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Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.
AÇÃO DO CORAÇÃO
Foi num impulso. Em uma manhã, ao olhar no espelho,
decidi que não queria mais ter a cara de sempre. No dia seguinte,
então, fui confiante, pé ante pé, a um salão de beleza perto de
casa. Entrei no lugar com o cabelo no meio das costas e saí de lá,
minutos depois, tomando vento na nuca, com o corte mais
dramático que já havia feito em toda a minha vida. De bônus,
ainda ganhei a lembrança de ter à minha volta um grupo enorme
de pessoas que parou tudo que estava fazendo só para observar
o meu nervosismo e deslumbre enquanto a cabeleireira me dava,
a cada tesourada, uma nova cara.
Esse momento, aos 22 anos, foi meu primeiro ato de
coragem. Até aquele dia, eu sempre havia enxergado a vida como
um barquinho que eu não podia balançar muito: era preferível só
mesmo navegar de maneira constante, evitando as águas mais
agitadas das mudanças. Valia para o corte de cabelo, mas
também para minha postura no dia a dia, com receio do que
pensariam sobre mim se eu saísse um pouco da linha. Era melhor,
então, não chamar atenção, não perturbar, viver dentro de
normas preestabelecidas e, quem sabe, ficar em paz.
Mas havia algo de desagradável e amargo nessa escolha.
Permanecer na bonança era confortável. Mas era, também, ficar
na superfície da vida. Além de ser cômodo e preguiçoso, evitar
qualquer mudança, por menor que fosse, era também abrir mão
de saber mais sobre o mundo e sobre quem eu era dentro dele.
Era ser ignorante e indiferente às possibilidades à minha volta –
em nome de uma tranquilidade que eu nem sabia se queria de
verdade.
Foi na cadeira do salão de beleza que provei da literal
definição da palavra “coragem”: ela vem do latim e quer dizer
“ação do coração”. Significa deixar que nossos atos mostrem ao
mundo quem somos, por inteiro e de verdade – os potenciais, as
imperfeições, as forças e fraquezas.
Com muitos centímetros a menos de cabelo, sendo forçada
a não esconder mais meu rosto, passei a ficar frente a frente com
uma outra versão de mim toda vez que via meu reflexo. Foi como
sair de uma carcaça velha e me entregar ao mundo sem
possibilidade de voltar atrás. Sem máscaras. Por causa do novo
rosto, experimentei diariamente medo e êxtase. E percebi que
para sair do primeiro sentimento e chegar ao segundo, só existia
um caminho: erguer a cabeça e ser corajosa.
A coragem, especialmente quando atrelada a mudanças, é
engrandecedora por um motivo simples: ela sempre tem o medo
como ponto de partida. Não dá para ser corajoso sem que haja
algo que nos assuste à nossa frente, uma atitude. Só a partir disso
é possível permitir que a ação do coração entre em cena. Vale
para uma mudança no visual, mas também para pôr em prática
nossos valores quando o mundo nos oprime, para assumir erros
quando descobrimos que machucamos alguém e até para contar
nossa história.
Nunca será confortável. O resultado será sempre
imprevisível – e, às vezes, pode não ser agradável. Mas a coragem
é nossa atitude mais libertadora porque, sendo uma estrada por
vezes espinhosa, é o único caminho em linha reta para o
autoconhecimento e, logo, para o amor-próprio.
(Texto adaptado. Rafaela Carvalho)
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No último período do 4º parágrafo, em “Nenhum destes
poderes, entretanto, é mais poderoso do que outro,
devendo agir para limitar, caso outro membro da tríade vá
além de suas prerrogativas.”, o período é:
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O pronome átono está colocado CORRETAMENTE apenas
em:
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Quanto ao emprego do SE, a opção que NÃO atende à
modalidade culta da língua portuguesa é:
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Internet mais segura
Nos tempos de hoje, por um lado, você é dono da sua própria programação, comandando o tipo de conteúdo que quer assistir, por outro, a privacidade dos seus dados está, cada vez mais, ameaçada na Internet.
Os serviços de streaming (transmissão de vídeos e músicas pela Internet) mais conhecidos do mercado estão transformando o jeito de o consumidor assistir a filmes e séries, e até à famosa novela das nove, já que ele pode decidir o que quer, onde, como e quando preferir.
Contudo, deve haver preocupação com a segurança digital. Esse grande acesso às novas tecnologias tem aberto um importante nicho de informação muito vulnerável de ser roubado. Segundo dados do IBGE, em 2016, brasileiros conectados à Internet já somavam 64% de toda a população, ou seja, 116 milhões de usuários. E, de acordo com o Instituto AV-Test, um dos maiores do mundo em segurança digital, com sede na Alemanha, cerca de 122 de malwares (arquivos capazes de capturar senhas ou danificar computadores e celulares) foram criados em 2017. Para você ter uma ideia, o Brasil aparece no sétimo lugar entre os países que mais sofrem devido aos ciberataques.
Em função disso, é necessário que haja empenho em ajudar a construir uma Internet mais segura para todos. Destacamos o artigo sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que só deve entrar em vigor em agosto de 2020, mas já está trazendo impactos tanto para os consumidores quanto para as empresas.
Revista Proteste (julho 2019, texto adaptado)
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Do Espírito das Leis
Obra mais famosa do autor francês Charles de
Montesquieu, considerado um dos livros fundamentais
do Iluminismo, O Espírito das Leis é a base da divisão política
moderna dos três poderes. Um dos grandes filósofos do século
XVIII, pensador iluminista, deixou uma grande herança por meio
de suas obras. "Para melhor compreensão, desta obra, é preciso
que se observe que o que denomino virtude na República é o
amor à pátria, isto é, o amor à igualdade. Não é, em absoluto,
virtude moral, nem virtude cristã, e sim virtude política; é a mola
que faz mover o governo republicano, assim como a honra é a
mola que faz mover o governo na monarquia".
Em seus questionamentos, Montesquieu acaba por
concluir que a única lei a governar todos os povos humanos era a
criada pela Razão fornecida por Deus, o que os diferenciava dos
demais animais e os estimulava a viver em sociedade, em
respeito às leis naturais de busca de paz, alimentos... Entretanto,
o desenvolvimento da sociedade civil acabaria por gerar
confrontos. Passou a ser necessário, portanto, o estabelecimento
de leis, que variavam de acordo com cada sociedade.
De acordo com Montesquieu, existem três formas de
governo: Despotismo, Monarquia e República, sendo que apenas
o Despotismo é essencialmente corrompido. Isso decorre devido
ao fato que os déspotas tendem a empregar violência para se
manterem no poder. A monarquia, por sua vez, é considerada por
Montesquieu o mais efetivo governo, por meio do exercício da
autoridade com firmeza e honra pelo soberano.
Apesar disso, é fato que a sua proposta de divisão em
três poderes – o Executivo, o Legislativo e o Judiciário –
influenciou em grande medida os governos republicanos,
inclusive os atuais. De qualquer forma, o equilíbrio delineado por
Montesquieu funcionaria aproximadamente da mesma maneira
tanto em uma Monarquia quanto em uma República: o Executivo
exerceria influência sobre as questões civis, o Legislativo criaria as
leis mais apropriadas à sociedade, e o Judiciário fiscalizaria as
normas que regeriam determinado grupo humano. Nenhum
destes poderes, entretanto, é mais poderoso do que outro,
devendo agir para limitar, caso outro membro da tríade vá além
de suas prerrogativas.
Além de representar uma poderosa reflexão sobre a
natureza da raça humana, sua obra representou uma nova
abordagem a respeito da necessidade de equilíbrio político, que
influenciou não apenas a realidade imediata da França pré-revolucionária do século XVIII, mas também a futura sociedade
democrática. Embora apresente certas considerações datadas, a
obra ainda é bastante relevante no que diz respeito ao
entendimento das possíveis limitações de um governo
republicano.
https://www.infoescola.com - texto adaptado
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AÇÃO DO CORAÇÃO
Foi num impulso. Em uma manhã, ao olhar no espelho,
decidi que não queria mais ter a cara de sempre. No dia seguinte,
então, fui confiante, pé ante pé, a um salão de beleza perto de
casa. Entrei no lugar com o cabelo no meio das costas e saí de lá,
minutos depois, tomando vento na nuca, com o corte mais
dramático que já havia feito em toda a minha vida. De bônus,
ainda ganhei a lembrança de ter à minha volta um grupo enorme
de pessoas que parou tudo que estava fazendo só para observar
o meu nervosismo e deslumbre enquanto a cabeleireira me dava,
a cada tesourada, uma nova cara.
Esse momento, aos 22 anos, foi meu primeiro ato de
coragem. Até aquele dia, eu sempre havia enxergado a vida como
um barquinho que eu não podia balançar muito: era preferível só
mesmo navegar de maneira constante, evitando as águas mais
agitadas das mudanças. Valia para o corte de cabelo, mas
também para minha postura no dia a dia, com receio do que
pensariam sobre mim se eu saísse um pouco da linha. Era melhor,
então, não chamar atenção, não perturbar, viver dentro de
normas preestabelecidas e, quem sabe, ficar em paz.
Mas havia algo de desagradável e amargo nessa escolha.
Permanecer na bonança era confortável. Mas era, também, ficar
na superfície da vida. Além de ser cômodo e preguiçoso, evitar
qualquer mudança, por menor que fosse, era também abrir mão
de saber mais sobre o mundo e sobre quem eu era dentro dele.
Era ser ignorante e indiferente às possibilidades à minha volta –
em nome de uma tranquilidade que eu nem sabia se queria de
verdade.
Foi na cadeira do salão de beleza que provei da literal
definição da palavra “coragem”: ela vem do latim e quer dizer
“ação do coração”. Significa deixar que nossos atos mostrem ao
mundo quem somos, por inteiro e de verdade – os potenciais, as
imperfeições, as forças e fraquezas.
Com muitos centímetros a menos de cabelo, sendo forçada
a não esconder mais meu rosto, passei a ficar frente a frente com
uma outra versão de mim toda vez que via meu reflexo. Foi como
sair de uma carcaça velha e me entregar ao mundo sem
possibilidade de voltar atrás. Sem máscaras. Por causa do novo
rosto, experimentei diariamente medo e êxtase. E percebi que
para sair do primeiro sentimento e chegar ao segundo, só existia
um caminho: erguer a cabeça e ser corajosa.
A coragem, especialmente quando atrelada a mudanças, é
engrandecedora por um motivo simples: ela sempre tem o medo
como ponto de partida. Não dá para ser corajoso sem que haja
algo que nos assuste à nossa frente, uma atitude. Só a partir disso
é possível permitir que a ação do coração entre em cena. Vale
para uma mudança no visual, mas também para pôr em prática
nossos valores quando o mundo nos oprime, para assumir erros
quando descobrimos que machucamos alguém e até para contar
nossa história.
Nunca será confortável. O resultado será sempre
imprevisível – e, às vezes, pode não ser agradável. Mas a coragem
é nossa atitude mais libertadora porque, sendo uma estrada por
vezes espinhosa, é o único caminho em linha reta para o
autoconhecimento e, logo, para o amor-próprio.
(Texto adaptado. Rafaela Carvalho)
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Numere as palavras da esquerda de acordo com o processo de formação sugerido na coluna da direita.
( ) super-homem
( ) beliscar
( ) submarino
( ) vaivém
( ) embora
1. prefixação
2. sufixação
3. aglutinação
4. justaposição
5. parassíntese
A opção que contém a numeração em sequência correta, de cima para baixo, é:
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A opção em que foi observado o CORRETO emprego do
sinal indicativo da crase é:
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A opção em que todas as palavras são acentuadas em
obediência à mesma regra é:
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