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O caso Vinícius Júnior acendeu um alerta em praticamente todo o mundo contra manifestações de preconceito nos campos de futebol. No entanto, as ofensas não ocorrem apenas na Europa, mas também no Brasil — e têm aumentado nos últimos anos. Segundo um levantamento do Observatório da Discriminação Racial do Futebol, o Brasil viveu um aumento no número de ocorrências de racismo nos últimos anos. Em 2021, o Observatório registrou 64 situações de racismo. Já em 2022, foram comprovadas 90 situações — um aumento de 40%. A alta se dá porque os atletas têm tomado consciência da necessidade de fazer denúncias contra as ofensas. “O jogador de futebol compreendeu que aquilo que acontece em campo, que ele dizia que deveria morrer em campo, ele já entende que isso é crime, que o racismo é crime, não pode morrer em campo e precisa ser denunciado”, diz o diretor-executivo do Observatório.
A medida apontada nesse texto para combater o racismo de forma efetiva no futebol é
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TEXTO I

TEXTO II
Índio eu não sou
Não me chame de “índio” porque
Esse nome nunca me pertenceu
Nem como apelido quero levar
Um erro que Colombo cometeu.
Por um erro de rota
Colombo em meu solo desembarcou
E no desejo de às Índias chegar
Com o nome de “índio” me apelidou.
[...]
Chegou tarde, eu já estava aqui
Caravela aportou bem ali
Eu vi “homem branco” subir
Na minha Uka me escondi.
[...]
“Índio” eu não sou.
Sou Kambeba, sou Tembé
Sou Kokama, sou Sataré
Sou Guarani, sou Arawaté
Sou Tikuna, sou Suruí
Sou Tupinambá, sou Pataxó
Sou Terena, sou Tukano
Resisto com raça e fé.
São Paulo: Pólen, 2018 (fragmento).
Em relação aos povos originários, os textos I e II aproximam-se ao
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Nessa tirinha, a crítica ao uso da Inteligência Artificial na elaboração do gênero discurso se dá em razão da
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Essa peça de campanha apresenta características de um gênero do universo infantil no intuito de
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Os recursos verbais e visuais da campanha veiculada no cartaz têm o objetivo de
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Quando a porta se abriu, ouvi em tom baixo: “Não saia daí até eu voltar!”. E ela se fechou, me deixando ali, no escuro. [...]
Até que acabaram os biscoitos e a água que levamos na mochila. Bateu sede, mas eu não podia sair do quartinho. Bateu fome, mas eu não podia sair do quartinho. Bateu vontade de fazer xixi, mas... descobri que tinha um microbanheiro atrás de outra porta branca: um vaso sanitário, um chuveiro que por pouco não estava sobre o vaso e, em frente aos dois, uma pia com um espelho na parede acima dela. Entre o espelho e a pia, uma prateleira com um pote, um tubo de pasta de dentes e uma escova dentro. Tudo no diminutivo.
Quando ter uma empregada que dorme no trabalho passou a ser algo caro e não de muito bom-tom, os corretores de imóveis chamariam esse local da casa de “quarto reversível”, um nome para não chamar o quartinho de quartinho ou do que ele realmente era: um lugar para serviçais, criadas, babás, domésticas, amas, empregadas. Todos esses nomes que deram e dão até hoje a quem é “quase da família”. Um lugar onde estivessem ao alcance do comando de voz, do olhar, ao alcance das mãos... A tempo e hora, vinte e quatro horas por dia.
Nesse fragmento, ao refletir sobre aspectos da rotina de trabalho da mãe, a narradora
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Lima Barreto, o fato e a ficção
Neste volume da Biblioteca Carioca, apresentam-se dois textos de Lima Barreto. O primeiro — Diário do hospício — combina memórias e reflexões acerca da vida no manicômio (e fora dele, algumas vezes), constituindo-se no diário do escritor, relativo ao período de 25 de dezembro de 1919 a 2 de fevereiro de 1920, em que se encontrava internado no Hospício de D. Pedro II, situado na Praia Vermelha. O segundo texto — O cemitério dos vivos — apresenta caráter ficcional e, apesar de centrar-se em um núcleo familiar, remete muitas vezes às observações transcritas no Diário do hospício. Acrescentou-se aos dois textos um conto, Como o homem chegou, em que um episódio ocorrido com o autor, por ocasião de seu primeiro internamento, serve de base à fabulação; e cartas enviadas e recebidas por Lima Barreto quando se encontrava no hospício.
Esse trecho do prefácio do livro de Lima Barreto cumpre o propósito de
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Coração tição
Quero me lambuzar nos mares negros
para não me perder,
conseguir chegar no meu destino.
Não quero ser parda, mulata
Sou afro-brasileira-mineira.
Bisneta
de uma princesa de Benguela.
Não serei refém de valores
que não me pertencem.
Quero sentir meu coração
como um tição.
Não vou deixar que o mito
do fogo entre as pernas iluda e desvie
homens e mulheres
daqui por diante.
Nesse poema, o jogo entre afirmações e negações reflete a expressividade de um eu lírico que
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O voleibol se apresenta como um jogo dinâmico, pois as ações realizadas durante a partida não podem ser individualizadas, o que impossibilita que os jogadores executem sucessivos toques na bola. Em virtude de sua habilidade motora básica ser o ato de rebater, torna-se inviável a seus jogadores reter a bola para si e monopolizá-la. Em diferentes situações, justamente por sua dinamicidade e pelas interações de cooperação e/ou oposição estabelecidas entre os momentos do jogo e entre seus participantes, é de suma importância que estes, a todo momento, estejam atentos às ações e ao comportamento de seus companheiros e adversários, para poderem se antecipar e, assim, atingir os objetivos do jogo. Para que o êxito nessas situações seja alcançado, torna-se imprescindível que os participantes realizem, constantemente, a leitura de diferentes elementos, como as ações de companheiros e adversários, seu posicionamento e sua movimentação, para, posteriormente, tomarem as melhores decisões com base nessas percepções.
Esse texto descreve o voleibol como uma modalidade esportiva que
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Maria Manuela foi bordar no sofá. Ela ainda tinha três filhas para casar, e agora estava sem marido. Ainda bem que Manuela já tinha o Joaquim. Logo que a maldita guerra acabasse, ficavam noivos e casavam sem demora. Era um compromisso a menos. E depois, Antônio, quando voltasse, ajudaria a achar bom partido para as outras duas manas. Mas agora Antônio estava nos arredores de Porto Alegre, naquele sítio interminável que os rebeldes impunham à cidade. E Maria Manuela rezava por ele todos os dias, apegava-se às suas santas, fazia promessas complicadas, jejuava. Tinha perdido o marido, mas seu filho querido, esse, nem que ela tivesse de queimar todas as velas do Rio Grande, esse voltava para casa são e salvo. Pegou a agulha e recomeçou o trabalho de onde o tinha deixado na noite anterior. Era uma toalha de mesa, para o enxoval de Manuela.
Nesse trecho do romance, o narrador expõe as preocupações de Maria Manuela em relação aos filhos, enfatizando valores relacionados à
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