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Homem de 31 anos, previamente hígido, procura atendimento
por dispneia progressiva, tosse e hemoptise há quatro dias. Ao
exame, apresenta palidez e crepitações pulmonares bilaterais. A
hemoglobina é de 8,9 g/dL, comparada a 13,6 g/dL em exame
realizado dois meses antes. A tomografia de tórax mostra
opacidades alveolares difusas bilaterais. A creatinina sérica,
previamente de 0,9 mg/dL, encontra-se em 3,1 mg/dL. O exame
de urina demonstra hematúria dismórfica e cilindros hemáticos.
Anticorpos antinucleares e anticorpos anticitoplasma de
neutrófilos são negativos, e as concentrações séricas de
complemento são normais.
Considerando a associação entre os achados pulmonares e renais, assinale o diagnóstico mais provável.
Considerando a associação entre os achados pulmonares e renais, assinale o diagnóstico mais provável.
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Mulher de 34 anos, com diagnóstico prévio de síndrome
antifosfolípide, procura atendimento com oito semanas de
gestação. Aos 29 anos, apresentou trombose venosa profunda
durante uso de anticoncepcional combinado. Dois anos depois,
teve óbito fetal com 20 semanas de gestação, atribuído a
insuficiência placentária. Apresenta positividade persistente para
anticoagulante lúpico, anticardiolipina e anti-beta-2-glicoproteína
I. Desde a trombose, vinha em anticoagulação oral com varfarina,
suspensa assim que confirmou a gestação. Não apresenta
manifestações clínicas de lúpus eritematoso sistêmico.
Considerando o histórico trombótico, os antecedentes obstétricos e a gestação atual, assinale a estratégia antitrombótica mais adequada durante a gravidez.
Considerando o histórico trombótico, os antecedentes obstétricos e a gestação atual, assinale a estratégia antitrombótica mais adequada durante a gravidez.
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Homem de 68 anos, com osteoartrite de joelho, procura o
ambulatório por piora da dor após aumento recente das
caminhadas. Apresenta insuficiência cardíaca com fração de
ejeção reduzida e doença renal crônica, com taxa de filtração
glomerular estimada em 38 mL/min/1,73 m². Faz uso regular de
losartana e furosemida. Não há derrame articular importante,
calor local ou sinais sugestivos de artrite inflamatória.
O paciente relata que costuma utilizar ibuprofeno por conta própria quando a dor piora e pergunta se pode manter essa estratégia.
Considerando o perfil clínico e a segurança dos anti-inflamatórios não esteroidais, assinale a orientação mais adequada.
O paciente relata que costuma utilizar ibuprofeno por conta própria quando a dor piora e pergunta se pode manter essa estratégia.
Considerando o perfil clínico e a segurança dos anti-inflamatórios não esteroidais, assinale a orientação mais adequada.
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Homem de 51 anos procura atendimento por perda ponderal de
6 kg em três meses, fadiga e dores musculares difusas. Nas
últimas semanas, passou a apresentar dor abdominal pósprandial, episódios de dormência no pé direito e dificuldade
recente para realizar dorsiflexão desse pé. Refere também
surgimento de manchas arroxeadas reticuladas nos membros
inferiores.
Ao exame, apresenta pressão arterial de 168/102 mmHg, livedo reticular em ambas as pernas e déficit motor compatível com neuropatia periférica assimétrica. A creatinina é de 1,3 mg/dL (0,6–1,3 mg/dL), o exame de urina não demonstra hematúria, proteinúria significativa ou cilindros hemáticos, e a proteína C reativa está elevada. A pesquisa de ANCA é negativa. Não há eosinofilia, asma ou sintomas de vias aéreas superiores.
Considerando o conjunto de manifestações clínicas e laboratoriais, assinale o diagnóstico mais provável.
Ao exame, apresenta pressão arterial de 168/102 mmHg, livedo reticular em ambas as pernas e déficit motor compatível com neuropatia periférica assimétrica. A creatinina é de 1,3 mg/dL (0,6–1,3 mg/dL), o exame de urina não demonstra hematúria, proteinúria significativa ou cilindros hemáticos, e a proteína C reativa está elevada. A pesquisa de ANCA é negativa. Não há eosinofilia, asma ou sintomas de vias aéreas superiores.
Considerando o conjunto de manifestações clínicas e laboratoriais, assinale o diagnóstico mais provável.
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Mulher de 59 anos, com síndrome de Sjögren primária
diagnosticada há nove anos, apresenta xerostomia e xeroftalmia
habitualmente estáveis. Procura o ambulatório porque percebeu
aumento progressivo e indolor da parótida esquerda há cerca de
dois meses. Nas últimas semanas, notou também um nódulo na
região cervical ipsilateral. Nega febre, odinofagia, secreção
purulenta oral ou dor à mastigação. Não houve melhora
espontânea do aumento glandular.
Ao exame, a parótida esquerda encontra-se aumentada, de consistência firme e indolor, e há linfonodo cervical de aproximadamente 2 cm, móvel e indolor. Hemograma e função renal estão preservados. A proteína C reativa é discretamente elevada. O complemento C4 está reduzido, há crioglobulinas séricas detectáveis e a eletroforese com imunofixação demonstra componente monoclonal IgM kappa de pequena magnitude.
Considerando a evolução clínica e os achados associados, assinale a conduta que deve ser priorizada.
Ao exame, a parótida esquerda encontra-se aumentada, de consistência firme e indolor, e há linfonodo cervical de aproximadamente 2 cm, móvel e indolor. Hemograma e função renal estão preservados. A proteína C reativa é discretamente elevada. O complemento C4 está reduzido, há crioglobulinas séricas detectáveis e a eletroforese com imunofixação demonstra componente monoclonal IgM kappa de pequena magnitude.
Considerando a evolução clínica e os achados associados, assinale a conduta que deve ser priorizada.
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Mulher de 46 anos apresenta dor e edema simétricos em
metacarpofalangianas, interfalangianas proximais e punhos há
quatro meses, com rigidez matinal de cerca de 90 minutos. Ao
exame, há sinovite em oito articulações. O fator reumatoide e o
anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico são positivos. A
proteína C reativa está elevada. Hemograma, creatinina e
transaminases estão dentro dos intervalos de referência.
A paciente não apresenta doença hepática, renal ou pulmonar, não faz uso de álcool em excesso e não tem planos gestacionais. Nunca utilizou medicamento modificador do curso da doença.
Considerando o diagnóstico de artrite reumatoide ativa e a ausência de contraindicações relevantes, assinale a estratégia terapêutica inicial mais adequada.
A paciente não apresenta doença hepática, renal ou pulmonar, não faz uso de álcool em excesso e não tem planos gestacionais. Nunca utilizou medicamento modificador do curso da doença.
Considerando o diagnóstico de artrite reumatoide ativa e a ausência de contraindicações relevantes, assinale a estratégia terapêutica inicial mais adequada.
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Homem de 57 anos, com espondiloartrite axial radiográfica há 24
anos, encontra-se em acompanhamento ambulatorial. Apresenta
limitação importante da mobilidade lombar e radiografias
recentes demonstram múltiplos sindesmófitos lombares, alguns
formando pontes ósseas. Não utiliza glicocorticoides. Nega
fraturas conhecidas, mas refere redução de 4 cm na estatura em
relação ao início da vida adulta e episódio recente de dor torácica
posterior após levantar uma caixa, com melhora progressiva em
duas semanas.
A densitometria óssea por dupla emissão de raios X mostra Tscore de +0,1 na coluna lombar anteroposterior, −2,3 no colo do fêmur e −2,1 no quadril total. Cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, creatinina e 25-hidroxivitamina D estão dentro dos respectivos intervalos de referência.
Considerando a espondiloartrite axial de longa duração e as limitações da avaliação densitométrica nesse contexto, assinale a opção que apresenta a interpretação e a conduta mais adequadas.
A densitometria óssea por dupla emissão de raios X mostra Tscore de +0,1 na coluna lombar anteroposterior, −2,3 no colo do fêmur e −2,1 no quadril total. Cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, creatinina e 25-hidroxivitamina D estão dentro dos respectivos intervalos de referência.
Considerando a espondiloartrite axial de longa duração e as limitações da avaliação densitométrica nesse contexto, assinale a opção que apresenta a interpretação e a conduta mais adequadas.
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Mulher de 38 anos, com artrite reumatoide soropositiva há
quatro anos, encontra-se em baixa atividade de doença utilizando
leflunomida 20 mg/dia e hidroxicloroquina 300 mg/dia. No
primeiro ano de tratamento, havia utilizado metotrexato,
suspenso por intolerância gastrointestinal persistente apesar de
suplementação de ácido fólico e tentativa de administração
subcutânea. Na consulta atual, informa que pretende engravidar
e pergunta se pode simplesmente suspender a leflunomida e
iniciar as tentativas de concepção.
Apresenta hemoglobina de 12,8 g/dL (12–16 g/dL), leucócitos de 5.900/mm³ (4.000–11.000/mm³), plaquetas de 286.000/mm³ (150.000–450.000/mm³), creatinina de 0,7 mg/dL (0,5 – 1,1 mg/dL), aspartato aminotransferase de 24 U/L (< 35 U/L) e alanina aminotransferase de 27 U/L (< 35 U/L). A dose atual de hidroxicloroquina corresponde a 4,6 mg/kg/dia de peso corporal real, e o rastreamento oftalmológico não demonstra toxicidade retiniana.
Considerando as propriedades farmacológicas e os aspectos de segurança dos fármacos antirreumáticos sintéticos convencionais utilizados pela paciente, assinale a orientação mais adequada.
Apresenta hemoglobina de 12,8 g/dL (12–16 g/dL), leucócitos de 5.900/mm³ (4.000–11.000/mm³), plaquetas de 286.000/mm³ (150.000–450.000/mm³), creatinina de 0,7 mg/dL (0,5 – 1,1 mg/dL), aspartato aminotransferase de 24 U/L (< 35 U/L) e alanina aminotransferase de 27 U/L (< 35 U/L). A dose atual de hidroxicloroquina corresponde a 4,6 mg/kg/dia de peso corporal real, e o rastreamento oftalmológico não demonstra toxicidade retiniana.
Considerando as propriedades farmacológicas e os aspectos de segurança dos fármacos antirreumáticos sintéticos convencionais utilizados pela paciente, assinale a orientação mais adequada.
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Mulher de 34 anos, com diagnóstico de lúpus eritematoso
sistêmico há seis anos, em uso regular de hidroxicloroquina, é
internada por dor torácica ventilatório-dependente, dispneia leve
e aparecimento de petéquias em membros inferiores. Nas
últimas 24 horas, apresentou epistaxe recorrente e sangramento
gengival espontâneo. Nega febre, sintomas neurológicos ou
redução do volume urinário. Ao exame, encontra-se
hemodinamicamente estável, com atrito pericárdico discreto,
petéquias em membros inferiores e equimoses esparsas, sem
artrite.
O ecocardiograma demonstra pequeno derrame pericárdico, sem sinais de tamponamento. Os exames mostram hemoglobina de 11,8 g/dL (12–16 g/dL), leucócitos de 4.300/mm³ (4.000– 11.000/mm³), plaquetas de 14.000/mm³ (150.000– 450.000/mm³), reticulócitos de 1,6% (0,5–2,5%), desidrogenase lática de 188 U/L (120–246 U/L), haptoglobina de 92 mg/dL (30– 200 mg/dL), creatinina de 0,8 mg/dL (0,5–1,1 mg/dL), tempo de protrombina de 12,4 segundos (11–14 segundos) e fibrinogênio de 340 mg/dL (200–400 mg/dL). O esfregaço de sangue periférico não mostra esquizócitos. O exame de urina não apresenta proteinúria, hematúria ou cilindros. Há redução de C3 e C4 e aumento do título de anticorpos anti-DNA de dupla hélice em relação aos exames anteriores.
Considerando a integração das manifestações clínicas e laboratoriais, assinale a conduta mais adequada.
O ecocardiograma demonstra pequeno derrame pericárdico, sem sinais de tamponamento. Os exames mostram hemoglobina de 11,8 g/dL (12–16 g/dL), leucócitos de 4.300/mm³ (4.000– 11.000/mm³), plaquetas de 14.000/mm³ (150.000– 450.000/mm³), reticulócitos de 1,6% (0,5–2,5%), desidrogenase lática de 188 U/L (120–246 U/L), haptoglobina de 92 mg/dL (30– 200 mg/dL), creatinina de 0,8 mg/dL (0,5–1,1 mg/dL), tempo de protrombina de 12,4 segundos (11–14 segundos) e fibrinogênio de 340 mg/dL (200–400 mg/dL). O esfregaço de sangue periférico não mostra esquizócitos. O exame de urina não apresenta proteinúria, hematúria ou cilindros. Há redução de C3 e C4 e aumento do título de anticorpos anti-DNA de dupla hélice em relação aos exames anteriores.
Considerando a integração das manifestações clínicas e laboratoriais, assinale a conduta mais adequada.
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Mulher de 59 anos, com esclerose sistêmica cutânea limitada
diagnosticada há 11 anos, anticorpo anticentrômero positivo, é
avaliada por dispneia progressiva aos esforços há seis meses.
Nega febre, tosse produtiva ou dor torácica. Ao exame, apresenta
telangiectasias, esclerodactilia e hiperfonese de P2, sem
estertores pulmonares ou edema periférico.
A prova de função pulmonar mostra capacidade vital forçada de 91% do previsto e capacidade de difusão do monóxido de carbono de 42% do previsto. Tomografia computadorizada de tórax de alta resolução demonstra discretas alterações intersticiais basais, envolvendo menos de 10% do parênquima pulmonar. O ecocardiograma revela função sistólica preservada do ventrículo esquerdo, ausência de valvopatia significativa e pressão sistólica estimada da artéria pulmonar de 52 mmHg.
Considerando as possíveis causas de dispneia e hipertensão pulmonar na esclerose sistêmica, assinale a próxima conduta mais adequada.
A prova de função pulmonar mostra capacidade vital forçada de 91% do previsto e capacidade de difusão do monóxido de carbono de 42% do previsto. Tomografia computadorizada de tórax de alta resolução demonstra discretas alterações intersticiais basais, envolvendo menos de 10% do parênquima pulmonar. O ecocardiograma revela função sistólica preservada do ventrículo esquerdo, ausência de valvopatia significativa e pressão sistólica estimada da artéria pulmonar de 52 mmHg.
Considerando as possíveis causas de dispneia e hipertensão pulmonar na esclerose sistêmica, assinale a próxima conduta mais adequada.
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