
Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item que se segue.
No trecho “monoteísmo judaico-cristão nas ciências”, o adjetivo é grafado na sua forma mais conhecida, embora também estejam corretas as formas judaicocristão e judaico cristão.
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Em 1819, o poeta John Keats, um expoente do movimento romântico, escreveu: “a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que precisas saber”. (Perdoem-me pela tradução amadora.)
Aqui, podemos perguntar: qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e físicos atribuem beleza a teoremas e teorias, criando uma estética da “verdade”. Os mais belos são aqueles que explicam muito com pouco.
Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples: dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é conhecido como a lâmina de Ockham, atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século XIV.
Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade, o que parece guardar relação com o monoteísmo judaico-cristão nas ciências. Melhor é defender a matemática como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.
Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item que se segue.
Sem que se prejudicasse o sentido original do texto, o trecho “dadas duas ou mais explicações” poderia ser corretamente reescrito como em havendo duas ou mais explicações e como diante de duas ou mais explicações.
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Em 1819, o poeta John Keats, um expoente do movimento romântico, escreveu: “a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que precisas saber”. (Perdoem-me pela tradução amadora.)
Aqui, podemos perguntar: qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e físicos atribuem beleza a teoremas e teorias, criando uma estética da “verdade”. Os mais belos são aqueles que explicam muito com pouco.
Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples: dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é conhecido como a lâmina de Ockham, atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século XIV.
Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade, o que parece guardar relação com o monoteísmo judaico-cristão nas ciências. Melhor é defender a matemática como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.
Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item que se segue.
No trecho “um teólogo inglês do século XIV”, que serve como aposto apresentador de informações acerca de William de Ockham, o artigo indefinido poderia ser omitido sem que se prejudicasse a correção gramatical do texto.
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Em 1819, o poeta John Keats, um expoente do movimento romântico, escreveu: “a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que precisas saber”. (Perdoem-me pela tradução amadora.)
Aqui, podemos perguntar: qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e físicos atribuem beleza a teoremas e teorias, criando uma estética da “verdade”. Os mais belos são aqueles que explicam muito com pouco.
Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples: dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é conhecido como a lâmina de Ockham, atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século XIV.
Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade, o que parece guardar relação com o monoteísmo judaico-cristão nas ciências. Melhor é defender a matemática como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.
Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item que se segue.
O texto adquiriria um tom mais formal caso o trecho entre parênteses, no final do primeiro parágrafo, fosse substituído por Tradução minha ou Tradução do autor.
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A beleza, ao longo de sua história, esteve atrelada ao logos filosófico, à racionalidade como medida e regra. O feio, seu oposto e seu negativo, é aquilo que escapa a essa medida racionalmente forjada. Quando elevado ao nível de questão teórica, o feio sempre disse respeito ao que deveria ser devolvido às forças luminosas da beleza, à sua promessa de reconciliação com a vida, a sociedade, a verdade ou o divino.
O que ainda merece enfrentamento diz respeito à construção desse lugar como negativo: o ideal de beleza foi construído ao lado dos padrões da verdade e do bem, eles mesmos alcançados por meio de uma luminosidade da razão (nos períodos em que a filosofia esboça-se sob vozes iluministas — mesmo na Grécia antiga) e como tentativa de recondução das formas desarmônicas a um padrão.
Theodor Adorno defendeu no século XX a ideia de que a beleza toma forma na recusa do antigo objeto de temor e de que o feio vem a ser assim considerado apenas a partir do seu fim, daquilo para o que deveria destinar-se. Segundo a tese de Adorno, o feio é um retorno da violência arcaica, e a beleza é o que aparece como violência enquanto tentativa de dominação de um horror como que ancestral, o horror advindo daquilo que é o pré-cultural, o pré-linguístico, o anterior à racionalidade, e a ela não subsumível.
Marcia Tiburi. Toda beleza é difícil. Esboço de críticas sobre as relações entre metafísica, estética e mulheres na filosofia. In: Marcia Tiburi et al. As mulheres e a filosofia. São Leopoldo: Unisinos, 2002, p. 44-5 (com adaptações).
Com referência ao texto acima, julgue o seguinte item.
No último parágrafo, constrói-se uma relação da violência tanto com a feiura quanto com a beleza; enquanto o feio está ligado à violência do mundo não racional, o belo é violento por tentar subjugar esse mundo.
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