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Homem de 36 anos está internado há seis dias para investigação
de febre persistente. Há cerca de três semanas apresenta picos
febris diários acima de 39 °C, acompanhados por rash
eritematoso transitório no tronco e nos membros proximais, que
surge durante os episódios febris, além de odinofagia e artralgia
inicialmente migratória, evoluindo com artrite de punhos e
joelhos.
Ao exame entre os picos de febre, encontra-se hemodinamicamente estável e sem foco infeccioso evidente. Os exames mostram leucócitos de 18.700/mm³ (4.000– 11.000/mm³), com 86% de neutrófilos (40–70%), hemoglobina de 12,4 g/dL (13,5–17,5 g/dL), plaquetas de 418.000/mm³ (150.000– 450.000/mm³), proteína C reativa de 18,2 mg/dL (< 0,5 mg/dL), ferritina de 9.800 ng/mL (30–400 ng/mL), aspartato aminotransferase de 76 U/L (< 35 U/L) e alanina aminotransferase de 91 U/L (< 45 U/L). Fator reumatoide e anticorpos antinucleares são negativos.
Foram obtidas três hemoculturas antes do início dos antimicrobianos, além de urocultura, todas sem crescimento. Tomografias de tórax, abdome e pelve não demonstraram foco infeccioso ou massa suspeita, e ecocardiograma não mostrou vegetações. Após cinco dias de antibioticoterapia empírica, o paciente mantém o mesmo padrão diário de febre e rash.
Considerando a evolução clínica, a investigação realizada e o diagnóstico diferencial entre infecção e doença inflamatória sistêmica, assinale a conduta mais adequada.
Ao exame entre os picos de febre, encontra-se hemodinamicamente estável e sem foco infeccioso evidente. Os exames mostram leucócitos de 18.700/mm³ (4.000– 11.000/mm³), com 86% de neutrófilos (40–70%), hemoglobina de 12,4 g/dL (13,5–17,5 g/dL), plaquetas de 418.000/mm³ (150.000– 450.000/mm³), proteína C reativa de 18,2 mg/dL (< 0,5 mg/dL), ferritina de 9.800 ng/mL (30–400 ng/mL), aspartato aminotransferase de 76 U/L (< 35 U/L) e alanina aminotransferase de 91 U/L (< 45 U/L). Fator reumatoide e anticorpos antinucleares são negativos.
Foram obtidas três hemoculturas antes do início dos antimicrobianos, além de urocultura, todas sem crescimento. Tomografias de tórax, abdome e pelve não demonstraram foco infeccioso ou massa suspeita, e ecocardiograma não mostrou vegetações. Após cinco dias de antibioticoterapia empírica, o paciente mantém o mesmo padrão diário de febre e rash.
Considerando a evolução clínica, a investigação realizada e o diagnóstico diferencial entre infecção e doença inflamatória sistêmica, assinale a conduta mais adequada.
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Mulher de 48 anos é encaminhada ao ambulatório de
reumatologia por fraqueza progressiva há três meses. Relata
dificuldade crescente para subir escadas, levantar-se de cadeiras
baixas e elevar os braços para pentear os cabelos. Nega
parestesias, dor radicular ou alterações esfincterianas. Não
apresenta lesões cutâneas.
Ao exame, há redução simétrica da força muscular em cinturas escapular e pélvica, com força distal preservada, reflexos osteotendíneos presentes e sensibilidade sem alterações.
Os exames mostram creatinoquinase de 3.120 U/L (26–192 U/L), aldolase de 18 U/L (1,0–7,5 U/L), aspartato aminotransferase de 96 U/L (< 35 U/L), proteína C reativa de 0,7 mg/dL (< 0,5 mg/dL) e hormônio tireoestimulante de 2,1 mUI/L (0,4–4,5 mUI/L).
A ressonância magnética das coxas demonstra edema muscular bilateral e relativamente simétrico nas sequências sensíveis a líquido, sem substituição gordurosa significativa. A eletroneuromiografia evidencia potenciais de unidade motora de curta duração e baixa amplitude, com fibrilações e ondas agudas positivas; os estudos de condução nervosa não mostram alterações relevantes.
Considerando a integração dos achados clínicos e complementares, assinale a interpretação mais adequada.
Ao exame, há redução simétrica da força muscular em cinturas escapular e pélvica, com força distal preservada, reflexos osteotendíneos presentes e sensibilidade sem alterações.
Os exames mostram creatinoquinase de 3.120 U/L (26–192 U/L), aldolase de 18 U/L (1,0–7,5 U/L), aspartato aminotransferase de 96 U/L (< 35 U/L), proteína C reativa de 0,7 mg/dL (< 0,5 mg/dL) e hormônio tireoestimulante de 2,1 mUI/L (0,4–4,5 mUI/L).
A ressonância magnética das coxas demonstra edema muscular bilateral e relativamente simétrico nas sequências sensíveis a líquido, sem substituição gordurosa significativa. A eletroneuromiografia evidencia potenciais de unidade motora de curta duração e baixa amplitude, com fibrilações e ondas agudas positivas; os estudos de condução nervosa não mostram alterações relevantes.
Considerando a integração dos achados clínicos e complementares, assinale a interpretação mais adequada.
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Mulher de 62 anos procura atendimento ambulatorial por dor
nas mãos há cerca de três anos, com piora ao longo do dia e
durante atividades como abrir potes e torcer roupas. Refere
rigidez matinal por aproximadamente 15 minutos. Ao exame,
apresenta aumento de consistência óssea em várias articulações
interfalangianas distais e proximais e dor à mobilização da
primeira carpometacarpiana bilateralmente. Não há sinovite nas
metacarpofalangianas ou nos punhos, nem dactilite, alterações
ungueais ou lesões cutâneas sugestivas de psoríase.
Os exames mostram proteína C reativa de 0,3 mg/dL (< 0,5 mg/dL), fator reumatoide de 22 UI/mL (< 14 UI/mL) e anticorpos antipeptídeos citrulinados < 7 U/mL (< 20 U/mL). Radiografias das mãos mostram osteófitos e redução do espaço articular em interfalangianas distais, proximais e primeiras carpometacarpianas, sem erosões centrais e sem alterações relevantes em metacarpofalangianas ou punhos.
Considerando a distribuição do acometimento, os achados do exame físico e os exames complementares, assinale a interpretação diagnóstica mais adequada.
Os exames mostram proteína C reativa de 0,3 mg/dL (< 0,5 mg/dL), fator reumatoide de 22 UI/mL (< 14 UI/mL) e anticorpos antipeptídeos citrulinados < 7 U/mL (< 20 U/mL). Radiografias das mãos mostram osteófitos e redução do espaço articular em interfalangianas distais, proximais e primeiras carpometacarpianas, sem erosões centrais e sem alterações relevantes em metacarpofalangianas ou punhos.
Considerando a distribuição do acometimento, os achados do exame físico e os exames complementares, assinale a interpretação diagnóstica mais adequada.
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Mulher de 63 anos, com artrite reumatoide em remissão clínica,
em uso de metotrexato 20 mg/semana e prednisona 5 mg/dia,
procura serviço de urgência por dor intensa e aumento de
volume do joelho esquerdo iniciados há dois dias. Refere calafrios
na noite anterior, mas não aferiu febre. Ao exame, apresenta
temperatura de 37,4 °C, derrame volumoso, calor local e
limitação importante da mobilização ativa e passiva do joelho.
Não há sinovite nas demais articulações.
Os exames mostram leucócitos 9.800/mm³ (4.000–11.000/mm³) e proteína C reativa 8,6 mg/dL (<0,5 mg/dL). A artrocentese obtém líquido sinovial amarelo e turvo, com 38.400 leucócitos/mm³ (<200/mm³), 89% de neutrófilos (<25%), ausência de cristais à microscopia com luz polarizada e bacterioscopia sem visualização de microrganismos.
Considerando a apresentação clínica e os resultados iniciais do líquido sinovial, assinale a conduta mais adequada.
Os exames mostram leucócitos 9.800/mm³ (4.000–11.000/mm³) e proteína C reativa 8,6 mg/dL (<0,5 mg/dL). A artrocentese obtém líquido sinovial amarelo e turvo, com 38.400 leucócitos/mm³ (<200/mm³), 89% de neutrófilos (<25%), ausência de cristais à microscopia com luz polarizada e bacterioscopia sem visualização de microrganismos.
Considerando a apresentação clínica e os resultados iniciais do líquido sinovial, assinale a conduta mais adequada.
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Homem de 68 anos, com hipertensão arterial, insuficiência
cardíaca com fração de ejeção reduzida e doença renal crônica,
procura uma unidade de pronto atendimento por dor intensa e
aumento de volume do joelho direito iniciados há
aproximadamente 18 horas. Refere dois episódios semelhantes
no hálux nos últimos três anos, sem uso regular de terapia
hipouricemiante. Está afebril, hemodinamicamente estável e sem
foco infeccioso aparente. O joelho apresenta derrame, calor e
importante limitação dolorosa da mobilização.
Os exames mostram: ácido úrico sérico 8,9 mg/dL (3,5–7,2 mg/dL), creatinina 2,2 mg/dL (0,7–1,3 mg/dL), taxa de filtração glomerular estimada de 29 mL/min/1,73 m² (≥90 mL/min/1,73 m²), leucócitos 10.800/mm³ (4.000–11.000/mm³) e proteína C reativa 2,8 mg/dL (<0,5 mg/dL).
A artrocentese produz líquido sinovial amarelo e turvo, com 31.600 leucócitos/mm³ (<200/mm³), 86% de neutrófilos (<25%), cristais intracelulares em forma de agulha com forte birrefringência negativa à luz polarizada compensada e bacterioscopia sem microrganismos. O material foi encaminhado para cultura.
Considerando os achados clínicos, a análise do líquido sinovial e as comorbidades do paciente, assinale a conduta terapêutica mais adequada para o episódio atual.
Os exames mostram: ácido úrico sérico 8,9 mg/dL (3,5–7,2 mg/dL), creatinina 2,2 mg/dL (0,7–1,3 mg/dL), taxa de filtração glomerular estimada de 29 mL/min/1,73 m² (≥90 mL/min/1,73 m²), leucócitos 10.800/mm³ (4.000–11.000/mm³) e proteína C reativa 2,8 mg/dL (<0,5 mg/dL).
A artrocentese produz líquido sinovial amarelo e turvo, com 31.600 leucócitos/mm³ (<200/mm³), 86% de neutrófilos (<25%), cristais intracelulares em forma de agulha com forte birrefringência negativa à luz polarizada compensada e bacterioscopia sem microrganismos. O material foi encaminhado para cultura.
Considerando os achados clínicos, a análise do líquido sinovial e as comorbidades do paciente, assinale a conduta terapêutica mais adequada para o episódio atual.
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Mulher de 72 anos, em acompanhamento ambulatorial por
polimialgia reumática diagnosticada há quatro meses, apresenta
boa resposta à prednisona, atualmente em redução gradual da
dose. Procura atendimento não programado por cefaleia
temporal de início recente, sensibilidade no couro cabeludo e dor
mandibular ao mastigar. Na manhã da consulta, apresentou
perda transitória da visão do olho direito, com recuperação
completa após cerca de dez minutos. Ao exame, a artéria
temporal direita é dolorosa à palpação. A velocidade de
hemossedimentação e a proteína C reativa estão elevadas.
Considerando a principal hipótese diagnóstica e o risco associado ao quadro atual, assinale a conduta mais adequada.
Considerando a principal hipótese diagnóstica e o risco associado ao quadro atual, assinale a conduta mais adequada.
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Homem de 42 anos, com psoríase em placas há oito anos,
procura o ambulatório por dor e aumento de volume no joelho
esquerdo há quatro meses. Nas últimas semanas, passou a
apresentar dor na inserção do tendão de Aquiles direito e
aumento difuso do segundo pododáctilo esquerdo, envolvendo
todo o dedo. Ao exame, há sinovite do joelho esquerdo, dor à
palpação da inserção do tendão de Aquiles e edema uniforme de
todo o segundo pododáctilo. Apresenta ainda onicólise em
algumas unhas das mãos. Fator reumatoide e anticorpos
antipeptídeos citrulinados são negativos.
Considerando o conjunto das manifestações musculoesqueléticas, assinale a interpretação mais adequada.
Considerando o conjunto das manifestações musculoesqueléticas, assinale a interpretação mais adequada.
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Mulher de 31 anos refere lombalgia há 18 meses, de início
insidioso, com piora durante o repouso, despertares noturnos
por dor e melhora ao se levantar e caminhar. Relata episódio de
uveíte anterior confirmado por oftalmologista há dois anos. Ao
exame, não apresenta déficit neurológico nem limitação
importante da mobilidade lombar. A proteína C reativa é normal
e a pesquisa do HLA-B27 é negativa. Radiografia das articulações
sacroilíacas não demonstra sacroiliíte definida
Diante da persistência da suspeita clínica de espondiloartrite axial, assinale a próxima etapa mais adequada da investigação.
Diante da persistência da suspeita clínica de espondiloartrite axial, assinale a próxima etapa mais adequada da investigação.
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Menino de 11 anos, com artrite idiopática juvenil sistêmica de
evolução crônica, apresenta períodos recorrentes de atividade
inflamatória desde os 6 anos de idade. Nos últimos dois anos,
houve redução da velocidade de crescimento e afastamento
progressivo de atividades físicas. A curva de crescimento mostra
queda de dois percentis de estatura, sem história familiar de
baixa estatura. O desenvolvimento puberal ainda não se iniciou.
Não apresenta fraturas prévias.
Considerando a relação entre doença inflamatória crônica, crescimento e aquisição de massa óssea durante a infância e a adolescência, assinale a conduta mais adequada.
Considerando a relação entre doença inflamatória crônica, crescimento e aquisição de massa óssea durante a infância e a adolescência, assinale a conduta mais adequada.
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Mulher de 45 anos, com síndrome de Sjögren primária há quatro
anos, procura atendimento por fadiga diária há cerca de nove
meses, com dificuldade para manter suas atividades profissionais
e habituais. Refere xerostomia e xeroftalmia sem piora recente.
Nega febre, perda ponderal, artrite, aumento de glândulas
salivares ou outros sintomas novos. Hemograma e função
tireoidiana estão normais, e não há elementos clínicos ou
laboratoriais sugestivos de aumento da atividade sistêmica da
doença. Ao detalhar a história, relata sono pouco reparador, dor
musculoesquelética intermitente e redução progressiva da
atividade física.
Considerando a fadiga crônica na síndrome de Sjögren, assinale a abordagem inicial mais adequada.
Considerando a fadiga crônica na síndrome de Sjögren, assinale a abordagem inicial mais adequada.
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