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Foram encontradas 185 questões.

4151008 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Longamente lhe expus a minha fraqueza mental, a impossibilidade de compreender as palavras difíceis, sobretudo na ordem terrível em que se juntavam. Se eu fosse como os outros, bem; mas era bruto em demasia, todos me achavam bruto em demasia.

 

Emília combateu a minha convicção, falou-me dos astrônomos, indivíduos que liam no céu, percebiam tudo quanto há no céu. […] Ora, se eles enxergavam coisas tão distantes, por que não conseguiria eu adivinhar a página aberta diante dos meus olhos? Não distinguia as letras? Não sabia reuni-las e formar palavras?

 

Matutei na lembrança de Emília. Eu, os astrônomos, que doidice! Ler as coisas do céu, quem havia de supor?

 

E tomei coragem, fui esconder-me no quintal, com os lobos, o homem, a mulher, os pequenos, a tempestade na floresta, a cabana do lenhador. Reli as folhas já percorridas. E as partes que se esclareciam derramavam escassa luz sobre os pontos obscuros. Personagens diminutas cresciam, vagarosamente me penetravam a inteligência espessa. Vagarosamente.

 

Os astrônomos eram formidáveis. Eu, pobre de mim, não desvendaria os segredos do céu. Preso à terra, sensibilizar-me-ia com histórias tristes, em que há homens perseguidos, mulheres e crianças abandonadas, escuridão e animais ferozes.

 

RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro: Record, 2005.

 

As reflexões do narrador-personagem, no desfecho da narrativa, implicam a compreensão da

 

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4151007 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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O cara que corta cabelo, inclusive, pode nos jogar os búzios, caso desejemos; pode, também, colocar a cerâmica da nossa casa, caso precisemos; e pode, ainda, pegar um cavaquinho e um microfone para nos mostrar o samba de verdade, caso o desconheçamos. É que ele sabe fazer várias coisas da vida, e está sempre a aprender coisas novas, não por boniteza, mas por precisão, como diria Guimarães Rosa. Ele está em construção, assim como eu, que tento concluir o ensino médio aos trinta e dois anos, também estou em construção. Na verdade, todos por aqui estão em construção. Não só todos, como tudo. Por todo lado o que vemos, o que mais se vê são casas de alvenaria erguidas até a metade. Mesmo paredes completas esperam reboco. Mesmo paredes rebocadas esperam pintura. Nada nunca está pronto. Ninguém nunca está pronto.

 

FALERO, J. Mas em que mundo tu vive?: crônicas. São Paulo: Todavia, 2021.

 

A estratégia utilizada pelo autor para desenvolver a temática desse texto é a

 

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4151006 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Das mais de mil línguas indígenas que eram faladas no território brasileiro há 500 anos, é provável que você conheça apenas palavras soltas, incorporadas ao vocabulário do português brasileiro. Mas proliferam pelo país iniciativas que querem resgatar e valorizar esses idiomas. O Museu da Língua Portuguesa e o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP) inauguraram um centro de documentação para pesquisa, preservação e difusão desses saberes originários.

 

Segundo o IBGE, há 274 línguas indígenas faladas por pessoas que pertencem a 305 etnias diferentes no Brasil contemporâneo. Contudo, o número pode ser menor porque os critérios que diferem uma nova língua de um dialeto variam conforme a abordagem. Em um artigo publicado em 1993, calculava-se serem 180 à época. Uma professora da USP diz que há hoje 154 línguas indígenas faladas no país. Porém, quando os portugueses chegaram ao território, acredita-se que eram falados de 1 000 a 1 500 idiomas, de quatro grandes troncos linguísticos: aruak, karib, tupi e macro-jê. Metade das línguas indígenas do Brasil contam hoje com menos de 500 falantes, cerca de 40 línguas têm menos de 100 falantes e quase 30 têm menos de 20 falantes.

 

VEIGA, G. Disponível em: www.dw.com. Acesso em: 2 out. 2025 (adaptado).

 

Para destacar a importância de línguas indígenas como patrimônio linguístico brasileiro, esse texto

 

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4151005 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Enunciado 4687639-1

 

NESTI, F. Os lusíadas em quadrinhos. São Paulo: Peirópolis, 2006.

 

Esse texto faz parte da adaptação da obra Os lusíadas, de Luís de Camões, narrativa épica sobre a expansão marítima portuguesa. O texto configura-se como sumário, pois os(as)

 

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4151004 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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O Brasil estreou nos Jogos Olímpicos de 1920 apenas com atletas homens. A primeira atleta mulher brasileira a competir nos Jogos Olímpicos foi a nadadora Maria Lenk, em 1932. Até a edição de Montreal (1976), o número de atletas mulheres na delegação brasileira não chegava a dez. Em Moscou (1980), o Brasil levou 15 mulheres. Depois foram 22 em Los Angeles (1984) e 35 em Seul (1988). Em Tóquio (2020), foram 145 mulheres (45% do total da delegação). Levou 64 anos, desde a participação de Maria Lenk, para que atletas brasileiras subissem ao pódio, em Atlanta (1996). As mulheres do Brasil já tinham superado os homens em medalhas de ouro nos Jogos de Londres (2012) e do Rio (2016). O melhor desempenho de mulheres em Jogos Olímpicos, até Paris (2024), foi nos Jogos de Tóquio (2021), com nove medalhas, sendo três de ouro.

 

Disponível em: https://investnews.com.br. Acesso em: 18 set. 2024 (adaptado).

 

A participação das mulheres brasileiras nos Jogos Olímpicos revela o(a)

 

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4151003 Ano: 2025
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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La basura electrónica acumulada en 2021 pesa más que la Gran Muralla China

 

En el Día Internacional de los Residuos Electrónicos, el WEEE Forum, un centro multinacional dedicado a la gestión de residuos de aparatos eléctricos y electrónicos, ofrece unos datos que hablan por sí solos: este año, la montaña mundial de equipos eléctricos y electrónicos de deshecho (RAEE) será de unas 57,4 millones de toneladas, lo que supone una masa mayor que la del objeto artificial más pesado de la Tierra: la Gran Muralla China.

 

Según estos expertos, es necesario que hogares, empresas y gobiernos respalden los esfuerzos para llevar más productos enchufables o que funcionan con baterías, muertos o sin usar, a las instalaciones donde puedan repararse o reciclarse. De esta forma se podrían también recuperar sus componentes más valiosos para disminuir la necesidad de extraer nuevos recursos. “Incrustados en 1 millón de teléfonos celulares, por ejemplo, hay 24 kg de oro, 16 000 kg de cobre, 350 kg de plata y 14 kg de paladio, recursos que podrían recuperarse y devolverse al ciclo de producción. Y si no reciclamos estos materiales, es necesario extraer nuevos suministros, lo que daña el medio ambiente. Además, la recuperación de oro y otros materiales de los desechos ahorra una gran cantidad de emisiones de dióxido de carbono en comparación con la minería de metales vírgenes”, explica Kees Baldé, oficial principal de programas del programa SCYCLE de la Universidad de las Naciones Unidas.

 

Disponível em: www.muyinteresante.es. Acesso em: 24 out. 2021 (adaptado).

 

Esse texto visa salientar

 

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4151002 Ano: 2025
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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El otro día, la gran Berna González Harbour me hizo una entrevista en este periódico. Me preguntó si no añoraba trabajar más como reportera, y yo contesté con una frase que terminó siendo el titular de la nota: “¿Más periodismo? Me queda poco tiempo de vida y quiero hacer lo que me caliente más el corazón”. Cuando se publicó el texto anduve muy liada y no pude leerlo hasta bien entrado el día, pero desde muy temprano supe que estaba sucediendo algo raro, porque empecé a recibir wasaps de amigos y correos de lectores, todos ellos amorosamente preocupados por mi salud y temerosos de que estuviera a punto de estirar la pata o, en su defecto, de que me hubiera sumido en una depresión monumental. Para más coincidencia, esa semana había publicado un artículo en el que hablaba de la muerte y, aunque se trataba de un texto humorístico y risueño (menos mal), pudo contribuir a que algunas personas se imaginaran lo peor. La verdad es que su inquietud era muy tierna y conmovedora; me sentí abrazada por sus desvelos y los agradezco de corazón.

 

MONTERO, R. Disponível em: https//elpais.com. Acesso em: 5 maio 2024.

 

Em entrevista ao El País, a escritora Rosa Montero utiliza a expressão “estirar la pata” para fazer referência

 

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4151001 Ano: 2025
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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EI País — En primera persona

 

“A mí también me acosaron”: historias de superación de bullying

 

Yaiza, 14 años, acosada a los 7

 

“Lo mío comenzó en primaria, cuando tenía 7 años y cambié de colegio. Yo me comportaba normal, como lo había hecho siempre, pero un grupo de compañeras me tomó manía. Daba igual el lugar, ya fuese en el aula, en el patio o en los vestuarios del colegio, porque en todos ellos me arrinconaban y me insultaban: que si olía mal, que si era fea, que si no sabía vestir...”

 

Disponível em: https://verne.elpais.com. Acesso em: 8 maio 2024.

 

Esse texto, publicado no jornal EI País, constitui-se como um(a)

 

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4151000 Ano: 2025
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Enunciado 4687634-1

 

Disponível em: https://murigcolectivafeminista.wordpress.com. Acesso em: 25 out. 2021 (adaptado).

 

Ao abordar o tema do trabalho doméstico, esse cartaz tem o propósito de

 

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4150999 Ano: 2025
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Sopa de maní en poesía

 

“Pocas cosas son tan buenas como comer mandarinas mientras el sol tuesta tu piel” me dice Rosalba, y no puedo sino coincidir y desperezarme. Es la hora de la siesta, junto a la fragancia cadenciosa de las frutas está el olor seco de las cáscaras de maní. Es el otoño, el sol apenas alcanza a regalar tibieza y nosotras vamos pelando el maní crudo para la sopa del día siguiente. “Naturalmente”, me cuenta Rosalba, “el maní es un producto adaptado a estas tierras, como son adaptadas las recetas españolas o francesas que conforman nuestra cocina. La mezcla de recetas y productos es la bendición gracias a la cual cada lugar posee una esencia propia. Aquí, en las recetas de avellanas y almendras interpusimos los maníes y las almendras del Beni, a las liebres las cambiamos por cuises — conejitos de la India —, a los condimentos europeos añadimos los nuestros, por sobretodo el ají en vaina, colorado o amarillo”. Pobres de espíritu los que suponen que en el mundo hay sólo una variedad de cada cosa: un solo tipo de arroz, una sola especie de papa.

 

Para la sopa de maní Rosalba prepara un caldo espeso con patas de pollo, cebolla rallada y tomate ídem. Cuando éste ha tomado sabor y consistencia le añade una taza de maní crudo pelado en agua caliente y licuado, y espera con proverbial paciencia a que esté cocido. La sopa, como las frutas, varía de estación a estación, pero es infaltable en cada mesa: redondea y completa el “segundo” o plato fuerte, prepara los estómagos y caldea los corazones.

 

RUIZ, M. Disponível em: https://calendariosaboresbolivia.com. Acesso em: 25 out. 2021 (adaptado).

 

A diversidade cultural na gastronomia boliviana é revelada nessa crônica pela

 

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