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Paciente de 14 anos, sexo masculino, é levado ao pronto-socorro
por episódio de hematoquezia volumosa e indolor iniciado há
aproximadamente seis horas, associado à tontura e palidez. Nega
febre, diarreia ou dor abdominal. Ao exame físico apresenta
frequência cardíaca de 118 bpm, pressão arterial de 98 × 60
mmHg, palidez cutaneomucosa ++/4+ e abdome flácido, indolor e
sem sinais de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais
demonstram hemoglobina 7,8 g/dL, hematócrito 24%, leucócitos
8.900/mm³ e proteína C reativa 0,5 mg/dL. Após estabilização
clínica, a cintilografia com 99mTc-pertecnetato evidencia
captação focal no quadrante inferior direito, compatível com
divertículo de Meckel contendo mucosa gástrica ectópica.
O quadro clínico apresentado está relacionado à persistência embrionária da seguinte estrutura:
O quadro clínico apresentado está relacionado à persistência embrionária da seguinte estrutura:
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Paciente de 43 anos, sexo masculino, é encaminhado ao
ambulatório de gastroenterologia após rastreamento ocupacional
evidenciar anti-HCV reagente. Encontra-se assintomático, sem
antecedentes de hepatopatia conhecida e sem tratamento prévio
para hepatite C. Ao exame físico, não apresenta sinais de doença
hepática crônica.
O próximo passo mais apropriado para confirmar o diagnóstico é
O próximo passo mais apropriado para confirmar o diagnóstico é
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Médico residente de 27 anos, sem comorbidades, iniciou
atividades em um serviço de endoscopia digestiva. Relata ter
recebido corretamente as três doses da vacina contra hepatite B
na infância. Como parte da avaliação ocupacional, realizou
sorologia que evidenciou:
· HBsAg: negativo.
· Anti-HBc total: negativo.
· Anti-HBs: 4 mUI/mL.
Foi orientado a repetir o esquema vacinal completo. Um a dois meses após a terceira dose, nova sorologia demonstrou anti-HBs de 6 mUI/mL, permanecendo abaixo do nível considerado protetor.
A conduta mais apropriada é
· HBsAg: negativo.
· Anti-HBc total: negativo.
· Anti-HBs: 4 mUI/mL.
Foi orientado a repetir o esquema vacinal completo. Um a dois meses após a terceira dose, nova sorologia demonstrou anti-HBs de 6 mUI/mL, permanecendo abaixo do nível considerado protetor.
A conduta mais apropriada é
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Paciente de 15 anos, sexo masculino, é encaminhado ao
gastroenterologista por episódios recorrentes de dor abdominal
há aproximadamente oito meses. A dor é de forte intensidade,
localizada ora em mesogástrio, ora em flanco esquerdo, surgindo
de forma súbita e resolvendo espontaneamente após algumas
horas. Entre os episódios permanece completamente
assintomático. Nega alterações do hábito intestinal, perda
ponderal, febre ou vômitos persistentes.
Já foi submetido a endoscopia digestiva alta, colonoscopia, ultrassonografia abdominal e exames laboratoriais, todos sem alterações significativas. Durante um novo episódio de dor, realiza tomografia computadorizada de abdome, que demonstra massa sólida bem delimitada no abdome inferior esquerdo, ausência do baço em sua topografia habitual e pedículo vascular alongado com aspecto espiralado (“whirl sign”).
A hipótese diagnóstica mais provável é
Já foi submetido a endoscopia digestiva alta, colonoscopia, ultrassonografia abdominal e exames laboratoriais, todos sem alterações significativas. Durante um novo episódio de dor, realiza tomografia computadorizada de abdome, que demonstra massa sólida bem delimitada no abdome inferior esquerdo, ausência do baço em sua topografia habitual e pedículo vascular alongado com aspecto espiralado (“whirl sign”).
A hipótese diagnóstica mais provável é
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Paciente de 59 anos, sexo masculino, portador de cirrose
compensada secundária à MASLD, encontra-se em
acompanhamento ambulatorial. Nega episódios prévios de ascite,
encefalopatia ou hemorragia digestiva. Os exames mostram:
· Plaquetas: 168.000/mm³.
· Elastografia hepática (FibroScan®): 14,8 kPa.
· Bilirrubinas, INR e albumina compatíveis com função hepática preservada.
À luz do consenso de Baveno, a conduta mais apropriada em relação ao rastreamento de varizes esofagogástricas é
· Plaquetas: 168.000/mm³.
· Elastografia hepática (FibroScan®): 14,8 kPa.
· Bilirrubinas, INR e albumina compatíveis com função hepática preservada.
À luz do consenso de Baveno, a conduta mais apropriada em relação ao rastreamento de varizes esofagogástricas é
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Paciente de 46 anos, sexo masculino, portador de retocolite
ulcerativa extensa, é internado por colite aguda grave. Após sete
dias de tratamento com corticosteroide intravenoso, mantém
oito evacuações sanguinolentas ao dia, dor abdominal e proteína
C reativa persistentemente elevada. A tomografia
computadorizada de abdome demonstra espessamento difuso do
cólon esquerdo, sem dilatação colônica, pneumoperitônio,
coleções ou outros sinais de complicação.
Foi submetido à retossigmoidoscopia flexível, que evidencia ulcerações profundas e extensas no reto e sigmoide. Durante o exame, são obtidas múltiplas biópsias das áreas ulceradas.
O exame anatomopatológico demonstra células aumentadas de volume contendo inclusões intranucleares eosinofílicas circundadas por halo claro, além de ocasionais inclusões citoplasmáticas.
O diagnóstico mais provável é
Foi submetido à retossigmoidoscopia flexível, que evidencia ulcerações profundas e extensas no reto e sigmoide. Durante o exame, são obtidas múltiplas biópsias das áreas ulceradas.
O exame anatomopatológico demonstra células aumentadas de volume contendo inclusões intranucleares eosinofílicas circundadas por halo claro, além de ocasionais inclusões citoplasmáticas.
O diagnóstico mais provável é
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Paciente de 28 anos, sexo masculino, refere disfagia intermitente
para alimentos sólidos há aproximadamente dois anos. Relata
três episódios de impactação alimentar que necessitaram
atendimento em serviço de emergência. Possui antecedente de
rinite alérgica e asma. A endoscopia digestiva alta evidencia
esôfago macroscopicamente normal, sem estenoses, exsudatos,
sulcos longitudinais ou anéis. Estômago e duodeno sem
alterações.
A conduta mais apropriada durante o exame é
A conduta mais apropriada durante o exame é
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Paciente de 39 anos, sexo masculino, portador de doença de
Crohn ileocolônica, encontra-se em remissão clínica com
Ustequinumabe. Após consulta com outro profissional, passa a
acreditar que sua doença decorre exclusivamente do consumo de
glúten e lactose. Decide interromper espontaneamente o
imunobiológico e solicita ao gastroenterologista apenas
prescrições de suplementos e terapias alternativas, recusando
qualquer tratamento com eficácia comprovada para sua doença.
Após esclarecimento dos riscos da suspensão terapêutica,
mantém sua decisão.
À luz dos princípios éticos da prática médica, a conduta mais apropriada do gastroenterologista é
À luz dos princípios éticos da prática médica, a conduta mais apropriada do gastroenterologista é
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Homem de 72 anos, com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal
crônica estágio G3a, encontra-se internado há 12 dias para
tratamento de pneumonia hospitalar. Recebeu inicialmente
ceftriaxona e azitromicina e, após piora respiratória, o esquema
foi substituído por piperacilina/tazobactam.
No décimo dia de internação, iniciou diarreia aquosa, inicialmente com oito evacuações em 24 horas, associada a dor abdominal difusa. Nas 48 horas seguintes, evoluiu com distensão abdominal progressiva, redução importante das evacuações, oligúria e hipotensão.
Ao exame: temperatura 38,1 °C, frequência cardíaca 118 bpm, pressão arterial 82 × 48 mmHg, mucosas secas e abdome distendido, difusamente doloroso, sem sinais de irritação peritoneal e com ruídos hidroaéreos muito diminuídos.
Exames laboratoriais mostram: leucócitos: 32.800/mm³, com 89% de neutrófilos; hemoglobina: 11,4 g/dL; creatinina: 2,4 mg/dL, sendo basal 1,2 mg/dL; albumina: 2,2 g/dL; lactato: 4,1 mmol/L; potássio: 3,1 mEq/L.
Pesquisa molecular nas fezes detecta gene toxigênico de Clostridioides difficile, com imunoensaio para toxinas A/B positivo. A tomografia computadorizada do abdome evidencia espessamento difuso da parede colônica e dilatação do cólon transverso de 6,5 cm, sem pneumoperitônio.
Após reposição volêmica inicial, considerando o diagnóstico, a gravidade da apresentação e os mecanismos farmacológicos envolvidos, qual é a conduta antimicrobiana mais adequada neste momento?
No décimo dia de internação, iniciou diarreia aquosa, inicialmente com oito evacuações em 24 horas, associada a dor abdominal difusa. Nas 48 horas seguintes, evoluiu com distensão abdominal progressiva, redução importante das evacuações, oligúria e hipotensão.
Ao exame: temperatura 38,1 °C, frequência cardíaca 118 bpm, pressão arterial 82 × 48 mmHg, mucosas secas e abdome distendido, difusamente doloroso, sem sinais de irritação peritoneal e com ruídos hidroaéreos muito diminuídos.
Exames laboratoriais mostram: leucócitos: 32.800/mm³, com 89% de neutrófilos; hemoglobina: 11,4 g/dL; creatinina: 2,4 mg/dL, sendo basal 1,2 mg/dL; albumina: 2,2 g/dL; lactato: 4,1 mmol/L; potássio: 3,1 mEq/L.
Pesquisa molecular nas fezes detecta gene toxigênico de Clostridioides difficile, com imunoensaio para toxinas A/B positivo. A tomografia computadorizada do abdome evidencia espessamento difuso da parede colônica e dilatação do cólon transverso de 6,5 cm, sem pneumoperitônio.
Após reposição volêmica inicial, considerando o diagnóstico, a gravidade da apresentação e os mecanismos farmacológicos envolvidos, qual é a conduta antimicrobiana mais adequada neste momento?
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Homem de 47 anos, com diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão
arterial, é internado por febre, calafrios e dor lombar. Duas
hemoculturas obtidas na admissão isolam Staphylococcus aureus
sensível à meticilina (MSSA), e a ressonância magnética
demonstra espondilodiscite em L3–L4, sem coleção drenável. É
iniciada antibioticoterapia intravenosa dirigida.
No 8º dia de internação, apesar da melhora da febre, apresenta edema de membros inferiores, oligúria e pressão arterial de 168 × 96 mmHg. A creatinina sérica, previamente 1,0 mg/dL, eleva-se para 2,8 mg/dL. Os exames mostram: ureia: 92 mg/dL; potássio: 5,1 mEq/L; albumina: 3,0 g/dL; C3: 48 mg/dL (VR: 90–180); C4: 22 mg/dL (VR: 10–40); FAN: negativo; ANCA: negativo; proteinúria: 1,8 g/24 h; EAS: hematúria dismórfica, proteinúria e cilindros hemáticos.
Diante da piora da função renal, realiza-se biópsia renal, que demonstra glomerulonefrite proliferativa difusa, com depósitos granulares de imunoglobulinas e C3 no mesângio e ao longo das paredes capilares à imunofluorescência.
Considerando o diagnóstico, o mecanismo fisiopatológico da lesão glomerular e a estratégia terapêutica mais adequada, assinale a alternativa CORRETA.
No 8º dia de internação, apesar da melhora da febre, apresenta edema de membros inferiores, oligúria e pressão arterial de 168 × 96 mmHg. A creatinina sérica, previamente 1,0 mg/dL, eleva-se para 2,8 mg/dL. Os exames mostram: ureia: 92 mg/dL; potássio: 5,1 mEq/L; albumina: 3,0 g/dL; C3: 48 mg/dL (VR: 90–180); C4: 22 mg/dL (VR: 10–40); FAN: negativo; ANCA: negativo; proteinúria: 1,8 g/24 h; EAS: hematúria dismórfica, proteinúria e cilindros hemáticos.
Diante da piora da função renal, realiza-se biópsia renal, que demonstra glomerulonefrite proliferativa difusa, com depósitos granulares de imunoglobulinas e C3 no mesângio e ao longo das paredes capilares à imunofluorescência.
Considerando o diagnóstico, o mecanismo fisiopatológico da lesão glomerular e a estratégia terapêutica mais adequada, assinale a alternativa CORRETA.
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