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Foram encontradas 65 questões.

1505198 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Porto Alegre
Orgão: Col.Mil. Porto Alegre

Leia o texto 3 atentamente e responda às questões de 14 a 18, assinalando a única alternativa correta.


Texto 3

O velho e a águia


Um velho, tendo encontrado uma águia capturada, admirou sua beleza, soltou-a e deixou-a livre. Ela não se mostrou ingrata, mas ao vê-lo recostado a um muro que estava ruindo, voou e pegou com suas garras o pano que cingia a cabeça dele. Ele se levantou, perseguiu-a, e a águia deixou cair o pano. O velho pegou o pano e, voltando ao lugar em que tinha estado sentado, encontrou o muro tombado e ficou admirado com a retribuição.


Tradução direto do grego: Neide Smolka. Esopo, Fábulas Completas. Editora Moderna, 2004.


Vocabulário:

Recostado – encostado.

No trecho “Ela não se mostrou ingrata” (linha 02), percebe-se que a águia não foi ingrata. Pode-se confirmar isso na seguinte afirmativa sobre o texto:

 

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1505197 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Porto Alegre
Orgão: Col.Mil. Porto Alegre

Leia o texto 3 atentamente e responda às questões de 14 a 18, assinalando a única alternativa correta.


Texto 3

O velho e a águia


Um velho, tendo encontrado uma águia capturada, admirou sua beleza, soltou-a e deixou-a livre. Ela não se mostrou ingrata, mas ao vê-lo recostado a um muro que estava ruindo, voou e pegou com suas garras o pano que cingia a cabeça dele. Ele se levantou, perseguiu-a, e a águia deixou cair o pano. O velho pegou o pano e, voltando ao lugar em que tinha estado sentado, encontrou o muro tombado e ficou admirado com a retribuição.


Tradução direto do grego: Neide Smolka. Esopo, Fábulas Completas. Editora Moderna, 2004.


Vocabulário:

Recostado – encostado.

A palavra “cingia” (linha 03) poderia ser substituída, de acordo com o contexto em que foi empregada, por

 

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1505196 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Porto Alegre
Orgão: Col.Mil. Porto Alegre

As histórias de Nasrudin espalharam-se pelo mundo e ele ganhou outros nomes. Goha é o nome como é conhecido no Egito. No Brasil, muitos desses mesmos episódios são protagonizados por Pedro Malasartes ou João Grilo. Confira agora uma das histórias de Goha. Leia atentamente o Texto 2 e responda às questões de 09 a 13, assinalando a única alternativa correta.


Texto 2

Generosidade fácil


01 Um mendigo bateu à porta de Goha, pedindo esmolas.

02 Goha disse-lhe que não tinha nada para dar, mas que iria falar com seu vizinho.

03 – Ó, vizinho! – chamou Goha. – Por favor, dê alguma coisa ao pobre homem

04 que está aí na nossa rua a pedir.

05 – Mas eu não tenho nada para lhe dar! – respondeu o vizinho.

06 – Oras, não seja sovina! Se eu tivesse duas casas, eu lhe daria uma!

07 O vizinho ficou impressionado, e Goha continuou:

08 – Se eu tivesse dois cavalos, lhe daria um! Se eu tivesse duas vacas, lhe daria

09 uma!

10 O vizinho então perguntou:

11 – E se você tivesse duas galinhas?

12 – Bem, aí não, não daria nenhuma.

13 – Por quê? – quis saber o vizinho.

14 – Oras, porque eu tenho duas galinhas!


Rosane Pamplona. Contos de Outrora para Jovens de Agora. Editora Moderna, 2010.


Vocabulário:

Sovina: pão duro – aquele que não quer dar.

Goha diz a seu vizinho “Oras, não seja sovina!” (linha 06). Após a leitura do texto, o leitor percebe que essas palavras significavam que

 

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1505195 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Porto Alegre
Orgão: Col.Mil. Porto Alegre

As histórias de Nasrudin espalharam-se pelo mundo e ele ganhou outros nomes. Goha é o nome como é conhecido no Egito. No Brasil, muitos desses mesmos episódios são protagonizados por Pedro Malasartes ou João Grilo. Confira agora uma das histórias de Goha. Leia atentamente o Texto 2 e responda às questões de 09 a 13, assinalando a única alternativa correta.


Texto 2

Generosidade fácil


01 Um mendigo bateu à porta de Goha, pedindo esmolas.

02 Goha disse-lhe que não tinha nada para dar, mas que iria falar com seu vizinho.

03 – Ó, vizinho! – chamou Goha. – Por favor, dê alguma coisa ao pobre homem

04 que está aí na nossa rua a pedir.

05 – Mas eu não tenho nada para lhe dar! – respondeu o vizinho.

06 – Oras, não seja sovina! Se eu tivesse duas casas, eu lhe daria uma!

07 O vizinho ficou impressionado, e Goha continuou:

08 – Se eu tivesse dois cavalos, lhe daria um! Se eu tivesse duas vacas, lhe daria

09 uma!

10 O vizinho então perguntou:

11 – E se você tivesse duas galinhas?

12 – Bem, aí não, não daria nenhuma.

13 – Por quê? – quis saber o vizinho.

14 – Oras, porque eu tenho duas galinhas!


Rosane Pamplona. Contos de Outrora para Jovens de Agora. Editora Moderna, 2010.


Vocabulário:

Sovina: pão duro – aquele que não quer dar.

Leia com atenção as afirmações abaixo a respeito do narrador do texto “Generosidade Fácil” e marque nos parênteses (V) se o conteúdo for verdadeiro ou (F) se for falso. Depois, escolha a alternativa que corresponda a sua resposta, respectivamente, de cima para baixo.

( ) O narrador narra e participa da história.

( ) O narrador conhece toda a história, inclusive o pensamento das personagens.

( ) O narrador apenas se limita a narrar os fatos.

( ) No trecho “O vizinho então perguntou:” (linha 10), temos a evidência de um narrador que não é personagem na história.

( ) O narrador envolve-se emocionalmente nos fatos, tornando-se personagem da narrativa.

 

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1505194 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Porto Alegre
Orgão: Col.Mil. Porto Alegre

As histórias de Nasrudin espalharam-se pelo mundo e ele ganhou outros nomes. Goha é o nome como é conhecido no Egito. No Brasil, muitos desses mesmos episódios são protagonizados por Pedro Malasartes ou João Grilo. Confira agora uma das histórias de Goha. Leia atentamente o Texto 2 e responda às questões de 09 a 13, assinalando a única alternativa correta.


Texto 2

Generosidade fácil


01 Um mendigo bateu à porta de Goha, pedindo esmolas.

02 Goha disse-lhe que não tinha nada para dar, mas que iria falar com seu vizinho.

03 – Ó, vizinho! – chamou Goha. – Por favor, dê alguma coisa ao pobre homem

04 que está aí na nossa rua a pedir.

05 – Mas eu não tenho nada para lhe dar! – respondeu o vizinho.

06 – Oras, não seja sovina! Se eu tivesse duas casas, eu lhe daria uma!

07 O vizinho ficou impressionado, e Goha continuou:

08 – Se eu tivesse dois cavalos, lhe daria um! Se eu tivesse duas vacas, lhe daria

09 uma!

10 O vizinho então perguntou:

11 – E se você tivesse duas galinhas?

12 – Bem, aí não, não daria nenhuma.

13 – Por quê? – quis saber o vizinho.

14 – Oras, porque eu tenho duas galinhas!


Rosane Pamplona. Contos de Outrora para Jovens de Agora. Editora Moderna, 2010.


Vocabulário:

Sovina: pão duro – aquele que não quer dar.

De acordo com o sentido do texto, a expressão “pobre homem” (linha 03) foi utilizada por Goha com a intenção de

I. esconder do vizinho que havia um mendigo.

II. referir-se ao mendigo.

III. caracterizar a pessoa que pedia esmola.

IV. convencer o vizinho a dar algo ao mendigo.

V. referir-se a outra pessoa que pedia esmolas, que não era o mendigo.

São verdadeiras apenas as afirmações

 

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1505193 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Porto Alegre
Orgão: Col.Mil. Porto Alegre

As histórias de Nasrudin espalharam-se pelo mundo e ele ganhou outros nomes. Goha é o nome como é conhecido no Egito. No Brasil, muitos desses mesmos episódios são protagonizados por Pedro Malasartes ou João Grilo. Confira agora uma das histórias de Goha. Leia atentamente o Texto 2 e responda às questões de 09 a 13, assinalando a única alternativa correta.


Texto 2

Generosidade fácil


01 Um mendigo bateu à porta de Goha, pedindo esmolas.

02 Goha disse-lhe que não tinha nada para dar, mas que iria falar com seu vizinho.

03 – Ó, vizinho! – chamou Goha. – Por favor, dê alguma coisa ao pobre homem

04 que está aí na nossa rua a pedir.

05 – Mas eu não tenho nada para lhe dar! – respondeu o vizinho.

06 – Oras, não seja sovina! Se eu tivesse duas casas, eu lhe daria uma!

07 O vizinho ficou impressionado, e Goha continuou:

08 – Se eu tivesse dois cavalos, lhe daria um! Se eu tivesse duas vacas, lhe daria

09 uma!

10 O vizinho então perguntou:

11 – E se você tivesse duas galinhas?

12 – Bem, aí não, não daria nenhuma.

13 – Por quê? – quis saber o vizinho.

14 – Oras, porque eu tenho duas galinhas!


Rosane Pamplona. Contos de Outrora para Jovens de Agora. Editora Moderna, 2010.


Vocabulário:

Sovina: pão duro – aquele que não quer dar.

O uso do ponto de exclamação na frase dita pelo vizinho “Mas eu não tenho nada para lhe dar!” (linha 05), expressa

 

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1505192 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Porto Alegre
Orgão: Col.Mil. Porto Alegre

As histórias de Nasrudin espalharam-se pelo mundo e ele ganhou outros nomes. Goha é o nome como é conhecido no Egito. No Brasil, muitos desses mesmos episódios são protagonizados por Pedro Malasartes ou João Grilo. Confira agora uma das histórias de Goha. Leia atentamente o Texto 2 e responda às questões de 09 a 13, assinalando a única alternativa correta.


Texto 2

Generosidade fácil


01 Um mendigo bateu à porta de Goha, pedindo esmolas.

02 Goha disse-lhe que não tinha nada para dar, mas que iria falar com seu vizinho.

03 – Ó, vizinho! – chamou Goha. – Por favor, dê alguma coisa ao pobre homem

04 que está aí na nossa rua a pedir.

05 – Mas eu não tenho nada para lhe dar! – respondeu o vizinho.

06 – Oras, não seja sovina! Se eu tivesse duas casas, eu lhe daria uma!

07 O vizinho ficou impressionado, e Goha continuou:

08 – Se eu tivesse dois cavalos, lhe daria um! Se eu tivesse duas vacas, lhe daria

09 uma!

10 O vizinho então perguntou:

11 – E se você tivesse duas galinhas?

12 – Bem, aí não, não daria nenhuma.

13 – Por quê? – quis saber o vizinho.

14 – Oras, porque eu tenho duas galinhas!


Rosane Pamplona. Contos de Outrora para Jovens de Agora. Editora Moderna, 2010.


Vocabulário:

Sovina: pão duro – aquele que não quer dar.

O vizinho ficou impressionado com as afirmações de Goha, que demonstravam generosidade. O fato de Goha afirmar que não daria duas galinhas tem como causa ele

 

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1505191 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Porto Alegre
Orgão: Col.Mil. Porto Alegre

Leia atentamente o texto 1 e responda às questões de 01 a 08, assinalando a única alternativa correta.


Texto 1


enunciado 1505191-1

Os Duendes e o Sapateiro


01 Havia uma vez um sapateiro que trabalhava duro

02 e era muito honesto, mas ainda assim não conseguia

03 ganhar o suficiente para viver, e chegou um dia em

04 que tudo o que possuía no mundo era um pedaço de

05 couro de tamanho suficiente para fazer apenas um

06 par de sapatos. Ele aprontou o couro para

07 confeccionar os sapatos no dia seguinte, com a

08 intenção de acordar bem cedo pela manhã . Trazia a

09 consciência limpa e o coração leve em meio a todos

10 os seus problemas, portanto deitou-se em paz,

11 entregando aos céus as suas preocupações, e logo

12 adormeceu. Pela manhã, depois de dizer as preces,

13 sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com

14 grande espanto, os sapatos já acabados sobre a

15 mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou

16 pensar, de tão estranho acontecimento. Examinou a execução do trabalho e não havia

17 uma costura mal feita: tudo era bem feito e adequado, uma obra-prima.

18 Neste mesmo dia, um freguês entrou e agradou -se tanto dos sapatos que

19 espontaneamente pagou por eles um preço bem mais alto do que o habitual. E o pobre

20 sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para dois outros pares.

21 De tardinha, cortou o couro, indo deitar-se mais cedo para acordar e começar o

22 trabalho de costura logo ao nascer do dia seguinte. Mas foi poupado deste trabalho, pois

23 ao acordar pela manhã os sapatos estavam prontos. Logo vieram os fregueses, que o

24 compensaram regiamente pelas mercadorias, de modo que comprou couro suficiente

25 para quatro outros pares. Cortou novamente os sapatos de tardinha e os encontrou

26 acabados pela manhã como antes; e assim ocorreu por algum tempo. O que quer que

27 deixasse por fazer, de tardinha, era terminado antes do amanhecer, e a clientela do bom

28 homem crescia e ele prosperava.

29 Uma tarde, por volta da época do Natal, quando ele e sua esposa sentavam-se

30 junto à lareira conversando, ele disse a ela:

31 – Vou ficar acordado e vigiar durante toda esta noite, pois gostaria de saber quem

32 vem e faz o trabalho para mim.

33 A mulher achou a ideia boa; sendo assim, deixaram uma vela acesa e se

34 esconderam em um canto da sala por trás de uma cortina, aguardando para ver o que

35 aconteceria.

36 Logo que bateu meia- noite, dois anõezinhos completamente nus entraram na casa e

37 sentaram-se no banco do sapateiro. Logo tomaram todo o couro já cortado e começaram

38 a moldá-lo com seus dedinhos ágeis, costurando, batendo e martelando com tal rapidez

39 que o sapateiro era todo admiração e não conseguia tirar os olhos de cima deles nem

40 por um momento. E assim continuaram até todo o trabalho estar bem terminado, e os

41 sapatos prontos a serem usados, lado a lado sobre a mesa. Tudo isso se deu bem antes

42 do amanhecer, e então eles se foram, rápidos como o relâmpago.

43 No dia seguinte, a mulher disse ao sapateiro:

44 – Estas criaturinhas nos enriqueceram e devemos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo

45 de bom em troca. Sinto pena vendo-os correr de lá para cá como o fazem, sem roupa

46 para aquecê-los. Vou te dizer uma coisa, farei, para cada um, uma camisa, um colete,

47 um casaco e ainda um par de calças; e você, faça, para cada um, um par de sapatinhos.

48 A ideia agradou muito ao sapateiro e, uma tarde, quando tudo estava pronto,

49 colocaram as roupinhas e os sapatinhos sobre a mesa, ao invés do couro cortado. Então

50 foram esconder-se para observar o que os duendes fariam. Por volta de meia-noite, eles

51 chegaram e já iam sentar-se para o trabalho, como de costume, mas ao verem as

52 roupinhas que os esperavam, riram e ficaram muito contentes. Então vestiram-se num

53 piscar de olhos, e dançaram e deram cambalhotas e saltitaram aqui e ali de pura alegria,

54 até que saíram dançando pela porta para a floresta e o sapateiro nunca mais os viu. Mas

55 tudo correu bem com o sapateiro e sua esposa daquele dia em diante enquanto viveram.


Extraído de Contos de Grimm, A Bela Adormecida e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 2010.

Na expressão “Pela manhã, depois de dizer as preces, sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com grande espanto, os sapatos já acabados sobre a mesa.” (linhas 12 a 15), a palavra “espanto” não foi substituída corretamente em:

 

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1505190 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Porto Alegre
Orgão: Col.Mil. Porto Alegre

Leia atentamente o texto 1 e responda às questões de 01 a 08, assinalando a única alternativa correta.


Texto 1


enunciado 1505190-1

Os Duendes e o Sapateiro


01 Havia uma vez um sapateiro que trabalhava duro

02 e era muito honesto, mas ainda assim não conseguia

03 ganhar o suficiente para viver, e chegou um dia em

04 que tudo o que possuía no mundo era um pedaço de

05 couro de tamanho suficiente para fazer apenas um

06 par de sapatos. Ele aprontou o couro para

07 confeccionar os sapatos no dia seguinte, com a

08 intenção de acordar bem cedo pela manhã . Trazia a

09 consciência limpa e o coração leve em meio a todos

10 os seus problemas, portanto deitou-se em paz,

11 entregando aos céus as suas preocupações, e logo

12 adormeceu. Pela manhã, depois de dizer as preces,

13 sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com

14 grande espanto, os sapatos já acabados sobre a

15 mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou

16 pensar, de tão estranho acontecimento. Examinou a execução do trabalho e não havia

17 uma costura mal feita: tudo era bem feito e adequado, uma obra-prima.

18 Neste mesmo dia, um freguês entrou e agradou -se tanto dos sapatos que

19 espontaneamente pagou por eles um preço bem mais alto do que o habitual. E o pobre

20 sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para dois outros pares.

21 De tardinha, cortou o couro, indo deitar-se mais cedo para acordar e começar o

22 trabalho de costura logo ao nascer do dia seguinte. Mas foi poupado deste trabalho, pois

23 ao acordar pela manhã os sapatos estavam prontos. Logo vieram os fregueses, que o

24 compensaram regiamente pelas mercadorias, de modo que comprou couro suficiente

25 para quatro outros pares. Cortou novamente os sapatos de tardinha e os encontrou

26 acabados pela manhã como antes; e assim ocorreu por algum tempo. O que quer que

27 deixasse por fazer, de tardinha, era terminado antes do amanhecer, e a clientela do bom

28 homem crescia e ele prosperava.

29 Uma tarde, por volta da época do Natal, quando ele e sua esposa sentavam-se

30 junto à lareira conversando, ele disse a ela:

31 – Vou ficar acordado e vigiar durante toda esta noite, pois gostaria de saber quem

32 vem e faz o trabalho para mim.

33 A mulher achou a ideia boa; sendo assim, deixaram uma vela acesa e se

34 esconderam em um canto da sala por trás de uma cortina, aguardando para ver o que

35 aconteceria.

36 Logo que bateu meia- noite, dois anõezinhos completamente nus entraram na casa e

37 sentaram-se no banco do sapateiro. Logo tomaram todo o couro já cortado e começaram

38 a moldá-lo com seus dedinhos ágeis, costurando, batendo e martelando com tal rapidez

39 que o sapateiro era todo admiração e não conseguia tirar os olhos de cima deles nem

40 por um momento. E assim continuaram até todo o trabalho estar bem terminado, e os

41 sapatos prontos a serem usados, lado a lado sobre a mesa. Tudo isso se deu bem antes

42 do amanhecer, e então eles se foram, rápidos como o relâmpago.

43 No dia seguinte, a mulher disse ao sapateiro:

44 – Estas criaturinhas nos enriqueceram e devemos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo

45 de bom em troca. Sinto pena vendo-os correr de lá para cá como o fazem, sem roupa

46 para aquecê-los. Vou te dizer uma coisa, farei, para cada um, uma camisa, um colete,

47 um casaco e ainda um par de calças; e você, faça, para cada um, um par de sapatinhos.

48 A ideia agradou muito ao sapateiro e, uma tarde, quando tudo estava pronto,

49 colocaram as roupinhas e os sapatinhos sobre a mesa, ao invés do couro cortado. Então

50 foram esconder-se para observar o que os duendes fariam. Por volta de meia-noite, eles

51 chegaram e já iam sentar-se para o trabalho, como de costume, mas ao verem as

52 roupinhas que os esperavam, riram e ficaram muito contentes. Então vestiram-se num

53 piscar de olhos, e dançaram e deram cambalhotas e saltitaram aqui e ali de pura alegria,

54 até que saíram dançando pela porta para a floresta e o sapateiro nunca mais os viu. Mas

55 tudo correu bem com o sapateiro e sua esposa daquele dia em diante enquanto viveram.


Extraído de Contos de Grimm, A Bela Adormecida e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 2010.

A seguir, seguem algumas ações e estados relacionados ao sapateiro, que demonstram uma relação de causa e consequência, mas que estão fora de ordem. Ordene-os, de forma que se estabeleça a lógica do enredo da narrativa, colocando nos parênteses os números correspondentes. Depois assinale a alternativa correta da numeração, de cima para baixo.

( ) Entregou aos céus suas preocupações. Deixou o couro preparado para o outro dia.

( ) Vendeu o sapato e comprou couro para outros dois pares.

( ) Possuía um único pedaço de couro.

( ) Ficou curioso para saber quem fazia o trabalho.

( ) Admirou-se com o trabalho dos anões.

( ) Viu com espanto os sapatos prontos na mesa.

( ) Permaneceu acordado para vigiar.

 

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1505189 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Porto Alegre
Orgão: Col.Mil. Porto Alegre

Leia atentamente o texto 1 e responda às questões de 01 a 08, assinalando a única alternativa correta.


Texto 1


enunciado 1505189-1

Os Duendes e o Sapateiro


01 Havia uma vez um sapateiro que trabalhava duro

02 e era muito honesto, mas ainda assim não conseguia

03 ganhar o suficiente para viver, e chegou um dia em

04 que tudo o que possuía no mundo era um pedaço de

05 couro de tamanho suficiente para fazer apenas um

06 par de sapatos. Ele aprontou o couro para

07 confeccionar os sapatos no dia seguinte, com a

08 intenção de acordar bem cedo pela manhã . Trazia a

09 consciência limpa e o coração leve em meio a todos

10 os seus problemas, portanto deitou-se em paz,

11 entregando aos céus as suas preocupações, e logo

12 adormeceu. Pela manhã, depois de dizer as preces,

13 sentou-se para dar início ao trabalho quando viu, com

14 grande espanto, os sapatos já acabados sobre a

15 mesa. O bom homem não sabia o que dizer ou

16 pensar, de tão estranho acontecimento. Examinou a execução do trabalho e não havia

17 uma costura mal feita: tudo era bem feito e adequado, uma obra-prima.

18 Neste mesmo dia, um freguês entrou e agradou -se tanto dos sapatos que

19 espontaneamente pagou por eles um preço bem mais alto do que o habitual. E o pobre

20 sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para dois outros pares.

21 De tardinha, cortou o couro, indo deitar-se mais cedo para acordar e começar o

22 trabalho de costura logo ao nascer do dia seguinte. Mas foi poupado deste trabalho, pois

23 ao acordar pela manhã os sapatos estavam prontos. Logo vieram os fregueses, que o

24 compensaram regiamente pelas mercadorias, de modo que comprou couro suficiente

25 para quatro outros pares. Cortou novamente os sapatos de tardinha e os encontrou

26 acabados pela manhã como antes; e assim ocorreu por algum tempo. O que quer que

27 deixasse por fazer, de tardinha, era terminado antes do amanhecer, e a clientela do bom

28 homem crescia e ele prosperava.

29 Uma tarde, por volta da época do Natal, quando ele e sua esposa sentavam-se

30 junto à lareira conversando, ele disse a ela:

31 – Vou ficar acordado e vigiar durante toda esta noite, pois gostaria de saber quem

32 vem e faz o trabalho para mim.

33 A mulher achou a ideia boa; sendo assim, deixaram uma vela acesa e se

34 esconderam em um canto da sala por trás de uma cortina, aguardando para ver o que

35 aconteceria.

36 Logo que bateu meia- noite, dois anõezinhos completamente nus entraram na casa e

37 sentaram-se no banco do sapateiro. Logo tomaram todo o couro já cortado e começaram

38 a moldá-lo com seus dedinhos ágeis, costurando, batendo e martelando com tal rapidez

39 que o sapateiro era todo admiração e não conseguia tirar os olhos de cima deles nem

40 por um momento. E assim continuaram até todo o trabalho estar bem terminado, e os

41 sapatos prontos a serem usados, lado a lado sobre a mesa. Tudo isso se deu bem antes

42 do amanhecer, e então eles se foram, rápidos como o relâmpago.

43 No dia seguinte, a mulher disse ao sapateiro:

44 – Estas criaturinhas nos enriqueceram e devemos ser-lhes gratos e fazer-lhes algo

45 de bom em troca. Sinto pena vendo-os correr de lá para cá como o fazem, sem roupa

46 para aquecê-los. Vou te dizer uma coisa, farei, para cada um, uma camisa, um colete,

47 um casaco e ainda um par de calças; e você, faça, para cada um, um par de sapatinhos.

48 A ideia agradou muito ao sapateiro e, uma tarde, quando tudo estava pronto,

49 colocaram as roupinhas e os sapatinhos sobre a mesa, ao invés do couro cortado. Então

50 foram esconder-se para observar o que os duendes fariam. Por volta de meia-noite, eles

51 chegaram e já iam sentar-se para o trabalho, como de costume, mas ao verem as

52 roupinhas que os esperavam, riram e ficaram muito contentes. Então vestiram-se num

53 piscar de olhos, e dançaram e deram cambalhotas e saltitaram aqui e ali de pura alegria,

54 até que saíram dançando pela porta para a floresta e o sapateiro nunca mais os viu. Mas

55 tudo correu bem com o sapateiro e sua esposa daquele dia em diante enquanto viveram.


Extraído de Contos de Grimm, A Bela Adormecida e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 2010.

Os autores de um texto o escrevem com uma intenção e um objetivo. Marque a alternativa que mostra a finalidade do texto “Os Duendes e o Sapateiro”.

 

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