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Foram encontradas 230 questões.

1975999 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: CRM-MT
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TEXTO I

Educação e desigualdade

Escrito por Redação

No Brasil, os alunos com melhores condições financeiras concluem o ensino médio na escola pública tendo aprendido o adequado em língua portuguesa, mas entre os mais pobres o mesmo não se registra. A proporção é de 83% para o primeiro grupo e de 17% para o segundo. Os números são da organização não-governamental Todos pela Educação e dão concretude a uma desigualdade antes apenas intuída.

A análise foi realizada a partir de informações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), mecanismo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Quando se avaliam os dados sobre matemática, chega-se a um cenário mais desnivelado e preocupante: 63,6% dos estudantes mais ricos aprenderam o adequado ao encerrar a temporada de ensino médio e nada mais do que 3,1% dos alunos mais pobres concluem o nível médio sabendo o mínimo suficiente na disciplina. Impõe-se, portanto, o desafio de alterar essa realidade adversa para, conforme os preceitos constitucionais, equilibrar o quadro e oferecer as mesmas condições e as mesmas possibilidades de resultados para todos.

Estabelece a Carta Magna no artigo 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. E, entre muitas citações relativas à educação, determina que “é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios” (...) “proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação”.

Já no artigo 205, preconiza a Constituição que “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

O artigo 206, dispositivo seguinte, pois trata dos princípios sobre os quais o ensino será ministrado – com “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”.

Seria possível, e legítimo, afirmar que referências como essas não são apenas um atestado de que se falha muito no sistema educacional, mas são também um guia confiável sobre o que é necessário modificar e o quão urgentes são essas mudanças. São uma incômoda, mas importante e reveladora pressão.

Afinal, tem-se de um lado os problemas e, no oposto, os instrumentos necessários à resolução. No polo negativo, está o desacerto que revela os baixos níveis de aprendizado, já históricos, enquanto destacam-se como polo positivo uma Constituição moderna, sintonizada com demandas do cidadão, embora carecendo ser mais aplicada do que usada como componente retórico, e o engajamento de diferentes segmentos sociais – com as devidas responsabilidades – e profissionais na busca de meios de reformular o panorama.

É preciso, então, que cada um assuma seu papel e contribua com o cumprimento do interesse comum.

Num contexto menos condescendente com as desigualdades e menos tolerante com as injustiças, no qual o que está escrito é o que vale e o que deve ser cumprido, seria possível e indispensável agregar esforços e reservar investimentos no sentido de correção das deformidades.

Disponível em https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniaoold/...-educacao-e-desigualdade-1.2078423. Acesso em 09/09/2020

No Brasil, os alunos com melhores condições financeiras concluem o ensino médio na escola pública tendo aprendido o adequado em língua portuguesa, mas entre os mais pobres o mesmo não se registra. A proporção é de 83% para o primeiro grupo e de 17% para o segundo”. Os dados apresentados no início do TEXTO I indicam que
 

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1975998 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: CRM-MT
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TEXTO I

Eu adoraria

Os brasileiros, creio que preferimos sempre o futuro do pretérito. “Eu gostaria”, “eu faria”, “eu suportaria”... Os donos originais da língua de Camões elegem o pretérito imperfeito: “eu gostava”. Nosso condicional, talvez, seja uma possibilidade de adiar o fato ou a decisão, pois quase sempre é seguido de elementos adversativos ou condições: “eu faria, se...” “Eu tentaria, mas...” A comunicação tupiniquim tem o traço da omissão do eu objetivo que promete fazer uma tarefa específica e com data marcada. Isso explica tantos condicionais e nosso clássico gerundismo. “-Ia” e “-endo” são terminações que possibilitam adiar minha ação até a segunda vinda do Messias (se você for cristão) ou a primeira (se você seguir o judaísmo).

Sou brasileiro nato e não escapo do miasma do futuro do pretérito que emana das “praias do Brasil ensolaradas”. O mais grave é enfrentar o choque entre o meu desejo condicional de melhora e a realidade concreta do presente do indicativo. Explico-me.

Em uma quente sexta-feira na hora do almoço, fiz algo raríssimo, felizmente: fui a uma agência bancária. Eu tinha poucos minutos para resolver o problema e partir para o restante da jornada. Ao entrar no recinto, um fã pegou-me pelo braço. Era um senhor simpático de extração septuagenária, que desejava manifestar que acompanhava meu trabalho. Detalhe que só percebi minutos após: ele era gago. O que pode existir de pior para alguém que tem poucos minutos pela frente? Um fã gago. Minha pressa me empurrava e meu dever humano me segurava. Eu gostaria de ser menos impaciente com o olhar (aí entra o futuro do pretérito), eu desejaria ter escalonado minhas prioridades do dia (agenda é menos importante do que um ser humano) e eu “ia iria indo”, porém... não fui. Fui seco e disparei chispas visuais que minha falecida mãe classificava como “olhos de fogo”.

Costumo dizer que sou um sábio do minuto seguinte, um virtuoso sem timing. Segundos após ter sido grosseiro, insensível, agressivo na voz ou arrogante, eu caio em plena consciência como o rei Cláudio, de Hamlet, rezando e tomado de remorso. Surge com clareza na minha mente o que eu deveria ter feito, como seria melhor se minha atitude fosse outra. Por que não consigo ter essa acuidade antes ou durante o ato? Sou um homem do futuro do pretérito.

Trabalho em terapia um fato que me segue desde a infância. O que for preparado, previsto, estipulado e agendado é perfeito e sereno como um lago suíço. Lancei uma obra com a monja Coen (O inferno somos nós: do ódio à cultura de paz). Sabia, com semanas de antecedência, que seria um evento com muitas pessoas. Preparei-me para isso. A fila serpenteava pela rua e a livraria regurgitava, tomada de fãs ansiosos para ouvirem a monja e a mim. Depois de uma fala inicial, seguimos para o terceiro andar e iniciamos o rito: autógrafo, fotografia (o mais importante), uma pequena palavra com cada um. Posso estar enganado, porém imagino que, das 19h até o início da madrugada do dia seguinte, quando o ordálio cessou, fui simpático, sorridente, solícito com todas e todos. Eu estava lá para aquilo, era minha missão e eu me apresentava genuinamente feliz ao lado da budista e de tantas pessoas que tinham parado seus compromissos pessoais e profissionais para acompanhar a fala. Aquilo era o melhor de mim: o Leandro preparado para o momento. O pior de mim acontece em coisas fora do previsto, ou com muita fome, muita pressa ou focado em outro alvo. Esse é o momento do futuro do pretérito.

Quem gosta muito de mim falará: “Leandro, você é humano, tem seus altos e baixos, tem irritações, é sobrecarregado e tem uma agenda exaustiva”. Adoro meus amigos e amo essas atenuantes diante do implacável juiz da minha consciência. Porém, eles estão errados a não ser pelo fato de me reconhecerem humano. Quero ser o que foi bom, não o que poderia ter sido. Sou uma pessoa com certa consciência e, como todo ser humano, dotado de livre-arbítrio. Sou perfectível, e não perfeito. A meta seria aproximar o condicional do pretérito perfeito. Não mais o que eu deveria ter feito, mas o que eu fiz. Nas diferenças de tempos está o detalhe da sabedoria. Ser sábio é moldar-se constantemente e superar o lado impulsivo e agressivo. Estar calmo quando se está bem é quase infantil. Falar com equilíbrio e amar o próximo quando o próximo e eu estamos em condições normais de temperatura e pressão é desafio insignificante. Imagine-se, cara leitora e estimado leitor, você sentada(o) em uma poltrona confortabilíssima, sem nenhum mal lhe afligindo, a temperatura ambiente está ideal e do seu lado a sua bebida preferida ao alcance da mão. Sua música preferida roda no volume ideal. Na cena idílica descrita, é raro o ser humano que esteja agressivo ou irritadiço. Se entra alguém, você responde com a voz calma e equilibrada de um lama do Himalaia. O mundo flui e você se deixa levar pelo átimo de felicidade do instante. Ser equilibrado assim está ao alcance de todas as pessoas. Comece a retirar as benesses, acrescente as adversidades, aumente a temperatura de forma desagradável e dê uma agenda extensa: o sábio vai dar lugar ao homem das cavernas.

Minha meta é aproximar os tempos verbais. Meu propósito de sabedoria é compreender que há momentos em que manter a paz é fácil. Em outras ocasiões, muito complicado. Na tensão está o desafio a atingir. Superar o mundo ciclotímico ao meu redor e o meu. Ser verdadeiro e plenamente presente sempre ou na maioria das vezes. É o meu desafio. É o Leandro que eu desejaria e que desejo ver. Qual a sua meta?

KARNAL, Leandro. O coração das coisas. São Paulo: Contexto, 2019.

Assinale a alternativa em que a ocorrência da crase não obedece às exigências da Norma Padrão da Língua Portuguesa.
 

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1975997 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: CRM-MT
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enunciado 1161168-1

Na fala “...mas não noto nada diferente!”, o termo grifado é classificado gramaticalmente como
 

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3339966 Ano: 2020
Disciplina: Medicina
Banca: IDIB
Orgão: CRM-MT
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Diante de um estudo hipotético que avaliou a necessidade de meios alternativos para o diagnóstico de TVP, um estudante comparou os resultados obtidos entre o uso de US com dopller de membros inferiores e resultados do D-dímero em pacientes que chegavam com suspeita clínica de TVP. Ele observou que, dos 60 pacientes que apresentavam TVP ao US, 35 apresentaram D-dímero positivo. Dos 50 pacientes sem esse diagnóstico ao US, 40 pacientes apresentaram teste positivo. Diante do exposto, é correto afirmar que

Questão Anulada

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3339943 Ano: 2020
Disciplina: Saúde Pública
Banca: IDIB
Orgão: CRM-MT
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Diante de uma diretiva de fiscalização do funcionamento de um CAPS ad com 27 pacientes por turno, assinale a alternativa que não se enquadra nas normativas legais.

Questão Anulada

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2304026 Ano: 2020
Disciplina: Estatística
Banca: IDIB
Orgão: CRM-MT
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100 estradas dos tipos A, B e C passam por uma análise qualitativa no quesito desgaste do asfalto. Para cada estrada, o asfalto foi classificado de acordo com seu estado como satisfatório, irregular e crítico, conforme quadro a seguir:

enunciado 3256875-1

Caso uma estrada seja escolhida aleatoriamente, qual a probabilidade de estar com estado satisfatório ou ser do tipo C?

Questão Anulada

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2304025 Ano: 2020
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: IDIB
Orgão: CRM-MT
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luz das alterações normativas empreendidas pela última Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019), analise as afirmativas a seguir sobre a aposentadoria dos agentes públicos:

I. Os futuros parlamentares federais, com mandato iniciando em 2023, ao assumirem os cargos eletivos, integrarão automaticamente o Regime Geral de Previdência Social.

II. Os ocupantes do cargo de professor permaneceram com o direito à redução, em cinco anos, da idade e do tempo de contribuição para fins de aposentadoria voluntária, desde que comprovem tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil.

III. O regime de previdência complementar poderá será efetivado tanto por intermédio de entidade fechada como aberta de previdência complementar.

É correto o que se afirma

Questão Anulada

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2304024 Ano: 2020
Disciplina: Matemática
Banca: IDIB
Orgão: CRM-MT
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Os lados de um triangulo retângulo estão em progressão geométrica de razão 3 cm. Assinale a alternativa que indica corretamente o valor da hipotenusa.
Questão Anulada

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2304023 Ano: 2020
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: IDIB
Orgão: CRM-MT
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Uma família de matemáticos coleciona canetas de várias cores e recentemente comprou estojos com 10, 20 e 30 canetas custando, respectivamente, R$ 5,00, R$ 30,00 e R$ 50,00. Sabe-se que o total de canetas compradas foi de 60, no valor de R$ 215,00, e que o número de estojos com 30 canetas equivale ao triplo de estojos com 10 canetas. Assinale a alternativa que indica corretamente a quantidade de estojos com 20 canetas comprada nessa ocasião por essa família.
Questão Anulada

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2017833 Ano: 2020
Disciplina: Redação Oficial
Banca: IDIB
Orgão: CRM-MT
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Assinale abaixo a única alternativa que contempla um documento oficial:
Questão Anulada

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