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Foram encontradas 170 questões.

1575787 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CPRH

Faz mais de um mês que penso em escrever sobre isso e, quando me imaginava fazendo-o, a primeira coisa que me vinha ...... mente era a monumental canção O Homem Velho. Caetano dedica ...... canção "...... memória de meu pai, a Mick Jagger e a Chico Buarque, que agora tem 40 anos, mas aos 20 fez uma canção belíssima sobre o tema".

(Adaptado de Pasquale Cipro Neto, op. cit)

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:

 

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1575786 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CPRH

Atenção: Considere o comentário de Pasquale Cipro Neto a respeito de um verso da canção O homem velho, de Caetano Veloso, para responder às questões de números 7 a 9.

Detenho-me neste belíssimo verso: "As linhas do destino nas mãos a mão apagou". Como se não bastassem a beleza e a profundidade do sentido desse verso, há nele a quinta-essência da construção linguístico-literária. Ao inverter a ordem "natural" da frase (A mão apagou as linhas do destino nas mãos) e, consequentemente, mantê-la na voz ativa, Caetano é certeiro: mostra com ênfase e sabedoria o que faz a "mão" (que aí é metáfora e metonímia da vida, da passagem do tempo) com as linhas do destino que temos nas mãos.

(Pasquale Cipro Neto, Folha de S. Paulo, Cotidiano. 2/8/12)

Atente para as afirmações abaixo a respeito da pontuação do texto.

I. Os dois-pontos colocados imediatamente após certeiro podem ser substituídos por pois precedido de vírgula, sem prejuízo para a correção e a lógica.

II. Os parênteses que isolam o segmento que aí é metáfora e metonímia da vida, da passagem do tempo podem ser substituídos por travessões, sem prejuízo para a correção.

III. Uma vírgula pode ser colocada imediatamente após a palavra bastassem, sem prejuízo para a correção e o sentido.

Está correto o que se afirma em

 

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1575785 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CPRH

Atenção: Considere o comentário de Pasquale Cipro Neto a respeito de um verso da canção O homem velho, de Caetano Veloso, para responder às questões de números 7 a 9.

Detenho-me neste belíssimo verso: "As linhas do destino nas mãos a mão apagou". Como se não bastassem a beleza e a profundidade do sentido desse verso, há nele a quinta-essência da construção linguístico-literária. Ao inverter a ordem "natural" da frase (A mão apagou as linhas do destino nas mãos) e, consequentemente, mantê-la na voz ativa, Caetano é certeiro: mostra com ênfase e sabedoria o que faz a "mão" (que aí é metáfora e metonímia da vida, da passagem do tempo) com as linhas do destino que temos nas mãos.

(Pasquale Cipro Neto, Folha de S. Paulo, Cotidiano. 2/8/12)

Ao inverter a ordem "natural" da frase... A mão apagou as linhas do destino...

Os termos grifados acima foram corretamente substituídos por um pronome em:

 

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1575784 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CPRH

Atenção: Considere o comentário de Pasquale Cipro Neto a respeito de um verso da canção O homem velho, de Caetano Veloso, para responder às questões de números 7 a 9.

Detenho-me neste belíssimo verso: "As linhas do destino nas mãos a mão apagou". Como se não bastassem a beleza e a profundidade do sentido desse verso, há nele a quinta-essência da construção linguístico-literária. Ao inverter a ordem "natural" da frase (A mão apagou as linhas do destino nas mãos) e, consequentemente, mantê-la na voz ativa, Caetano é certeiro: mostra com ênfase e sabedoria o que faz a "mão" (que aí é metáfora e metonímia da vida, da passagem do tempo) com as linhas do destino que temos nas mãos.

(Pasquale Cipro Neto, Folha de S. Paulo, Cotidiano. 2/8/12)

Transpondo-se a frase grifada acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:

 

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1575783 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CPRH

Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao poema abaixo.

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

(Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985. p. 78)

Alguns, achando bárbaro o espetáculo, // prefeririam (os delicados) morrer.

Mantendo-se a correção, a lógica e, em linhas gerais, o sentido original, uma redação alternativa em prosa para a frase acima está em:

 

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1575782 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CPRH

Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao poema abaixo.

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

(Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985. p. 78)

O elemento empregado em sentido figurado está grifado em:

 

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1575781 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CPRH

Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao poema abaixo.

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

(Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985. p. 78)

Ficaste sozinho...

O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:

 

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1575780 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CPRH

Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao poema abaixo.

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

(Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985. p. 78)

Porque o amor resultou inútil. (1ª estrofe)

O elemento grifado denota, no contexto,

 

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1575779 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CPRH

Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao poema abaixo.

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

(Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985. p. 78)

Tempo de absoluta depuração.

Empregado em sentido figurado, o elemento grifado acima assume, no contexto, sentido equivalente ao de

 

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1575778 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CPRH

Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao poema abaixo.

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

(Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985. p. 78)

Atente para as afirmações abaixo.

I. No poema, a proximidade da velhice é retratada como causadora de profunda melancolia, já que a solidão se impõe e o indivíduo sente-se física e mentalmente abatido.

II. O poema trata da resignação diante da inevitabilidade do envelhecimento e das transformações advindas com a maturidade, período em que a realidade e os problemas dela decorrentes têm de ser enfrentados sem ilusões.

III. O emprego do verbo chegar no início e no fim do poema (Chega um tempo... // Chegou um tempo...) denota o sofrimento trazido pela percepção de que a juventude é efêmera e irrecuperável na velhice, o que também se verifica no verso Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Está correto o que se afirma APENAS em

 

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