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Foram encontradas 80 questões.

Paciente feminina, 28 anos, foi internada pela quarta vez em um hospital de referência. As internações anteriores, ocorridas aos 13, 18 e 26 anos, estiveram relacionadas a episódios de sangramento atípico. Aos 13 anos, sangrou prolongadamente após uma amigdalectomia, necessitando de transfusão sanguínea, sendo a investigação inicial inconclusiva. Aos 18, apresentou sangramento uterino disfuncional que exigiu hospitalização, sem identificação de distúrbio da coagulação nem plaquetopenia. Aos 26, teve esquimoses extensas em ambos os braços após uma leve contusão. Atualmente, a paciente procurou o pronto-socorro com fraqueza progressiva e tontura. Havia realizado uma biópsia de pele recente para remoção de nevo suspeito, mas o sangramento do local persistiu por mais de 48 horas, motivando o uso de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais.
Ao exame físico, a paciente estava pálida, hipocorada, com frequência cardíaca de 105 bpm e pressão arterial de 105 x 60 mmHg. Estava lúcida, orientada, eutrófica e não apresentava sinais de gravidade aguda ou infecção. Negava uso de medicação regular ou doença prévia, exceto pelos episódios de sangramento. Seus exames demonstraram uma piora gradual da anemia: Hemoglobina 10 g/dL aos 26 anos, e atualmente 7,5 g/dL. Durante a internação, relatou alguns episódios de enterorragia discreta. A investigação de anemia demonstrou morfologia microcítica e hipocrômica, com reticulócitos corrigidos de 1,2%, ferritina 10 ng/mL, índice de saturação de transferrina 9%, TIBC: 420 mcg/dL. O médico responsável iniciou a investigação de anemia com colonoscopia, que revelou divertículo de Meckel, com erosões superficiais sem sangramento ativo. Ao revisar os exames, observou plaquetas de 160.000/mm³ e um coagulograma normal (TP e PTTa dentro dos limites).

Considerando o histórico clínico, os achados do exame físico e os resultados laboratoriais, a conduta mais apropriada no momento seria
 

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Um homem de 72 anos foi internado por desidratação e perda ponderal significativa nas últimas semanas.
No contexto da investigação, observou-se apatia e redução global da atividade motora. O paciente permanecia vígil, sem delírios ou alucinações evidentes, mas com marcada passividade frente a comandos simples. Em alguns momentos, recusava-se a se mover ou a realizar funções básicas, como fechar os olhos ou ajustar a respiração voluntariamente. Mantinha posturas rígidas por longos períodos e exibia aumento difuso do tônus muscular.
Em dias anteriores, foram observados episódios de ecolalia e ecopraxia. Os exames laboratoriais iniciais (hemograma, eletrólitos, função hepática e renal) estavam dentro da normalidade.
Considerando o quadro descrito, a conduta mais apropriada inclui
 

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Um paciente de 56 anos foi atendido em ambulatório especializado em hipertensão resistente. Faz uso regular de anlodipino 5 mg duas vezes ao dia, losartana 50 mg duas vezes ao dia e hidroclorotiazida 25 mg uma vez ao dia. É portador de diabetes tipo 2 em uso de metformina 2 g/dia, com HbA₁c de 7,2%. Mudanças no estilo de vida foram implementadas gradativamente. Ao exame, ictus propulsivo no 5º espaço intercostal esquerdo; pressão arterial em repouso de 150 × 90 mmHg e frequência cardíaca de 89 bpm. O eletrocardiograma sugeria hipertrofia ventricular esquerda; relação albumina/creatinina urinária de 200 mg/g e TFG estimada de 90 mL/min/1,73 m². A MAPA revelou valores normais nas médias de vigília, 24 horas e sono.
Diante do caso apresentado, a conduta mais apropriada é
 

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Antônio, 82 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 há 15 anos, é acompanhado no ambulatório de geriatria. Nos últimos 18 meses, apresentou perda ponderal não intencional de 8 kg, com IMC atual de 19,5 kg/m². A família relata episódios recorrentes de quedas domiciliares e diagnóstico recente de doença de Alzheimer moderada. Ao exame físico, evidencia-se sarcopenia com redução significativa da massa muscular e força de preensão palmar diminuída. Atualmente em uso de metformina 1 g duas vezes ao dia, com hemoglobina glicada de 7,8% e glicemias capilares de jejum variando entre 110- 160 mg/dL.
As metas glicêmicas mais adequadas para esse paciente são
 

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Roberto, 68 anos, é internado eletivamente para ressecção anterior baixa de reto por adenocarcinoma, com tempo cirúrgico estimado de 3 horas sob anestesia geral. Apresenta hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana e Diabetes Mellitus tipo 2 em uso de metformina, com hemoglobina glicada de 7,1%.

Ao exame físico, encontra-se estável, normocorado, com pressão arterial de 140/85 mmHg e frequência cardíaca de 78 bpm. Nega dispneia aos esforços habituais e refere conseguir subir dois lances de escada sem limitação. Não apresenta história de doença coronariana, insuficiência cardíaca ou doença cerebrovascular. Eletrocardiograma mostra ritmo sinusal sem alterações isquêmicas.

A conduta mais apropriada para avaliação pré-operatória do risco cardiovascular nesse paciente é

 

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Maria, 28 anos, procura atendimento médico relatando diarreia crônica há 8 meses, com 4-5 evacuações diárias de consistência pastosa, associada a perda ponderal de 6 kg no período. Refere também fadiga, distensão abdominal pós-prandial e flatulência excessiva. Apresenta Diabetes Mellitus tipo 1 diagnosticado há 15 anos, em uso de insulina. Ao exame físico, apresenta IMC de 19 kg/m², palidez cutânea discreta e distensão abdominal leve. Exames laboratoriais mostram hemoglobina de 10,2 g/dL, ferro sérico baixo e ferritina reduzida.
A abordagem diagnóstica mais adequada para investigar doença celíaca nessa paciente é
 

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Paciente masculino, 48 anos, deu entrada no pronto-socorro com quadro de dor abdominal intensa em fossa ilíaca esquerda. Tomografia computadorizada evidenciou diverticulite aguda complicada por abscesso de 2,5 cm em sigmoide, sem sinais de perfuração livre. Iniciado antibioticoterapia endovenosa com piperacilina-tazobactam.

No 7º dia de internação, evoluiu com picos febris, aumento de leucócitos (16.000/mm³) e PCR (18 mg/dL). Perdeu 4 kg desde o início do quadro (peso atual: 68 kg; altura: 1,75 m; IMC: 22,2 kg/m²). Relata inapetência importante e consegue ingerir apenas líquidos em pequenas quantidades. Programada drenagem percutânea guiada por tomografia devido à piora dos parâmetros inflamatórios.

A conduta nutricional mais apropriada para esse paciente agora é

 

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Paciente masculino de 45 anos foi atendido pelo psiquiatra após inúmeras consultas com especialistas. Sua queixa principal descrevia quadro de síndrome dispéptica com empanzinamento, distensão abdominal e receio de se alimentar. Também havia soluços recorrentes após alguns tipos de alimentos, pirose e dor em epigástrio.
No início do quadro, há um ano, os sintomas eram relacionados a alimentos gordurosos e carnes, motivando a evitar esses alimentos. Posteriormente, muitos tipos de alimentos como ervilhas, milhos, leite e derivados foram excluídos da dieta por piorarem os sintomas. Passou a evitar alguns condimentos e pastas como purês e caldos grossos, devido à textura desses alimentos.
Durante o período de um ano, perdeu 15 kg (peso atual 45 kg) e está com IMC de 18 kg/m². Trouxe alguns exames para a consulta, os quais demonstraram: endoscopia digestiva alta com gastrite leve; ultrassonografia com discreta esteatose hepática; tomografia de abdome e pelve não revelaram qualquer alteração significativa. Negou quaisquer outros sintomas em aparelhos e sistemas orgânicos, exceto pelo já descrito sobre o trato gastrointestinal. O paciente se mostrava insatisfeito e preocupado com o peso atual, porém não havia intenção de emagrecer ou descontentamento com sua percepção corporal previamente. O paciente relatou o divórcio seguido da brusca mudança na rotina e seus hábitos alimentares há um ano e meio com extrema tristeza. O paciente negava e não havia indícios de comportamento purgativo. Também não preencheu critérios para episódio depressivo maior.

Sobre o quadro clínico descrito, é correto afirmar que se trata de
 

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Paciente masculino de 38 anos procurou atendimento médico com história de 3 meses de evolução de cansaço e dispneia aos grandes esforços, que posteriormente evoluiu com cefaleia, tinnitus, redução da acuidade auditiva e edema de face. Ao exame físico, apresentava edema das fossas supraclaviculares, circulação colateral em pelerine, varizes do freio lingual e murmúrio vesicular reduzido em região paraesternal bilateralmente. O paciente relatava piora dos sintomas ao assumir o decúbito dorsal. Negava tabagismo e comorbidades prévias. A radiografia de tórax evidenciou alargamento do mediastino anterior e superior.
Considerando a apresentação clínica descrita, o diagnóstico mais provável é
 

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Um homem de 41 anos deu entrada, no serviço de Emergência, em estado clínico grave, com sinais de hipertensão intracraniana, pupilas pouco reativas, confusão mental e vômitos. Entre as medidas de suporte de emergência, na terapia farmacológica, foi usada a droga fomepizol.

A condição clínica que o paciente apresentava foi causada por intoxicação por

 

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