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Competentemente iniciada e dedicada ao culto de Aziri Tobôci, agora Honorata começa a ver novos horizontes em sua vida. Tomada, agora, de um espírito de iniciativa incomum, totalmente diferente do torpor em que vivia, passa a cuidar mais da aparência, a vestir trajes mais alvos, a adornar-se com joias de ouro, mesmo baratas, a caprichar no ojá que lhe envolve graciosa e artisticamente a cabeça. A quase mendiga de antes é agora uma bela e perfumada baiana de tabuleiro, atraindo uma boa freguesia com seus acarajés, abarás, beijus, cuscuzes, bolinhos de tapioca... iguarias de fina e esmerada feitura.
Em pouco tempo, começa a ser, também, acreditada e requisitada como quituteira e banqueteira. A culinária baiana começa a chegar às mesas dos brancos abastados. Vatapá, caruru, xinxim, moqueca já não são comidas de escravo, de negro africano; os africanos são cada vez mais raros. [...]
E, assim como chega às mesas ricas, a Bahia já começa a chegar também ao teatro musicado. Então, as cômicas, no afã de personificarem, com perfeição, as negras minas das ruas, com sua altivez, elegância e insolência, vão bater à porta de Honorata, em busca dos mais rendados cabeções e batas, dos camisus mais sensuais, dos mais coloridos panos da costa, dos balangandãs, pulseiras e colares mais reluzentes.
Na descrição da personagem, observa-se uma mudança de perfil que, de acordo com esse fragmento, reflete a
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Nessa charge, revela-se uma representação recorrente no esporte de alto rendimento relacionada ao(à)
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A utilização do e-mail para a comunicação tornou-se prática comum, não só em âmbito privado, mas também na administração pública. O termo e-mail pode ser empregado com três sentidos. Dependendo do contexto, pode significar gênero textual, endereço eletrônico ou sistema de transmissão de mensagem eletrônica. Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício. Portanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial.
“Atenciosamente” é o fecho padrão em comunicações oficiais. Com o uso do e-mail, popularizou-se o uso de abreviações como “Att.”, e de outros fechos, como “Abraços” e “Saudações”, que, apesar de amplamente usados, não são fechos oficiais e, portanto, não devem ser utilizados em e-mails profissionais. O correio eletrônico, em algumas situações, aceita uma saudação inicial e um fecho menos formais. No entanto, a linguagem do texto dos correios eletrônicos deve ser formal, como a que se usaria em qualquer outro documento oficial.
Esse texto defende o registro formal de linguagem no e-mail profissional, considerando sua
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TEXTO I
Zabé da Loca tinha a leveza do sopro e a força do vento. Nasceu Isabel Marques da Silva, em 1925. As adversidades da vida, a pobreza e a miséria a obrigaram a viver por mais de 20 anos numa gruta, numa loca, como é dito em sua terra, a Paraíba. Virou Zabé da Loca, para abreviar. Não era muito de conversa, mas dava seu recado nas notas fortes de um pífano, instrumento tipicamente nordestino que a acompanhava desde os 6 anos de idade. Gravou disco, ganhou prêmios e até uma casa na cidade onde viveu, Monteiro, a 300 quilômetros da capital, João Pessoa. Incansável, criou em sua cidade um projeto no qual ensinou 80 crianças do sertão paraibano a espalharem melodias com a pequena flauta.
TEXTO II

Zabé da Loca tornou-se uma referência artística e educacional para a cultura brasileira, o que é evidenciado pela
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Escrever bem
Às vezes vejo-me envolvido em discussões sobre “escrever bem”. Já pensei no assunto e tenho uma ideia formada: ninguém “escreve bem”. Alguns “reescrevem bem” e, com isso, produzem textos mais enxutos, claros e eficientes. O segredo está em ler o que se acabou de escrever, enxergar os excessos e meter-lhes a caneta. Donde o mais exato seria dizer que ninguém escreve bem de primeira.
Reescrever consiste em expurgar o desnecessário. Certa vez, revisei um livro de autor famoso e joguei fora tantos naturalmentes e principalmentes que dariam para encher um caminhão. O livro melhorou muito.
Reescrever exige colocar-se no lugar do leitor e perguntar se a informação precisa de certos anexos. Um deles é o “vale ressaltar que...” — ao qual se segue a informação que se quer ressaltar. Experimente cortar o “vale ressaltar” e ir direto à informação. Descobrirá que não perderá nada com isso.
E, assim como “vale ressaltar”, há o “é bom frisar”, “cabe destacar”, “convém assinalar” etc. e, claro, “pontuar” (por que não “virgular”?). Pesos mortos, inúteis. O papel aceita tudo, como sabemos. Mas muitos leitores não.
Nesse texto, uma das estratégias empregadas para convencer o leitor sobre a tese defendida é o argumento por exemplificação, evidenciado em
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Quero brincar, meus amigos
De ver beleza nas coisas.
Beleza no desatino
No teu amor descuidado
Beleza tanta beleza
Na pobreza.
[...]
Quero brincar, meus amigos
De ver beleza na morte.
Mais que na morte, na vida.
Tão doce morrer em vida
Tão triste viver em vão.
Vamos brincar, meus amigos
E de mãos dadas cantar
Minha feliz invenção:
Beleza tanta beleza
Em tudo que não se vê
Beleza.
Em uma reflexão sobre a beleza na poesia e na vida, o eu lírico convida o leitor a
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As piscinas naturais desenhadas por recifes de corais são um dos principais atrativos da praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco. Para preservar essa beleza natural, pesquisadores e voluntários se uniram e utilizam tecnologias, como impressoras 3D, nessa missão.
Os corais não são rochas, mas sim seres vivos que formam colônias e servem de abrigo para inúmeras espécies. “A gente tem estimativas que variam de 30% a 80% de redução da cobertura de corais nos recifes brasileiros, de acordo com o local”, apontou uma professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Na biofábrica de corais, os pesquisadores utilizam impressoras 3D para produzir os berços, que são as estruturas em que são colocados os fragmentos de corais para que cresçam. Cada berço é diferente e adequado para uma espécie de coral. Alguns são feitos de canos de PVC e viram verdadeiros berçários, que vão para piscinas naturais protegidas da correnteza, das embarcações e dos turistas.
A velocidade de destruição dos corais ainda é maior do que o esforço para recuperá-los, segundo os especialistas, mas a nova tecnologia mostra que a ciência pode ajudar a salvar várias espécies ameaçadas.
Segundo esse texto, o uso da impressora 3D contribui para a
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Andar com fé
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
COMENTÁRIO: A fé e a “faia” — O uso do “faiá” é assumido com a intenção de legitimar uma forma popular contra a hegemonia do bem falar das elites. É uma homenagem ao linguajar caipira, ao modo popular mineiro, paulista, baiano — brasileiro, enfim — de falar “falhar” no interior. É quase como se a frase da canção não pudesse ser verdade se o verbo fosse pronunciado corretamente — o que seria um erro… Outro dia cometeram esse “deslize” na Bahia, ao utilizarem a expressão na promoção de uma campanha de cinto de segurança. Nos outdoors, saiu: “A fé não costuma falhar” (a propaganda associava o cinto à fitinha do Senhor do Bonfim). Eu deixei, mas achei a correção desnecessária.
No comentário de Gilberto Gil sobre o uso de “faiá”, o compositor
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Tudo
Você atravessando a rua fez parar meu coração
Não morri, não era hora, mas me fez suar
Teu sorriso dá barato, já me fez rolar na grama
E não querer voltar
Mas eu volto com saudade pra te encontrar no futuro
O mundo não é tão grande pra eu não te achar
Um dia cê vai tar na rua, vai olhar pro lado
E daquele muro vai me ouvir gritar
Deixa eu ficar na tua vida
Morar dentro da concha
Do teu abraço não quero largar
Que seja
Real além da conta
O que a gente precisa
É aprender sonhar
Nessa letra de canção, as formas linguísticas utilizadas evidenciam uma variedade motivada pelo(a)
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TEXTO I
Pensar a Escrevivência como um fenômeno diaspórico e universal primeiramente me incita a voltar a uma imagem que está no núcleo do termo. A imagem fundante do termo é a figura da Mãe Preta, aquela que vivia a sua condição de escravizada dentro da casa-grande. Essa mulher tinha como trabalho escravo a função forçada de cuidar da prole da família colonizadora. Escrevivência, em sua concepção inicial, se realiza como um ato de escrita das mulheres negras, como uma ação que pretende borrar, desfazer uma imagem do passado, em que o corpo-voz de mulheres negras escravizadas tinha sua potência de emissão também sob o controle dos escravocratas, homens, mulheres e até crianças. E, se ontem nem a voz pertencia às mulheres escravizadas, hoje a letra, a escrita nos pertencem também.
TEXTO II
Um corpo no mundo
Atravessei o mar, um sol
Da América do Sul me guia
Trago uma mala de mão
Dentro uma oração, um adeus
Eu sou um corpo, um ser, um corpo só
Tem cor, tem corte
E a história do meu lugar, ô
Eu sou a minha própria embarcação
Sou minha própria sorte
Os textos I e II apresentam como característica comum a referência a(à)
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