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Foram encontradas 80 questões.

4251381 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Palhoça-SC

Acredita quem quer

Por Helô Bacichette

Algum tempo atrás, cruzando a Serra, vi uma daquelas tendas que surgem de repente

___ beira da estrada, onde se encontra de tudo um pouco: imagens de santos, tapetes, vasos,

quadros e esculturas de todos os tipos e tamanhos. Procurava uma pequena imagem para levar

comigo quando um homem se aproximou do atendente e fez um pedido inusitado.

— O senhor tem uma escultura de extraterrestre? — perguntou com naturalidade, como

quem pede um santo de devoção.

Falava sério. Segundo ele, os extraterrestres estavam por aí, observando tudo. Uma

estátua grande ajudaria a marcar presença, como quem acena para alguém que passa lá no

alto. O vendedor apontou para o fundo da tenda. Lá estavam eles: seres verdes de olhos

grandes, enfileirados ao lado de anjos e arcanjos, como se também aguardassem por quem

acreditasse neles. Enquanto o homem examinava as peças com atenção, fui tomada por uma

daquelas perguntas que não cabem em prateleiras: por que será que, mesmo quando

imaginamos o desconhecido, damos a ele formas tão parecidas com as nossas?

Fiquei pensando naquela convivência improvável: de um lado, santos de olhar

compassivo esperando as preces da Terra. Do outro, a ideia de um ET verde gigante, erguido

talvez no quintal de alguém, esperando ser visto do céu.

Talvez por isso eu tenha relacionado aquele acontecimento na tenda ___ notícia de um

rapaz do Paraná que afirmava ter presenciado a passagem de um objeto estranho no céu.

Bastou a história circular nas redes para surgirem dúvidas, piadas e julgamentos. A maioria

parecia convencida de que ele inventara tudo. Talvez sim. Talvez não. O que me chamou ___

atenção foi a rapidez com que decidimos o que é impossível. Quando o assunto desafia nossas

certezas, a descrença costuma correr mais depressa do que a curiosidade.

Naquela tenda de estrada, conviviam sem conflito o sagrado, o imaginado e o

inexplicável. Cada um levando para casa aquilo em que escolhia acreditar. Talvez seja assim

que o mundo se equilibre: entre a fé, a dúvida e a imaginação. Não sei se o homem encontrou

a estátua que procurava. Eu saí de lá com minha pequena imagem de santo e com uma dúvida

silenciosa: e se, de algum modo, aquele homem buscasse um espelho onde pudesse se

reconhecer?

Desde então, sempre que passo por alguma tenda de beira de estrada e vejo uma dessas

figuras verdes de olhos enormes, lembro daquele encontro improvável e sorrio sozinha. Porque,

no fim das contas, existem histórias que não precisam de provas nem explicações. Afinal, só

acredita quem quiser.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acredita-quem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um trecho retirado do texto em que o termo sublinhado NÃO seja um adjunto adverbial.
 

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4251380 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Palhoça-SC

Acredita quem quer

Por Helô Bacichette

Algum tempo atrás, cruzando a Serra, vi uma daquelas tendas que surgem de repente

___ beira da estrada, onde se encontra de tudo um pouco: imagens de santos, tapetes, vasos,

quadros e esculturas de todos os tipos e tamanhos. Procurava uma pequena imagem para levar

comigo quando um homem se aproximou do atendente e fez um pedido inusitado.

— O senhor tem uma escultura de extraterrestre? — perguntou com naturalidade, como

quem pede um santo de devoção.

Falava sério. Segundo ele, os extraterrestres estavam por aí, observando tudo. Uma

estátua grande ajudaria a marcar presença, como quem acena para alguém que passa lá no

alto. O vendedor apontou para o fundo da tenda. Lá estavam eles: seres verdes de olhos

grandes, enfileirados ao lado de anjos e arcanjos, como se também aguardassem por quem

acreditasse neles. Enquanto o homem examinava as peças com atenção, fui tomada por uma

daquelas perguntas que não cabem em prateleiras: por que será que, mesmo quando

imaginamos o desconhecido, damos a ele formas tão parecidas com as nossas?

Fiquei pensando naquela convivência improvável: de um lado, santos de olhar

compassivo esperando as preces da Terra. Do outro, a ideia de um ET verde gigante, erguido

talvez no quintal de alguém, esperando ser visto do céu.

Talvez por isso eu tenha relacionado aquele acontecimento na tenda ___ notícia de um

rapaz do Paraná que afirmava ter presenciado a passagem de um objeto estranho no céu.

Bastou a história circular nas redes para surgirem dúvidas, piadas e julgamentos. A maioria

parecia convencida de que ele inventara tudo. Talvez sim. Talvez não. O que me chamou ___

atenção foi a rapidez com que decidimos o que é impossível. Quando o assunto desafia nossas

certezas, a descrença costuma correr mais depressa do que a curiosidade.

Naquela tenda de estrada, conviviam sem conflito o sagrado, o imaginado e o

inexplicável. Cada um levando para casa aquilo em que escolhia acreditar. Talvez seja assim

que o mundo se equilibre: entre a fé, a dúvida e a imaginação. Não sei se o homem encontrou

a estátua que procurava. Eu saí de lá com minha pequena imagem de santo e com uma dúvida

silenciosa: e se, de algum modo, aquele homem buscasse um espelho onde pudesse se

reconhecer?

Desde então, sempre que passo por alguma tenda de beira de estrada e vejo uma dessas

figuras verdes de olhos enormes, lembro daquele encontro improvável e sorrio sozinha. Porque,

no fim das contas, existem histórias que não precisam de provas nem explicações. Afinal, só

acredita quem quiser.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acredita-quem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa correta sobre o sujeito do trecho a seguir, retirado do texto: “Bastou a história circular nas redes para surgirem dúvidas, piadas e julgamentos”.
 

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4251379 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Câm. Palhoça-SC

Acredita quem quer

Por Helô Bacichette

Algum tempo atrás, cruzando a Serra, vi uma daquelas tendas que surgem de repente

___ beira da estrada, onde se encontra de tudo um pouco: imagens de santos, tapetes, vasos,

quadros e esculturas de todos os tipos e tamanhos. Procurava uma pequena imagem para levar

comigo quando um homem se aproximou do atendente e fez um pedido inusitado.

— O senhor tem uma escultura de extraterrestre? — perguntou com naturalidade, como

quem pede um santo de devoção.

Falava sério. Segundo ele, os extraterrestres estavam por aí, observando tudo. Uma

estátua grande ajudaria a marcar presença, como quem acena para alguém que passa lá no

alto. O vendedor apontou para o fundo da tenda. Lá estavam eles: seres verdes de olhos

grandes, enfileirados ao lado de anjos e arcanjos, como se também aguardassem por quem

acreditasse neles. Enquanto o homem examinava as peças com atenção, fui tomada por uma

daquelas perguntas que não cabem em prateleiras: por que será que, mesmo quando

imaginamos o desconhecido, damos a ele formas tão parecidas com as nossas?

Fiquei pensando naquela convivência improvável: de um lado, santos de olhar

compassivo esperando as preces da Terra. Do outro, a ideia de um ET verde gigante, erguido

talvez no quintal de alguém, esperando ser visto do céu.

Talvez por isso eu tenha relacionado aquele acontecimento na tenda ___ notícia de um

rapaz do Paraná que afirmava ter presenciado a passagem de um objeto estranho no céu.

Bastou a história circular nas redes para surgirem dúvidas, piadas e julgamentos. A maioria

parecia convencida de que ele inventara tudo. Talvez sim. Talvez não. O que me chamou ___

atenção foi a rapidez com que decidimos o que é impossível. Quando o assunto desafia nossas

certezas, a descrença costuma correr mais depressa do que a curiosidade.

Naquela tenda de estrada, conviviam sem conflito o sagrado, o imaginado e o

inexplicável. Cada um levando para casa aquilo em que escolhia acreditar. Talvez seja assim

que o mundo se equilibre: entre a fé, a dúvida e a imaginação. Não sei se o homem encontrou

a estátua que procurava. Eu saí de lá com minha pequena imagem de santo e com uma dúvida

silenciosa: e se, de algum modo, aquele homem buscasse um espelho onde pudesse se

reconhecer?

Desde então, sempre que passo por alguma tenda de beira de estrada e vejo uma dessas

figuras verdes de olhos enormes, lembro daquele encontro improvável e sorrio sozinha. Porque,

no fim das contas, existem histórias que não precisam de provas nem explicações. Afinal, só

acredita quem quiser.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acredita-quem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa correta sobre as palavras que compõem o trecho a seguir, retirado do texto, considerando seu contexto de ocorrência: “de um lado, santos de olhar compassivo esperando as preces da Terra”.
 

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4251378 Ano: 2026
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Algum tempo atrás, cruzando a Serra, vi uma daquelas tendas que surgem de repente

___ beira da estrada, onde se encontra de tudo um pouco: imagens de santos, tapetes, vasos,

quadros e esculturas de todos os tipos e tamanhos. Procurava uma pequena imagem para levar

comigo quando um homem se aproximou do atendente e fez um pedido inusitado.

— O senhor tem uma escultura de extraterrestre? — perguntou com naturalidade, como

quem pede um santo de devoção.

Falava sério. Segundo ele, os extraterrestres estavam por aí, observando tudo. Uma

estátua grande ajudaria a marcar presença, como quem acena para alguém que passa lá no

alto. O vendedor apontou para o fundo da tenda. Lá estavam eles: seres verdes de olhos

grandes, enfileirados ao lado de anjos e arcanjos, como se também aguardassem por quem

acreditasse neles. Enquanto o homem examinava as peças com atenção, fui tomada por uma

daquelas perguntas que não cabem em prateleiras: por que será que, mesmo quando

imaginamos o desconhecido, damos a ele formas tão parecidas com as nossas?

Fiquei pensando naquela convivência improvável: de um lado, santos de olhar

compassivo esperando as preces da Terra. Do outro, a ideia de um ET verde gigante, erguido

talvez no quintal de alguém, esperando ser visto do céu.

Talvez por isso eu tenha relacionado aquele acontecimento na tenda ___ notícia de um

rapaz do Paraná que afirmava ter presenciado a passagem de um objeto estranho no céu.

Bastou a história circular nas redes para surgirem dúvidas, piadas e julgamentos. A maioria

parecia convencida de que ele inventara tudo. Talvez sim. Talvez não. O que me chamou ___

atenção foi a rapidez com que decidimos o que é impossível. Quando o assunto desafia nossas

certezas, a descrença costuma correr mais depressa do que a curiosidade.

Naquela tenda de estrada, conviviam sem conflito o sagrado, o imaginado e o

inexplicável. Cada um levando para casa aquilo em que escolhia acreditar. Talvez seja assim

que o mundo se equilibre: entre a fé, a dúvida e a imaginação. Não sei se o homem encontrou

a estátua que procurava. Eu saí de lá com minha pequena imagem de santo e com uma dúvida

silenciosa: e se, de algum modo, aquele homem buscasse um espelho onde pudesse se

reconhecer?

Desde então, sempre que passo por alguma tenda de beira de estrada e vejo uma dessas

figuras verdes de olhos enormes, lembro daquele encontro improvável e sorrio sozinha. Porque,

no fim das contas, existem histórias que não precisam de provas nem explicações. Afinal, só

acredita quem quiser.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acredita-quem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um trecho retirado do texto em que a palavra “se” tenha sido empregada como uma conjunção.
 

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4251377 Ano: 2026
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Algum tempo atrás, cruzando a Serra, vi uma daquelas tendas que surgem de repente

___ beira da estrada, onde se encontra de tudo um pouco: imagens de santos, tapetes, vasos,

quadros e esculturas de todos os tipos e tamanhos. Procurava uma pequena imagem para levar

comigo quando um homem se aproximou do atendente e fez um pedido inusitado.

— O senhor tem uma escultura de extraterrestre? — perguntou com naturalidade, como

quem pede um santo de devoção.

Falava sério. Segundo ele, os extraterrestres estavam por aí, observando tudo. Uma

estátua grande ajudaria a marcar presença, como quem acena para alguém que passa lá no

alto. O vendedor apontou para o fundo da tenda. Lá estavam eles: seres verdes de olhos

grandes, enfileirados ao lado de anjos e arcanjos, como se também aguardassem por quem

acreditasse neles. Enquanto o homem examinava as peças com atenção, fui tomada por uma

daquelas perguntas que não cabem em prateleiras: por que será que, mesmo quando

imaginamos o desconhecido, damos a ele formas tão parecidas com as nossas?

Fiquei pensando naquela convivência improvável: de um lado, santos de olhar

compassivo esperando as preces da Terra. Do outro, a ideia de um ET verde gigante, erguido

talvez no quintal de alguém, esperando ser visto do céu.

Talvez por isso eu tenha relacionado aquele acontecimento na tenda ___ notícia de um

rapaz do Paraná que afirmava ter presenciado a passagem de um objeto estranho no céu.

Bastou a história circular nas redes para surgirem dúvidas, piadas e julgamentos. A maioria

parecia convencida de que ele inventara tudo. Talvez sim. Talvez não. O que me chamou ___

atenção foi a rapidez com que decidimos o que é impossível. Quando o assunto desafia nossas

certezas, a descrença costuma correr mais depressa do que a curiosidade.

Naquela tenda de estrada, conviviam sem conflito o sagrado, o imaginado e o

inexplicável. Cada um levando para casa aquilo em que escolhia acreditar. Talvez seja assim

que o mundo se equilibre: entre a fé, a dúvida e a imaginação. Não sei se o homem encontrou

a estátua que procurava. Eu saí de lá com minha pequena imagem de santo e com uma dúvida

silenciosa: e se, de algum modo, aquele homem buscasse um espelho onde pudesse se

reconhecer?

Desde então, sempre que passo por alguma tenda de beira de estrada e vejo uma dessas

figuras verdes de olhos enormes, lembro daquele encontro improvável e sorrio sozinha. Porque,

no fim das contas, existem histórias que não precisam de provas nem explicações. Afinal, só

acredita quem quiser.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acredita-quem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas abaixo a respeito da palavra “inusitado” no seguinte trecho retirado do texto: “quando um homem se aproximou do atendente e fez um pedido inusitado”:

I. Trata-se de adjetivo que admite flexões de gênero, número e grau, podendo formar, nesta última, superlativo absoluto sintético.
II. São sinônimos possíveis e aceitáveis as palavras “incoerente” e “indistinto” nesse contexto de ocorrência.
III. Trata-se de uma palavra formada por derivação prefixal, com a adição do prefixo in- à palavra primitiva.

Quais estão corretas?
 

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4251376 Ano: 2026
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Algum tempo atrás, cruzando a Serra, vi uma daquelas tendas que surgem de repente

___ beira da estrada, onde se encontra de tudo um pouco: imagens de santos, tapetes, vasos,

quadros e esculturas de todos os tipos e tamanhos. Procurava uma pequena imagem para levar

comigo quando um homem se aproximou do atendente e fez um pedido inusitado.

— O senhor tem uma escultura de extraterrestre? — perguntou com naturalidade, como

quem pede um santo de devoção.

Falava sério. Segundo ele, os extraterrestres estavam por aí, observando tudo. Uma

estátua grande ajudaria a marcar presença, como quem acena para alguém que passa lá no

alto. O vendedor apontou para o fundo da tenda. Lá estavam eles: seres verdes de olhos

grandes, enfileirados ao lado de anjos e arcanjos, como se também aguardassem por quem

acreditasse neles. Enquanto o homem examinava as peças com atenção, fui tomada por uma

daquelas perguntas que não cabem em prateleiras: por que será que, mesmo quando

imaginamos o desconhecido, damos a ele formas tão parecidas com as nossas?

Fiquei pensando naquela convivência improvável: de um lado, santos de olhar

compassivo esperando as preces da Terra. Do outro, a ideia de um ET verde gigante, erguido

talvez no quintal de alguém, esperando ser visto do céu.

Talvez por isso eu tenha relacionado aquele acontecimento na tenda ___ notícia de um

rapaz do Paraná que afirmava ter presenciado a passagem de um objeto estranho no céu.

Bastou a história circular nas redes para surgirem dúvidas, piadas e julgamentos. A maioria

parecia convencida de que ele inventara tudo. Talvez sim. Talvez não. O que me chamou ___

atenção foi a rapidez com que decidimos o que é impossível. Quando o assunto desafia nossas

certezas, a descrença costuma correr mais depressa do que a curiosidade.

Naquela tenda de estrada, conviviam sem conflito o sagrado, o imaginado e o

inexplicável. Cada um levando para casa aquilo em que escolhia acreditar. Talvez seja assim

que o mundo se equilibre: entre a fé, a dúvida e a imaginação. Não sei se o homem encontrou

a estátua que procurava. Eu saí de lá com minha pequena imagem de santo e com uma dúvida

silenciosa: e se, de algum modo, aquele homem buscasse um espelho onde pudesse se

reconhecer?

Desde então, sempre que passo por alguma tenda de beira de estrada e vejo uma dessas

figuras verdes de olhos enormes, lembro daquele encontro improvável e sorrio sozinha. Porque,

no fim das contas, existem histórias que não precisam de provas nem explicações. Afinal, só

acredita quem quiser.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acredita-quem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a conjugação equivalente no tempo composto da forma verbal destacada no trecho a seguir: “A maioria parecia convencida de que ele inventara tudo”:
 

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Algum tempo atrás, cruzando a Serra, vi uma daquelas tendas que surgem de repente

___ beira da estrada, onde se encontra de tudo um pouco: imagens de santos, tapetes, vasos,

quadros e esculturas de todos os tipos e tamanhos. Procurava uma pequena imagem para levar

comigo quando um homem se aproximou do atendente e fez um pedido inusitado.

— O senhor tem uma escultura de extraterrestre? — perguntou com naturalidade, como

quem pede um santo de devoção.

Falava sério. Segundo ele, os extraterrestres estavam por aí, observando tudo. Uma

estátua grande ajudaria a marcar presença, como quem acena para alguém que passa lá no

alto. O vendedor apontou para o fundo da tenda. Lá estavam eles: seres verdes de olhos

grandes, enfileirados ao lado de anjos e arcanjos, como se também aguardassem por quem

acreditasse neles. Enquanto o homem examinava as peças com atenção, fui tomada por uma

daquelas perguntas que não cabem em prateleiras: por que será que, mesmo quando

imaginamos o desconhecido, damos a ele formas tão parecidas com as nossas?

Fiquei pensando naquela convivência improvável: de um lado, santos de olhar

compassivo esperando as preces da Terra. Do outro, a ideia de um ET verde gigante, erguido

talvez no quintal de alguém, esperando ser visto do céu.

Talvez por isso eu tenha relacionado aquele acontecimento na tenda ___ notícia de um

rapaz do Paraná que afirmava ter presenciado a passagem de um objeto estranho no céu.

Bastou a história circular nas redes para surgirem dúvidas, piadas e julgamentos. A maioria

parecia convencida de que ele inventara tudo. Talvez sim. Talvez não. O que me chamou ___

atenção foi a rapidez com que decidimos o que é impossível. Quando o assunto desafia nossas

certezas, a descrença costuma correr mais depressa do que a curiosidade.

Naquela tenda de estrada, conviviam sem conflito o sagrado, o imaginado e o

inexplicável. Cada um levando para casa aquilo em que escolhia acreditar. Talvez seja assim

que o mundo se equilibre: entre a fé, a dúvida e a imaginação. Não sei se o homem encontrou

a estátua que procurava. Eu saí de lá com minha pequena imagem de santo e com uma dúvida

silenciosa: e se, de algum modo, aquele homem buscasse um espelho onde pudesse se

reconhecer?

Desde então, sempre que passo por alguma tenda de beira de estrada e vejo uma dessas

figuras verdes de olhos enormes, lembro daquele encontro improvável e sorrio sozinha. Porque,

no fim das contas, existem histórias que não precisam de provas nem explicações. Afinal, só

acredita quem quiser.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acredita-quem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise os trechos a seguir, retirados do texto:

• “vi uma daquelas tendas que surgem de repente ___ beira da estrada, onde se encontra de tudo um pouco”.
• “e se, de algum modo, aquele homem buscasse um espelho onde pudesse se reconhecer?”

Sobre o emprego do pronome relativo “onde” nesses trechos, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas:

( ) No primeiro período, a palavra “onde” pode ser substituída por “aonde”.
( ) No segundo período, “onde” pode ser substituído por “cujo”.
( ) Em ambos os períodos, “onde” pode ser substituído por “em que”.
( ) No primeiro período, “onde” pode ser substituído por “nas quais” e no segundo, por “no qual”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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___ beira da estrada, onde se encontra de tudo um pouco: imagens de santos, tapetes, vasos,

quadros e esculturas de todos os tipos e tamanhos. Procurava uma pequena imagem para levar

comigo quando um homem se aproximou do atendente e fez um pedido inusitado.

— O senhor tem uma escultura de extraterrestre? — perguntou com naturalidade, como

quem pede um santo de devoção.

Falava sério. Segundo ele, os extraterrestres estavam por aí, observando tudo. Uma

estátua grande ajudaria a marcar presença, como quem acena para alguém que passa lá no

alto. O vendedor apontou para o fundo da tenda. Lá estavam eles: seres verdes de olhos

grandes, enfileirados ao lado de anjos e arcanjos, como se também aguardassem por quem

acreditasse neles. Enquanto o homem examinava as peças com atenção, fui tomada por uma

daquelas perguntas que não cabem em prateleiras: por que será que, mesmo quando

imaginamos o desconhecido, damos a ele formas tão parecidas com as nossas?

Fiquei pensando naquela convivência improvável: de um lado, santos de olhar

compassivo esperando as preces da Terra. Do outro, a ideia de um ET verde gigante, erguido

talvez no quintal de alguém, esperando ser visto do céu.

Talvez por isso eu tenha relacionado aquele acontecimento na tenda ___ notícia de um

rapaz do Paraná que afirmava ter presenciado a passagem de um objeto estranho no céu.

Bastou a história circular nas redes para surgirem dúvidas, piadas e julgamentos. A maioria

parecia convencida de que ele inventara tudo. Talvez sim. Talvez não. O que me chamou ___

atenção foi a rapidez com que decidimos o que é impossível. Quando o assunto desafia nossas

certezas, a descrença costuma correr mais depressa do que a curiosidade.

Naquela tenda de estrada, conviviam sem conflito o sagrado, o imaginado e o

inexplicável. Cada um levando para casa aquilo em que escolhia acreditar. Talvez seja assim

que o mundo se equilibre: entre a fé, a dúvida e a imaginação. Não sei se o homem encontrou

a estátua que procurava. Eu saí de lá com minha pequena imagem de santo e com uma dúvida

silenciosa: e se, de algum modo, aquele homem buscasse um espelho onde pudesse se

reconhecer?

Desde então, sempre que passo por alguma tenda de beira de estrada e vejo uma dessas

figuras verdes de olhos enormes, lembro daquele encontro improvável e sorrio sozinha. Porque,

no fim das contas, existem histórias que não precisam de provas nem explicações. Afinal, só

acredita quem quiser.

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Considerando o emprego do acento indicativo de crase, analise os trechos a seguir, retirados do texto:

• “vi uma daquelas tendas que surgem de repente ___ beira da estrada”.
• “eu tenha relacionado aquele acontecimento na tenda ___ notícia de um rapaz do Paraná”.
• “O que me chamou ___ atenção foi a rapidez ”.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos acima.
 

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___ beira da estrada, onde se encontra de tudo um pouco: imagens de santos, tapetes, vasos,

quadros e esculturas de todos os tipos e tamanhos. Procurava uma pequena imagem para levar

comigo quando um homem se aproximou do atendente e fez um pedido inusitado.

— O senhor tem uma escultura de extraterrestre? — perguntou com naturalidade, como

quem pede um santo de devoção.

Falava sério. Segundo ele, os extraterrestres estavam por aí, observando tudo. Uma

estátua grande ajudaria a marcar presença, como quem acena para alguém que passa lá no

alto. O vendedor apontou para o fundo da tenda. Lá estavam eles: seres verdes de olhos

grandes, enfileirados ao lado de anjos e arcanjos, como se também aguardassem por quem

acreditasse neles. Enquanto o homem examinava as peças com atenção, fui tomada por uma

daquelas perguntas que não cabem em prateleiras: por que será que, mesmo quando

imaginamos o desconhecido, damos a ele formas tão parecidas com as nossas?

Fiquei pensando naquela convivência improvável: de um lado, santos de olhar

compassivo esperando as preces da Terra. Do outro, a ideia de um ET verde gigante, erguido

talvez no quintal de alguém, esperando ser visto do céu.

Talvez por isso eu tenha relacionado aquele acontecimento na tenda ___ notícia de um

rapaz do Paraná que afirmava ter presenciado a passagem de um objeto estranho no céu.

Bastou a história circular nas redes para surgirem dúvidas, piadas e julgamentos. A maioria

parecia convencida de que ele inventara tudo. Talvez sim. Talvez não. O que me chamou ___

atenção foi a rapidez com que decidimos o que é impossível. Quando o assunto desafia nossas

certezas, a descrença costuma correr mais depressa do que a curiosidade.

Naquela tenda de estrada, conviviam sem conflito o sagrado, o imaginado e o

inexplicável. Cada um levando para casa aquilo em que escolhia acreditar. Talvez seja assim

que o mundo se equilibre: entre a fé, a dúvida e a imaginação. Não sei se o homem encontrou

a estátua que procurava. Eu saí de lá com minha pequena imagem de santo e com uma dúvida

silenciosa: e se, de algum modo, aquele homem buscasse um espelho onde pudesse se

reconhecer?

Desde então, sempre que passo por alguma tenda de beira de estrada e vejo uma dessas

figuras verdes de olhos enormes, lembro daquele encontro improvável e sorrio sozinha. Porque,

no fim das contas, existem histórias que não precisam de provas nem explicações. Afinal, só

acredita quem quiser.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acredita-quem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa correta a respeito do gênero textual predominante do texto.
 

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___ beira da estrada, onde se encontra de tudo um pouco: imagens de santos, tapetes, vasos,

quadros e esculturas de todos os tipos e tamanhos. Procurava uma pequena imagem para levar

comigo quando um homem se aproximou do atendente e fez um pedido inusitado.

— O senhor tem uma escultura de extraterrestre? — perguntou com naturalidade, como

quem pede um santo de devoção.

Falava sério. Segundo ele, os extraterrestres estavam por aí, observando tudo. Uma

estátua grande ajudaria a marcar presença, como quem acena para alguém que passa lá no

alto. O vendedor apontou para o fundo da tenda. Lá estavam eles: seres verdes de olhos

grandes, enfileirados ao lado de anjos e arcanjos, como se também aguardassem por quem

acreditasse neles. Enquanto o homem examinava as peças com atenção, fui tomada por uma

daquelas perguntas que não cabem em prateleiras: por que será que, mesmo quando

imaginamos o desconhecido, damos a ele formas tão parecidas com as nossas?

Fiquei pensando naquela convivência improvável: de um lado, santos de olhar

compassivo esperando as preces da Terra. Do outro, a ideia de um ET verde gigante, erguido

talvez no quintal de alguém, esperando ser visto do céu.

Talvez por isso eu tenha relacionado aquele acontecimento na tenda ___ notícia de um

rapaz do Paraná que afirmava ter presenciado a passagem de um objeto estranho no céu.

Bastou a história circular nas redes para surgirem dúvidas, piadas e julgamentos. A maioria

parecia convencida de que ele inventara tudo. Talvez sim. Talvez não. O que me chamou ___

atenção foi a rapidez com que decidimos o que é impossível. Quando o assunto desafia nossas

certezas, a descrença costuma correr mais depressa do que a curiosidade.

Naquela tenda de estrada, conviviam sem conflito o sagrado, o imaginado e o

inexplicável. Cada um levando para casa aquilo em que escolhia acreditar. Talvez seja assim

que o mundo se equilibre: entre a fé, a dúvida e a imaginação. Não sei se o homem encontrou

a estátua que procurava. Eu saí de lá com minha pequena imagem de santo e com uma dúvida

silenciosa: e se, de algum modo, aquele homem buscasse um espelho onde pudesse se

reconhecer?

Desde então, sempre que passo por alguma tenda de beira de estrada e vejo uma dessas

figuras verdes de olhos enormes, lembro daquele encontro improvável e sorrio sozinha. Porque,

no fim das contas, existem histórias que não precisam de provas nem explicações. Afinal, só

acredita quem quiser.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acredita-quem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. Pode-se inferir que as estátuas da tenda mencionada no texto guardam semelhança com seres humanos.
II. O motivo da compra da estátua era tentar estabelecer algum tipo de contato com seres de outro planeta, o que a autora vê como algo diferente.
III. A autora retoma uma história que circulou nas redes sociais a fim de ilustrar porque o encontro com o homem na tenda é insólito e risível.

Quais estão corretas?
 

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