Foram encontradas 185 questões.
Memória e história não são sinônimos. A memória é a vida, protagonizada pelas pessoas, em grupo, e está em evolução permanente. Aberta para a dialética da lembrança e do esquecimento, a memória não tem consciência de sua sucessiva deformação e, vulnerável a todas as utilizações e manipulações, é suscetível a longas latências e repentinas revitalizações. A história é a reconstrução sempre problemática e incompleta do que já passou. A memória é um fenômeno sempre atual, uma ligação vivida no eterno presente, ao passo que a história é uma representação do passado.
De acordo com o texto, a escrita da história exige a prática de
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O smartphone não é uma coisa. Eu o caracterizo como um infômata (coisa informatizada) que produz e processa informações. As informações são o contrário dos apoios que dão tranquilidade à vida. Vivem do estímulo da surpresa. Elas nos submergem em um turbilhão de atualidade.
O texto sustenta que a ampliação das experiências de conectividade promovem
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Mas a conversão seria apenas uma questão de salvação? Para o europeu do Renascimento, religião e política misturavam-se inextrincavelmente. A integração política dos povos indígenas exigia sua cristianização, pois a fé era o único denominador comum dos súditos de Carlos V, que incluíam tanto os flamengos de Gand como os mouros de Granada e os bascos de Bilbao. Aliás, o cristianismo do Renascimento era mais um modo de vida do que um conjunto bem definido de crenças e rituais: englobava a educação, a moral, a arte, a sexualidade, as práticas alimentares, as relações de casamento, ritmava a passagem do tempo e os momentos fundamentais da vida.
Os argumentos apresentados no texto promoveram a incorporação do Novo Mundo ao Velho Mundo mediante o
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A cidade atual é uma cidade de contradições; abriga muitas ethnes, muitas classes, muitas religiões. É fragmentária demais, cheia de contrastes e conflitos. Consequentemente, tem muitas faces, não uma apenas. É a própria condição de abertura que torna nossa cidade tão convidativa e atraente para sua crescente multidão de habitantes. A falta de uma imagem coerente e explícita pode, em nossas circunstâncias, ser uma virtude positiva, nunca um defeito ou mesmo um problema.
No texto, a complexidade das cidades contemporâneas apresenta-se como consequência da
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O que define a polis é que, contrariamente à tribo ou às grandes monarquias, contrariamente à comunidade familiar, ali ninguém possui apriori o poder. Não se trata do objeto de um “ter” reservado, mas o lugar de uma luta pelo reconhecimento público, principalmente quando a polis é democrática, como foi o caso de Atenas.
A organização política apresentada no texto alcança o modelo de deliberação pública das sociedades democráticas contemporâneas nas quais
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Pouco antes do Natal de 2020, a questão emergiu de vez: “o armagedom dos chips” (ou chipageddon, como o fenômeno tem sido chamado em inglês) já é uma realidade, inclusive na indústria automobilística. Os carros novos geralmente incluem mais de 100 microprocessadores — e os fabricantes simplesmente não conseguem mais fornecer todos eles.
A crise no setor econômico citado no texto tem relação com o modelo produtivo caracterizado pelo(a)
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TEXTO I
A diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para que qualquer um possa com base nela reclamar qualquer benefício a que o outro não possa também aspirar, tal como ele. Portanto, se dois homens desejam a mesma coisa, ao mesmo tempo em que é impossível ela ser gozada por ambos, eles tornam-se inimigos.
TEXTO II
Nada é mais meigo do que o homem em seu estado primitivo, quando, colocado pela natureza entre a estupidez dos brutos e as luzes funestas do homem civil, e compelido tanto pelo instinto quanto pela razão a defender-se do mal que o ameaça, é impedido pela piedade natural de fazer mal a alguém sem ser a isso levado por alguma coisa ou mesmo depois de atingido por algum mal.
Comparando-se os textos dos contratualistas, verifica-se que eles apresentam um traço constitutivo dos homens no estado de natureza, caracterizado pela
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Nos anos 1990, o liberalismo, que já havia adentrado na maior parte da América Latina, implanta-se no Brasil, com toda força, a partir do governo Collor. O discurso liberal radical, combinado com a abertura da economia, inaugura o que poderíamos chamar da “Era Liberal” no Brasil, sob a bandeira de que uma política menos intervencionista é a chave para o desenvolvimento econômico e social do país. Até então, apesar da existência de algumas iniciativas nesse sentido, durante o governo Sarney, e de uma massificação e propaganda dessa doutrina nos meios de comunicação, ela encontrava uma forte resistência, calcada, principalmente, na ascensão política, durante toda a década de 1980, dos movimentos sociais e do movimento sindical.
Uma estratégia defendida pelo modelo político-econômico apresentado é a
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Localizada no bairro La Quebrada, de Paso del Rey, município de Moreno (Argentina), a Associação de Produtores Familiares se formou em 1998. Os membros desse grupo se organizaram e começaram a trabalhar com uma primeira horta para dez famílias do bairro e com ferramentas obtidas por meio do Plano Hortas Familiares, do Instituto Nacional de Tecnologia Agrária. Logo após, se constituíram formalmente para conseguirem mais recursos dos órgãos públicos. A associação mantém relação com organizações que se identificam como pertencentes a um território comum, o que lhes permite se referir a uma história compartilhada.
Na configuração do movimento social descrito no texto, seus participantes apresentam a seguinte característica:
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De 1967 a 1973, a economia brasileira alcançou taxas médias de crescimento muito elevadas e sem precedentes, que decorreram, em parte, da política econômica então implementada, principalmente sob a direção do ministro da Fazenda Antônio Delfim Neto, mas também de uma conjuntura econômica externa muito favorável, que somou forças para um crescimento acelerado, acompanhado de uma inflação declinante e relativamente baixa para os padrões brasileiros, além de superávits no balanço de pagamentos. Esse período (e por vezes de forma mais restrita os anos 1968-1973) passou a ser conhecido como o do “milagre econômico brasileiro”, uma terminologia anteriormente aplicada a fases de rápido crescimento econômico, como ocorreu no Japão.
Qual foi o fator determinante para o crescimento econômico apresentado no texto?
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