Foram encontradas 420 questões.
( ) HDL: sua concentração é determinada após as lipoproteínas não HDL serem fisicamente removidas ou eficazmente mascaradas. As lipoproteínas não HDL (VLDL, IDL, LDL e quilomícrons) são precipitadas com poliânions em presença de magnésio. Ensaios de HDL em amostras com grandes concentrações de triglicerídeos mostram-se imprecisas.
( ) LDL: até pouco tempo, o LDL era determinado indiretamente. No método indireto mais utilizado, o colesterol total, os triglicérides e o HDL são medidos em uma amostra em jejum e o LDL é calculado a partir destas medições. Atualmente, existem métodos alternativos de dosagem direta do LDL como, por exemplo, métodos que se baseiam na ultracentrifugação. Entretanto, tais métodos podem não ser tão bons em amostras com níveis elevados de triglicerídeos e evidências sugerem que diferentes ensaios diretos podem não ser específicos.
( ) Proteína C reativa de alta sensibilidade (PCRas): diversos estudos têm demonstrado que o aumento das concentrações de PCR no soro está associado positivamente ao risco de DCC futuras. Estudos prospectivos demonstraram também que uma única medição de PCRas é um forte previsor de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, doença vascular periférica e morte cardíaca súbita, mesmo em indivíduos sem histórico de doença do coração.
( ) Troponinas cardíacas: as principais são cTnI e cTnT. Estes marcadores de lesão cardíaca sobem mais rapidamente que outros. É um marcador exclusivo de infarto do miocárdio.
( ) CK, CK-MB e mioglobina: as creatinoquinases (CK) estão presentes em diferentes tecidos, mas suas isoenzimas são específicas sendo a CK-MB exclusiva do músculo cardíaco. A dosagem de mioglobina sérica, por sua vez, pode ser utilizada tanto para lesões de músculo esquelético quanto de músculo cardíaco.
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( ) É difícil medir a resistência à insulina em um cenário de rotina clínica. Medidas da concentração de insulina em jejum e grampo de insulina euglicêmica podem ser utilizadas para uma avaliação indireta da função da insulina.
( ) Atualmente, existe a recomendação de que a glicemia de jejum ou a hemoglobina glicada sejam exames realizados em todas as pessoas de alto risco para o diabetes, mesmo que assintomáticas, aos 45 anos com teste de acompanhamento a cada 3 anos.
( ) O teste oral de tolerância à glicose é o método padrão ouro no diagnóstico do diabetes.
( ) A medição de hemoglobina glicada é eficaz na avaliação da glicemia a longo prazo e, por essa razão, é um teste utilizado tanto no diagnóstico quanto no monitoramento do diabetes.
( ) Uma das causas de acidose metabólica é a cetoacidose diabética. Tal condição se instala devido à alta produção de ácidos que resultam no consumo acentuado de bicarbonato (HCO3- ), reduzindo o pH sanguíneo. Esta alteração pode ser avaliada pelos exames de medição de cetonas, gasometria e gap osmolar (ou hiato osmolar).
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I. O diagnóstico do Diabetes Melito tipo 2 é difícil.
PORQUE
II. Muitas vezes a hiperglicemia não é grave o suficiente para o paciente observar os sintomas. Isto resulta em um retardo de 4 a 7 anos para o diagnóstico.
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( ) O anticoagulante lúpico interfere nos estágios de coagulação dependentes de lipoproteínas.
( ) Na presença deste anticorpo, observa-se prolongamento de TTPA (Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada), exame que avalia a via intrínseca e comum da coagulação.
( ) Na presença deste anticorpo, observa-se prolongamento de TP (Tempo de Protrombina), exame que avalia a via extrínseca e comum da coagulação.
( ) No LES, ocorre redução dos fatores de coagulação.
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Anemia
(1) Anemia ferropriva
(2) Anemia da inflamação crônica/doenças malignas
(3) Anemia sideroblástica
(4) α ou β-talassemia
Alterações
( ) VCM/HCM diminuídos proporcionalmente à gravidade da anemia, Fe sérico diminuído, capacidade ferropéxica total aumentada, ferritina sérica baixa, depósitos de ferro na medula óssea ausente, Fe nos eritroblastos ausente, HPLC ou eletroforese da hemoglobina normal.
( ) VCM/HCM em geral, diminuídos no tipo congênito, mas o VCM está geralmente aumentado no tipo adquirido, Fe sérico aumentado, capacidade ferropéxica total normal, ferritina sérica aumentada, depósitos de ferro na medula óssea presente, Fe nos eritroblastos formas em anel, HPLC ou eletroforese da hemoglobina normal.
( ) VCM/HCM diminuídos e muito baixos para o grau da anemia, Fe sérico normal, capacidade ferropéxica total normal, ferritina sérica normal, depósitos de ferro na medula óssea presente, Fe nos eritroblastos presente, HPLC ou eletroforese da hemoglobina HbA2 aumentada em uma de suas formas.
( ) VCM/HCM normal ou levemente diminuídos, Fe sérico diminuído, capacidade ferropéxica total diminuída, ferritina sérica normal ou aumentada, depósitos de ferro na medula óssea presente, Fe nos eritroblastos ausente, HPLC ou eletroforese da hemoglobina normal.
A sequência correta dessa associação é:
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Urina |
Valores de Referência |
|---|---|
|
Exame Físico Cor: vermelha Aspecto: turvo pH: 5 Densidade: 1010 Exame Químico (fita reagente) Glicose: ausente Bilirrubina: ausente Corpos cetônicos: ausente Sangue: ++/++++ Proteína: 2.000 mg/dL Esterase leucocitária: negativa Nitrito: negativo Exame Microscópico Hemácias: 250.000/mL Leucócitos: 5.000/mL Células Epiteliais: 5/ campo Cilindros: Hialinos 5.000/mL Granular 6.000/mL Hemáticos 3.000/mL Cristais: ausentes Flora bacteriana: discreta Parasitas: ausentes |
Exame Físico Cor: amarelo citrino Aspecto: límpido pH: entre 5,5 a 7,5 Densidade: entre 1005 e 1030 Exame Químico (fita reagente) Glicose: ausente Bilirrubina: ausente Corpos cetônicos: ausente Sangue: ausente Proteína: ausente Esterase leucocitária: negativa Nitrito: negativo Exame Microscópico Hemácias: 10.000/mL Leucócitos: 10.000/ mL Células Epiteliais: 0 a 5/ campo Cilindros: Hialinos raros ou ausentes Cristais: ausentes Flora bacteriana: discreta Parasitas: ausentes |
Considerando os resultados laboratoriais e os achados clínicos acima, qual o provável diagnóstico?
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Associe as colunas relacionando os diferentes tipos de anemia com suas respectivas causas.
Anemia
(1) Anemia ferropriva
(2) Anemia da inflamação crônica/ doenças malignas
(3) Anemia sideroblástica
(4) α ou β-talassemia
(5) Intoxicação por chumbo (Pb)
Causa
( ) Deficiência de liberação do ferro.
( ) Deficiência nutricional de ferro.
( ) Insuficiência de síntese de globinas.
( ) Insuficiência de síntese de protoporfirina.
( ) Inibição da síntese de heme e de globina.
A sequência correta dessa associação é:
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Paciente de 70 anos de idade, sexo masculino, com antecedentes de hipertensão arterial de longa data, medicada e parcialmente controlada. É trazido ao hospital por alteração do estado de consciência. Quando questionado em relação a alguma sintomatologia prévia, o filho relata que, há alguns dias, tem tido a impressão que o pai estava mais confuso e até um pouco agressivo, diferente do normal, mas pensou que talvez se devesse à idade. Recordou-se também de uma queixa de dor lombar persistente que impedia o pai de dormir nos últimos meses. O médico da família já tinha sido consultado sobre essa dor, tendo o paciente sido medicado com ibuprofeno oral (AINEs). Na anamnese o paciente apresentava-se: pouco reativo, não colaborante, dispneico, com mucosas fracamente coradas. Pressão Arterial = 130/70mmHg, Frequência Cardíaca = 100bpm (normal=70bpm); Frequência Respiratória = 22 cpm (normal= 10 a 20 cpm); T=37,5º C. Não tinha edemas. É realizado um Raio X de tórax e uma hipertrofia ventricular esquerda é identificada. Não há alterações pulmonares.
| Sangue Venoso | Sangue Venoso | ||||
| Hemoglobina | 9g/dL | (VR: 12-16) | Cálcio | 14mg/dL | (VR: 8,4-10,2) |
| Glicose | 100mg/dL | (VR: 70-110) | Fósforo | 3,2mg/dL | (VR: 2,7-4,5) |
| Ureia | 250mg/dL | (VR: 10-50) | Sangue Arterial | ||
| Creatinina | 4,6mg/dL | (VR: 0,6-1,0) | pH | 7,20 | (VR: 7,35-7,45) |
| Sódio | 165mEq/L | (VR: 135-147) | PO2 | 110mmHg | (VR: 90-100) |
| Potássio | 6,2mEq/L | (VR: 3,5-5,0) | PCO2 | 23mmHg | (VR: 35-45) |
| Cloro | 116mEq/L | (VR: 98-108) | HCO3- | 10mmol/L | (VR: 20-28) |
VR: Valor de Referência
Fonte: Banca Examinadora, 2026.
Analise os resultados laboratoriais e os achados clínicos acima. Qual o provável diagnóstico?
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Patologia renal
(1) LRA
(2) DRC
Característica
( ) Caracterizada por anormalidades de estrutura ou função renal por mais de 3 meses.
( ) Caracterizada pelo aumento de creatinina plasmática ≥ 0,3 mg/dL dentro de 48 horas ou ≥ 1,5 vez do valor basal. Observa-se também redução na produção de urina (< 0,5 mg/ Kg/ h durante > 6 horas).
( ) As causas mais frequentes são a necrose tubular aguda isquêmica, como a hipovolemia ou obstruções, ou necrose tubular aguda nefrotóxica
( ) Classificada em 5 estágios sendo uma TFG (taxa de filtração glomerular) inferior a 60 mL/min/1,73m2 considerada diminuída (estágio 1) e TFG menor que 15 mL/min/1,73m2 falha renal (estágio 5 – insuficiência renal).
( ) Classificada em 3 estágios (1 a 3).
( ) Pacientes em risco: idosos, com doença renal prévia, sepse, diabetes, doenças cardíacas, pacientes em uso de fármacos nefrotóxicos.
( ) Ocorre, principalmente, em pacientes diabéticos, hipertensos e possui um componente racial importante, com risco aumentado em negros.
( ) Acidose metabólica, redução da excreção renal de potássio (k) e hipercalemia são as alterações mais importantes. A recuperação ocorre dentro de dias ou semanas após a remoção do evento inicial. Concentrações de K acima de 6,5 mmol/L estão associadas a risco de vida e arritmias cardíacas. A taxa de mortalidade por esta patologia é de 5 a 10%.
( ) O dano é definido por anomalias estruturais ou funcionais que diminuem o TFG e pode incluir albuminúria, anormalidades do sedimento urinário, anormalidades dos eletrólitos por distúrbios tubulares e anomalias estruturais identificada na histologia ou por imagem, anemia (a partir do estágio 3).
A sequência correta dessa associação é:
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