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Foram encontradas 126 questões.

4198982 Ano: 2026
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Em uma pesquisa com fãs de uma banda brasileira de power metal, perguntou-se em quais vocalistas eles votariam para assumir os vocais da banda: Alírio, Eduardo ou Fábio. Cada fã podia votar em mais de um vocalista. Ao todo, 1000 fãs participaram da pesquisa, dos quais 180 não votaram em nenhum dos três. Também se sabe que 180 votaram em Alírio e Fábio, 220 votaram em Alírio e Eduardo, 240 votaram em Eduardo e Fábio, e 100 votaram nos três vocalistas. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta o número de fãs que votaram em apenas um desses três vocalistas.
 

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4198981 Ano: 2026
Disciplina: TI - Ciência de Dados e BI
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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No âmbito das atividades do Conselho Regional de Biomedicina, a equipe de análise de dados utiliza o Microsoft Power BI para construir dashboards interativos destinados ao acompanhamento de indicadores relacionados ao registro profissional, fiscalização e arrecadação de anuidades. Durante o desenvolvimento, um analista precisa criar uma medida que calcule dinamicamente a soma dos valores arrecadados, considerando filtros aplicados nos visuais, como período, região de atuação e situação cadastral dos profissionais. Para isso, ele utiliza a linguagem DAX (Data Analysis Expressions), que permite criar medidas e colunas calculadas com base no contexto de avaliação. Assinale a alternativa que contém uma característica das medidas no Power BI.
 

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4198980 Ano: 2026
Disciplina: TI - Ciência de Dados e BI
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Assinale a alternativa que representa um conceito relacionado ao tratamento e análise de dados.
 

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4198979 Ano: 2026
Disciplina: Informática
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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A proteção contra vírus e outras formas de softwares ou ações intrusivas exige a adoção de múltiplas camadas de segurança, combinando mecanismos de prevenção, detecção e resposta. Em ambientes corporativos, soluções modernas integram funcionalidades como análise comportamental, controle de aplicações, inspeção de tráfego e inteligência de ameaças, sendo comuns em ferramentas como o Microsoft Defender for Endpoint. Nesse contexto, a compreensão do papel de cada mecanismo é essencial para a mitigação de riscos associados a códigos maliciosos e atividades não autorizadas.
Assinale a alternativa que contém uma prática ou mecanismo eficaz de proteção contra malware e ações intrusivas.
 

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4198978 Ano: 2026
Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Em uma rede corporativa moderna, diferentes equipamentos são utilizados para garantir comunicação eficiente, segmentação de tráfego, segurança e interconexão entre redes distintas. Cada dispositivo atua em camadas específicas do modelo OSI, desempenhando funções próprias no encaminhamento e controle do tráfego de dados.
Assinale a alternativa que descreve corretamente a função de um equipamento de rede.
 

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4198977 Ano: 2026
Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Assinale a alternativa que descreve corretamente uma característica do ciclo de instrução executado pela Unidade Central de Processamento (CPU).
 

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4198976 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Texto para a questão

Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a

fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do

século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”

poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.

O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso

que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente

para pacientes com câncer, de maneira informal.

Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos

medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de

Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que

pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema

imunológico estivesse intacto.

O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer

medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar

na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia

comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações

incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro

tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la

de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-

lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.

A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo

recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo

populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão

pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.

Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas

impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos

padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.

O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados

de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal

de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma

cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre

quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em

tempos de polilaminina.

Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).

Assinale a alternativa em que a ênclise pronominal segue a mesma regra que a justifica no trecho “estava sendo impedido de distribuí-la de graça” (linhas 18-19).
 

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4198975 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Texto para a questão

Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a

fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do

século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”

poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.

O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso

que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente

para pacientes com câncer, de maneira informal.

Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos

medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de

Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que

pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema

imunológico estivesse intacto.

O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer

medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar

na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia

comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações

incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro

tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la

de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-

lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.

A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo

recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo

populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão

pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.

Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas

impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos

padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.

O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados

de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal

de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma

cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre

quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em

tempos de polilaminina.

Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).

Sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto, a palavra “aval” (linha 22) poderia ser substituída por
 

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4198974 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Texto para a questão

Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a

fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do

século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”

poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.

O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso

que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente

para pacientes com câncer, de maneira informal.

Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos

medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de

Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que

pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema

imunológico estivesse intacto.

O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer

medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar

na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia

comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações

incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro

tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la

de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-

lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.

A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo

recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo

populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão

pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.

Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas

impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos

padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.

O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados

de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal

de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma

cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre

quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em

tempos de polilaminina.

Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).

De acordo com o texto, a primeira principal reviravolta no caso da fosfo ocorreu a partir da
 

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Disciplina: Português
Banca: Ibest
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Na década de 1990, um professor da USP de São Carlos descobriu uma maneira de sintetizar a

fosfoetanolamina, uma molécula naturalmente encontrada no nosso corpo. Com base em poucas evidências do

século 20 que tinham observado a substância presente em tumores, o cientista desenvolveu uma hipótese: a “fosfo”

poderia alertar o sistema imunológico sobre células cancerosas, sendo, assim, uma forma de tratamento.

O próximo passo seria colocar a ideia à prova em pesquisas pré-clínicas, com células e animais. Mas não foi isso

que aconteceu. O professor começou a produzir a molécula em seu laboratório e a distribuir pílulas gratuitamente

para pacientes com câncer, de maneira informal.

Graças ao boca a boca, o esquema de distribuição bombou nos anos 2000. Não há registros de quantos

medicamentos foram fabricados, mas reportagens da época falam em centenas de pacientes indo ao Instituto de

Química da USP de São Carlos todos os meses para o “tratamento”, por muitos anos. Há inclusive relatos de que

pacientes eram recomendados a não fazer quimioterapia, porque, supostamente, a fosfo só funcionaria se o sistema

imunológico estivesse intacto.

O caso só foi receber atenção em 2014, quando a universidade decidiu proibir a distribuição de qualquer

medicamento que não tivesse autorização prévia da Anvisa. Revoltados, pacientes e suas famílias passaram a entrar

na justiça para obrigar a instituição a fornecer a “pílula do câncer” — e muitas vezes conseguiam. Parte da mídia

comprou a história, e a fosfo virou pauta nacional. O que se seguiu foi um circo. Com base em informações

incompletas e sem entender o método científico, parte da sociedade se convenceu de que um cientista brasileiro

tinha encontrado a cura do câncer (de todos os tipos da doença, diga-se), mas estava sendo impedido de distribuí-la

de graça. Críticos que pediam cautela e alertavam para os riscos de disseminar um suposto medicamento sem testá-

lo eram tachados de invejosos, maldosos e insensíveis.

A história chegou a Brasília. Em 2016, deputados e senadores aprovaram, por unanimidade e em tempo

recorde, uma lei que permitia a produção e a venda da fosfoetanolamina mesmo sem o aval da Anvisa — um absurdo

populista. A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois. A pressão

pública, porém, continuava, e o próprio governo federal encomendou e financiou estudos de segurança e eficácia.

Análises laboratoriais sérias mostraram que as pílulas distribuídas tinham pouca fosfoetanolamina e muitas

impurezas — o que faz sentido, considerando que um laboratório universitário de análises não segue os mesmos

padrões e protocolos de um laboratório de produção farmacêutica.

O golpe final veio em 2017, quando o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) divulgou os resultados

de um ensaio clínico com pacientes com câncer. O estudo foi interrompido no meio porque não havia qualquer sinal

de melhora e seria antiético continuar incluindo voluntários. A pílula milagrosa e midiática, distribuída como uma

cura para mais de uma centena de tipos de câncer, não funcionava. O caso da fosfo é um exemplo claro do que ocorre

quando a euforia e a emoção saem do controle e se sobrepõem ao processo científico. E é bom lembrar dele em

tempos de polilaminina.

Bruno Carbinatto. Polilaminina: o que a “pílula do câncer” nos ensinou sobre apressar a ciência. In: Superinteressante, 13/3/2026. Internet: https://super.abril.com.br/saude/polilaminina-o-que-a-pilula-do-cancer-nos-ensinou-sobre-apressar-a-ciencia/ (adaptado).

No último parágrafo, o pronome “ele”, presente na contração “dele” (linha 32), retoma
 

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